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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

POOOOOOOOOORTO!


«O FC Porto sobreviveu à batalha do Bessa com uma importante vitória por 1-0, golo de Soares, que mantém a equipa bem na luta pelo título, num jogo em que a equipa lutou contra o adversário, contra a sucessiva violência dos jogadores do Boavista e contra um trio de arbitragem que voltou a ter a infelicidade de julgar sempre contra a nossa equipa, mesmo quando os lances não ofereciam qualquer dúvida.

Maxi Pereira deve entrar para o Guiness por ter sido expulso por acumulação de penáltis. Sofreu dois, nenhum foi assinalado e num deles ainda viu cartão amarelo por suposta simulação.

A expulsão "inteligente" de Maxi Pereira (Tribunal de O JOGO)

Corona saiu lesionado depois de uma entrada violenta de Talocha, numa jogada de perigo iminente para a baliza do Boavista. Para mostrar um simples amarelo devia ter deixado a jogada seguir, interrompendo como interrompeu e tendo em conta que se tratava de um lance violento, deveria mostrar cartão vermelho. (…)

A entrada "assassina" sobre Corona

O FC Porto ganhou. Ganhou porque tem boa equipa, ganhou porque tem um conjunto de jogadores que aliam a qualidade futebolística à capacidade de luta, mas este género de arbitragens são inaceitáveis. Na sexta-feira à noite, no Estádio da Luz, a verdade desportiva foi grosseiramente adulterada pelo árbitro Nuno Almeida e ontem no Bessa só uma equipa à Porto impediu Fábio Veríssimo de tirar pontos à nossa equipa. No final do jogo e apesar da sastisfação pela vitória, o ambiente no balneário do FC Porto era de indignação absoluta, porque ninguém como os jogadores sentem quando o campo é inclinado. O FC Porto está naturalmente preocupado, porque tem de haver uma explicação para o árbitro Fábio Veríssimo ter mostrado tanto medo de assinalar faltas relevantes a favor do FC Porto.

Outra entrada "assassina" sobre um jogador do FC Porto

E só quem não quiser ver é que pode fingir que estas arbitragens não acontecem devido à coação grave e reiterada que é diariamente exercida direta e indiretamente pelo Benfica e por um exército de comentadores e meios de comunicação social que lhe são afetos


O texto anterior é assinado por Francisco J. Marques, na newsletter ‘Dragões Diário’ de hoje e eu subscrevo quase tudo, principalmente as partes que destaquei a negrito.

Ontem à noite, após chegar a casa vindo da “arena” do Bessa, estive a dar uma vista de olhos ao que foi dito por comentadores portistas em vários canais e o único que me encheu as medidas foi o Bernardino Barros, cujas declarações, na TVI24, também subscrevo, quer no conteúdo, quer no tom (um misto de ironia e indignação).

Mas, tal como referi a propósito da manipulação… perdão, da “verdade” televisiva que nos querem impingir, o combate contra o “polvo encarnado” não pode ser apenas travado pelo diretor de comunicação, por um ou dois dos comentadores portistas que têm acesso às TV's do regime e pelos adeptos nas redes sociais.
Porquê?

Porque o “Estado lampiónico” não é um rival desportivo. É o “inimigo” (desportivamente falando), que não olha a meios para nos aniquilar. E, por isso, temos de responder com determinação, com toda a força, em todas as frentes de batalha e com todas as “armas” que tivermos disponíveis.

Mais. Este combate, o combate ao Estado majestático, centralista e lampiónico, é algo que faz parte do ADN do Porto Clube / Porto Cidade e tem, obrigatoriamente, de ser assumido pelos principais protagonistas do Clube, dentro e fora das quatro linhas.

Por isso, faço daqui um apelo ao Presidente e ao treinador da equipa principal do FC Porto: o exército Portista está pronto para o combate, como ontem voltou a demonstrar no Bessa, mas precisa de “generais” que o liderem, que não fiquem atrás dos “soldados”, que não se retraiam, que não se calem.

POOOOOOOOOORTO!



P.S. O próximo combate, dentro das quatro linhas, é já daqui a cinco dias, no Estádio do Dragão, a partir das 18h15. Jovens e menos jovens, homens e mulheres, ricos, pobres ou remediados, a Nação Portista está convocada para este desafio (há bilhetes a partir de 5 Euros). Ninguém está dispensado de ir ao estádio e de, com a sua presença, com o seu apoio, mostrar ao “inimigo” que vai ser preciso mais do que um qualquer Fábio Veríssimo, João Pinheiro (vulgo "Mostovoi"), Tiago Martins, Bruno Esteves, Manuel Mota, Jorge Ferreira, Nuno Almeida (vulgo "Ferrari vermelho"), João Capela ou Bruno Paixão para nos derrubar.

Declaração


Não temos os melhores jogadores do mundo;

O NES desenha uns hieróglifos mal acabados;

As exibições têm sido demasiado irregulares;

O valor da equipa foi menorizado frequentemente;

A identidade, o modelo e as opções foram frequentemente questionadas;

Reclama-se o regresso do jogador à Porto;

Pois, ontem, tivemos uma exibição que me encheu de orgulho e representou o melhor do nosso Porto;

A esperança renasceu.

Viva o Porto!

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um FCP melhor que precisa de crescer





Entrámos a perder, mas reagimos bem. Tivemos bola, circulação bem ritmada, intensidade e boa reacção a perda de bola. Até ao primeiro golo, reproduzimos um futebol que contagiou os sócios. Do melhor que vi deste FCP. Com um 4x4x2 versátil, mexemo-nos bem e depressa. Abrandámos um pouco no fechar do primeiro tempo, mas Octávio cavou bem a grande penalidade e chegamos à vantagem de um golo, que pecou por diferença.

 Na segunda parte o FCP esteve mais abúlico. O Boavista subiu as linhas, recuámos, perdemos muitas segundas bolas e alguns jogadores baixaram o ritmo. Deixámos de comandar e não controlamos com segurança os movimentos do adversário. Layun teve problemas no controlo do seu adversário directo e esteve muito irregular. O jogo ficou mais dividido e perdeu a graça. Ficou chato. Alguns jogadores quebraram fisicamente e só depois das alterações retomámos a iniciativa e criámos problemas aos axadrezados. Gostei particularmente de Diogo Jota que mostrou atrevimento e velocidade. A rever. O guarda-redes do Boavista deu um frango monumental e sossegou os que já adivinhavam que nos ia sair caro não matar o jogo como competia à equipa do FCP, muito superior à do BFC.

Se este jogo mostrou alguma vivacidade e um bom desempenho colectivo, deixa-me alguma preocupação a quebra da segunda parte. Contra adversários mais fortes, mais rápidos, intensos e que não têm peias em jogar directo, temos de ser capazes de durar mais. Os treinadores (o nosso incluído) esperam habitualmente pelos 60 minutos para mexer na equipa. Face a alguma quebra na equipa, acho que André André e Octávio deveriam ter saído mais cedo. E o Adrián Lopez, logo a seguir.

 Na terça há mais. A bola pincha e a vida continua.


sábado, 14 de maio de 2016

Vitória no jogo experimental


Um horário pouco conveniente para os sócios que trabalham ao Sábado de manhã. Já entendi que era uma experiência, que ambos os clubes se demonstraram disponíveis para o horário proposto e que este é essencialmente para atender à "internacionalização" e aos "mercados asiáticos". Li as declarações prestadas pelo presidente da Liga explicando que estes horários já são praticados na II Liga e na Liga Espanhola com muito sucesso. Mesmo assim não fiquei convencido. Nunca vi o Barcelona ou o Real Madrid jogarem de manhã... Pelo menos que marquem esses jogos da manhã aos Domingos!

A primeira parte acabou por ser uma boa ilustração daquilo que foi esta época. Uma equipa sem alma e sem garra. Os jogadores boavisteiros foram sempre mais rápidos e ganharam quase todas as bolas divididas. A equipa foi incapaz de realizar uma jogada decente com princípio, meio e fim.

Na segunda parte, em função das substituições, o jogo foi completamente diferente. Danilo ficou a descansar para a final da Taça, mas ficou Layún que marcou um golaço com um remate à entrada da área, após boa assistência de André Silva. Com 2-0 o jogo ficou resolvido e com mais meia hora para jogar.
Agora que o FC Porto já não sai do 3º lugar, curiosamente, os árbitros já marcam os penalties a nosso favor. Dois penalties marcados em duas jornadas consecutivas: que estranho. Brahimi agarrou na bola para marcar a penalidade e fez o 3-0 mas os sócios ficaram zangados porque pediam André Silva.

Mas o André não descansou e continuou a trabalhar conseguindo, em cima da hora, marcar o quarto golo do FC Porto. Isolou-se a passe de Brahimi, contornou o guarda-redes e rematou para a baliza já de ângulo difícil. Um golo merecidíssimo.

"Não foi um golo qualquer. Foi um dos mais festejados dos últimos tempos no Dragão. Uma comunhão entre adeptos e a equipa como há muito não se via. É importante para marcar a despedida de um estádio que viveu uma época traumatizante, e para renovar o espírito dos adeptos"
in Maisfutebol

Falta a final da Taça para acabar esta época que não deixará saudades. Esperamos que Peseiro saiba montar uma equipa capaz de trazer o troféu.
   

domingo, 10 de janeiro de 2016

Rui Barros dá sorte


Boavista 0, FC Porto 5!

Grande vitória no derby da cidade Invicta, mas nada de euforias.

O Boavista 2015/16 é uma equipa fraquinha.
Para o campeonato venceu apenas duas vezes, a última das quais no dia 20 de Setembro.
Os últimos quatro jogos (para o campeonato) foram quatro derrotas e, de Outubro até agora, o Boavista contabiliza 2 empates e 9 derrotas!

E se o passado dos axadrezados no campeonato 2015/16 não era brilhante, no jogo de hoje a coisa começou cedo a complicar-se.
Aos 11 minutos já estava a perder;
aos 16’, Erwin Sánchez foi obrigado a fazer a primeira substituição por lesão;
e aos 40’, o treinador do Boavista foi obrigado a queimar a segunda.

Quando, aos 62’, o Jesús Corona marcou o 2º golo dos dragões, após uma brilhante jogada individual, a pantera “morreu”.

A partir daí foi “bater em mortos” (com todo o respeito pelos jogadores do Boavista). Foram cinco, mas podiam ter sido ainda mais.
E até deu para Aboubakar voltar aos golos. Espero que sirvam para o ponta-de-lança camaronês recuperar a confiança perdida e, daqui para a frente, passe a “namorar” mais vezes com as balizas adversárias.

No meio de uma intempérie e com um relvado difícil, bom jogo do Danilo e, principalmente, do capitão Herrera.


E o pequeno GRANDE Rui Barros, como treinador principal, continua 100% vitorioso.
O homem dá sorte, carago!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Os Insondáveis Mistérios e Confusões do Futebol Português



1. Fernando Gomes, agora também referido pelo presidente do seu clube de sempre como Fernando Gomes da Silva (talvez para distinguir do Fernando Gomes da Selva), antigo atleta do F.C. Porto e antigo administrador da SAD do F.C. Porto, tornou-se um alvo de estimação de muitos portistas, com o Presidente à cabeça. Não faço ideia se lhes assiste alguma razão, ou sequer o que os motiva neste jogo de sombras. E isto porque os meandros do poder e da intriga futebolísticas nacionais, além de severamente opacos, pouco me interessam. Mas a verdade é que, até hoje, não vi qualquer explicação concreta para esta "caça ao Nando". Ah, coisa e tal, que se serviu da Liga para chegar à FPF, e desta para chegar à UEFA. A ordem foi essa, de facto, mas já agora digam-me de que modo se serviu. Admito até que o tenha feito, mas, caraças, concretizem!

2. Pedro Proença, ex-árbitro internacional português de magnífico currículo, assumido adepto e sócio do Benfica, acaba de ser eleito presidente da Liga com o apoio dos outros dois grandes e com a oposição do seu clube. Já sabemos que um dia até ficou dentalmente deficiente por via de um ataque de correligionários num centro comercial de Lisboa, mas, que diabo, expliquem-me lá direitinho que mal fez ele ao Benfica para não ter o seu apoio?

3. Luís Duque foi um dos mais eficientes dirigentes do futebol do Sporting desde os anos '60, aventaria eu. Confesso que fiquei satisfeito quando ele de lá se pôs a andar. Entretanto, por motivos que também me ultrapassam, tornou-se persona non grata no seu clube, a pontos de não ter por ele sido apoiado em nenhuma das suas candidaturas à presidência da Liga. Eu dou voltas ao miolo, mas nada disto me faz sentido.

4. No fundo, o mais avisado, se calhar,  é o tipo "eclético", do género daquele fulano que preside à SAD do morto-vivo chamado Boavista F.C. - clube que subiu duas divisões numa só época, sem ter ganho em campo o direito a subir sequer uma. Originalmente conhecido como portista e amigo dos animais, foi funcionário, se a memória me não trai, do F.C. Porto, do Sporting, do Benfica, do Farense e do (falecido?) Imortal de Albufeira, até aterrar naquele antro de vermelhuscos disfarçados junto à Avenida da Boavista. O verdadeiro artista! Só me espanta como ainda não chegou a Presidente da Liga.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Contra tudo e contra (quase) TODOS


Depois de mais uma arbitragem sem vergonha (muito bem descrita por Lopetegui), foi exactamente este o meu sentimento no final do jogo de hoje no Bessa.

P.S. As declarações de Lopetegui, acerca das arbitragens, estão a tornar-se cada vez mais incómodas, principalmente para os "especialistas em branqueamentos". A prova disso é vê-los, quais cães raivosos, a tentarem "morder nas canelas" do treinador do FC Porto. A verdade dói...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Estádio do Bessa penhorado e em hasta pública

Para os associados do Futebol Clube do Porto, que pensam ser indiferente o Estádio do Dragão ser propriedade do CLUBE ou da SAD, recomendo a leitura das seguintes notícias (extractos), relacionadas com o Estádio do Bessa.

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«O Estádio Bessa foi penhorado pela Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) e está à venda desde as 00:00 pelo valor mínimo de 28,317 milhões de euros, informa a DGCI no seu site. Os interessados em comprar o local sede do Boavista Futebol Clube terão de entregar proposta até ao 20 de Novembro de 2008 (pelas 11h30).
(…)
Entretanto, a Agência Lusa divulgou mais pormenores sobre o tema. Assim, o recinto axadrezado é designado como fracção A e tem o valor de licitação acima referido, mas há mais fracções à venda. As fracções I, J e K correspondem a edifícios de um, dois e quatro pisos, com valores mínimos de 205.172,89 euros, 599.352,34 euros e 325.846,59 euros, respectivamente.»
in Maisfutebol, 08-08-2008

Vista aérea do Estádio do Bessa e envolvente

«Os sócios do Boavista mandataram a direcção para tentar a impugnação judicial da hasta pública do Estádio do Bessa, que está marcada para 20 de Novembro. A decisão foi tomada em Assembleia Geral, pela clara maioria dos cerca de 500 associados presentes. Houve quatro votos contra e 21 abstenções.
Esta AG extraordinária foi pedida pelo presidente do Conselho Fiscal, com base no argumento de que o estádio é do clube e não da SAD, o que será motivo para justificar a anulação da hasta pública.
Segundo explicou Pinto Pais, está em causa o facto de a SAD, então presidida por João Loureiro, ter dado como garantia o Estádio do Bessa quando recorreu, em 2005, a um Plano Extrajudicial de Conciliação para o pagamento de dívidas fiscais. De acordo com o responsável do Conselho Fiscal, essa garantia, não tendo sido validada pelos sócios em Assembleia Geral, foi ilegítima e violou os estatutos do clube. “O estádio era um bem do Boavista clube mas quem estava a ser executado era a Boavista SAD”, resumiu Pinto Pais, citado pela Lusa.
(…)
Tavares Rijo, actual presidente do clube, foi um dos membros da direcção de João Loureiro que aprovou a decisão de entregar o Bessa como garantia. Presente na AG, o dirigente foi alvo de alguma contestação. “Em mim, em nada me pesa consciência”, disse Tavares Rijo, igualmente citado pela Lusa, explicando depois que votou ao lado de João Loureiro com base num “documento de sete páginas, apoiado em duas actas da Assembleia Geral”, as quais, admite, hoje lhe suscitam “muitas dúvidas”.
in Maisfutebol, 13-11-2008

João Loureiro e um conhecido sócio do Boavista

«O Boavista anunciou hoje que foi anulado o despacho que ordenava a penhora do estádio do Bessa e desmarcada a venda judicial do recinto em hasta pública, agendada para quinta-feira.
(…)
A decisão de entregar o Estádio do Bessa como garantia pelas dívidas ao Fisco foi aprovada numa reunião efectuada a 12 de Setembro de 2005 por João Loureiro, na altura presidente, e mais cinco membros da sua direcção. (…)
Em causa estão dívidas superiores a cinco milhões de euros, a maior parte delas ao Fisco e uma parcela à Segurança Social.
(…)
A realização da assembleia extraordinária de 12 de Novembro foi pedida pelo presidente do Conselho Fiscal (CF), Pinto Pais, com o argumento de que o estádio é do clube e não da SAD, havendo por isso motivo suficiente para anular a hasta pública. Pinto Pais explicou, na altura, que, em 2005, a SAD, então presidida por João Loureiro, recorreu a um PEC com vista a pagar dívidas fiscais, tendo dado como garantia o Estádio do Bessa. O objectivo era permitir que a equipa de futebol profissional continuasse a competir. O dirigente disse que essa garantia não podia ser dada, sendo por isso ilegítima, porque não foi validada pelos sócios em AG, violando assim os estatutos do clube.
O estádio era um bem do Boavista clube mas quem estava a ser executado era a Boavista SAD”, resumiu Pinto Pais.»
in Record, 19-11-2008

Planta do Estádio do Bessa

«O Estádio do Bessa foi hipotecado ilegalmente. A decisão é do Tribunal Cível do Porto que, assim, deixa as Finanças e a Segurança Social sem garantias para uma dívida superior a oito milhões de euros.
O juiz não tem dúvidas: a Direção e a Assembleia Geral do clube não tinham competências para entregar o complexo desportivo como garantia à Fazenda Pública para travar 12 processos (10 processos e mais dois apensos) de execução fiscal que perfazem mais de 8,51 milhões de euros.
A hipoteca voluntária, feita pelo então presidente e pelo presidente-adjunto da Direção do clube, João Loureiro e Tavares Rijo, violou a lei. Oito anos depois, o registo do cartório, realizado a 16 de setembro de 2005, a favor da Direção-Geral dos Impostos é considerado nulo.
(…)
A situação é ainda mais grave. É que, além de não ter competências para determinar a hipoteca voluntária a favor do Estado, o clube deu o seu património como garantia de uma dívida da SAD do Boavista, que o tribunal vê como uma entidade externa à associação desportiva. O estádio e as demais instalações do complexo do Bessa são do clube e não da SAD. Não podem ser utilizados para garantir débitos alheios
in JN, 13-10-2013

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Este caso, que envolveu um dos clubes históricos do futebol português, é ilustrativo do que poderia ter acontecido se o Estádio do Bessa pertencesse à SAD em vez de ser propriedade do Boavista Futebol Clube.

