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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

E o maior é…

Pelos vistos, no “campeonato do facebook”, o FC Porto é o clube português que tem mais seguidores.

Os três grandes no facebook (fonte: O JOGO, 19-11-2015)

Os três grandes no facebook (fonte: capa de O JOGO, 19-11-2015)

Os três grandes no facebook (fonte: O JOGO, 19-11-2015)

Mas, mais importante que ser o maior (em número de sócios, número de adeptos, número de seguidores no facebook, …), interessa ser o MELHOR. E nesse aspecto há poucas dúvidas, os resultados (a nível interno e externo) falam por si.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Só há uma bola

Vítor Pereira e a equipa do FC Porto têm sido criticados, incluindo por muitos adeptos portistas, devido ao modelo de jogo que a equipa adopta.

Uma das críticas é que a elevada posse de bola é inconsequente. Penso que não é bem assim e, de alguma maneira, os números demonstram-no.

(fonte: jornal O JOGO)

Por exemplo, se olharmos para o último jogo, em que o FC Porto teve uma posse de bola de 77% (na primeira parte chegou a ser de 82%!), verificamos que essa posse de bola se traduziu nos seguintes indicadores ofensivos:
- 53 ataques
- 15 remates
- 10 cantos
- 2 golos

E, revendo o filme do jogo, constata-se que, para além dos golos, o FC Porto criou mais seis situações de golo iminente, contra apenas uma oportunidade de golo do Vitória Setúbal em todo o desafio.

(fonte: jornal O JOGO)

Penso que não é por acaso, e muito menos por favores da arbitragem, que o FC Porto está há tantos jogos sem perder para o campeonato português. É que, como dizia José Maria Pedroto, só há uma bola e se for nossa a outra equipa tem mais dificuldades em atacar.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dragões ao minuto no campeonato 2011-12


(clicar na imagem para a ampliar)


Nota: Houve dois autogolos a somar aos 67 marcados por jogadores do FC Porto - Melgarejo (FC Porto x Paços Ferreira) e Ricardo (Paços Ferreira x FC Porto).

sábado, 10 de março de 2012

Confrontos na casa do principal rival

Com a vitória obtida na última jornada, o FC Porto alcançou a melhor série a vencer na casa do slb (3 jogos), embora, naturalmente, os encarnados continuem a ter vantagem no histórico dos jogos disputados no estádio da Luz.



Mas, se restringirmos a análise aos 14 slb x FC Porto disputados no século XXI, o cenário inverte-se:


Derrotas (do FC Porto): 3
Empates: 5
Vitórias (do FC Porto): 6

A comunicação social praticamente ignorou (e ignora) esta realidade, mas o facto de no século XXI o FC Porto ter mais vitórias que o slb (o dobro!) nos jogos que disputaram entre si no estádio da Luz, é algo que deveria merecer destaque e análise. Aliás, o FC Porto perdeu apenas um dos últimos sete jogos que disputou no estádio da Luz.

Vale a pena recordar que, durante décadas, ir empatar ao estádio do slb já era considerado um bom resultado.
Na década de 40 (entre 1941/01/26 e 1947/12/28), o FC Porto perdeu nove jogos seguidos em deslocações ao "ninho das águias". E, entre 1963/11/24 e 1973/11/04, o FC Porto completou uma série de 16 jogos sem conseguir vencer na casa do seu maior rival.

Como explicar, então, esta enorme mudança no futebol português?
Eu só vejo uma de duas hipóteses: bruxaria ou o “Sistema”...

Fonte: www.zerozero.pt

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

53 jogos sem perder

No sábado, em Alvalade, o FC Porto atingiu o 53º jogo consecutivo sem perder no campeonato, igualando o recorde do clube que, sob o comando de Bobby Robson, já tinha alcançado idêntica marca entre 14 de Outubro de 1994 e 23 Março de 1996.




