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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Faltou o Homem-Aranha...

Fonte: O JOGO

O Incrível negócio Hulk

O FC Porto comunicou à CMVM, na sexta-feira 25 de Julho, a contratação do jogador Givanildo Vieira de Souza mais conhecido no mundo futebolístico por Hulk (conhecido super-heroi criado pela Marvel Comics em 1962). A aquisição dos direitos desportivos do jogador custou 5,5 milhões de euros e o FC Porto ficou detentor de 50% do seu passe (o que significa que está avaliado em 11 milhões de euros), tendo sido assinado um contrato de 4 épocas, até 30 de Junho de 2012, com uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.

Os valores envolvidos no negócio deixaram os portistas bastante surpreendidos, dada a habitual relutância do FC Porto em pagar somas tão avultadas por um jogador de futebol, ainda por cima tratando-se de alguém completamente desconhecido sem sequer ter um passado na selecção nacional (tanto em jovem como em adulto) do seu país. Recorde-se que apenas jogadores como Lucho, Lisandro e Anderson tiveram direito a valores de aquisição tão elevados. Estaremos certamente na presença de um grande jogador, apesar de nem sequer merecer referência nas universais análises de Luís Freitas Lobo.

Ao contrário do que se possa pensar o negócio foi feito com um clube uruguaio, o Club Atlético Rentistas, que pelos vistos detinha os direitos desportivos de Givanildo. Este clube é usado regularmente por Juan Figger como entreposto de jogadores. Há jogadores que são inscritos no clube e imediatamente vendidos sem sequer chegarem a pisar os relvados uruguaios. “Figger, que tem como parceiro de Teodoro Constantin - o agente com quem (…) dragões terão negociado as transferências - já foi acusado de usar o esquema para escapar aos impostos a pagar pelas vendas dos passes dos jogadores. A situação levou mesmo a que fosse ouvido perante uma Comissão Parlamentar de Inquérito, na Câmara de Deputados brasileira” (DN, 2008/07/26).


O jornal O Jogo caracterizou-o como “um avançado poderoso, fisicamente impressionante, mas com uma capacidade técnica claramente acima da média, características que lhe permitem actuar como um genuíno ponta-de-lança, no coração da área, mas também surgir com a bola controlada desde o meio-campo à procura do espaço para o remate, que surge com qualquer dos pés, mas preferencialmente com o esquerdo e normalmente potente e colocado”. Diz ainda este jornal desportivo que “no Japão, onde é considerado uma estrela, é frequentemente perseguido pelos fãs nas ruas”.

Foto: Record

Givanildo veio para Portugal em 2001 com 15 anos, como muitos outros brasileiros, para tentar a sua sorte mas o melhor que conseguiu foi uma época no Vilanovense que “não correu bem” tendo o próprio considerado essa época como “um ano perdido”. Voltou ao Brasil e pouco depois viajou para o Japão para aí permanecer de 2005 a 2008.

Em 2005 jogou no Kawasaki Frontale tendo realizado 11 jogos e conseguido 1 golo. No ano seguinte, em 2006, transferiu-se por empréstimo para o Consadole Sapporo, da 2ª divisão japonesa (J2) realizando 38 jogos e marcado 25 golos. Em 2007 mudou-se para o Tokyo Verdy, novamente por empréstimo, para aí participar em 42 jogos e marcar 37 golos na modesta 2ª divisão japonesa. O Tokyo Verdy foi segundo classificado tendo sido promovido à primeira liga japonesa. Na presente temporada Givanildo jogou 13 jogos e marcou 7 golos. A sua presença na primeira liga japonesa resume-se a estes 13 jogos.

Afinal era Hulk a tão aguardada surpresa prometida por Pinto da Costa para a festa do Dragão, no Sábado passado. Acreditamos (i) na capacidade de prospecção do nosso clube e (ii) que este “super-heroi” vai contribuir decisivamente para a conquista do Tetra, entrando muito em breve na luta pela titularidade. Aliás, pelo preço que pagámos por ele nem outra coisa será de esperar.

Confesso que gostaria de poder contar com o Homem-Aranha (o meu ídolo de infância no que respeita a super-herois) para atacar o Penta na próxima temporada. Sei que o Presidente não me irá desiludir!

domingo, 27 de julho de 2008

A surpresa veio no fim


Na noite em que muito se suspirou por uma grande surpresa, ela acabou por chegar onde ninguém vaticinou, no resultado final do encontro amigável frente ao Celtic. Um golo ao cair do pano de Hesselink (o desejado de Adriaanse), castigou de forma implacável a equipa Portista e resfriou um pouco o entusiasmo das almas azuis e brancas, já sedentas por sentir as fragancias do relvado do Dragão.

A cerimonia de apresentação do plantel foi sóbria e célere, sem espaço para momentos susceptíveis de causar fastio aos adeptos, oferecendo-lhes aquilo que mais ansiavam, ver subir ao palco de emoções os seus craques. Entre eles ainda consta o numero 7 de Ricardo Quaresma, que foi alvo de algumas das maiores manifestações de carinho da noite, tal como Lucho e Lisandro. Porem, a participação do Cigano na festa resumiu-se apenas a este momento. O futebol virá mais tarde, se lá chegar... De caras novas à ultima da hora, nem vê-las!


Chegados ao prato forte da ementa desta festa de apresentação, o jogo, ficou convicção de Jesualdo Ferreira manter aposta no 4-3-3 que levou a equipa à conquista dos dois últimos campeonatos. Os princípios de jogo são para manter, independente das caras que venham a dar corpo à equipa.

E, apesar do resultado adverso, não se pode dizer que os conceitos ainda não foram assimilados. O FC Porto foi capaz durante longos períodos do encontro manter uma circulação de bola fluída, pressão grande sobre o adversário e chegar com perigo à sua baliza (ainda que a espaços a denotar a ausência da fantasia de Quaresma). Apenas no capitulo da finalização a maquina continua a não engrenar. Haverá por aí algum super-herói de tom verde capaz de resolver este berbicacho?


Já que falamos das coisas menos boas, fica também o registo para a indefinição da posição 6, órfã que ficou do Traidor. O treinador vai testando cenários, ora com Guarín, ora com Meireles, com Bolatti a fazer parelha junto a Tomás Costa, ou apenas Fernando. Contudo nenhuma das opções até ao momento foi capaz de garantir o rendimento do passado recente, um caso que merece revisão e ponderação o quanto antes.

De resto, a defesa começa a definir-se, tendo Sapunaru muito provavelmente lugar garantido e, no lado esquerdo, o mais certo é voltar a ter o mesmo defesa direito de sempre, Fucile.
Guarin tenta conquistar espaço no meio campo de Lucho e Meireles, ainda que por alguns momentos perda o norte.
Já no ataque Rodriguez confirma as credenciais de reforço mais sonante deste defeso e Lisandro ainda busca o faro de golo da época passada. A bravura, essa, mantêm-se intacta.


Do ensaio em falso desta noite, ficam alguns apontamentos que poderão ser importantes para futuramente incrementar patamares de rendimento mais sólidos nesta equipa. A nós, adeptos, cabe confiar no seu trabalho, como foi demonstrado esta noite através do efusivo aplauso após o terminus da partida. Deseja-se também, que as novelas próprias de um qualquer defeso terminem, a bem da sanidade mental de todos nós.

Fotos: Record, Associated Press, Jornal de Noticias