Transferir a propriedade do Estádio do Dragão do CLUBE para a SAD (50% agora, o resto sabe-se lá quando) é abrir a porta a, no futuro, com esta ou com outra Direção, podermos ser confrontados com uma situação semelhante.

Os associados do Futebol Clube do Porto querem correr esse risco e “passar um cheque em branco” aos futuros dirigentes (que não sabemos quem serão) do Clube e da SAD?

domingo, 21 de setembro de 2014

A Estrutura e o Treinador do FCP

Este jogo começou a ser perdido (empatar em casa com uma equipa do nível deste Boavista é uma derrota), na forma mansa e quase silenciosa como a Estrutura do FC Porto (não) reagiu à escandalosa arbitragem da semana passada.

A entrada imprudente, mas não violenta, de Maicon aos 26 minutos de jogo (quase não toca nas pernas/canelas do jogador boavisteiro), justifica a mostragem de um cartão vermelho direto?
Claro que não.


O senhor Jorge Ferreira (da AF Braga) foi extremamente severo na análise deste lance (um tackle lateral, a meio campo, junto à linha lateral, num relvado encharcado)?
Claro que foi mas, perante o comportamento submisso da Estrutura do FC Porto, após o Vitória Guimarães x FC Porto, estavam à espera de quê?

Há 15-20 anos atrás, os árbitros tinham medo de errar contra o FC Porto.
Hoje em dia, não só se sentem completamente à vontade nos jogos do FC Porto, como chegam a ser premiados se, na dúvida, decidirem contra o FC Porto.
Actualmente, os árbitros, com duas ou três excepções, têm é pavor de errar contra o SLB.

Mas se este FC Porto x Boavista começou a ser perdido no pós-Guimarães, há outros dois aspectos que me deixaram perplexo.

Por que razão, o capitão do FC Porto (Jackson Martinez), escolheu atacar na 1ª parte para o lado que estava mais encharcado e com o relvado em pior condições?
Qual foi a ideia?


E, tendo o FC Porto jogado há 4 dias e só voltando a jogar daqui a 5 dias, também não percebi o que motivou Lopetegui a revolucionar o onze inicial, comparativamente com o onze inicial do último jogo (FC Porto x BATE Borisov).
Mudou o guarda-redes - jogou Andrés Fernández em vez de Fabiano;
Mudou dois defesas - jogaram Ivan Marcano e José Ángel em vez de Martins Indi e Alex Sandro;
Mudou dois médios - alinharam de início Rúben Neves e Evandro em vez de Casemiro e Brahimi;
Mudou dois avançados/extremos - alinharam de início Brahimi e Tello em vez de Adrián López e Quaresma.

Mas, para além de todas estas alterações no onze inicial, Lopetegui também decidiu voltar a mexer no modelo de jogo que adoptou frente aos bielorrussos.

O JOGO, 20-09-2014
Conforme referi na altura, umas das inovações de Lopetegui no FC Porto x BATE Borisov, foi colocar Adrián López a jogar, não encostado à linha, mas com grande mobilidade, muitas vezes perto de Jackson, numa frente de ataque que também incluía Brahimi e um extremo puro (Quaresma).
Hoje, durante quase todo o jogo, voltou a ser frequente ver Jackson sozinho na área do Boavista, rodeado de jogadores axadrezados...

Se já se previa que o Boavista vinha defender com 11, com linhas ainda mais recuadas do que o BATE, por que razão Lopetegui voltou a mudar o que tão boas provas tinha dado na passada quarta-feira?

Em resumo, mais 2 pontos perdidos, muito por culpa de uma Estrutura que parece andar adormecida e de um treinador que, apesar das palavras que proferiu antes do jogo, na prática encarou este derby da Invicta como se fosse um jogo da Taça da Liga.

domingo, 24 de agosto de 2014

Un petit amour


A semana passada, a equipa do Boavista deslocou-se a Braga para a 1ª jornada do campeonato e perdeu por 3-0.
Apesar da derrota ter sido por números claros, o treinador dos axadrezados não esteve com meias medidas e, sentindo-se prejudicado em algumas decisões, no final do jogo atirou-se à arbitragem do SC Braga x Boavista.

Hoje, para a 2ª jornada, os boavisteiros receberam, de braços abertos, os seus amigos benfiquistas no Bessa e aconteceu aquilo que era de esperar: a vitória dos encarnados de Lisboa.

Contudo, aos 84 minutos, foi anulado um golo ao Boavista que daria o empate e, pelas imagens que eu vi (pouco claras), pareceu-me mal anulado.

Mas quem estava à espera de um treinador do Boavista nervoso e indignado pelo golo anulado à sua equipa a poucos minutos do final do jogo, enganou-se redondamente.

Muito calmo, eu diria quase satisfeito, Petit limitou-se a dizer: “O golo (anulado) do Brito seria um prémio justo para a minha equipa. Deixa-me algumas dúvidas.

Algumas dúvidas? Pois…


P.S. Ao intervalo, no caminho para o túnel, Jorge Jesus dirigiu-se ao árbitro de forma imprópria e, naturalmente, foi expulso.

No final do jogo, na conferência de imprensa, o treinador dos encarnados limitou-se a dizer:
Tenho a consciência tranquila. Não falei nada sobre o jogo. O árbitro achou que eu não devia voltar ao banco.

Ele é árbitros, árbitros assistentes, treinadores adversários, jogadores (inclusive da própria equipa), policias, etc.
Este Jesus é tão bom rapaz…

Só nunca o vi foi a fazer isto com árbitros das competições europeias. Por que será?

sábado, 14 de setembro de 2013

PPA: a “perequação” (2)



Os terrenos incluídos no Plano de Pormenor das Antas (PPA) eram detidos por catorze proprietários, mas a maior parte, cerca de ¾ da área abrangida, pertenciam a apenas três entidades: Futebol Clube do Porto (51%), Lameira-Imobiliária, que integra o grupo de empresas Jomar, (15%) e Câmara Municipal do Porto (8%).
Sendo este o ponto de partida, é óbvio que sem o envolvimento destas três entidades e, particularmente, sem a anuência de quem tinha mais de metade dos terrenos – o Futebol Clube do Porto –, nunca a Câmara Municipal do Porto (CMP) poderia ter avançado com este ambicioso projeto de renovação urbana, o qual incidiu numa zona abandonada da cidade, que incluía espaços altamente degradados e onde se pode dizer que cidade a sério nem sequer existia (daí a comparação que alguns fizeram com a intervenção que, uns anos antes, tinha sido feita em Lisboa, nos terrenos da EXPO 98).