Os treinadores, datas, adversários e resultados do actual ciclo de 53 jogos consecutivos sem perder, são os seguintes:

Época 2009/10 (Jesualdo Ferreira)
06/03 Olhanense (C) E 2-2
13/03 Académica (F) V 2-1
28/03 Belenenses (F) V 3-0
03/04 Marítimo (C) V 4-1
10/04 Rio Ave (F) V 1-0
18/04 V. Guimarães (C) V 3-0
24/04 V. Setúbal (F) V 5-2
02/05 slb (C) V 3-1
08/05 U. Leiria (F) V 4-1

Época 2010/11 (André Villas-Boas)
14/08 Naval (F) V 1-0
22/08 Beira-Mar (C) V 3-0
29/08 Rio Ave (F) V 2-0
11/09 SC Braga (C) V 3-2
20/09 Nacional (F) V 2-0
25/09 Olhanense (C) V 2-0
04/10 V. Guimarães (F) E 1-1
25/10 U. Leiria (C) V 5-1
30/10 Académica (F) V 1-0
07/11 slb (C) V 5-0
14/11 Portimonense (C) V 2-0
27/11 SCP (F) E 1-1
06/12 V. Setúbal (C) V 1-0
19/12 Paços Ferreira (F) V 3-0
08/01 Marítimo (C) V 4-1
16/01 Naval (C) V 3-1
22/01 Beira-Mar (F) V 1-0
26/01 Nacional (C) V 3-0
06/02 Rio Ave (C) V 1-0
13/02 SC Braga (F) V 2-0
26/02 Olhanense (F) V 3-0
05/03 V. Guimarães (C) V 2-0
14/03 U. Leiria (F) V 2-0
20/03 Académica (C) V 3-1
03/04 slb (F) V 2-1
10/04 Portimonense (F) V 3-2
27/04 SCP (C) V 3-2
01/05 V. Setúbal (F) V 4-0
08/05 Paços Ferreira (C) E 3-3
14/05 Marítimo (F) V 2-0

Época 2011/12 (Vítor Pereira)
14/08 V. Guimarães (F) V 1-0
19/08 Gil Vicente (C) V 3-1
06/09 U. Leiria (F) V 5-2
09/09 V. Setúbal (C) V 3-0
18/09 Feirense (F) E 0-0
23/09 slb (C) E 2-2
02/10 Académica (F) V 3-0
23/10 Nacional (C) V 5-0
28/10 Paços Ferreira (C) V 3-0
05/11 Olhanense (F) E 0-0
27/11 SC Braga (C) V 3-2
11/12 Beira-Mar (F) V 2-1
18/12 Marítimo (C) V 2-0
07/01 SCP (F) E 0-0

Resumo:
Época J V E D GOLOS
2009/10 9 8 1 0 27-8
2010/11 30 27 3 0 73-16
2011/12 14 10 4 0 32-8
Total: 53 45 8 0 132-32


Nota: As imagens são do Suplemento JN Desporto "Penta Campeões" e foram obtidas no blogue 'Pobo do Norte'.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

As equipas campeãs



Compilação efectuada pelo jornalista Rui Miguel Tovar (jornal i).
Quem gosta de estatísticas, nomes, datas, etc., pode consultar aqui.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O recorde


Não, este texto não é sobre o diário desportivo do grupo Cofina. É antes um pequeno apontamento sobre a série de 34 jogos oficiais sem perder que o FC Porto atingiu, após vencer o Juventude Évora.

Conforme a comunicação social não se cansou de lembrar, o máximo anterior tinha sido estabelecido por José Mourinho, entre 5 de Outubro de 2003 e 28 de Março de 2004 - 33 jogos sem perder.

"Este recorde deve-se em muito a Jesualdo Ferreira e ao que ele deixou aqui", André Villas-Boas

Fica bem a AVB recordar o homem que o antecedeu no comando técnico do FC Porto. De facto, esta série de 34 jogos foi iniciada no final da época passada, com 10 vitórias consecutivas, a que AVB juntou mais 21 vitórias e três empates. Mas, conforme reconhece o actual treinador do FC Porto, o contributo de Jesualdo Ferreira para este recorde não é "apenas" as 10 vitórias. É também tudo aquilo que ele deixou de positivo.

Quando, por exemplo, vemos o desempenho actual de Hulk e Guarin, é inevitável lembrar o trabalho especifico que Jesualdo desenvolveu com estes jogadores e a que AVB está a dar continuidade, potenciando o seu rendimento, e de outros jogadores, no colectivo muito forte que construiu esta época.

Mas voltando ao recorde, e sem querer minimizar este feito, temos de reconhecer que é mais fácil manter a invencibilidade competindo na Liga Europa, do que se estivéssemos no nosso lugar natural, isto é, a disputar a Liga dos Campeões.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

As estatísticas da liga

Este ano a Liga disponibiliza no seu site um MatchCenter (em inglês é sempre outra loiça) - que permite acompanhar os jogos em directo, mas acima de tudo permite acesso a algumas estatísticas curiosas. A minha preferida é a análise de posições:


Mas nestas 3 jornadas há alguns dados que não batem certo. Ou tradução está mal feita, ou o sistema automático como é, ainda apresenta alguns pontos a melhorar.

