Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Solidariedade" na Europa

As equipas portuguesas conseguiram ontem excelente resultados, o que - combinado com a má performance das equipas russas - leva a que seja basicamente certo que o 2o classificado da próxima época vá directamente à Liga dos Campeões e o 3o classificado à pré-eliminatória (ao assegurarmos o 6o lugar no ranking).

Ora um ponto de discussão que vem à baila com regularidade nas jornadas europeias é a "solidariedade" (ou falta dela) entre os adeptos dos diferentes clubes. Sobre isto disse um leitor (benfiquista) do RP o seguinte em comentário a um artigo anterior:

"Tenho é pena que certos adeptos se esqueçam que é o futebol português que està em causa quando jogamos là fora e não apenas o FC Porto e o Benfica ou Braga ou Bombarralense e que assim desejam o mal dos outros. Trata-se de uma atitude bastante pequena e que existe na maioria dos adeptos de todos os clubes."

O meu pensamento sobre isto é o seguinte: "atitude bastante pequena"? Balelas.

Antes de mais nada, ninguém tem qualquer obrigação de apoiar equipas portuguesas em geral, mesmo que se queira considerar patriótico: e isto porque o patriotismo mede-se se quiser com a selecção nacional, que representa o país (já os clubes representam-se 90% a si próprios).

Constato que isso não é só o meu ponto de vista, mas sim a realidade generalizada: em qualquer lado na Europa não vejo adeptos de clubes rivais a apoiarem-se uns aos outros nas competições europeias de clubes, mesmo que "cantem em uníssono" quando joga a selecção. É assim em Portugal, é assim em Itália, em Espanha, em Inglaterra, na Rússia ou na Polónia.

Sendo assim a atitude perante os outros clubes é acima de tudo em função do interesse próprio e das simpatias clubísticas, em geral. O que é perfeitamente normal.

No que me diz respeito e falando do interesse próprio, gosto que as equipas portuguesas façam pontos suficientes para aguentar Portugal no 6o lugar do ranking (já 4o, 5o ou 6o lugar vai dar exactamente ao mesmo). Assim terei assegurada (ou quase) a presença do FCP na LC mesmo que fiquemos em 2o ou 3o lugar no campeonato, o que nunca se sabe (vidé época passada).

Mas de preferência com a contribuição a vir do FCP e em menor medida dos outros clubes, que não o slb (e aqui entra a tal simpatia clubística). Bem, se o slb também contribuir com pontos não fico chateado, principalmente nas fases iniciais da prova (até porque ajuda a contribuir para algum desgaste e distração para o campeonato - e lá está o interesse próprio outra vez). Mas se não fico exactamente chateado que ganhem nestas fases iniciais da competição, também que ninguém me peça para os apoiar.... basicamente, a minha atitude nos jogos desta fase é basicamente de indiferença.

Já a partir de uns 1/4 final devo admitir sem qualquer problema (e não vejo qualquer razão para dizer isto minimamente envergonhado, pelas razões já apontadas e que seguem) que gosto que o slb perca. Se já quando ganham uma Taça da Liga ninguém os atura (media incluídos), o que dizer quando vão longe numa competição europeia...

Até porque como se costuma dizer, "quem não se sente não é filho de boa gente". Um clube cujos adeptos (media incluídos) tratam o meu clube da forma que tratam (e diga-se de passagem que não tiveram qualquer preocupação com a imagem do futebol português quando andaram a fazer queixinhas do FCP à UEFA), não me merece qualquer simpatia. O PSG a mim nunca me fez nenhum mal...

E já agora o sentimento é mais do que recíproco, já que nunca cheguei ao ponto de me embasbacar aos berros a puxar pelos adversários do slb na Europa (mesmo quando quero claramente que percam), enquanto por diversas vezes vi isso a acontecer com benfiquistas em jogos do FCP (estando eles ao meu lado), em que foram mais ferrenhos a apoiar o clube adversário do FCP do que os próprios adeptos do tal clube.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

FC Porto, o clube embaixador de Portugal


Futebol. Em Setembro de 2000, 14 dos principais clubes do futebol europeu fundaram o G-14; em Agosto de 2002, mais quatro clubes entraram por convite; em Fevereiro de 2008, o G-14 dissolveu-se dando lugar à Associação Europeia de Clubes. Para além de ter sido um dos fundadores, o FC Porto foi o único clube português que pertenceu ao G-14.