O PPA foi baseado numa espécie de operação de loteamento, através do emparcelamento do solo urbano, de forma a reajustar a configuração e o aproveitamento dos terrenos existentes para a construção prevista no plano.
Para tal, usou-se o princípio da “perequação compensatória”, prevista no Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro.

A “perequação” consiste em calcular os metros quadrados (m2) de construção que caberiam ao conjunto dos terrenos, distribuindo-os depois pelos proprietários, a quem é depois atribuída capacidade construtiva em função dos terrenos com que participam. Ou seja, cada proprietário entra com os seus terrenos, recebendo uma parte da capacidade construtiva resultante do PPA na respetiva proporção (levando em conta o coeficiente de construção atribuído).

Nota: No caso do PPA, e relativamente aos pequenos proprietários, a CMP optou pela aquisição ou permuta de terrenos e, por isso, não foi atribuída área de construção a alguns proprietários.

Naturalmente, tal como acontece quando qualquer executivo camarário decide rasgar uma nova avenida ou renovar uma das ruas já existente no respectivo concelho, a CMP assumiu a responsabilidade da construção das infraestruturas (ruas, pavimentos, passeios, saneamento, etc.) que fizeram parte desta intervenção urbana.
Contudo, no caso do PPA, foi decidido que os proprietários envolvidos teriam de contribuir para o custo dessas infraestruturas. Assim sendo, 25% da capacidade construtiva atribuída a cada proprietário em resultado da “perequação”, foi-lhes subtraída e entregue à CMP.

No caso do FC Porto, cujos terrenos que possuía tinham sido adquiridos por diferentes direções do clube ao longo de décadas (e não, como aconteceu noutras latitudes mais a Sul, oferecidos pela respectiva câmara municipal…), a área com que entrou para a “perequação” foi de 161.749 m2 (mais tarde este valor haveria de ser revisto para 160.600 m2 [1] ). Desta área, o plano atribuiu a pouco mais de 5% (8.877 m2) um coeficiente de construção de 2.1, enquanto que aos restantes 152.872 m2 o coeficiente atribuído foi de apenas 1.05. Da aplicação destes coeficientes, resultou uma capacidade construtiva atribuída ao FC Porto de 179.157 m2.

Recordo que, poucos anos antes, em 1998, o Alvará de Loteamento emitido pela Câmara Municipal do Porto, abrangendo vários terrenos nas imediações do Estádio do Bessa, atribuiu a esses terrenos uma capacidade construtiva de 83.078 m2, o que correspondeu a um índice de 1.7 m3/m2. [2]

Para além do baixo coeficiente de construção atribuído à área que era detida pelo FC Porto (um coeficiente médio global de 1.1), a CMP, tal como fez em relação aos restantes proprietários abrangidos pelo PPA, retirou para si 25% à capacidade construtiva que tinha sido atribuída ao FC Porto, ou seja, 44.789 m2, sob o pretexto de comparticipação nos custos com as infraestruturas, ficando o clube com apenas 134.367 m2.

Posteriormente, através de um protocolo estabelecido entre a CMP e o FC Porto, a autarquia comprometeu-se a ceder ao clube uma área bruta de construção de 106.250 m2 (facto que iria motivar uma grande polémica… um ano depois, após a eleição de Rui Rio e de que falarei num próximo artigo).

Nota: Após os cortes feitos no PPA, e de acordo com a Cláusula 5.ª do Contrato-Programa estabelecido entre a Câmara Municipal do Porto e o Futebol Clube do Porto, datado de 4 de Fevereiro de 2003, a área bruta de construção cedida pela CMP ao FC Porto perfez um total de 90.245 m2 (e não os 106.250 m2 previstos inicialmente).

Rui Rio, após ser eleito (antes e durante a campanha eleitoral nada disse), insurgiu-se contra este subsídio em espécie dado pela CMP ao FC Porto (falarei nisso num próximo artigo).
Contudo, chamo à atenção que se a CMP tivesse atribuído aos terrenos com que o FC Porto entrou para o PPA (cerca de 161 mil metros quadrados) um coeficiente igual ao dos terrenos do Complexo Desportivo e Habitacional do Bessa (1.7), a capacidade construtiva resultante seria de cerca de 274 mil metros quadrados.
Isto é, depois de todos os cortes, ajustes, subtrações e adições, o Futebol Clube do Porto ficou com menos aproximadamente 50 mil metros quadrados de capacidade construtiva (224 mil versus 274 mil metros quadrados) do que aqueles que teria se, simplesmente, aos seus terrenos tivesse sido atribuído o mesmo coeficiente médio que foi atribuído aos terrenos do Boavista Futebol Clube.

(continua)

[1] Contrato-Programa entre a Câmara Municipal do Porto e o Futebol Clube do Porto, de 4 de Fevereiro de 2003

[2] Comunicado da Direção do Boavista Futebol Clube, de 14 de Fevereiro de 2002

Nota: Se alguém detectar erros grosseiros nos números que constam deste artigo, agradeço a respectiva correção na caixa de comentários, juntamente com a indicação da fonte dessa correção.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Triunfo dos Porcos

«O Velho Major, o mais respeitado porco, reúne, durante a noite, todos os animais da quinta e conta-lhes um sonho que tivera - a sua morte estava para breve e compreendia, então, o valor da vida. Explica logo aos companheiros que devem a sua miserável existência à tirania dos homens que, preguiçosos e incompetentes, usufruem do trabalho dos animais, vítimas de uma exploração prepotente. O Velho Major incita o grupo não só à rebelião, para derrotar o inimigo, como também a entoar o cântico de revolta "Animais de Inglaterra".
Três dias depois, morre o Velho Major. Mas a revolução prossegue, com novos líderes - os porcos Snowball, Napoleão e Squealer, que criam o Animalismo, como sistema doutrinário, com "Os Sete Mandamentos". Expulsam o dono da quinta e mudam o nome da propriedade para "Quinta dos Animais". Dada a estupidez e a limitação de alguns, que não conseguem decorar os "Mandamentos", Snowball reduziu-os a uma máxima: "Quatro pernas, bom; duas pernas, mau".
O regime do Animalismo começa logo de forma vigorosa, com todos os animais a trabalharem, de forma a fazerem progredir a quinta, a auto-gestão estimulava o orgulho animal. Snowball cria uma lista de comissões para conceber programas de desenvolvimento social, educação e formação.
Com o passar do tempo, os porcos tornam-se corruptos pelo poder. Instala-se então uma nova tirania, sob o comando de Napoleão, que passa a impor um novo princípio: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".»
in Infopédia


Lembrei-me do célebre romance de George Orwell (cujo título original é Animal Farm), publicado em 1945, quando li o JN do passado sábado.




Tal como na Quinta dos Animais, também no futebol português todos os clubes são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.
E, de facto, toda a gente percebe que as coações sobre os árbitros feitas a Norte, são muito mais graves que as coações feitas a Sul...

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Até quando vai aquilo durar?


Prossegue a via dolorosa dos nossos vizinhos e antigos rivais da Avenida da Boavista. Ano após ano só têm conseguido inscrever-se nas competições depois de arrastadas negociações com os jogadores credores. Esta época, ao que parece à cautela, até inscreveram uma equipa chamada Boavista B no escalão mais baixo dos Distritais da A.F. Porto.

Pois agora o plantel acaba de entrar em greve a treinos e jogos, reclamando salários (que, fora das duas divisões geridas pela Liga, se designam eufemisticamente por "subsídios") em atraso.

Até quando conseguirão aqueles nossos antigos rivais manter esta situação? E como é que a respectiva SAD se vai aguentando?

Não tenho qualquer simpatia pelo Boavista e não era agora que - para fins "politicamente correctos" - ia aqui verter lágrimas de crocodilo. Mas esta situação não deixa de ser trágica. Tenho amigos boavisteiros, e para eles vai a minha comiseração.

sábado, 11 de setembro de 2010

E por que não o João Loureiro?


O séc. XXI do futebol português começou com um fenómeno do Entroncamento: um clube modesto do Porto, com a particularidade até de contar entre os seus "adeptos" um grande número de apoiantes (mal) disfarçados de um clube de Lisboa, venceu o campeonato. Na época seguinte brilharia de novo ao terminar a prova em 2º lugar, e duas épocas depois atingiria as meias-finais da Taça UEFA. Pelo meio teve uns briosos desempenhos na Liga dos Campeões.

Estou a falar, é claro, do Boavista. Na altura choveram os elogios de índole desportiva (bem merecidos, diga-se) mas não ficaram por aí os encómios. Não, além da proeza desportiva e do mérito do treinador Jaime Pacheco, promoveu-se também a ideia de que o clube do Bessa era gerido de forma brilhante. Lembro-me bem, por exemplo, de ler o nosso correligionário Miguel Sousa Tavares, aproveitando para mandar umas alfinetadas à SAD do F.C. Porto, a tecer rasgados louvores àquilo que considerava ser a brilhante gestão do clube por parte do Dr. João Loureiro, nomeadamente na sua política de contratações e na gestão financeira (esses elogios de MST - cuja leitura normalmente muito prezo, devo dizer - estendiam-se também ao Dr. Pimenta Machado, outro "brilhante" gestor de um clube de futebol, no seu entender).

Todos sabemos o que aconteceu entretanto ao Boavista e à sua famosa gestão: uma precipitada queda no abismo que o Apito Final (desculpa esfarrapada dos boavisteiros e dos revisionistas da história para esse colapso) apenas apressou.

Deparamo-nos agora com a brilhante ascenção do Sporting de Braga aos mais altos patamares do futebol português e aos palcos da Liga dos Campeões, uma ascenção digna de aplauso, sem dúvida nenhuma. Pois concomitantemente está a assistir-se a um processo de glorificação do presidente do clube, António Salvador, em tudo semelhante ao sucedido com João Loureiro. Chega mesmo a aventar-se a hipótese, aqui referida pelo meu colega José Correia, de ele poder vir a suceder a Pinto da Costa!

Eu não pretendo comparar a gestão de Salvador à de Loureiro, até porque nem sequer conheço as contas da SAD do Braga, mas não posso deixar de lamentar a aparente precipitação com que se faz este tipo de juízos e de promoções em Portugal. Se António Salvador serve para sucessor de Pinto da Costa por causa dos recentes êxitos do Braga, então o mesmo raciocínio poderia ter-se aplicado a Loureiro há uns anos atrás. Bem sei que, ao contrário do presidente do Braga, o "pardalito dos telhados" (Jaime Pacheco dixit) não era (que se saiba) sócio do F.C. Porto, mas eu também estou apenas a teorizar. E digam-me lá se acham que teríamos feito uma boa escolha?

Resumindo e concluindo: o Braga está de parabéns (e nesses parabéns obviamente se inclui o seu presidente), é um rival na luta pelo título (e não digo isto por ser politicamente correcto dizê-lo), mas por favor não entremos em fantasias. Ah, e já agora, que levem mais cinco logo à noite (sem maldade!;-)).

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pobre futebol, pobres adeptos


«Os Juízos Criminais do Porto absolveram esta terça-feira Valentim Loureiro e o seu filho João Loureiro no processo do Apito Dourado relativo ao jogo Boavista-Estrela de Amadora de 03 de Abril de 2004. Também os co-arguidos Jacinto Paixão (árbitro), José Alves (observador) e Pinto Correia (responsável pela arbitragem) foram absolvidos pela juíza Maria Cristina Brás. A magistrada considerou que o Ministério Público deduziu uma acusação apoiado em suposições. (...)
No jogo que deu azo a este processo, da época 2003/2004, o Boavista perdeu por 0-1 com o Estrela da Amadora. Mesmo assim, a investigação avançou porque a Polícia Judiciária escutou conversas telefónicas alegadamente indiciadoras do propósito de favorecer o clube do Bessa. (...)
A acusação do processo foi deduzida em 12 de Março de 2007, sendo a primeira proferida pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado, liderada pela procuradora geral adjunta Maria José Morgado.»
in PUBLICO.PT


Uma após outra, todas as acusações deduzidas pela super-equipa especialíssima, liderada por Maria José Morgado, foram arquivadas ou derrotadas em tribunal.
Consequências deste facto para a dupla Pinto Monteiro - Maria José Morgado? Nenhumas.

