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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

"Nós Vamos Ganhar"

Não vale a pena dizer muito do jogo de Santa Maria da Feira, um guião repetido e por repetir.

- O FC Porto foi melhor, num campo dificil, com condições dificeis e contra dois rivais complicados de superar, cada qual com as suas armas.

- O caudal ofensivo da equipa continua vivo, a eficácia no jogo aéreo também. Trademarks chave para chegar a Maio no topo e com os objectivos cumpridos.

- O core do plantel está mais unido do que nunca e os pequenos ajustes tácticos de Conceição nunca comprometem o jogo colectivo. A equipa soube jogar bem em distintos momentos do jogo e Conceição continua a acreditar que o seu plano A e o seu plano B são para cenários muito diferentes.

- Soares continua muito distante, física e mentalmente, do ritmo dos titulares, é um verso solto num bloco quase de proporções militares.

- O apoio dos adeptos foi tremendo e se no ano passado já se viveu um fim de ano com um seguimento inesperado e determinante que NES, com a sua inépcia, tratou de destroçar em campo, esperamos uma segunda volta com a chama do Dragão bem acendida. Que jogar fora seja jogar em casa sempre e que quem está de negro no meio do campo sinta que a impunidade tem um preço.

- Os últimos vinte minutos foram testemunha do pânico que vai por outros lados, sabedores de que já tudo se sabe (tudo?) e que não vai haver consequências reais porque isto é Portugal, estão determinados a fazer o possível e o impossível para chegar ao seu objectivo antes de que a casa arda mais. Verissimo voltou a ser ele próprio, um esbirro com a licção bem aprendida, enquanto seguramente os jornalistas que receberam o pagamento mensal habitual já estão com as facas afiadas para atacar esse "animal do Felipe" e o espirito "arruaceiro" dos jogadores do Porto a lembrar os videos de João Pinto e companhia há umas décadas atrás. Para isso cobram 400 euros ao mês a mais, vendendo-se barato porque ao regime todos se vendem abaixo do preço de tabela. Tudo conforme.

Preparem-se para cinco meses iguais a estes vinte minutos onde as leis se dão a volta do avesso, tudo é permitido, alguém acabará expulso (nem que seja por palavras, sempre a expuslão mais fácil para esta gentinha justificar nos relatórios) e todos com o credo na boca a sofrer o insofrível para seguir com vida. Bem vindos aos anos oitenta. Os anos oitenta deles, do desespero. Os anos oitenta nossos, da garra à Porto.

A todos eles, a todos nós, o Brahimi tem algo que dizer:





segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Nada de novo à 4ª Jornada...


Nada de novo. Em Vila do Conde o Benfica empatou um jogo que devia ter perdido. O árbitro Hugo Miguel conseguiu ver uma falta na área vilacondense sobre o 'piscineiro' Jonas, e apressadamente marcou penalty que o mesmo converteu. Um lance que ocorreu nos minutos seguintes ao golo do Rio Ave. Foi este mesmo Hugo Miguel que na época passada não conseguiu ver dois penalties a favor do FC Porto no jogo em Braga por agarrão claro a Felipe e por falta sobre Otávio. Neste jogo em Vila do Conde, Hugo Miguel foi ainda hábil ao ponto de perdoar as expulsões a Pizzi, que pontapeou um adversário aos 74' nas suas barbas (!) e a Eliseu, que continuou a colecionar agressões impunemente num jogo que nem sequer deveria ter disputado (alô, Comissão de Disciplina ?!). Continua a valer tudo quando se trata de jogadores benfiquistas.


Apesar das denúncias públicas recorrentes de Francisco J. Marques sobre o esquema de tráfico de influências, coação e corrupção montado pelo Benfica, os árbitros continuam a atuar como se a população ainda não soubesse do que se passa por trás da cortina. Não ganharam vergonha.

Na ressaca do jogo o Benfica ainda teve a distinta lata de acusar FC Porto e Sporting de criarem "clima de grave coação e intimidação".


