- O FC Porto foi melhor, num campo dificil, com condições dificeis e contra dois rivais complicados de superar, cada qual com as suas armas.
- O caudal ofensivo da equipa continua vivo, a eficácia no jogo aéreo também. Trademarks chave para chegar a Maio no topo e com os objectivos cumpridos.
- O core do plantel está mais unido do que nunca e os pequenos ajustes tácticos de Conceição nunca comprometem o jogo colectivo. A equipa soube jogar bem em distintos momentos do jogo e Conceição continua a acreditar que o seu plano A e o seu plano B são para cenários muito diferentes.
- Soares continua muito distante, física e mentalmente, do ritmo dos titulares, é um verso solto num bloco quase de proporções militares.
- O apoio dos adeptos foi tremendo e se no ano passado já se viveu um fim de ano com um seguimento inesperado e determinante que NES, com a sua inépcia, tratou de destroçar em campo, esperamos uma segunda volta com a chama do Dragão bem acendida. Que jogar fora seja jogar em casa sempre e que quem está de negro no meio do campo sinta que a impunidade tem um preço.
- Os últimos vinte minutos foram testemunha do pânico que vai por outros lados, sabedores de que já tudo se sabe (tudo?) e que não vai haver consequências reais porque isto é Portugal, estão determinados a fazer o possível e o impossível para chegar ao seu objectivo antes de que a casa arda mais. Verissimo voltou a ser ele próprio, um esbirro com a licção bem aprendida, enquanto seguramente os jornalistas que receberam o pagamento mensal habitual já estão com as facas afiadas para atacar esse "animal do Felipe" e o espirito "arruaceiro" dos jogadores do Porto a lembrar os videos de João Pinto e companhia há umas décadas atrás. Para isso cobram 400 euros ao mês a mais, vendendo-se barato porque ao regime todos se vendem abaixo do preço de tabela. Tudo conforme.
Preparem-se para cinco meses iguais a estes vinte minutos onde as leis se dão a volta do avesso, tudo é permitido, alguém acabará expulso (nem que seja por palavras, sempre a expuslão mais fácil para esta gentinha justificar nos relatórios) e todos com o credo na boca a sofrer o insofrível para seguir com vida. Bem vindos aos anos oitenta. Os anos oitenta deles, do desespero. Os anos oitenta nossos, da garra à Porto.
A todos eles, a todos nós, o Brahimi tem algo que dizer: