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sexta-feira, 23 de maio de 2014

SAD não precisa de vender Mangala e/ou Jackson

05-02-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou ter chegado a acordo com o Valencia Club de Fútbol, para a cedência dos direitos de inscrição desportiva de Otamendi, pelo valor de 12.000.000 € (doze milhões de euros).
Este acordo prevê o pagamento de uma remuneração variável, pelo que o montante global a receber poderá atingir os 15.000.000 € (quinze milhões de euros).

09-05-2014
O Kasimpasa oficializou a contratação, a título definitivo, de André Castro. Através do seu site, o clube turco revelou que o contrato com o ex-jogador portista é por três anos (estende-se até 2016/2017).
Os valores envolvidos na operação não foram referidos (a comunicação social referiu que o negócio envolve verbas na ordem dos três milhões de euros), mas sabe-se que Castro tinha sido cedido por empréstimo, com direito a opção de compra por parte do clube turco.

22-05-2014
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, informou que o Hellas Verona Football Club exerceu a opção de compra dos direitos de inscrição desportiva de Iturbe, pelo valor de 15.000.000 € (quinze milhões de euros).

O JOGO, 23-05-2014

Resumo do encaixe da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, no exercício 2013/2014 (de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2014):
- Rolando (empréstimo ao Inter): 1 milhão de euros
- Atsu (transferido para o Chelsea): 4 milhões de euros
- Otamendi (transferido para o Valência): 12 milhões de euros
- Castro (transferido para o Kasimpasa): 3,5 milhões de euros
- Iturbe (transferido para o Hellas Verona): 6,75 milhões de euros

Total (até 23-05-2014): aprox. 27 milhões de euros

O JOGO (capa), 23-05-2014
Para além destes jogadores, há o caso de Fernando, cuja saída (para Inglaterra) a RTP e O JOGO dão como certa (O JOGO fala numa verba que deverá rondar os 20 milhões de euros).

Entretanto, em 18 de Maio, em declarações à imprensa italiana, Piero Ausilio, diretor desportivo do Internazionale, afirmou: “Queremos manter o Rolando connosco, mas não vamos perder a cabeça. O Rolando vai fazer 29 anos e negociar com o FC Porto pode não ser fácil. Mas é verdade que queremos que ele continue connosco e esperamos que a nossa vontade e a vontade do jogador tenham algum peso nas negociações.

A imprensa italiana referiu que o Inter está disposto a oferecer até 5 milhões de euros pelo passe de Rolando.

Ou seja, a confirmaram-se as vendas dos passes de Fernando e Rolando (por montantes próximos dos referidos), o encaixe total da FC Porto SAD, com empréstimos e transferências, irá saltar para valores na ordem dos 45 a 50 milhões de euros.

Isto significaria que a FC Porto SAD fecharia o exercício 2013/2014 com um resultado líquido positivo, sem necessitar de vender mais qualquer jogador, nomeadamente os muito falados Mangala e Jackson Martinez.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Outro caso Iturbe? Não, obrigado!

Eu sou dos que acha que o Quintero tem o potencial para ser um grande jogador. O Iturbe também o tem. Aliás, demonstrou-o na pré-temporada (fui um dos melhores) e tem-no demonstrado numa Serie A que não costuma dar muitos espaços e facilidades a jogadores habilidosos como o argentino. Foi lá que vi o Quintero no ano passado, com o Pescara, e como sucedeu com o Alexis Sanchez, por exemplo, chamou-me a atenção a forma como encarava sem medo os defesas. Parecia um jogador com uma mentalidade muito diferente daqueles que chegam directamente da América do Sul. Como James. Ou como Iturbe.

E no entanto a fórmula repete-se.
Durante este ano o colombiano teve algumas oportunidades - algumas, não muitas é certo - e salvo momentos de destelhos de pura classe, esteve uns furos abaixo do que eu pensava que podia fazer. Pagou inevitavelmente o preço de um meio-campo descosido. De um treinador sem ideias, medroso e incapaz de por as peças no seu respectivo lugar. Faltou-lhe, sobretudo, uma voz tranquila a dizer-lhe ao ouvido que estivesse tranquilo. Um lider!
Também lhe faltou em campo um Carlos Eduardo com quem associar-se e, sobretudo, pesou-lhe o facto de muitos olharem para ele como o salvador da pátria demasiado cedo. O James só se tornou realmente importante no onze do FC Porto ao ano e meio de ter chegado. A Quintero pedia-se logo que fosse o jogador que ainda não pode ser. E com a instabilidade na equipa, as ideias trocadas do treinador - esse meio-campo desastroso - o promissor Quintero passou a ser o suplente Quintero. E de suplente passou a pedir para jogar pela equipa B para não perder a forma. Porque vestir a camisola principal, nem a feijões.


Não estranha portanto que a sua situação se comece a parecer, assustadoramente, à de Iturbe.
Hoje (ontem?) o colombiano declarou que o clube precisa de encontrar uma solução em Janeiro porque há Mundial, a Colombia tem muita esperança na sua selecção e ele tem sido convocado regularmente mas não é a única, nem a principal, opção de Pekerman. Quintero quer ir ao Brasil mais do que qualquer coisa e sabe que para isso precisa de jogar e mostrar o que vale. É lógico. Uma ambição natural a qualquer futebolista. Provavelmente alguém lhe prometeu isso mesmo em Julho, quando assinou, depois de um enorme Mundial sub-20 onde foi, com Pogba e Bruma, o melhor jogador do torneio. Os outros dois devem ter o seu lugar no Mundial cativo. Ele está a sofrer com o descontrolo emocional e táctico do seu treinador.

Tal como Iturbe, outro peso-pluma talentoso, a falta de minutos deixa Quintero nervoso. São jogadores que chegam ao FC Porto com a promessa de futebol de Champions, de minutos, de um nível de exigência inferior ao de outras equipas e de tempo e espaço para brilhar, crescer e dar o salto. Nós sabemos isso, os dirigentes sabem isso e os jogadores também. São as regras do jogo.
Mas sem jogar - ou jogando o que eu começo a chamar de "minutos Fonseca", os minutos que não contam para ninguém - e ainda para mais vendo que dele esperam o que ninguém lhes pediu ao chegar, estes jogadores assustam-se. Querem ir para outro lado onde as promessas sejam reais. Onde joguem sem pressão. Mas joguem. Iturbe demonstrou-o quando voltou ao River Plate e tem-no demonstrado agora em Verona. Enquanto isso nós resgatamos um Quaresma que há três anos que acabou para o futebol de topo. E agora podemos correr o mesmo risco com Quintero. Deixa-lo sair para que o colombiano jogue é abrir-lhe a primeira porta de saída. Imediatamente depois de ter chegado.