Há dados que não batem mesmo certo, como estes em:

Em que 12+12+19+19+27+30 = 119 e não 122. E como este, há muitos erros deste género e com margens ainda maiores.

Depois existem casos como estes:


Sendo que o Falcao jogou os 90 minutos e o C. Rodriguez uns 10, e mesmo sabendo-se que o Falcao não se agarra propriamente à bola, é difícil de acreditar que a diferença de posse de bola entre eles seja só de 4 segundos. Como é difícil acreditar que no jogo com o Beira-Mar o Alvaro Pereira tivesse 2 minutos e meio de posse de bola, sendo mais do dobro ou triplo que todos os outros jogadores  e que o Belluschi que fez um jogão só tivesse 20 segundos.

E em relação à rubrica Passes Certos, das duas uma ou o valor refere-se a passes e entre parênteses está a percentagem de passes certos, ou então se o valor é mesmo o n.º de passes certos, a % tem de estar mal - por exemplo, no caso do C. Rodriguez, se teve 5 toques na bola e se fez 5 passes certos tinha de ter 100% - ou agora é possível fazer passes sem tocar na bola?

E ainda há uma outra que certamente tem uma explicação lógica, mas que eu ainda não vi qual é:


Então o Porto cometeu 18 faltas, mas o Rio Ave só sofreu 17? E o Rio Ave cometeu 16 e o Porto só sofreu 14? Como é que se comete uma falta sem que o adversário a sofra? Poderiam ser os fora de jogo, considerando-os falta cometida mas não sofrida, mas nesse caso os valores também não batem certo.

Já lá vão os anos desde que Pedroto / José Neto começaram a fazer algumas destas análises, às vezes dá a impressão que em 30 anos as coisas podiam ter evoluído mais, especialmente na divulgação pública destes dados. Finalmente a Liga assumiu parte desta divulgação, falta agora permitirem o acesso aos dados de todas as jornadas e afinarem estas pequenas coisas, quando o fizerem perceber-se-á muito melhor o jogo e o campeonato.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

25 remates

«O F.C. Porto estabeleceu novo máximo de remates num só jogo ao chutar 25 vezes à baliza (ou ao lado) de Bracalli na partida de domingo à noite.
O registo anterior pertencia ao Benfica (18 remates) e tinha sido conseguido na primeira jornada, na Luz, frente ao Marítimo.»
in Maisfutebol, 24/08/2009

Para uma equipa e um treinador que têm fama de ser defensivos, não está mal...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Contas à moda do Porto (II)

Está na hora de actualizar as contas aqui efectuadas o ano passado:


Há números que dizem muita coisa:

4 nos últimos 4 - 100%
6 nos últimos 7 - 86%
11 nos últimos 15 - 73%
14 nos últimos 21 - 67%
17 nos últimos 25 - 68%
19 nos últimos 32 - 59%
24 em 75 - 32%

e tal como há um ano cada dia que passa, mais se me entala na garganta aquela época de 2004/2005.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Números da bola (21)

A vitória em Matosinhos é a 7ª consecutiva fora de casa.

Desempenho do FC Porto fora de casa:
11 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 1 derrota
25 golos marcados - média de 2,27 golos por jogo

Dos oito golos que Hulk já marcou neste campeonato, seis foram obtidos em jogos fora (talvez por isso vá limpar os amarelos ficando ausente num jogo em casa, onde tem sido menos preponderante).

Há 14 jogos consecutivos que o FC Porto não perde para o campeonato.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Análise individual do plantel - 1ª volta (II)


Rodríguez: Após uma boa pré-época, os primeiros jogos oficiais não lhe correram de feição. Os cruzamentos e remates não lhe saíam bem e limitava-se a fazer o corredor esquerdo do ataque portista. Demonstrou sempre ser um lutador incansável. A 1 de Dezembro de 2008 marca o seu primeiro golo e desde então tem sido habitualmente um dos melhores em campo. Rodriguez começou a variar o seu jogo pelas alas e centro, aparecendo mais vezes na área com perigo, o que lhe valeu mais 4 golos, sendo neste momento o melhor marcador da equipa na Liga a par de Hulk.
24 jogos e 5 golos (Liga 15/5, UEFA 6/0, Taça 1/0, Taça Liga 1/0, Supertaça 1/0)