Às claques "de adeptos organizados" do Benfica foi permitido que saíssem do Estádio dos Arcos ao mesmo tempo que os adeptos da casa. A responsabilidade foi do esquema de segurança (ou da ausência dele) montado pela PSP. Houve agressões graves a adeptos do Rio Ave, tendo o clube de Vila do Conde reagido oficialmente em Comunicado. Ninguém foi/será responsabilizado. Ao Benfica continua a ser permitido algo que a nenhum outro clube é permitido: ter uma claque não registada, portanto ilegal, e ainda lhe conceder apoios financeiros e logísticos. Os seus membros continuam a espalhar o terror pelos estádios do país. O Ministério Público e a Polícia, designadamente a PJ e a PSP, sabem mas nada fazem para resolver o problema. Serão co-responsáveis morais por acidentes graves que eventualmente venham a ocorrer. O outro responsável moral será o Benfica na pessoa do seu presidente Luis Filipe Vieira, que publicamente negou o óbvio com a maior desfaçatez.

Foto: OJOGO (Fábio Poço/Global Imagens)

Por outro lado, a casa do FC Porto de Famalicão foi vandalizada com o arremesso de tochas e garrafas, tendo provocado ferimentos ligeiros a alguns adeptos que se encontravam na esplanada. Por anónimos ou por membros de "grupos organizados de adeptos", não se sabe. Mas não será difícil adivinhar.

No jogo em Braga o árbitro Carlos Xistra ainda deu um ar da sua graça. Só na primeira parte perduou 3 cartões amarelos a jogadores do SC Braga. Na segunda parte, menos mal, ou melhor, com maior equidade no juízo disciplinar, não significando isto que tenha estado propriamente bem. Duas entradas perigosas, uma para cada equipa, poderiam ter visto o vermelho direto.

Não bastará, assim, a denúncia pública do Diretor de Comunicação do FC Porto e das várias páginas portistas com maior audiência nas redes sociais. É necessário ser o Clube, através de elementos da sua Direção, a fazer a denúncia e a exigir alterações profundas na organização da Liga, da Arbitragem e da FPF. É à Direção do FC Porto que cabe liderar um movimento de mudança nas principais estruturas do futebol português. Caso contrário tudo continuará igual e será outro ano de muita indignação e nenhuma ação.
   

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Estar alerta não chega

FC Porto x Moreirense, Tribunal de O JOGO

«Atualmente, há seis analistas de arbitragem nos três jornais desportivos: três em O Jogo (Fortunato Azevedo, Jorge Coroado e José Leirós), dois no Record (Jorge Faustino e Marco Ferreira) e um n’A Bola (Duarte Gomes). Todos têm a mesma opinião: aos 36 minutos do jogo de ontem ficou por assinalar uma grande penalidade por falta de Abarhoun sobre Corona. Um lance difícil, mas descortinável através da televisão. O lance ideal, portanto, para o videoárbitro intervir.
Com este caso, completadas que estão três jornadas do campeonato, o FC Porto foi prejudicado em três penáltis, precisamente um em cada um dos jogos (não esquecer as faltas de Moreira sobre Marcano e de Ricardo Costa sobre Marega). É uma média assustadora que nos faz lembrar os piores momentos das últimas quatro épocas.
Que o FC Porto tenha tido capacidade, em três jogos, para contornar três erros graves da arbitragem, só nos pode deixar satisfeitos. Que os árbitros continuem, mesmo com o apoio dos videoárbitros, a errar constantemente contra a nossa equipa, só nos pode deixar em alerta máximo.»
in ‘Baluarte Dragão’, 21-08-2017


Sim, jogo após jogo, os árbitros continuam a errar contra o FC Porto.

Sim, é importante denunciar estes “erros” (quando a coisa é sistemática, eu deixo de acreditar que são meros erros de arbitragem).

Sim, temos de estar em alerta máximo com as arbitragens, com as nomeações de “padres”, com as (in)decisões dos VAR, com as notas dos observadores e as avaliações posteriores.

Contudo, vendo o que está a acontecer esta época, em que as tendências e os “erros” de arbitragem (árbitros principais, árbitros auxiliares e VAR) continuam a ser na mesma linha dos últimos anos, o que devemos fazer?

V. Guimarães x Sporting, Tribunal de O JOGO

SLB x Belenenses, Tribunal de O JOGO

Eu volto a dizer o que já escrevi aqui e aqui.

Vídeo-árbitro? Como é que o vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.

Esta é uma batalha tremenda que, institucionalmente, o FC Porto parece não querer assumir.

Veremos o que dirão, Clube/SAD e adeptos, quando o FC Porto perder pontos, porque a capacidade da equipa foi insuficiente para contornar “erros” graves de arbitragem.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ainda querem me fazer atrasado mental?