Não faz qualquer sentido.
Quintero tem de começar a ter o seu espaço na equipa. Tem classe e talento suficiente para jogar onde o faz Licá ou Varela, como sucedeu com James quando chegou ao Dragão. Com um Carlos Eduardo a patrulhar o meio-campo no lugar que Fonseca imaginou (mal) que era o de Quintero, e com um conjunto mais organizado e estruturado, estão postas todas as condições para que o jogador mostre todo o seu valor. E nós precisamos de jogadores como ele. Não só para manter em activo o nosso modelo de negócio mas para ganhar em campo, com classe e gerando ilusão nos adeptos.

Iturbe pode, por motivos extra-desportivos, não ser recuperável para o FC Porto. É uma pena. Kelvin corre o risco de ser tratado como foi Atsu, extremos com potencial mas que não são devidamente valorizados e que acabam por ser ostracizados sem que as pessoas que dirigem o clube (staff técnico) se lembrem que são miúdos que estão a começar as respectivas carreiras e têm (e devem) cometer erros para crescer. Quintero não pode engrossar esta lista. Não pode ser outro caso Iturbe. Espero que em Janeiro esteja no Dragão, de corpo e alma, e com a confiança necessária que necessita para ser o jogador influente que todos esperamos numa segunda metade de época que promete ser equilibrada até ao último segundo!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O estranho caso de Juan Iturbe


Juan Manuel Iturbe foi descoberto pelo FC Porto quando ainda tinha 17 anos e jogava no clube paraguaio Cerro Porteño. Iturbe estreou-se na equipa principal deste clube em Junho de 2009, então com 16 anos.
Em Janeiro de 2011 o FC Porto contratou-o como reforço para a época 2011-12, apresentando-se em Portugal em Junho desse ano, numa altura em que já teria completado 18 anos. Era considerado uma das maiores promessas do futebol mundial, tendo merecido comparações com Maradona, ao marcar um golo pela selecção argentina sub-20, e com Lionel Messi, do Barcelona.

Em 2011-12, com o então treinador Vitor Pereira, Iturbe fez apenas 4 jogos na Liga e 3 na Taça de Portugal, não tendo conseguido confirmar minimamente as enormes expectativas que sobre si recaíam. Apesar disso Iturbe foi incluído no lote de jogadores que fez o estágio da pré-época de 2012-13, tendo marcado um golaço ao Celta de Vigo:


No início dessa época Iturbe acabou por não ter tido oportunidades para jogar e ganhar experiência na equipa principal tendo, em Dezembro de 2012, sido emprestado ao River Plate, da Argentina. Dizia-se que era indisciplinado no balneário. Possivelmente o regresso ao seu país iria permitir que ganhasse experiência e maturidade. Esteve lá de Janeiro a Junho, tendo realizado 17 jogos e marcado 3 golos. A vontade do River em contar com o jogador era grande e a pressão exercida sobre o FC Porto para o prolongamento do empréstimo fez-se sentir durante várias semanas. O clube argentino terá ficado muito agradado com o jogador. No entanto, o FC Porto foi irredutível tendo dado instruções ao jogador para se apresentar às ordens de Paulo Fonseca no estágio da pré-época 2013-14. Nesse estágio Iturbe marcou mais um golaço no jogo contra o Marselha:


Iturbe foi utilizado por diversas vezes na pré-época e teve alguns bons apontamentos. É um jogador explosivo. Muitos adeptos do FC Porto, onde me incluo, pensaram que era desta que o jovem argentino iria finalmente começar a entrar na equipa principal. Errado. Afinal Iturbe não servia para Vitor Pereira mas também não serviu para Paulo Fonseca. O plantel só poderia ter 25 a 26 jogadores e alguém teria de sair. Na altura não entendi os motivos para Iturbe ser um dos dispensados. Hoje, volvidas algumas jornadas desde o início da Liga, entendo ainda menos a sua saída.

Assim, no início de Setembro, Iturbe foi emprestado aos Italianos do Hellas Verona até ao final da temporada com opção de compra de € 8m.
Como adepto não consigo entender o porquê da dispensa de Iturbe, ainda por cima numa época em que perdemos um extremo como James Rodriguez, sendo que este dossier parece ter sido mal gerido dentro do FC Porto.

As afirmações do seu empresário, Augusto Paraja, ainda adensam mais o mistério, afirmando que existiram movimentações para que o jogador mudasse de representante, o que não veio a acontecer:

"O empresário de Iturbe, Augusto Paraja, disse ontem ao CM ter conhecimento de "movimentações para que o Iturbe mude de representante", mas garantiu que se trata do "desejo de uma só pessoa e não de toda a estrutura do FC Porto". "É alguém com interesse nessa mudança, pois sabe que o Juan [Iturbe] tem um potencial inesgotável e que a sua imagem valerá ouro", afirmou, escusando-se a revelar nomes: "Antero Henrique? Não posso dizer quem é. Só lamento que esteja a pressionar para que o Iturbe não jogue, porque as coisas não seguem o rumo que deseja." Segundo Augusto Paraja, o extremo, de 19 anos, "só se ri disto tudo". "Temos uma relação que ultrapassa o plano pessoal. Estou com ele desde miúdo, acompanhei o seu crescimento. Iturbe só confia em Pinto da Costa e é por causa dele que se mantém no FC Porto", vincou. "Infelizmente, há gente boa e gente de m... em todos os clubes. O presidente do FC Porto é uma pessoa de bem e é quem mais confia na afirmação do Juan", reforçou. A falta de oportunidades do extremo, que ainda não se estreou em jogos oficiais nesta época, continua a preocupar Paraja: "Ele não pode estar contente por não jogar. Precisa de minutos." Ainda assim, ressalvou, "a inscrição na Champions. Foi um passo em frente". "Vamos ver o que acontece no primeiro semestre da época. Todos os dias tenho clubes grandes a perguntar por ele", concluiu, sem apontar os interessados.
in Correio da Manhã

Iturbe fez parte das opções de Paulo Fonseca durante os jogos de estágio da pré-época. Posteriormente foi preterido em detrimento de outros extremos como Licá e Ricardo que, durante o estágio, terão tido exactamente as mesmas oportunidades de Iturbe. O argentino fez bons jogos e marcou um golaço. Desde que está no Hellas Verona já marcou 2 golos, um dos quais de livre directo, de belo efeito. Espero que as afirmações do seu empresário não se confirmem e que acima de tudo esteja a defesa intransigente dos superiores interesses do FC Porto.
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