Mariano: Está longe de recolher o consenso entre os adeptos. Tanto faz boas jogadas como se atrapalha com a bola. Tanto ajuda a defesa como se esquece de defender. Falta-lhe velocidade para jogar nas alas e tem alguma dificuldade em libertar rapidamente a bola. Por outro lado, é esforçado e parece ser um jogador útil no plantel que entra para fazer qualquer posição que se lhe peça. Tê-lo em campo parece ser uma lotaria: não sabemos que Mariano vamos ter. Como disse, muito longe de ser um jogador consensual.
16 jogos e 1 golo (Liga 10/0, UEFA 4/0, Taça 2/1, Taça Liga 2/0)

Raul Meireles: Foi o médio mais desinibido no início da época, devido às várias incertezas no meio campo da equipa. Cumpriu bem o seu papel a médio mais recuado até Fernando começar a sobressair. Aí, regressou à sua posição habitual mantendo o bom momento de forma. Nos últimos jogos da 1ª volta pareceu mais cansado e discreto que o normal.
22 jogos e 2 golos (Liga 14/2, UEFA 6/0, Taça 1/0, Supertaça 1/0)

Bolatti: O único jogo oficial que realizou foi no nevoeiro da Madeira para a Taça da Liga, o que inviabiliza qualquer análise. No entanto foi utilizado por diversas vezes na pré-época quando Jesualdo Ferreira procurava saber quem seriam os médios mais fiáveis do plantel. Bolatti, que esteve tapado em 2007/08, teve a sua oportunidade para triunfar no FC Porto. Contudo, em todos os jogos de preparação, mostrou-se pouco lutador, desmotivado e até sem grande paciência para lutar pela titularidade. Foi naturalmente relegado para último lugar. Bolatti mostrou que não tem estofo para jogar num futebol exigente, como demonstra aliás a recusa para continuar a jogar a título de empréstimo na Europa.
1 jogo (Taça Liga)

Tomás Costa: Apareceu bem no início da época, fazendo boas exibições. É um médio versátil que consegue cumprir com alguma qualidade as posições de médio direito ou esquerdo e defesa lateral. Continua a saltar regularmente do banco de suplentes com resultados positivos.
19 jogos e nenhum golo (Liga 10, UEFA 5, Taça 1, Taça Liga 3)

Fernando: Depois de uma boa pré-época em 2007/08 que não foi suficiente para ficar (até porque estava tapado pelo titular indiscutível Paulo Assunção), regressou para ficar. E, com alguma surpresa, tomou conta da posição de médio defensivo. Justiça seja feita, Fernando começou por ser titular também porque não havia alternativas para o lugar, o que acabou por ser positivo para o FC Porto. Bolatti desistiu da corrida, Pelé pouco jogou, Guarín nunca se adaptou e Meireles rendia menos do que no seu lugar original. Aos poucos, Fernando foi corrigindo alguns defeitos de palmatória, como perder bolas à saída da grande área que nos valeram 2 ou 3 golos e começou a ser mais eficiente na cobertura aos laterais. Acaba a 1ª volta em muito boa forma.
21 jogos e nenhum golo (Liga 13, UEFA 6, Taça 1, Taça Liga 1)

Pelé: Um jogador difícil de analisar pois esteve apenas 143 minutos em campo. Não conseguiu superar a concorrência de Fernando e acabou por ter poucas oportunidades. Julgo que passou praticamente despercebido nos minutos finais em que entrou em campo. Fez um único jogo completo contra o Vitória Setúbal para a Taça da Liga.
5 jogos e nenhum golo (Liga 2, UEFA 2, Taça Liga 1)

Lisandro: Na época passada obteve 24 golos (13 dos quais na 1ª volta). Este ano tem apenas 5 golos na Liga mas este ano os golos têm sido mais distribuídos pela equipa. É lutador e dedicado durante todos os minutos de cada jogo e foi um dos jogadores mais importante na fase de grupos da Champions cumprindo a totalidade dos 6 jogos com 4 golos marcados e 1 assistência. Quer pela qualidade, quer pela quantidade, Lisandro continua a ser um jogador preponderante no onze.
23 jogos e 9 golos (Liga 15/5/4, UEFA 6/4/1, Taça 2/0/0, Supertaça 1/0/0)

