Em 1994/95 ainda não havia SAD e a disponibilidade financeira para contratações era muito diferente da actual. Em parte por causa disso, mas também por falta de critério, nessa época o FC Porto fez um conjunto de contratações que se revelaram desastrosas, com particular destaque para os argentinos Roberto Mogrovejo e Walter Paz, os africanos Ettiene N'Tsunda e Mandla Zwane e o peruano Baroni.
De todos, o caso do Mogrovejo foi o mais sui generis porque, se bem me lembro, não chegou a fazer qualquer jogo oficial pelo FC Porto e, poucos meses depois de ter chegado, voltou à Argentina.
Oito anos volvidos, o "novo Caniggia" regressou a Portugal para disputar o Mundialito de... futebol de praia. Nessa altura, recordou alguns aspectos da sua experiência como jogador do FC Porto:
“Bobby Robson mandou-me cortar o cabelo para ter boa aparência, dizia ele. (...) As coisas não foram tratadas de forma clara pelo meu empresário [Marcelo Houseman]. Não vim para jogar na posição onde podia render mais. Quando cheguei, disseram-me que tinha de ser ponta-de-lança e, como é fácil de ver, não tenho sequer altura [mede 1,72m] para me bater com os centrais. No Argentinos Juniors alinhava como extremo-direito, ou então segundo avançado. E Robson pedia-me para cabecear na área...”
Suspeito que mesmo que tivesse cortado o cabelo e passado a usar o seu nome do meio (Arturo), o Mogrovejo continuaria a ser... Mogrovejo, porque tinha um estilo inconfundível.
De todos, o caso do Mogrovejo foi o mais sui generis porque, se bem me lembro, não chegou a fazer qualquer jogo oficial pelo FC Porto e, poucos meses depois de ter chegado, voltou à Argentina.
Oito anos volvidos, o "novo Caniggia" regressou a Portugal para disputar o Mundialito de... futebol de praia. Nessa altura, recordou alguns aspectos da sua experiência como jogador do FC Porto:
Suspeito que mesmo que tivesse cortado o cabelo e passado a usar o seu nome do meio (Arturo), o Mogrovejo continuaria a ser... Mogrovejo, porque tinha um estilo inconfundível.