MST, o cruzado anti-VP

Após três anos de sucessos (no primeiro ano como treinador-adjunto de André Villas-Boas), a Administração da FC Porto SAD decidiu não renovar o contrato do treinador Vítor Pereira (VP).
Por sua vez, o treinador espinhense (mas portista de coração), decidiu continuar a sua carreira longe de Portugal, na Arábia Saudita.
A época 2013/14 arrancou no início de Julho e no comando técnico da equipa do FC Porto está Paulo Fonseca, ex-treinador do sensacional Paços Ferreira 2012/13.
Durante a pré-temporada, a equipa disputou uma série de jogos em diferentes países (Holanda, Bélgica, Venezuela, Colômbia, Inglaterra e Portugal) e o novo treinador pôde observar um plantel de cerca de 30 jogadores, que a SAD colocou à sua disposição.
O 1º jogo oficial foi a Supertaça Cândido de Oliveira, disputado no dia 10 de Agosto.
O campeonato nacional arrancou no passado fim-de-semana e começam a ser notórias as escolhas de Paulo Fonseca, quer em termos de modelo de jogo, quer em relação aos jogadores com que conta para o pôr em prática.

Perante tudo isto, faz algum sentido que alguns portistas analisem os jogos do FC Porto desta época, continuando a ter como alvo o ex-treinador Vítor Pereira?
Entre estes portistas está o Miguel Sousa Tavares (MST), cujo comportamento em relação a Vítor Pereira é já um caso patológico.

(Miguel Sousa Tavares, A Bola, 15-01-2013)

De facto, apesar de Vítor Pereira ter deixado de ser treinador do FC Porto há mais de três meses, MST parece que ainda tem contas a ajustar com o homem que contrariou as suas “sábias” profecias, tendo ganho dois campeonatos em duas épocas (o último dos quais invicto!) e, semanalmente, nas suas crónicas em A Bola, continua com uma inexplicável cruzada anti-VP.

«Espero que Paulo Fonseca medite no exemplo de Vítor Pereira, na época passada: também ele encostou o Atsu, descartou o Iturbe e renunciou a apostar no Kelvin. Imaginou poder ganhar o campeonato com o Varela e foi só quando se viu a perder em Braga a dez minutos do fim que lançou o Kelvin – e ele respondeu com dois golos, que viraram o jogo e mantiveram o Porto na luta. É claro que, como represália, na semana seguinte Vítor Pereira sentou o Kelvin no banco e o mesmo fez no jogo do título, contra o Benfica. Mas de novo, vendo-se empatado e a patinar no jogo, lá soltou o Kelvin outra vez a dez minutos do fim... e aconteceu o que se sabe. Foi o Kelvin quem ganhou o campeonato para o Vítor Pereira. Ganhou-o apesar do Vítor Pereira.»
Miguel Sousa Tavares
in A Bola, 20-08-2013


Pouco há a dizer deste texto do MST, tamanha é a idiotice e até uma certa desonestidade intelectual que o mesmo revela. Mas vale a pena comentar algumas afirmações e corrigir evidentes falsidades.

Pelas razões que são conhecidas, Atsu foi encostado esta época; com Vítor Pereira jogou em 32 (trinta e dois!) dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto na época passada.

Em relação a Iturbe, antes de atirarem pedras, convinha que os portistas se recordassem da sua atitude em campo quando teve oportunidades, das declarações que o amuado “novo Messi” fez para forçar a saída do FC Porto e das diversas declarações públicas que proferiu enquanto esteve emprestado ao River Plate.

(O JOGO, 21-06-2013)

Por que razão, esta época, Iturbe ainda não foi sequer convocado para jogos oficiais da equipa principal ou da equipa B? Será por ter sido "descartado" por Vítor Pereira? Ou é por ser um jogador problemático, que tem o rei na barriga?

Quanto à "renuncia" em apostar no Kelvin, felizmente que, ao contrário do MST, tivemos um treinador que percebe (e muito) de futebol e que soube gerir a utilização de um jovem talentoso de apenas 19 anos (nasceu a 1 de Junho de 1993) – 8 jogos na I Liga, 1 Taça Portugal, 3 Taça Liga e 13 na II Liga – contribuindo para o seu crescimento futebolístico.
Mais. Ter no banco um avançado com as características do Kelvin, que em alguns jogos pode funcionar como uma especie de “arma secreta”, é algo que nem sequer é inovador. Será que o MST se lembra do Juary?
E, já agora, eu bem sei que o MST é pouco dado a "pormenores", mas na sua cruzada anti-VP convém que tenha um mínimo de rígor. Foi no Estádio do Dragão e não no Estádio Axa, que o Kelvin, após ter substituído o capitão Lucho (com VP não havia "vacas sagradas") a 15 minutos do fim, marcou dois golos ao SC Braga.

Claro que dentro da lógica do MST, se fosse ele o treinador (Deus nos livre!), Atsu, Iturbe e Kelvin teriam todos feito parte das suas escolhas para o onze titular do FC Porto 2012/13. Atendendo à natural imaturidade e falta de cultura táctica destes três jovens jogadores, teria sido bonito...

E quem sairia para entrarem estes três jogadores, tão "desprezados" por VP?
Varela, um dos ódios de estimação de MST (lamentável a afirmação "... (felizmente, felizmente!) Varela lesionado..." que, a propósito do Vitória Setúbal x FC Porto, faz parte da sua última crónica publicada em A Bola), seria um deles.
E quem mais? James? Lucho? Pois, pormenores...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sagrada Família

Parco em intervenientes - jogadores, árbitros (de baliza e "bandeirinhas"), treinadores, dirigentes (que depositam cheques em contas, que têm as contas em cheque, e os outros), adeptos (com distribuidores de calduços e lançadores de pirotecnia incluídos), tratadores de relva, agentes, empresários e tutores - o futebol começa (e ainda bem!) a absorver lentamente a figura do "familiar".

Vanguardista como já nos habituou, o Porto já teve contacto prematuro com este novo elemento, na pessoa do famoso "pai do Diego". Mais recentemente surgiu o "pai do Iturbe", antes ainda da entrada em cena do "pai do Bernard", ao qual se seguiu, claro está, a "mãe do Bernard".

Oh mister, se o Martim não joga, vamos para os jornais!

Pelo meio sabe-se também que a "família do Bruma", tem sido ameaçada por elementos (oficiais ou não) do SCP; normalmente, teria alguma dificuldade em acreditar numa "notícia" como esta, mas se veio no Borreio de Manhã, tem de ser verdade. O impagável Bruno de Carvalho está determinado em demarcar-se da anterior direcção do SCP, e ao invés de apostar nos depósitos em conta, opta claramente pelas "cobranças coercivas" - os adeptos, esses, devem estar satisfeitíssimos por terem preferido o filho do pai do Bruno de Carvalho ao sobrinho-neto do Peyroteo.