Vídeo inclinado no SLB x SC Braga, by BTV e Fábio Veríssimo

Na segunda parte o Benfica fez o 3-1, nós fizemos mais dois golos... Mas se o videoárbitro está aqui pela veracidade do jogo... Um desses golos é limpo. O Seferovic está a colocar o nosso jogador Ricardo Horta em jogo. Não sei se ganharia o jogo, mas pelo menos voltaríamos ao jogo
Abel Ferreira, treinador do SC Braga, no final do jogo com o SLB


Na sequência do primeiro jogo oficial desta época (o jogo da Supertaça entre os encarnados de Lisboa e o Vitória de Guimarães), no qual, em pouco mais de 30 minutos, assistimos ao cardápio (quase) completo dos habituais “erros de arbitragem” a favor do SLB, escrevi o seguinte:

«Vídeo-árbitro?
Como é que vídeo-árbitro haveria de resolver alguma coisa, se os árbitros do vídeo são os mesmos árbitros que, nos últimos anos, andaram nos relvados a “estender tapetes vermelhos”?
Estou cada vez mais convencido, que isto só pode mudar com outros árbitros, porque estes estão viciados no colinho.»

Pois, não foi preciso esperar muito para ver esta convicção/previsão confirmada. Foi logo na 1ª jornada do campeonato, na deslocação do SC Braga ao estádio da Luz (outra vez o SLB!).

“Vídeoquê?”, Francisco J. Marques na sua conta do Twitter

«Começou aquele que ficará conhecido como o campeonato dos vídeo-padres»
‘Baluarte Dragão’, 09-08-2017


Perante “vídeo decisões” cirúrgicas que, não tenho dúvidas, se irão repetir ao longo da época,…
… os diretores de comunicação do FC Porto e do Sporting podem ironizar;
… os adeptos podem “postar” dezenas de fotos, partilhar centenas de textos e escrever milhares de comentários indignados nas redes sociais;
… os comentadores-adeptos, portistas ou sportinguistas, podem aproveitar a onda e “berrar” nos jornais e nas TV’s;
… que, lamentavelmente, o efeito prático será nulo.

No país do nacional-benfiquismo e com este lote de árbitros (escolhidos a dedo durante a última década), é uma ilusão acreditarmos que algo de substancial mudará. E a razão deste meu cepticismo é simples.

Quem, ao longo da última década, classificou e selecionou este lote de árbitros de 1ª categoria?
(“Hoje o SLB manda mesmo e outros já não mexem nada”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Quem escolheu os atuais árbitros internacionais, particularmente os designados “internacionais proveta”?
(“Quanto às missas temos bons padres para todas, incluindo as da liga e as da Juvente operária”, e-mail de Adão Mendes, em 27 de janeiro de 2014)

Quem “ordenou” os designados “padres” e “vídeo-padres”?
(“Vamos ter os padres que escolhemos e ordenamos, nas missas que celebramos”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Acham mesmo, que é por fazermos muito barulho nas redes sociais que este estado de coisas vai mudar?

Eles (SLB) controlam de tal forma o sector da arbitragem (nas suas várias vertentes), que gozam com as queixas e, inclusive, até aproveitam as denúncias para promoverem iniciativas de marketing.

#colinho, red pass, camisolas Nhaga

Sejamos realistas.

Enquanto nada acontecer aos “padres”, que foram sendo ordenados nos últimos anos;

Enquanto os “internacionais proveta” continuarem, sorridentes, a ostentar as insígnias da FIFA;

Enquanto indivíduos como Bruno Paixão, Tiago Martins, Fábio Veríssimo, Nuno Almeida, Vasco Santos, Bruno Esteves, Manuel Mota, entre outros e respetivos “padres” assistentes, continuarem a “passear a sua classe” nos relvados portugueses (de “apito encarnado” na boca), ou atrás de uma (B)TV;

Enquanto não houver uma alteração radical no atual lote de árbitros;

Enquanto o medo e a cultura de subserviência ao SLB, que grassa no sector da arbitragem, persistir;
(“Hoje quem nos prejudicar sabe que é punido”, e-mail de Adão Mendes, em 28 de janeiro de 2014)

Nada de substancial irá mudar.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Competições em Portugal estão viciadas

