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sábado, 31 de julho de 2010

Irão eles mandar o Queiroz para as Obras?


Segundo noticia o Daily Telegraph, citando a Radio Free Asia e meios de comunicação da Coreia do Sul, o seleccionador nacional da Coreia do Norte, Kim Jong-hun, acaba de ser expulso do Partido dos Trabalhadores da Coreia e obrigado a ir trabalhar na construção civil. Kim não teve qualquer cena menos agradável com as autoridades anti-doping, apenas foi castigado, face aos resultados no Campeonato do Mundo, por "trair" Kim Jong-un, um dos filhos e presumível herdeiro do Supremo Líder Kim Jong-il (Kim Jong deve ser o equivalente coreano de Zé da Silva).

Se a moda pega, ainda vamos ver o Dr. Gilberto Madail, o Dr. Laurentino Dias e outras supremas entidades do desporto em Portugal a mandarem o Carlos Queiroz para as obras.

terça-feira, 22 de junho de 2010

44 Anos Depois!



Não direi que parece que foi ontem, de facto não parece, pois tenho bem a noção do tempo que passou - e que não volta mais, diriam os nostálgicos! Mas ainda tenho uma ideia razoável dos dois mais memoráveis jogos da selecção portuguesa no seu Mundial de estreia, o de 1966, que os mais velhos ainda recordam com entusiasmo. Foram precisamente os jogos contra a Coreia do Norte, nos quartos-de-final, pela sensacional reviravolta (de 0-3 aos 23 minutos para 5-3), e contra o Brasil, o bi-campeão na altura (3-1), na fase inicial. Ambos os desafios se disputaram em Goodison Park e dos 9 golos que Eusébio marcou na competição (da qual foi o melhor marcador), 6 foram obtidos no conjunto daqueles dois jogos (os feitos do Eusébio em Goodison Park foram celebrados este ano pelo Everton, que homenageou a Pantera Negra antes do jogo contra o Benfica para a Liga Europa).



É pena que a Coreia do Norte só apareça no Mundial de 44 em 44 anos: é que pode ser que a coincidência de Portugal de novo ter conseguido um resultado histórico e de ir também novamente defrontar o Brasil, dê origem a outra coincidência: nova vitória lusa sobre o "escrete". Eu sei que os brasileiros acham que para todos os outros a bola é quadrada, e por isso Portugal tem aqui nova oportunidade de demonstrar o contrário. Mesmo que os Eusébios de agora se chamem Liedson ou Hugo Almeida. Como diria o antigo seleccionador nacional Fernando Cabrita, numa frase que ele declarou ser apócrifa: "Vamos a eles como Tarzões!"

P.S. Não é só para os portugueses (e para os norte-coreanos, apesar de tudo) que o Mundial de 1966 é uma bela recordação, claro. Os anfitriões dessa prova também a recordam com saudade, aumentada pelas exibições pouco brilhantes da sua equipa na África do Sul, até agora. Deixo aqui também a primeira página de um jornal inglês da época festejando o título mundial, feito que não me parece que possa também beneficiar da coincidência da presença da selecção do país mais secreto do mundo nas duas provas.