Para que não se pense que isto é coisa restrita apenas a relações de sangue, a "mulher do Atsu" achou que também tinha direito de manifestar-se (no Borreio de Manhã, claro está), indignadíssima que está por não poder mudar-se já para Lisb... Liverpool; o seu esposo, qual Kunta Kinte dos tempos modernos, vive oprimido pelo Porto, que o obriga, imagine-se!, a treinar arduamente com outros jogadores, sob o estalo do contrato, em troca de uma ridícula e insultuosa fracção de vários milhões de euros - ela chama-lhe máfia, mas isto é claramente um caso de esclavagismo.

Por outro lado, o ex-Tácuara (agora apenas Cárdozo), foi impedido de treinar e de entrar nas instalações do Бehфицa. Nenhum familiar se manifestou até agora, nem qualquer referência à situação pode ser encontrada no Borreio de Manhã, pelo que deve ser mentira ou então há interesse em manter a coisa em família, como uma ... cosa nostra.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Da sofreguidão à natural superioridade


Na sua incursão pela América do Sul o FC Porto manteve o registo 100% vitorioso na sua pré-temporada ao derrotar por 4-2 o Deportivo Anzoátegui, mas onde pela primeira vez a nossa equipa se sentiu verdadeiramente “acossada” pela iniciativa do adversário. Ficaram a nu alguns problemas defensivos do conjunto de Paulo Fonseca, porém houve quem tenha aproveitado para ganhar notoriedade junto do novo técnico portista. Iturbe foi o melhor no terreno de jogo e Defour assumiu o “patronato” do meio-campo.

As equipas europeias já lideram com destaque a Taça Euroamericana com duas vitórias sem resposta. O triunfo portista acabou por ser natural e tranquilo, mas em boa verdade os dragões passaram ao lado do jogo no primeiro tempo. Nesse período a equipa revelou um grande desacerto na sua organização defensiva e uma incapacidade quase total para construir uma jogada com princípio, meio e fim.

No sector mais recuado Fucile foi “oferecendo” continuamente espaço nas costas ao seu opositor e nunca revelou explosividade para carrilar o jogo no ataque. Maicon e Mangala nem sempre conseguiram a melhor coordenação onde o francês se mostrou esta noite mais apático do que o habitual. Fernando revelou exagerada confiança na acuidade no seu passe que nunca foi grande coisa. Um cocktail de falhas que resultou em perigos vários para as redes de Fabiano.

Não foi particularmente surpreendente a vantagem conseguida na raça pelo Deportivo. A equipa azul e branca jogava em pezinhos de lã, não era agressiva sobre o portador da bola e não se organizava agrupada no miolo do terreno. Sobre este último aspecto refira-se a ainda curta percepção do que Paulo Fonseca pretenderá do “seu” meio-campo. Dois médios mais recuados com liberdade alternada entre Defour e Fernando? Um pivô encostado ao avançado? A coabitação dos elementos mais recuados está longe de ser perfeita e Carlos Eduardo não apresenta estofo para pegar no jogo. Isto sem anotar os imensos espaços entre linhas que se registaram várias vezes ao longo do encontro.

Claramente o FC Porto precisava de uma nova alma para agitar o jogo e reverter o resultado a seu favor. As entradas ao intervalo de Jackson, Lucho e Danilo tiveram esse tónico. O efeito prático demorou 8 minutos, momento do empate restabelecido pelo nosso avançado colombiano. Entre o infortúnio e a já referida passividade da defesa portista levou o Deportivo novamente à vantagem através de um ressalto de um livre. Um golo que contrariava o domínio das nossas cores que por hora imperava.

Mas não havia tempo para respirar e o dragão carregou forte aos pés de Iturbe. O jovem argentino impunha velocidade ao lado esquerdo e cruzava a preceito. O empate a dois golos chegava no aproveitamento de um ressalto por Mangala num canto e a reviravolta no minuto seguinte saía da cabeça de Varela com a assistência primorosa do já referido ala oriundo dos país das pampas. Iturbe, sempre ele, animou o encontro até aos limites das suas forças.

A equipa azul e branca fechou o encontro tranquilo e com um resultado mais gordo. Varela matou as esperanças venezuelanas numa boa assistência de Lucho. Um culminar mais assertivo e seguro que contrasta com a apatia generalizada da equipa na primeira parte e alguns desacertos do sector recuado que certamente não deixarão (ou pelo menos não devem deixar) Paulo Fonseca indiferente.

domingo, 14 de julho de 2013

Iturbe, ficar ou sair?

(O JOGO, 21-06-2013)


«(...) o momento da noite foi assinado por Iturbe, autor de um golo capaz de levantar qualquer estádio e que promete correr o mundo. A uns bons 35 metros da baliza, o extremo argentino puxou o pé esquerdo bem atrás e colocou a bola no ângulo superior esquerdo, sem hipóteses para o desamparado guarda-redes gaulês (76). Para ver e rever.»
in www.fcporto.pt

(O JOGO, 14-07-2013)


Mas, afinal, Iturbe quer ficar ou voltar ao River Plate?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Mais vale cair em graça do que ser engraçado

Desconheço a razão porque o Fucile foi afastado no início de 2012, com a época a decorrer - e ainda bem, porque isso é algo que não deva ser público. Sei que terá sido algo de grave, porque no Porto as questões disciplinares não são tratadas com leviandade. Também desconheço porque motivo, o Fucile, presenteado com esta nova oportunidade de voltar a integrar o plantel, e podendo simplesmente "colocar uma pedra" sobre a sua saída, aproveitou o destaque para responsabilizar o Vítor Pereira - além de não ser grande jogador, tais
declarações também não abonam muito a seu favor como homem, ao tentar "marcar pontos" junto dos adeptos à custa de um treinador mal-amado; nem o Vítor Pereira está cá para se defender, nem o Fucile tem o direito de fazer dos adeptos idiotas, procurando fazê-los crer que um jogador é colocado à parte pelo treinador (e logo o Vítor Pereira) por puro capricho.

Também desconheço a real valia do Iturbe, esse pária imberbe que fala demais, e que amua por não jogar. Desconheço se algum dia concretizará o potencial que lhe atribuiram, mas é muito novo (e nem todos os jovens jogadores lidam com os desafios que lhes são apresentados, da mesma forma como, por exemplo, o Cristiano Ronaldo) e ainda vai a tempo de o conseguir.