Ainda relativamente ao jogo SC Braga x FC Porto, os painéis de análise compostos por ex-árbitros dos 3 jornais desportivos diários são unânimes: a arbitragem de Hugo Miguel do último Sábado foi "desastrosa".

capa ABOLA

capa OJOGO 

capa Record

Mas não é tudo. Aos 88 minutos o árbitro expulsou Brahimi, que se encontrava no banco de suplentes depois de ter sido substituído por Otávio. A expulsão aconteceu a pedido do 4º árbitro, Tiago Antunes, que por auricular avisou Hugo Miguel que deveria mostrar o cartão vermelho ao jogador argelino por "gestos ameaçadores ou reveladores de indignidade". De acordo com o relatório do árbitro: "(...) o jogador dirigiu-se ao quarto árbitro a gritar palavras de forma brusca e agressiva, tendo encostado a sua face à face daquele".

Portanto, gritar palavras (imperceptíveis) de forma brusca e agressiva, encostando a face à face de uma elemento da equipa de arbitragem dá lugar a suspensão de 2 jogos? Não sabia...


O argumentário utilizado pelo CD não poderia ser mais indicador da parcialidade deste órgão. Tratam-se de situações que acontecem em vários jogos mas que, em função do Clube em causa, merecem análises diferentes. Os árbitros decidem de uma forma se se tratar do Benfica e de outra se se tratar do FC Porto, o que causa distorções significativas no desfecho dos jogos. Depois da eliminação do FC Porto da Taça de Portugal com uma arbitragem de João Capela que teve influencia no resultado, temos assistido a uma dualidade de critérios gritante e inaceitável no Campeonato. As competições em Portugal estão viciadas. E sempre a favorecer o mesmo clube.
   

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vão continuar calados ou vão dar-se ao respeito?

No início do jogo com o Belenenses o FC Porto acedeu a participar num exercício de respeito institucional pela figura do árbitro promovido pelo sindicato arbitral. Foi uma decisão política, institucional e socialmente correcta mas que contrasta claramente com aquilo que o respectivo grémio responde ao FC Porto no exercício do seu trabalho semanal. A enésima prova viu-se ontem em Moreira de Cónegos onde, uma vez mais, tal como sucedeu em 2014/15, o colectivo arbitral decidiu tomar parte interessada na rija, intensa e apaixonante luta pelo título. Depois do Colinho de 2015 temos agora o Colinho 2017. Resta saber se também haverá campanhas, com tarjas incluídas, no início dos jogos a publicitar a nova campanha e se o clube está decidido a aliar-se a ela ou, finalmente, alguém decide dar-se ao respeito.



Todos temos memória.
Em 2014/15 o FC Porto realizou um excelente campeonato com um brilhante registo doméstico e uma campanha paralela na Champions League de grande nível até à segunda mão dos quartos de final. Aí minou-se a época. A goleada sofrida não só eliminou o Porto da Europa como matou o balneário e a coragem de Lopetegui que viajou à Luz para não perder porque sabia que não havia forma de ganhar, não com as suas limitações como treinador e o estado anímico dos jogadores. O que ninguém esquece é que se o Porto chegou até esse encontro com necessidade de ganhar foi, sobretudo, porque o Benfica de Jesus passou seis meses a ser ajudado pelo colectivo arbitral em cada momento de tensão e de problemas que lhes surgiam pela frente. O Colinho fez-se tão evidente que até os próprios adeptos encarnados, com sorna, o utilizaram como tema de propaganda e em material de merchandising. O Porto não se dava ao respeito - só o treinador parecia remar contra o silêncio cúmplice - e recebia o pago na mesma moeda. Ninguém o respeitava, a começar pelos árbitros.

Fast forward dois anos até ao momento presente.
Em 2016/17 o FC Porto realizou até agora um campeonato que supera todas as expectativas. Com um plantel jovem e longe do talento individual de dois anos antes, com um jogador no seu primeiro ano de sénior a liderar o ataque e sem uma alternativa real no plantel, a equipa qualificou-se para os oitavos de final da Champions e manteve sempre uma distância prudencial com Benfica e Sporting - com planteis desenhados para atacar o título de forma mais evidente - até que o bom trabalho defensivo e a chegada de Soares permitiram um golpe de autoridade que colocou o Porto na rota do título até ao jogo da Luz onde o empate - uma mistura dos erros tácticos habituais do treinador quando é necessário ganhar a rivais mais fortes e de, outra vez, erros arbitrais evidentes - voltou a colocar o clube a remar contra a maré. E, uma vez mais, depois de várias jornadas em que o rival podia ter deixado pontos e, se não o fez, foi graças a arbitragens do mais habilidosas que se tem visto. O que fez o FC Porto? Pactuar com uma bonita campanha de respeito por quem, um ano mais, demonstrou que não respeita a instituição.



O cenário não é novo desde que as manobras hábeis de Luís Filipe Vieira, tanto a nível politico - retirando influência à Federação e, sobretudo, às Associações para transferir o poder arbitral para um universo controlado exclusivamente por personagens afectos ao seu clube - como a nível social, transferiram como nunca o controlo do mundo da arbitragem para a esfera encarnada. E em todo esse período o silêncio do FC Porto perante essa postura tem sido esclarecedor da falta de liderança e voz na defesa dos interesses do clube. Mas a cada ano que passa, a cada título perdido por sucessivos roubos de Igreja, como diria o Mestre, esse silêncio torna-se cada vez mais ensurdecedor. E cada vez mais parece evidente que ninguém, dentro do FC Porto, sabe como dar-se ao respeito e, desse modo, que a instituição se dê ao respeito contra quem a prejudica. O jogo em Moreira de Cónegos foi gravíssimo - muito mais sério e grave do que a pantomina de Canelas - e não só pode ter sido decisivo no sprint final rumo ao título como, além do mais, voltou a demonstrar uma evidente política de impunidade que só é exclusiva aos homens de vermelho. Até o Sporting, que já nem entra nas contas do título, tem feito mais para denunciar a realidade do que nós, portistas, que sofremos semanalmente mais do que o clube. Fruto de um pacto secreto entre as duas direcções ou de uma atitude ofensiva por iniciativa própria, o facto é que um ano mais em que o FC Porto corre o risco de perder um merecido título - como o foi em 2015 - por culpa de péssimas e selectivas arbitragens e o clube não toma medidas sérias para combater a situação que se vive semana sim, semana não. Associar-se, ainda para mais, a campanhas que são muito bonitas na teoria do fair-play que em Portugal não existe, não é mais do que um murro no estômago daqueles, de jogadores a adeptos, que vêem como esses mesmos árbitros, escolhidos a dedo, vão decidindo títulos sem qualquer tipo de problema de consciência.

Não basta usar redes sociais, newsletters e bocas para o ar. E não é seguramente solução segurar tarjas de apoio num sábado a favor daqueles que no domingo te vão prejudicar de forma tão clara e vergonhosa. O FC Porto de Pinto da Costa e Pedroto cresceu e afirmou-se porque, por uma vez, deixaram de querer ser "bons rapazes" e deixaram de estar "caladinhos" para dar-se ao respeito. E com esse discurso, essa atitude, deram respeito ao escudo que serviam e defendiam. Não havia receio de bater o pé à Federação - quem não se lembra da manifestação que recebeu a selecção nacional na véspera de um amigável em Vigo - ou aos poderes instituídos. Esse FC Porto era respeitado por todos, árbitros incluídos, porque se dava ao respeito, dentro e fora de campo. Agora vão continuar calados ou vão, finalmente, voltar a decidir bater o pé da próxima vez que alguém tente pisar o escudo do Dragão?

quinta-feira, 16 de março de 2017

O Nome da Rosa

No romance de Umberto Eco que dá nome a este artigo, a trama acontece num mosteiro beneditino (ou será numa “Catedral”?) na renascença italiana do século XIV (ou será na “revolução encarnada” do século XXI?). Há um assassino que representa uma ameaça para os monges e é o frade Guilherme de Baskerville que é enviado pelo Papa para investigar a misteriosa morte. À medida que avança a investigação sucedem-se mortes de outros religiosos. Guilherme de Baskerville é descrito como um homem esforçado que faz uso da capacidade de questionar e de duvidar, algo muito raro numa época em que era proibitivo e quase fatal questionar os dogmas e as doutrinas vigentes.

Queira o caro leitor atrever-se a desempenhar por breves instantes o papel de Guilherme de Baskerville, atendendo à mentalidade vigente em pleno século XIV, naturalmente, e analisar criticamente os seguintes factos:

Antecedentes relevantes:

A vitória do Benfica na 25ª Jornada, em jogo realizado na "Catedral" da Luz, começou a ser construída com um erro defensivo de Miguel Rosa, defesa do Belenenses mas formado no SLB (de 2001-02 a 2007-08 e como sénior em 2012-13):



A doutrina vigente na comunicação social fez com que a globalidade dos jornalistas se apressasse a considerar este como um "lance infeliz".