Hulk: Em poucos jogos após ter chegado ao clube mostrou que tinha velocidade, força, boa técnica e um potente remate. Tinha também enormes limitações tácticas e um jogo um pouco previsível. Demorou algum tempo a melhorar esses aspectos, mas os resultados estão à vista. Ao fim dos 14 jogos é o jogador mais decidido e perigoso da equipa, capaz de desequilibrar as defesas, mesmo quando o resto o ataque está menos inspirado. É a par de Rodriguez o melhor marcador da equipa na Liga. A segunda volta confirmará se vai ser a revelação da Liga 2008/09.
23 jogos e 6 golos (Liga 14/6, UEFA 6/0, Taça 1/1, Taça Liga 1/0, Supertaça 1/0)

Tarik Sektioui: Vinha de uma boa época deixando a esperança que poderia ser um bom ala no FC Porto por mais uma ou duas temporadas. O ano passado esteve presente em 30 jogos (22 a titular) com 7 golos marcados. Uma lesão inviabilizou-o de participar na pré-época o que, para um jogador com 31 anos, pode ter sido decisivo para a sua má forma. No seu último jogo (Académica para Taça Liga) revelou insuficiências físicas que afectaram totalmente a sua competitividade.
6 jogos e nenhum golo (Liga 3, UEFA 2, Taça Liga 1)

Farías: Tem sido mais utilizado nas competições “secundárias”, como a Taça de Portugal e Taça da Liga, onde tem tido boas actuações contra equipas mais acessíveis. Na Liga não tem demonstrado grandes capacidades, talvez fruto de entrar como substituto para o último quarto de hora. Não jogou em nenhuma partida da Champions League.
11 jogos e 5 golos (Liga 5/1, Taça 2/3, Taça Liga 3/1, Supertaça 1/0)

Candeias: Teve algumas oportunidades durante esta primeira volta. Pareceu ser um jogador determinado mas sem grandes resultados. Poderiam-lhe ter sido concedidas mais oportunidades para jogar. Vai fazer a 2ª volta pelo Rio Ave onde poderá demonstrar os seus atributos.
9 jogos e 1 golo (Liga 4/0, UEFA 1/0, Taça 1/1, Taça Liga 2/0, Supertaça 1/0)

Rabiola: O jovem de 19 anos que vinha lesionado da época anterior manteve o seu plano de recuperação. Em Outubro regressou aos treinos tendo mais tarde boas prestações na Liga Intercalar. Estreou-se na equipa principal com um bom golo à ponta-de-lança. Manteve-se no plantel durante a abertura no mercado, o que é um sinal que poderá voltar a ser aposta na equipa.
2 jogos e 1 golo (Taça Liga)

Diogo Viana: Estreiou-se na equipa no jogo para a Taça Liga contra o V. Setúbal com um bom cruzamento para o golo decisivo de Rabiola, sendo sempre muito activo até ao final da partida. Boas prestações que podem-lhe valer mais oportunidades no plantel.
3 jogos e nenhum golo (Taça Liga)

fonte estatísticas: zerozero.pt (26.01.2009 com algumas correcções minhas)

Análise individual do plantel - 1ª volta (I)


Concluída a 1ª volta da Liga é o momento de fazer uma análise individual aos jogadores que compõem o plantel.

Helton: Começou a época algo inseguro, um pouco à imagem do que tinha sido o final da época passada. Esteve de fora durante 4 jogos e desde então tem estado bem mais firme entre os postes, o que tem ajudado os defesas. A manter-se nesta forma não será com certeza por sua causa que a equipa vai vacilar. Embora os golos sofridos não sejam da exclusiva responsabilidade dos guarda-redes, ficam aqui alguns dados estatísticos interessantes.
18 jogos e 16 golos sofridos (Liga 12/6, UEFA 5/7, Taça 1/1, Supertaça 1/2)

Nuno: O suplente de Helton é experiente e importante para o plantel. Foi chamado para substituir Helton no momento mais complicado esta época, após a derrota por 4-0 contra o Arsenal. Com ele o FC Porto venceu o Sporting para a Liga e sofreu mais três derrotas (D.Kiev, Leixões e Naval). É preciso tirar-lhe o chapéu, pois poucos seriam capazes de aguentar saltar do banco em tão conturbado momento. Nuno é o suplente quase ideal: quando chamado não compromete e tem um papel importante no plantel, principalmente com os mais jovens. Jogou mais uma vez contra o Nacional, para a Taça da Liga.
5 jogos e 8 golos sofridos (Liga 3/5, UEFA 1/1, Taça Liga 1/2)