Vista do interior da sede do G-14 em Bruxelas, Novembro de 2002 (fonte: Getty images)


Futebol, Quartos-de-final da Liga dos Campeões 2008/09, oito equipas presentes: quatro inglesas, duas espanholas, uma alemã e uma portuguesa – o FC Porto.

Hóquei em Patins, Final a oito da Liga Europeia, de 30 de Abril a 3 de Maio, Bassano, Itália, oito equipas presentes: cinco espanholas, duas italianas e uma portuguesa – o FC Porto.

Bilhar, Taça da Europa (máxima competição europeia de clubes), de 4 a 7 de Junho de 2009, em Schiltigheim, França, seis equipas presentes, das quais apenas uma é portuguesa – o FC Porto.

Futebol, Peace Cup (o maior torneio de clubes do Mundo), de 24 de Julho a 2 de Agosto de 2009, Espanha, doze equipas convidadas, das quais apenas uma é portuguesa – o FC Porto.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Cerco do Porto

Faz hoje precisamente 176 anos (9 de Julho de 1832) que as tropas liberais de D. Pedro desembarcaram no Mindelo (na verdade terá sido na praia da Memória) para tomar a Cidade do Porto e surpreender o exército Miguelista, que posteriormente acabaria por sitiar os liberais dentro da cidade durante mais de um ano.

A duração do Cerco trouxe à cidade a fome e a perspectiva de uma rendição e também dois inimigos inesperados que iam dizimando os sitiados que a artilharia poupava: a cólera e o tifo. No entanto o Porto sobreviveu à doença, à fome e a dias ininterruptos de bombardeamentos que, ao invés de enfraquecerem e desmoralizarem os portuenses, vieram solidificar a identificação dos tripeiros com a causa liberal e aumentar a sua determinação na resistência pela Cidade que é sua. É à heróica resistência da Cidade do Porto e às tropas de D. Pedro (bem como aos apoios por si conseguidos em Inglaterra) que se deve a vitória da causa liberal em Portugal.

D. Miguel e o absolutismo acabariam por capitular no ano seguinte, em 1834.

Numa altura em que forças de diversos quadrantes se uniram para fazerem o "Cerco ao FC Porto" esta é, sem dúvida, uma data para recordar...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aufwiedersen


E pronto, Portugal inteiro volta a ser chamado à Terra. Depois de algumas semanas em estado de excentricidade total, o povo terá de encarar a dura e triste realidade dos ordenados baixos, dos impostos altos, da escalada sem fim do preço do petróleo e que, afinal, a sua Selecção Portuguesa não é a melhor da Europa, nem sequer consegue ser uma das quatro mais fortes.

Uma vez mais, numa fase final de uma competição de futebol, aquele velho ditado do “são 11 jogadores de cada lado e no final ganha a Alemanha” volta a confirma-se, que reflecte em muito o calculismo e a frieza do jogo Alemão, mas também o saber aproveitar o erro do adversário. Neste aspecto especifico, voltou a destacar-se aquela ave rara e protegida do seleccionador chamada Ricardo, que é um autentico passador a jogar fora de postes. De igual modo a equipa Portuguesa não pode propriamente dizer que não estava avisada para os perigos do jogo aéreo Alemão, bem como do mau planeamento e sua organização nas bolas paradas. Não mudaram nada, pagaram bem caro. Nem à equipa de Scolari valeu os golos de Nuno Gomes e Postiga no encontro, essa casualidade tão rara como um eclipse solar.


Neste Euro, da equipa Portuguesa fica a boa prestação que Deco fez na competição, mostrando que ainda está aí para as curvas, assim como Pepe provando que é um central de excelência, curiosamente as duas peças que em tempos não muito distantes, foram diversas vezes criticados por não pertencerem à raça genuína.

Dos jogadores do FC Porto presentes na competição a descrição foi a palavra de ordem. Apenas Meireles foi aposta mais regular de Scolari, com Bruno Alves tendo poucas oportunidades de se mostrar, tapado por dois magníficos centrais. Por último, Quaresma, que foi sendo apontado antes do Europeu como um provável titular, acabando por ser relegado para segunda ou terceira opção e, do pouco que jogou, a desinspiração já patenteada nos últimos encontros com a camisola Portista foi a tónica dominante.

Com esta eliminação da equipa Lusa, termina também o cortejo de Scolari em Portugal, com as suas bandeirinhas e santinhas, da boa vida que fazia questão de dizer que tinha no País, uma conta bancaria bem recheada, e Portugal, do triste fado, lá continua sem qualquer troféu nas vitrinas da Federação.