Por fim, desconheço também o porquê de estes dois jogadores, despertarem sentimentos tão díspares nos adeptos. Ao Fucile, por maior trampa que faça, tudo lhe é perdoado - é "raçudo", está desculpado; ainda hoje a eliminatória perdida contra o Schalke 04, é mais facilmente lembrada pelo penalty que o Lisandro falhou, do que pela expulsão estúpida do uruguaio. Já o Iturbe, um miúdo de 20 anos que, até prova em contrário, só quer que o deixem jogar, e que quando isso não acontece, fala demais (e aqui nem sequer se sabe até que ponto o faz por influência externa), é visto como um indesejável que deve ser descartado o quanto antes, pese embora ter sido contratado por um valor considerável - daqui aos assobios, é um pequeno passo; não estará aqui uma das razões porque "o treinador aposta pouco nos jovens" (seja lá o que isso for)? É compreensível alguma frustação com o ex-futuro Messi, mas acima de tudo é preciso coerência: se o Fucile tem direito à 648ª oportunidade, porque não pode o Iturbe ter direito a uma 2ª?

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os nervos do Iturbe

"O Iturbe está com uma crise nervosa. É um menino. Há um ano e meio que estão a castigá-lo. Dizem-lhe para encontrar clube, ele encontra-o e agora dizem-lhe que não"
Augusto Paraja, agente do Iturbe à RR


Alguém decidiu chamar a Iturbe o "novo Messi".
A partir de aí, era previsível que algo assim fosse acontecer. O futebol está cheio de espertinhos que tentam ser os primeiros a adivinhar o futuro e catalogam de "novo x" todos os jogadores que vê. Algum dia irão acertar, mas pelo caminho deixam uma lista de erros grosseiros. No fundo é como o Pelé e as tentativas de adivinhar quem vai ganhar o próximo Mundial.

O Iturbe nunca iria ser o novo Messi porque, em primeiro lugar, nem sequer tem o mesmo estilo de jogo, nem se move da mesma forma e, claro, está mais perto da cultura potrera de um Di Maria do que do estilo de jogo enraizado na escola centro-europeu que os alunos da Masia aprendem de memória desde cedo. No fundo, Iturbe nem sequer é um produto argentino. Nasceu em Buenos Aires mas aos três anos já vivia no Paraguai (de onde são ambos os pais da criatura) e chegou a representar as selecções jovens paraguaias antes de decidir que lhe dava mais jeito ter um passaporte argentino. Foi no Cerro Porteño, um clube de nível paraguaio, e não na liga argentina que começou a chamar a atenção. Quem segue os campeonatos sul-americanos sabe que a liga paraguaia não pertence sequer ao top 6 do continente. Brilhar aí, com golos e assistências, é bem diferente do que crescer no clima de loucura e euforia do River Plate ou Buenos Aires, por exemplo.



Mas com esse rótulo chegou Iturbe. Os que se lembram dos dias em que nasciam "novos Maradonas" todos os anos (os Aimar, Saviola, Riquelme, Claudio Lopez até que lá apareceu o "tal", Messi) já desconfiavam do título. Porque sejamos sinceros, dos vários jogadores sul-americanos que chegaram ao clube nos últimos anos, nenhum podia gerar tantas dúvidas como ele. Já não falo dos erros de casting que foram Bolatti, Mareque, Farias e companhia. Tanto James, como Falcao, Lisandro, Anderson e Lucho eram figuras mundialmente conhecidas com provas dadas ao mais alto nível. E nenhum deles aterrou com esse rótulo no Dragão. Nem gerando tanta expectativa. Iturbe chegou com o rei na barriga e desde sempre pareceu claro que gostaria realmente de encarnar no papel. Com eles os problemas não são novidade. Quando começou a sentir-se estrela, exigiu uma brutal melhoria de contrato com o Cerro. Ao dizerem-lhe que não, abandonou o clube, viajou para a Argentina e tentou assinar pelo modesto Quilmes, mas as autoridades desportivas não lhe permitiram mudar de clube contra a vontade dos paraguaios e foi lá onde o FC Porto o foi buscar.

Agora que ser uma estrela no River Plate, por empréstimo. O agente do jogador diz que foi tratado abaixo de cão no Porto, que foi desprezado pelo técnico, que lhe fizeram saber que não ia jogar se não mudava de atitude e que agora não o deixam assinar pelo River Plate porque o FC Porto quer que um determinado empresário trate do negócio. E claro, Iturbe não quer regressar porque sabe que aqui teria de trabalhar mais e descansar menos, suar mais a camisola e entregar-se menos ao empresário que continua a insistir que estamos perante a nova maravilha do futebol mundial.

A mim, Iturbe, é o típico jogador que não me interessa em absoluto.
Além de ser tecnicamente um puzzle, com esse talento para o drible e a finta típica dos sul-americanos mas que depois gera um impacto nulo no jogo colectivo, tem claramente o perfil de futebolista problemático. Faz-me lembrar, salvas as devidas diferenças, Carlos Tevez e todo o seu historial de problemas, birras e discussões. Um adepto - e um dirigente - valoriza muito mais o perfil de um Christian Atsu, que veio do nada e trabalha, pouco a pouco para ser um jogador importante, do que essa divindade auto-imposta pelo argentino/paraguaio e o seu séquito de seguidores.

Iturbe tem mercado. Não muito, mas tem. Voltou a desiludir todos os que seguiram o Campeonato Sul-americano de sub-20, onde foi um fantasma do jogador que alguns diziam que podia vir a ser. Mas há clubes europeus e sul-americanos que não se importariam de o reciclar. Foi um activo relativamente caro para o que ofereceu mas que, pelo menos, se pode tentar conseguir de certa forma um reembolso do investimento. Mas terá de ser algo rápido e bem pensado, porque o resto do Mundo lê jornais, vê jogos pela televisão, tem olheiros e algum dia se darão conta que o "novo Messi" paraguaio/argentino não é mais do que um jogo de adivinhas que correu mal.


domingo, 21 de outubro de 2012

Mais uma oportunidade perdida

Acerca da exibição da equipa portista contra os carteiros, professores e restantes amadores do Santa Eulália, já o Mário Faria escreveu e bem (foi demasiado mau o nosso desempenho e não encontrámos qualquer desculpa para esta exibição).

Ora, se há jogadores para quem estes jogos são uma maçada, há outros que os deviam encarar como uma oportunidade de ouro para mostrar serviço e uma qualidade futebolística acima da média (por alguma razão custaram milhões e fazem parte do plantel principal do FC Porto).
Neste lote estou a pensar em três jovens do plantel azul-e-branco: Kléber, Iturbe e Kelvin.