Os "episódios" entre o Benfica e o Miguel Rosa não são de agora, como se pode constatar nos artigos acima referenciados. Assim como os erros "involuntários" cometidos por jogadores do Belenenses em jogos contra o Benfica.

Em Março de 2014 o jogador Miguel Rosa, já desvinculado do clube que o formou, não foi convocado para o jogo Belenenses-Benfica. O mistério adensou-se quando o próprio treinador do Belenenses, Marco Paulo, assegurou publicamente que a razão para a ausência não era técnica e que a questão deveria ser endereçada à SAD. Alguma comunicação social estranhou, questionou os clubes e foi rever os regulamentos. Não havia qualquer razão objectiva que impedisse a utilização do jogador. Ver aqui.

A situação repetiu-se em Dezembro de 2014, na época seguinte. Aqueles que estavam a ser os jogadores mais influentes na equipa do Belenenses, Miguel Rosa e Deyverson, foram impedidos de jogar contra o Benfica.
«Apesar de integrarem a lista de convocados para o jogo com o Benfica, este sábado, Deyverson e Miguel Rosa não vão a jogo, no Estádio da Luz, por indicações expressas da SAD. Segundo noticia A BOLA, o treinador dos azuis, Lito Vidigal, foi informado por um elemento da SAD, antes do final do treino desta sexta-feira, que ambos os jogadores, que já passaram pelas águias, não iriam estar disponíveis para serem utilizados, mas que ainda assim deveriam ser convocados. No meio da surpresa por, a poucas horas do jogo, ter sido informado da indisponibilidade de duas pedras nucleares, o técnico rejeitou incluir Miguel Rosa e Deyverson no seu lote de eleitos, sendo que, por indicação do treinador, nem seguiram para estágio.»

Faixa dirigida a Rui Pedro Soares (Presidente da Belenenses SAD)

Em Abril de 2015, jogo no Restelo e nova vitória para o Benfica, também com um erro de um defesa do Belenenses:



«O minuto seis do Belenenses-Benfica foi muito ingrato para Pelé, jogador que estará já comprometido com os encarnados para a próxima época, segundo pode ler em A BOLA.
O médio foi o autor de um mau passe que quase isolou Lima e obrigou à saída do guarda-redes Ventura de entre os postes, sobrando a bola para Jonas, que acabou por rematar para o fundo das redes. Estava inaugurado o marcador e lançado o Benfica para a vitória (2-0), que acabou por ser confirmada também pelo avançado brasileiro.
O jogo começou mal para Pelé e para o Belenenses. E logo começaram as especulações. Que foram ganhando dimensão, particularmente nas redes sociais, nos dias seguintes. Também devido à proximidade entre as Administrações de Belenenses e Benfica.»
in abola.pt, 22-04-2015

Relativamente à arbitragem do jogo Benfica x Belenenses desta 25ª Jornada, diz a comunicação social doutrinada que Bruno Esteves terá estado bem. Há 2 lances na área "encarnada", contudo, que falam por si:




Poderá, afinal, a dúvida sobrepor-se ao dogma?
   

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Benfica e Rui Vitória exercem coacção sobre árbitros


"Pizzi e Samaris tinham de ser expulsos. Fomos beneficiados no segundo golo, talvez, não vi mas disseram-me, mas ninguém fala dos jogadores do Benfica, da pressão do banco do Benfica sobre o quarto árbitro e o assistente. Não vale tudo para ganhar o jogo."
Declarações de Inácio (treinador do Moreirense) na conferência de imprensa após a meia final da Taça da Liga que ditou o afastamento do SLB

Na conferência de imprensa de análise ao jogo, e quando questionado pelos jornalistas presentes sobre o que teria ido dizer à equipa de arbitragem no final, Rui Vitória afirmou que "eles [árbitros] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar publico. O que disse só a nós diz respeito".

Portanto, um treinador vai queixar-se aos árbitros da performance destes e aquilo diz apenas respeito aos próprios... O relatório do árbitro e do observador devem ser omissos quanto àquilo que ouviram. É este, basicamente, o entendimento de Rui Vitória. E isto diz muito da sua personalidade.