Ventura: Jovem promissor que, quando chamado, revelou atributos muito importantes para um guarda-redes de grande nível. Destaca-se pela confiança e tranquilidade nas saídas aos cruzamentos e em momentos de mais apuro. Nos dois jogos oficiais da Taça da Liga que realizou esteve bem, sofrendo um golo de penalti.
2 jogos e 1 golo sofrido (Taça Liga)

Bruno Alves: Lutador nato em campo. Teve um ou outro jogo menos conseguido nesta 1ª volta, possivelmente fruto do ajuste às mudanças de colegas na defesa. Tem estado muito bem durante a maioria dos jogos. Contrária à campanha de alguns comentadores para o rotular de violento, Bruno Alves tem apenas 1 amarelo em todas as competições nacionais e internacionais, sendo o jogador mais utilizado da Liga. Pode-se admitir que ficou por mostrar o cartão em mais uma ou outra ocasião, mas o registo disciplinar demonstra as suas qualidades bem como o seu desportivismo. Ficamos à espera de ver mais golos de livre.
24 jogos, 3 golos e 1 amarelo (Liga 15/2/1, UEFA 6/1/0, Supertaça 1/0/0, Taça 1/0/0, Taça da Liga 1/0/0)

Pedro Emanuel: Chamado quase sempre para cumprir a posição mais debilitada do plantel. A idade não perdoa e Pedro Emanuel já não revela a velocidade necessária para defender nas laterais e mesmo no centro do terreno apresenta algumas dificuldades em acompanhar os adversários. No entanto, nunca comprometeu seriamente a equipa nos jogos em que actuou. Os adeptos reconhecem-lhe o profissionalismo e sacrifícios feitos ao longo de todas as épocas de dragão ao peito. Qualquer que seja a altura de pendurar as botas sairá sempre pela porta grande. Para já, tem pelo menos esta época o papel de ser um dos “patrões” do balneário azul e branco, tarefa que poucos se podem orgulhar de desempenhar.
10 jogos e 3 amarelos (Liga 4/0, UEFA 3/1, Taça 1/2, Taça Liga 2/0, Supertaça 1/0)

Stepanov: Uma incógnita proveniente da época 07/08. O jovem internacional tinha na sua sombra alguns graves erros na época passada que valeram golos sofridos e algumas sobrancelhas levantadas quanto ao seu valor. O FC Porto manteve-o no plantel nesta reabertura de mercado, pois esteve muito bem na Taça da Liga, sendo um dos melhores em campo em 2 dos 3 jogos em que participou (no jogo contra o Nacional não pôde ser devidamente avaliado). Se por um lado seria bom uma presença mais activa na equipa principal, por outro é consensual que a dupla Bruno Alves / Rolando tem estado a bom nível.
3 jogos e 1 amarelo (Taça da Liga)

Benítez: É seguramente o jogador mais fraco do plantel. Dele não sobressai nenhuma qualidade digna de menção e muitas das suas capacidades são medianas ou roçam a mediocridade. Tem dificuldades em subir, abre muitos espaços na defesa, recupera mal e lentamente, é quase sempre antecipado pelos seus adversários na área, quer no ar como pelo chão e defende mal, recorrendo constantemente à falta como revelam os 4 amarelos em 9 jogos. A saída de Lino garantiu-lhe a necessidade de permanência no plantel, mas Benítez revelou nas diversas oportunidades que teve que não tem qualidade para estar no plantel do tri-campeão nacional.
9 jogos e 4 amarelos (Liga 4/2, UEFA 2/0, Supertaça 1/1, Taça Liga 2/1)

Fucile: Umas das melhores contratações (qualidade/preço) do FC Porto nos últimos anos. Começou a época algo irregular devido a questões físicas e pequena lesões (parece ser vítima de excessivas viagens intercontinentais). Com o interregno dos jogos internacionais aparece no final da 1ª volta em boa forma com mais disponibilidade física. Foi um dos melhores na difícil vitória em Braga ao terminar a 1ª volta.
15 jogos e 4 amarelos (Liga 12/4, UEFA 2/0, Taça 1/0)