Kléber já vai na sua quarta época em Portugal e ainda há quem justifique o seu fraco desempenho por estar a adaptar-se... Mas, um ponta-de-lança que nem sequer é capaz de marcar um golo ao "poderoso" Santa Eulália, algum dia será solução para o ataque do FC Porto?

O empresário de Iturbe veio a público reclamar mais oportunidades para o seu menino ("as oportunidades dão-se ao colocar o jogador no campo"), mas convinha que alguém lhe fizesse chegar o vídeo do Santa Eulália x FC Porto, para ele apreciar o que foi a exibição do "novo Messi". Pode ser que isso sirva para ele ficar calado durante uns tempos.


Quanto ao Kelvin, dizem que o rapaz é muito habilidoso mas, até agora, a única coisa que pudemos apreciar foram os seus arranjos de cabelo exóticos.

Desta vez Vítor Pereira não teve qualquer culpa. Ou melhor, é culpado de ter dado uma oportunidade a quem nada fez para o justificar.

sábado, 22 de setembro de 2012

Com um "Bandido" à solta



Foram quatro golos por outros tantos homens mas bastou apenas um deles para desbaratar a teia aveirense que Ulisses Morais teceu em volta da baliza de Rui Rego. O extremo, que na realidade é um playmaker de luxo, James Rodriguez, multiplicou aos seus companheiros o caminho para golo. Serviu, marcou e reinou num jogo onde o FC Porto goleou de forma fácil mais uma medíocre equipa do nosso campeonato. Às vezes torna-se difícil "arranhar" motivação para enfrentar adversários destes.

E cedo se percebeu o que esta partida tinha para oferecer. Um visitante acanhado para um dragão mandão. De bola parada saíram os primeiros frissons do estádio com o guarda-redes oponente a corresponder positivamente. Domínio evidente apenas mergulhando em lume brando nos vinte minutos subsequentes. Nada de grande alarve, pois aqui e ali, surtiam uns pequenos ensaios tentadores. Faltava o génio dos grandes talentos para timbrar estas iniciativas sem rótulo.

Mais encostado ao seu companheiro de área, James foi tentando até finalmente combinar em pleno com os demais parceiros de ataque. Assim, nessa sua visionária missão, serviu Jackson Martinez para um grande golo e, nem muito tempo depois, triangulou de modo perfeito com Varela que dobrou a contagem. Em meia dúzia de minutos o colombiano partiu a loiça, viu os seus companheiros a darem sequencia a tudo de bom o que seus pés desenharam e o Porto foi a descanso, tranquilo e feliz.

Ao regresso, e logo de entrada, veio a retribuição ao miúdo. Varela cruzou com James a rematar enroscado fazendo a bola rodopiar até ao fundo das redes de Rui Rego. E aí vão três, que fácil é ganhar neste campeonato português. Culpa a nós não vem, se aos outros pouco ou nada tem.

Quarenta minutos faltavam até que o Sôr árbitro nos mandasse ir ver a Casa dos segredos com este jogo que já não come nem dá de comer, venha de lá, pois, esse Iturbe que tanta tinta escorreu nestes jornais lusitanos de lana-caprina. Calma, primeiro o que é da nossa horta. E só depois o “Messi”, ou qualquer coisa parecida com isso. O povo gosta destes bolos, mas eu cá me diverti mais com paulada de criar bicho que Mangala arreou todo o santo jogo.

Vá de retro mau feitio, que hoje mais uma goleada se deu, Maicon pôs as contas na ordem e quem agora se vem lembrar de Hulk com este futebol positivamente mais colectivo? A missão foi cumprida com total e inteiro sucesso. Aí vão dez pontos no saco e muitas – boas – interrogações para Vítor Pereira deslindar. Quem vais tu tirar para lá no meio James colocar?

domingo, 19 de agosto de 2012

Os 18 de Vítor Pereira


Lista de convocados para o Gil Vicente x FC Porto:

Guarda-redes (2): Helton e Fabiano;

Defesas (6): Danilo, Miguel Lopes, Maicon, Otamendi, Mangala e Alex Sandro;

Médios (4): Lucho, João Moutinho, Fernando e Defour;

Avançados (6): Jackson Martínez, James, Kleber, Hulk, Varela e Atsu.

Com todos os jogadores que (ainda) fazem parte do plantel disponíveis, no lote dos 18 convocados por Vítor Pereira para o 1º jogo do campeonato não entraram: Rolando, Abdoulaye, Alvaro Pereira, Castro, Iturbe, Kelvin e Janko.

E, claro, fora dos convocados ficaram também Bracali, Sapunaru, Belluschi e Djalma.

Juntando estes 11 jogadores excluídos, dava para formar o seguinte onze:
Bracali
Sapunaru, Rolando, Abdoulaye, Alvaro Pereira
Castro, Belluschi, Iturbe
Djalma, Janko, Kelvin

Provavelmente, seria o 5º melhor onze do campeonato português.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O destino óbvio para Djalma


«O internacional angolano Djalma deverá deslocar-se agora à Turquia para formalizar o empréstimo à equipa da I Liga turca.
Sem lugar no plantel do FC Porto, Djalma aceitou representar o Kasimpasa, da I Liga turca. A saída do jogador angolano, conforme edição de hoje do O JOGO, estava iminente, faltando apenas saber qual seria o seu destino. 
Djalma, acabado de regressar do compromisso da seleção de Angola frente ao Moçambique, deverá viajar em breve para a Turquia onde assinará o acordo de cedência ao clube recém-promovido ao escalão principal deste país.»
in O Jogo, 17/08/2012


A saída de Djalma estava já marcada ainda antes da sua chegada. Contratado mais para espicaçar a presidência do seu anterior clube do que pela sua valia desportiva, rapidamente se percebeu que esta brincadeira de egos de dirigentes não iria dar muitas páginas para contar.

Embora esforçado, o extremo angolano apresenta muitas lacunas técnicas difíceis de não notar quando se está num plantel como o FC Porto. As opções nesta posição são várias e bem melhores, não negligenciando, também, a pouca empatia da massa associativa para com o jogador.

Faz bem Vítor Pereira em abrir mão de um atleta que pouca margem de manobra tinha no plantel. Faz igualmente bem o treinador permitir com esta decisão mais espaço a Atsu e Iturbe, embora no último caso considere que venha merecendo da parte dos adeptos um maior protecionismo do que aquilo mostrou até agora (as “lavagens” cerebrais da imprensa ainda fazem milagres). E Hulk, apesar de tudo, ainda continua por ali… Até ver…

sábado, 21 de julho de 2012

iTurbo

(clicar na imagem para a ampliar)

Não vi o FC Porto x Celta Vigo de hoje, porque às 21h00 ainda estava no Auditório José Maria Pedroto, no rescaldo do I Encontro da Bluegosfera.