Com base nestes mesmos factos, a Comissão Disciplinar da Liga determinou, pelos vistos indevidamente, a descida de divisão do Boavista.
Consequências deste facto para a Liga de Clubes e para o dr. Ricardo Costa? Nenhumas.

E agora, o Boavista vai ser reposto na I Liga? Irá ser indemnizado? Por quem?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quanto mais me bates...


Na sequência da despromoção administrativa decidida pela Comissão Disciplinar da Liga, a qual é presidida pelo "pavão" benfiquista Ricardo Costa, o Boavista entrou numa espiral de destruição impressionante.
Em dois anos sucessivos desceu da I Liga para a 2ª divisão B e, em consequência da asfixia financeira que a falta de receitas provoca, está em cima da mesa o cenário de dissolução da SAD e da inscrição do clube nos campeonatos distritais da AF Porto.

Embora a crise do Boavista já se manifestasse anteriormente, a descida à II Liga foi uma espécie de machadada num moribundo. Ora, quem seguiu atentamente os diversos episódios da novela Apito, sabe que por trás das decisões do Apito Dourado e do seu "irmão" Apito Final esteve a pressão pública e de bastidores feita pelo Benfica, a qual, em termos desportivos, se traduziu em decisões muito polémicas ao nível do CD da Liga e do Conselho de Justiça da Federação.

Assim sendo, levando em conta a forma como o Benfica conduziu a sua luta na secretaria (algo em que se especializou nos últimos anos), é indiscutível que os lisboetas contribuíram, e muito, para a situação em que o Boavista está actualmente.

Por tudo isto, não consigo perceber o relacionamento que o Boavista mantém com este Benfica, nomeadamente enquanto o "paladino da verdade" Luis Filipe Vieira for presidente do SLB.
Se já na época passada tinha ficado de boca aberta com a organização no Bessa de um jogo particular, provavelmente para festejar a amizade entre os dois ex-aliados da Liga, mais admirado fiquei ao saber que no último sábado os axadrezados cederam graciosamente o seu estádio, para que os encarnados pudessem preparar o jogo de Guimarães longe de olhares indiscretos e com toda a tranquilidade.

É caso para dizer, quanto mais me bates mais eu gosto de ti...

Perante este comportamento subserviente, digno de invertebrados e indigno de um clube da Invicta com mais de 100 anos de história, como é que querem que haja portistas solidários com o destino do Boavista?
Por mim, bem podem ir para a 2ª divisão distrital.

sábado, 28 de março de 2009

Mais uma palhaçada bem ao estilo SLB

Ao “folhear” um jornal desportivo de hoje, e na expectativa de encontrar informação sobre o jogo da Selecção Nacional com a Suécia, dou com uma notícia no mínimo curiosa:

“2ª linha de Quique reprova no Bessa” in OJOGO

Então não é que o Benfica e a PT organizaram um jogo particular, “amigável”, no Estádio do Bessa, com o objectivo de angariar receitas (60 mil euros ao que dizem) para “ajudar” o Boavista ?!


“O presidente do Boavista, Álvaro Braga Júnior, destacou que, "quando desafiados pela PT, o Benfica e o seu presidente, Luís Filipe Vieira, anuíram de imediato à realização deste jogo", que o dirigente "axadrezado" espera ser "um momento de alegria e de estádio cheio".”
in Lusa, 2009/03/18

O que já não espanta ninguém é que onde existem farsas, encenações e mentiras esteja sempre envolvido o nome do SL Benfica. O mais irónico desta história é que o clube que, juntamente com os seus acólitos na Liga e na Comissão de Disciplina, tudo fez para colocar o Boavista na situação em que agora se encontra acabe no final por vir fazer o papel de “amigo” e disputar um jogo de beneficência. Mais uma encenação bem ao estilo do palhaço Luís Filipe Vieira.


Quando ao processo Apito Dourado foi acrescentada uma versão desportiva, com o objectivo de poder finalmente castigar desportivamente o FC Porto e assim prejudicá-lo ao máximo através de jogadas de secretaria e conseguir o que se revelava difícil dentro do campo, foi necessário arranjar mais um ou dois clubes para compor o ramalhete e assim dar um ar mais credível à coisa. Um desses clubes, como sabemos, foi a União de Leiria, que na altura já se encontrava quase despromovido matematicamente e cuja sanção em termos práticos seria inócua e o outro clube, como também sabemos, foi o Boavista. Numa altura em que já revelava grandes dificuldades financeiras depois da forte erosão provocada pela ruinosa gestão do clã Loureiro, o clube foi despromovido com base na coacção que terá feito a equipas de arbitragem. Quem supostamente coagiu foi Valentim Loureiro que aquela data já nada representava no seio do Boavista mas que a Comissão de Disciplina liderada pela narcísica Ricardina Costa ignorou de forma consciente e propositada para assim despromover o clube. E se foi bem ou mal despromovido à época ninguém quis saber: o importante era mesmo que se tinha feito “história no futebol português com uma decisão inédita” e castigado a origem de todos os males: o FC Porto e o seu Presidente.


Agora, e perante um derradeiro apelo dos boavisteiros para que se salve o clube, quem é que, apesar de ser o paladino da “verdade desportiva” (da sua, bem entendido) e de nos bastidores ter sido o grande manipulador do Apito Final e ter aplaudido o “castigo dos corruptos” vem auxiliar uma da vítimas? O SLB! É sem dúvida inspirador este altruísmo…

De referir também que, no que respeita aos “remendados” (literalmente), nem sequer sabem “morrer” com honra e dignidade. Que tristeza.

sábado, 9 de agosto de 2008

Por que não há no Porto dois grandes clubes? (ou requiem, talvez precipitado, pelo Boavista F.C.)

A pergunta que titula este artigo coloca-se devido à actual lenta agonia do Boavista F.C., cujos dissabores no âmbito do Apito Final apenas disfarçam a crise profunda em que o clube mergulhou no início deste ano civil.

Será que a cidade do Porto e sua área urbana podem alimentar dois clubes de peso?

Digo de peso porque, convém não esquecer, além de F.C. Porto e Boavista, temos também o Desportivo de Portugal, o Ramaldense, o Pasteleira, o Foz e o Progresso, sem esquecer o velho Salgueiral, agora tristemente confinado às provas dos escalões jovens, e os vários clubes de amadores. E se passarmos ao Grande Porto, há ainda o Leixões, o Leça, o Gondomar, o Vilanovense e o Infesta, entre muitos outros.