Rolando: Uma das caras novas no plantel de 08/09. Entrou, viu e venceu. Mas não fosse o FC Porto um clube exigente, Rolando não teria ficado a saber quão duro é ser titular no FC Porto, já que a margem de erro aceitável é extremamente reduzida. Passado o habitual período de adaptação a um novo parceiro no centro da defesa, desapareceram alguns erros defensivos e apresenta-se à entrada da 2ª volta como um habitual central do clube: de grande nível. Os 1800 minutos (totalista na Liga e na Champions) demonstram bem a confiança do treinador e a regularidade das suas prestações.
21 jogos, 1 golo e 2 amarelos
(Liga 14/0/1, UEFA 6/1/1, Taça 1/0/0)


Lino: Na sua segunda época no FC Porto não se conseguiu impor. As escolhas para lateral esquerdo recaiam nele, Benítez e Fucile, destro adaptado que levava larga vantagem na luta pela titularidade. Lino deixou o clube ainda antes do final da 1ª volta. Durante esta época mostrou-se mais confiante que na anterior, mas revelou sempre as mesmas limitações: um bom pé esquerdo para as bolas paradas mas sem sobressair nos cruzamentos, alguma qualidade nos ataques, mas menos na defesa.
8 jogos, 1 golo e nenhum amarelo (Liga 5/0/0, UEFA 3/1/0)

Sapunaru: Outra contratação para esta época. Rapidamente chegou à titularidade devido à utilização de Fucile na esquerda. Talvez devido à sua formação anterior como defesa central, Sapunaru tem algumas dificuldades de posicionamento e de arranque, o que o leva a ser algumas vez ultrapassado pelos seus adversários directos o que lhe valeu já ter visto por 5 vezes o cartão amarelo. No ataque mostrou capacidade para subir e bem, tendo já marcado e assistido para golo. Um jogador a ter em atenção na 2ª volta, já que vai estar numa luta acesa com os companheiros pela titularidade.
17 jogos, 1 golo e 5 amarelos (Liga 9/0/2, UEFA 4/0/1, Taça Liga 3/0/2, Supertaça 1/0/0)

Guarín: Teve um início de época difícil, já que Jesualdo Ferreira experimentou-o a diversas funções do meio campo. Parece sentir-se melhor a médio ofensivo, mas a irregularidade tem sido o seu grande inimigo. É capaz do melhor e do pior no mesmo jogo, assumindo por vezes um papel activo no ataque por uma vezes e desaparecendo do jogo noutras. O seu físico possante deveria-lhe dar mais capacidade para se impor no miolo do terreno. É um jogador interessante e espera-se que comece a ser mais determinante na equipa.
17 jogos e 3 golos (Liga 9/1, UEFA 3/0, Taça 1/2, Taça Liga 3/0, Supertaça 1/0)

Lucho: Tem sido um jogador menos exuberante e determinante que na época 07/08. Parece ter menos liderança na condução do ataque e que lhe falta alguma frescura física, já que por vezes desaparece por completo em largos períodos do jogo. Não deixa de ser o capitão e tem tido alguns momentos decisivos em jogos cruciais nesta época. As últimas exibições da 1ª volta podem revelar uma subida de forma na segunda metade do campeonato.
22 jogos e 7 golos (Liga 14/5, UEFA 5/2, Taça 1/0, Taça Liga 1/0, Supertaça 1/0)

fonte estatísticas: zerozero.pt (26.01.2009 com algumas correcções minhas)

quinta-feira, 24 de abril de 2008

FC Porto versus Benfica


O FC Porto já tinha ultrapassado o Benfica no histórico dos jogos disputados entre os dois clubes para o campeonato.
Com a vitória do último domingo, não só aumentou essa vantagem, como igualou os números globais, que abrangem todas as competições oficiais.
Assim, depois do último FC Porto x Benfica, o histórico dos jogos oficiais entre os dois clubes portugueses com melhor palmarés é o seguinte:

domingo, 6 de abril de 2008

Contas à moda do Porto

Há números que dizem muita coisa:

3 nos últimos 3 - 100%
5 nos últimos 6 - 83%
10 nos últimos 14 - 71%
13 nos últimos 20 - 65%
16 nos últimos 24 - 67%
18 nos últimos 31 - 58%
23 em 74 - 31%

(cada dia que passa, mais se me entala na garganta aquela época de 2004/2005)