Contudo, já deu para ver os golos, num pequeno resumo do Porto Canal, e meus amigos, que golaço do "novo Messi"!



Foto: Maisfutebol

sábado, 14 de julho de 2012

Mais um triunfo num cenário de dúvidas



Em final de estágio por terras helvéticas, segue o FC Porto com um registo imaculado de vitórias nos particulares até ao momento realizados. Se à lisura dos triunfos nos dois primeiros encontros pouco se pode apontar, já o mesmo não se poderá dizer da contenda desta tarde perante o Evian. O conjunto de Vítor Pereira esteve longe controlar a partida e, só a espaços, conseguiu fazer circular a bola de forma pensada. Isto apesar das visíveis limitações no plantel que o treinador portista se verá cingido ao longo de toda a pré-temporada.

Com efeito, a falta de algumas opções dentro deste grupo que já se encontra ao trabalho não permite aplicar e vislumbrar todo o manancial tático trabalhado ao longo destes dias. Os embates com o Servette e Evian têm sido eloquentes neste problema, onde a total ausência de defesas laterais não possibilitam a explanação de um futebol mais aberto e fluído, obrigando, inclusive, a adaptações que roçam o caricato.

Os centrais vêem-se forçados à condição de totalistas e alternativas no meio campo não são muitas (apesar de este não ser apenas um problema pontual). Mas não se pense que estes handicaps são o princípio e o fim dos largos períodos de futebol fastidioso que a nossa equipa se pautou. As muitas perdas de bola e passes transviados – um mal que já transita da época passada – marcaram o incaracterístico jogo azul e branco, pondo em xeque nalguns momentos até, as redes da nossa coutada.

Denota-se a intenção de Vítor Pereira fazer entranhar os automatismos do 4-3-3 base, pautado aqui e ali com algumas flutuações de James ao centro, não modificando a sua estrutura mesmo após as várias substituições. Não seria descabido o ensaio de algo alternativo que não só pudesse encaixar melhor na mão-de-obra ao dispor, mas, também, incrementasse o “golpe de asa” sempre importante quando surgirem outros desafios mais árduos.

No cenário sempre confuso que as pré-temporadas e os seus peculiares jogos propiciam, nem sempre se consegue avaliar da melhor forma qual ou quais as feições individuais de cada atleta poderão trazer ao interesse geral e coletivo. Iturbe e Cristian vivem dentro desse limbo, com Castro também expectante. Provavelmente, mais do que a competência de cada um, as saídas ditarão as escolhas. Quanto a Fabiano, que hoje se estreou, tem lugar de caras na estrutura final.

Dúvidas. É disto e neste misto em que se vive nos defesos. As incertezas nas escolhas, a valia das opções e o jogo de paciência das transferências. Um bailado caótico de equações que atiram para as calendas gregas a palavra planeamento. Tudo se faz (e só pode ser feito) ao sabor do momento ou de um acontecimento,  ficando para um espectro secundário as trocas de Kléber e Janko, o inusitado jeito de Maicon para os livres ou simples resultado deste particular que daqui a uma semana já ninguém lembrará.


sábado, 12 de maio de 2012

Então, obrigado e até breve!


Com a serenidade que um título de campeão oferece, o último jogo do campeonato do FC Porto serviu os propósitos de início de desfile de parada aos vencedores, com o bónus da entrega de algumas medalhas aos poucos elementos do plantel que ainda não se tinham estreado na presente liga. Kleber arrebatou para si o realce maior da tarde, num encontro entretido e descontraído, bem ao jeito de final de época.

Com algumas modificações no onze, Vítor Pereira delineou prioridade ao ensaio de algumas peças remetidas à condição alternativa, sem quebrar com modelo que sustentou a equipa ao longo da temporada. Álvaro Pereira e Rolando voltaram do “castigo”, no dia das estreias de Bracali e Kadú. Mas foi Kléber quem mereceu um sublinhado nas notas do treinador após apontar três dos cinco golos do campeão em Vila do Conde.

Mercê de uma defesa não muito incisiva da equipa local e da boa dinâmica de James no miolo portista, a equipa azul e branca foi colecionando perigos junto da baliza de Huanderson. Não se estranhou, portanto, o golo de Djalma ao raiar do quarto de hora de bola corrida, num lançamento rápido do extremo portista, nem menor foi o espanto o segundo da tarde aos pés de James, pouco depois, num envolvimento coletivo muito interessante.

 A fazer esboçar sorrisos até ao intervalo sobrou unicamente a penalidade anedótica assinalada sobre João Tomás, num duplo equívoco – fora de jogo e falta inexistente - da arbitragem em jogo. Lamentos que vozes do império não farão eco.


A segunda parte trouxe ao encontro um panorama idêntico ao dos primeiros 45 minutos. Pouco rigor tático de ambos os lados, espaço em zonas de finalização e golos. Das cabines veio também Iturbe – esse eterno desejado da massa adepta portista – que pouco ou nada fez por merecer tamanhas preces e solicitações. Melhores dias viram, certamente.

Kleber, porém, viveu o seu momento de ouro. Três golos de oportunidade que deram expressão ao nosso marcador e esperança de sua maior influência em anos vindouros. O futuro portista que passou, também, nos pés de Cristian Atsu e nas mãos de Kadú. E é isso que agora interessa, virar a página rumo ao próximo capítulo, com Vítor Pereira, provavelmente, e sem Hulk, infelizmente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Um dia apodrecem...



"Iturbe continua a amadurecer"

Ainda não será desta que os adeptos poderão ver Iturbe a tempo inteiro. O argentino anda ansioso - e isso reflectiu-se no último jogo - mas continuará a amadurecer no banco de suplentes. É praticamente certo que o craque terá oportunidade de jogar, mas nesta fase Vítor Pereira acredita que o melhor é retirar-lhe responsabilidade e lançá-lo numa fase mais aberta do jogo, eventualmente com a equipa em vantagem e sem uma carga emocional tão forte no jovem.

(...)
OJOGO, 17/01/2012


Há coisas no FC Porto que me deixam completamente desiludido. Uma delas é a forma como o clube (não) gere a entrada de novos jogadores na equipa. Cada jogador que chega, independentemente da sua valia, passa por um interminável "período de adaptação" que o coloca largos meses sem acesso à equipa principal, e que o impede desde logo de criar entrosamento com os colegas.