Para melhor se responder à pergunta deitemos os olhos na direcção de uma cidade inglesa bem parecida com a nossa: Liverpool.
Não está geminada com o Porto - essa honra cabe a Bristol - mas é, como a Invicta, um importante porto (no início do século XIX 40% do comércio mundial passava pelas suas docas!) e um centro industrial com antigas ligações à indústria têxtil.
E se, no campo da música, o Porto deu ao mundo Toni de Matos, Rui Veloso e os GNR, Liverpool deu os Beatles, claro, mas também Gerry & the Pacemakers (intérpretes de uma das mais famosas versões de “You’ll Never Walk Alone”) e Cilla Black. Tal como o Porto, também Liverpool tem uma importante comunidade chinesa, a qual, aliás, é a mais antiga da Europa. Shop-suei e pato Li-Jing são, portanto, mais dois pontos em comum entre as duas cidades!

A população do Porto-cidade é actualmente bastante menor que a de Liverpool (230.000 vs. 430.000 habitantes), mas a área metropolitana do Porto tem cerca de 1,9 milhões de habitantes, enquanto que o burgo metropolitano de Merseyside, no qual Liverpool se insere, tem 1,4 milhões. Não é portanto por causa da população que o Porto, globalmente considerado, estaria em desvantagem.

Liverpool alberga dois dos mais históricos clubes ingleses, Everton e Liverpool (por ordem alfabética, que é mais neutro!), os quais, conjuntamente, fazem com que a cidade seja de longe a que mais títulos de campeão inglês reúne: 27, contra 19 de Manchester e 18 de Londres.

O Everton, aliás, é o clube com mais épocas na divisão principal do futebol inglês, e foi um dos doze fundadores da Football League (Liga Inglesa) em 1888, feito de que nem Liverpool, nem Arsenal, nem Manchester United nem, muito menos, Chelsea se podem gabar.

Aliás, foi do seu “ventre” que saiu o próprio Liverpool, quando um aumento de renda por parte do senhorio de Anfield levou o Everton a deixar aquele recinto em 1892 (onde se sagrara pela primeira vez campeão inglês, em 1891), tendo alguns dissidentes ficado para trás e, juntamente com o senhorio, fundado o Liverpool.
Este último - saído da sombra do seu vizinho na década de 70 do século passado - com os seus 18 títulos de campeão é o clube mais vezes vencedor do campeonato inglês, além de ostentar variadíssimas vitórias em provas europeias, com destaque para os seus 5 triunfos na Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões.

Perante este grandioso palmarés dos clubes de Liverpool e o atrás referido contexto demográfico é legítimo dizer-se que também o Porto poderia ter dois grandes clubes.
A meu ver, não os tem, não simplesmente por um qualquer efeito hegemónico da força do F.C. Porto, mas pela natureza do boavisteiro típico das últimas décadas.

De facto, ao longo dos tempos sempre houve no Porto e arredores um número substancial de pessoas (uma minoria numerosa, digamos) que não eram adeptas do F.C. Porto, mas nem por isso o eram de um dos outros dois principais clubes da cidade. Estamos a falar dos benfiquistas e sportinguistas do Porto (estes últimos em menor número, e actualmente em vias de extinção – embora não conste terem sido declarados espécie protegida pelo WWF). Muitos deles acabaram por aderir ao “boavistismo” quando os nossos vizinhos da Av. da Boavista começaram a dar um ar da sua graça (que é coisa que lhes não encontro, a bem da verdade), mas rapidamente desertaram quando o proverbial coche à meia-noite se transformou de novo em abóbora, e os cocheiros, muito apropriadamente, em ratos.

Este êxodo dos boavisteiros do bom tempo reduziu de novo o Boavista ao seu curto e tradicional núcleo de indefectíveis, personificados pelo popular Manuel do Laço, núcleo esse incapaz de fornecer um presidente ao clube nesta hora trágica por que passa, sendo o actual líder da colectividade, ironicamente, um portista. Se acaso o Boavista chegar mesmo ao fim não faltarão, daqui a uns anos, os revisionistas da história a proclamarem que isso apenas aconteceu porque o presidente era portista!

Conclui-se assim que, se a cidade do Porto nunca teve dois grande clubes mas apenas um, tal ficou a dever-se, não à escassez populacional, mas à adesão provinciana a clubes da capital por parte de um sector da sua população amante do futebol.

Isto distingue flagrantemente o Porto de Liverpool: em Merseyside não há lugar para adeptos de clubes da capital nem, muito menos, da vizinha Manchester. Torce-se por um clube da terra, nas boas e nas más horas.

domingo, 2 de março de 2008

Caminhada abranda na Rotunda

A caminhada para o Tri abrandou na Rotunda da Boavista, depois do empate a zero com o clube local.
O FC Porto podia ter ganho este jogo até porque o adversário mostrou ser uma equipa fraca, com poucos argumentos no ataque (à excepção das bolas paradas) e uma defesa globalmente permeável. Se tivessemos jogado com mais velocidade em certos momentos do jogo acredito que o golo tinha aparecido.

Há um lance que já estou a adivinhar será consensual nas análises ao jogo: o golo que Stepanov marcou de cabeça foi bem anulado porque o jogador estava em fora-de-jogo.
Discordo: acho que o fiscal de linha errou e que os jogadores estão em linha no momento da partida da bola para a área.

Apesar de alinharmos com uma segunda linha de início entramos melhor no jogo e no decorrer dos 90 minutos os jogadores menos utilizados mostraram que podem vir a ser opções no futuro. Mariano está a melhorar a olhos vistos, Cech esteve melhor em matéria defensiva e até Stepanov pareceu mais "calmo" na abordagem aos adversários.

É pena que o Kaz não receba mais passes dos colegas e seja mais chamado a jogo pela equipa. Atentei em vários lances em que o Kaz estava solto e ninguém lhe passou a bola. Assim é muito mais difícil afirmar-se na equipa. Já há quem diga que ele "não é jogador para o FC Porto", mas acredito que ainda nos será útil no futuro.

Para variar, um árbitro não mostrou os cartões que devia ao Boavista. Aquelas duas entradas do Hussaine sobre o Fucile no final do jogo (a 1ª para vermelho directo!) mostram bem o que (ainda) é o Boavista: uma equipa de caceteiros liderados pelo caceteiro-mor, que confunde intensidade de jogo com agressividade gratuita não raras vezes avalizada pela equipa de arbitragem.

Agora venha o Schalke 04, lá estaremos Quarta-Feira no Dragão.