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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Do Porto para o Mundo

Em 1 de Julho passado, em Serralves, durante a conferência promovida para assinalar os 20 anos da TSF no Porto, Pinto da Costa contou a seguinte história:

Há alguns meses fui a Natal, no Brasil, e cerca de dois terços dos passageiros do avião em que viajei eram provenientes do Porto, mas foram obrigados a embarcar em Lisboa


Não sei o que pensarão os Dragões da TAP sobre isto, mas no JN de ontem Jorge Fiel voltou ao assunto:

«O aeroporto Sá Carneiro e o porto de Leixões são infraestruturas estratégicas para afirmação do Porto como capital do Noroeste Peninsular e têm-se comportado à altura da sua missão, apesar das manobras lisboetas para os estrangular.

O lóbi feito pelos empresários do Norte salvou, no ano passado, o rentável porto de Leixões a uma tentativa de centralizar a sua gestão em Lisboa, numa espécie de ANA dos portos, onde diluiria no prejuízo dos outros portos o lucro alcançado com uma gestão competente.

E está bem viva na nossa memória a tentativa de assassinato a sangue frio do Sá Carneiro, perpetrada pela TAP ao retirar-lhe a esmagadora maioria das ligações directas, diligentemente centralizadas em Lisboa. O nosso aeroporto apenas sobreviveu porque a Lufthansa e Ryanair identificaram na deserção da TAP uma oportunidade de que rapidamente tiraram partido. Os alemães reforçaram logo o número de voos diários do Porto a Frankfurt, usados pelos homens de negócios nortenhos que preferem escalar um aeroporto nas margens do Meno do que do Tejo.

Muito provavelmente, a TAP deve a sua sobrevivência à estratégia de Fernando Pinto em apostar nas rotas de Luanda e Brasil. Mas, no essencial, o Sá Carneiro deve a sua sobrevivência a um irlandês chamado Michael O'Leary, que anunciou o início da operação portuense da Ryanair vestido com uma camisola do FC Porto, no ano em que Mourinho se transferiu para o Chelsea após ter levado os dragões à conquista da Champions.»
Jorge Fiel, JN

O artigo completo - Gosto das Anas, mas não da ANA - pode ser lido aqui.