A situação que se viveu este ano com Iturbe, Alex Sandro e Mangala chega a ser ridícula, especialmente se comparada com o que acontece nos clubes rivais da capital. Se se regessem pelos mesmos cânones ainda hoje Di Maria, Jara ou Gaitán estariam a "amadurecer no banco". É inacreditável como se deixa 6 meses na bancada um dos melhores sub-20 do mundo (Iturbe). O seu nervosismo no jogo contra o Rio Ave deveu-se apenas à insegurança que lhe foi transmitida pelo longo período de tempo que demorou a chegar uma oportunidade para jogar... 20 minutos! Qualquer um ficaria nervoso se a primeira oportunidade chegasse apenas ao fim de 6 meses e depois de inúmeras ausências na equipa titular.

Numa altura em que o passe de um jogador de futebol custa vários milhões de euros não dá para entender porque se demoram meses a começar a rentabilizar desportivamente um atleta.

sábado, 15 de outubro de 2011

Muitos golos, naturalmente...



Nem se esperava outra coisa. Na deslocação ao concelho de Sintra o FC Porto arreou o Pêro Pinheiro por uns concludentes 8 golos sem resposta, num encontro que nem para treino serviu. O clube que milita no terceiro escalão nacional revelou ingenuidade a rodos, numa tarde de sonho onde, afinal, uma escapadinha à praia teria sido mais proveitosa do que o massacre a que foram alvos. Walter assinou metade da factura, enquanto Iturbe, Alex Sandro, Bracali e kadu estrearam-se de dragão ao peito.

Sem grande espanto, Vítor Pereira aproveitou um jogo de menor exigência para ensaiar uma espécie de via alternativa e dar minutos aos menos utilizados. Num sintético ardiloso combinado com um sol escaldante, a circulação de bola foi lenta na fase inicial da partida. Os propósitos dos visitados iam-se cumprindo, porque entrar em correrias não favorecia a sua menor condição física. Os portistas levaram tempo a contornar a bitola e colocar a bola no terreno, promovendo a sua circulação.

Alguns fogachos de Walter com a baliza adversária em mira ditavam uma ligeira ascendência azul e branca no encontro e o fim da resistência caseira. Numa recuperação a meio campo, Walter lança Defour para o 1º de muitos. Mais dois vieram na mesma encomenda aos 33´e 35´, ambos pelo nosso ponta de lança, que ainda faria o 3º da sua conta pessoal, antes do intervalo. A falsa organização do Pêro Pinheiro revelava-se. Mas a competência do detentor da Taça de Portugal muito contribuía para isso.

Com 5 no papo os segundos 45 minutos converteram-se em mera formalidade. Iturbe dava lugar a Varela que haveria de converter a 7ª bola na rede dos locais. Antes disso, Djalma, autenticara o 0-6 numa altura em que todos aqueles que assistiam esta espécie de treino/recriação com bola já bocejavam à boca grande.

Walter fechou a contagem e fez poker com estrondo. A tarde foi sua e amealhou mais uns créditos ao seu prestígio perante o técnico. O adversário não foi competitivo o bastante, mas não se podia pedir muito mais. Ao FC Porto coube-lhe o papel de dinamizador da contenda e assumiu-o com toda naturalidade. Apuramento garantido numa goleada que não ficará para contar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Iturbe - aprender com o James

Nos meio das imensas críticas que se têm lido e ouvido nos últimos tempos, há uma que versa sobre a não utilização / convocação do Iturbe, e lá vem quase sempre a história do novo ou mini-Messi.



Antes de mais, só vi resumos ou partes de jogo dele, não tenho por isso uma opinião muito formada, mas do que vi fiquei com quase uma certeza: pode vir a ser um excelente jogador, mas não é de todo um jogador comparável ao Messi, pareceu-me muito mais um jogador ao estilo do Saviola. É que esta história do novo-Messi põe a fasquia demasiado alta e seria prudente desde já baixá-la um bocadinho. A não inscrição na liga dos campeões pareceu-me ter esta intenção.

Depois se há coisa que eu como treinador de bancada sempre achei, é que para não queimar um jogador deve-se ter muito cuidado no seu lançamento, foi isso que ao longo dos anos fomos vendo no FC Porto - quando se lançavam jogadores das camadas jovens na equipa principal. Nos últimos anos isto foi mais raro, lembro-me por exemplo do Hélder Barbosa, em que não houve o mínimo cuidado no seu lançamento e claro deu asneira.

É que lançar um jogador não é o mesmo que dar-lhe oportunidades, nem minutos de jogo. Lançar um jogador é fazer aquilo que o ano passado se fez com o James, é pô-lo a jogar com 70% da equipa principal, é mandá-lo para a bancada quando se deslumbra e pensa que já é uma vedeta, mas dar-lhe logo a seguir outra oportunidade com 75% da equipa principal. É que pô-los a jogar com os outros suplentes é o mesmo que nada.

Um jogador destes não é um salvador da pátria e o treinador não o deve sacrificar nem hipotecar o seu futuro para tentar salvar a própria pele.

É isto que espero de V. Pereira e é isto que tenho a esperança que vá acontecer. E também espero que já tenha sido transmitido ao jogador e que este não comece com amuos de vedetas. Quanto aos adeptos sejamos exigentes, mas com limites de razoabilidade, somos o melhor clube do mundo mas há outros que são melhores que nós.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O fenómeno Iturbe

Já aqui falamos do brilhantismo de Iturbe no campeonato sul-americano de sub-20 e do que dele se disse no Brasil e Argentina; também já demos conta dos rumores (boatos?) vindos de Inglaterra, de que Iturbe estaria de passagem pelo Porto em trânsito para Manchester.

Agora, ainda ao serviço do Cerro Porteno, contribuiu com dois golos para a vitória (5-2) sobre o Colo Colo, em jogo da Copa Libertadores da América.



"É por jogos como este que o mundo futebolístico fala intensamente do Iturbe. Ele esteve fantástico. Demonstrou, uma vez mais, que não é apenas uma promessa para o futuro. Estamos muito orgulhosos por o termos ajudado a transformar neste fenómeno. Infelizmente, ele não estará aqui por muito mais tempo, mas fizemos o que podíamos para o manter por cá"
Juan José Zapag, presidente do Cerro Porteño


Com apenas 17 anos, Juan Manuel Iturbe já é apelidado por muitos como um fenómeno (o novo Messi). Chegará mesmo a vestir a camisola do FC Porto, ou outros valores ($$$) irão impor a sua lei?