["Depois venham queixar-se. Tens o que querias. Era isto que querias? Conseguiste." Terão sido estas as frases dirigidas em tom ameaçador a um elemento da equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, que levaram à expulsão de Rui Vitória após o jogo com o Moreirense, quinta-feira, no Algarve, em que o Benfica perdeu (1-3) e foi eliminado da Taça da Liga. O Correio da Manhã sabe ainda que Augusto Inácio, técnico do Moreirense, tinha razão quando afirmou que Rui Vitória passou parte do encontro a dirigir-se ao quarto árbitro (Paulo Ramos) com expressões do tipo: "Não são sérios. Estão a deixar-se intimidar. Estão com medo. Lindo serviço."

No final da partida, o treinador do Benfica dirigiu-se ao centro do terreno, onde estavam os árbitros, e voltou a reiterar as mesmas críticas, mas terminou com um intimidador e ameaçador: "Depois venham queixar-se." O árbitro Tiago Martins (Lisboa) não tolerou as ofensas, expulsou Rui Vitória e escreveu no relatório tudo o que se passou.]


Estas declarações foram retiradas do CM. Dada a proximidade e o notório afecto existente entre a administração do grupo Cofina e a direcção do SLB, vertida nos escritos diários deste "meio de comunicação social", admito que as declarações nele atribuídas a Rui Vitória já mereceram o devido "desconto" e que, portanto, as expressões citadas se tratam de eufemismos...

Ainda assim, é interessante concluir que, face ao desespero causado pela percepção de uma iminente eliminação do SLB (daquela que é a sua competição favorita) às mãos de um modesto clube minhoto, o treinador e todo o "staff" benfiquista, incluindo jogadores, não se inibiram de ameaçar e de tentar coagir o comportamento da equipa de arbitragem.

Aparentemente Rui Vitória sabe que os árbitros se queixam, ameaçando-os que depois não vale a pena queixarem-se. Mas queixarem-se de quê?! E queixarem-se a quem?! Das classificações que lhes são atribuídas? Das nomeações (ou falta delas) de que são alvo depois de "incidentes" nos jogos em disputa pelo Benfica?! Das idas para a "jarra"?!

Estas declarações, a quente e em plena ressaca do escândalo que foi a eliminação com o Moreirense, são lapidares e reveladoras do poder do Benfica no seio da arbitragem. Veja-se o que aconteceu a Marco Ferreira por não ter agradado ao SLB em algumas arbitragens da época 2014/15.

(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Os tempos de lua-de-mel entre o Benfica e os árbitros parecem agora mais distantes. Impossibilitado de presentear os homens do apito com vouchers e camisolas do Eusébio pelo escândalo causado pela oportuna divulgação pública de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, e que acabou por originar uma pífia investigação da Liga de Clubes, o Benfica parece agora adoptar a "linha dura" para com os árbitros: "quem não é por mim, então é contra mim".

O facto de a maioria dos novos árbitros, promovidos recentemente a internacionais, ser benfiquista não parece sequer tranquilizar o clube lisboeta. Isso não parece ser suficiente nem dará as "garantias" que Luís Filipe Vieira tanto gosta. Caso contrário teríamos visto Rui Costa e o restante "staff" menos apreensivo no Algarve.

Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
   

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lances iguais, decisões opostas

Uma das formas mais eficazes para demonstrar o atual estado da arbitragem portuguesa é pegar em lances iguais (muito idênticos), mas que, em função da cor das camisolas (azuis e brancas ou encarnadas), tiveram decisões opostas por parte das equipas de arbitragem.

Foi isso que a newsletter ‘Dragões Diário’ (Francisco J. Marques) fez hoje…

«A diferença de critérios tem sido um cancro esta época no futebol português. Este é só mais um exemplo de como alguns árbitros aplicam de forma diferente as universais regras do futebol. A fava, como de costume, saiu ao FC Porto.»

… salientando estes dois lances:

Há agarrar o braço e agarrar o braço...

O mesmo já tinha sido feito na passada terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto – Bancada’ do Porto Canal, ao ser comparado o lance da expulsão de Alex Telles logo na 1ª jornada (em Vila do Conde), com um lance muito idêntico de André Almeida num jogo do SLB (em que nem sequer foi assinalada falta).

Há anos que venho escrevendo sobre isto no ‘Reflexão Portista’ e, por isso, não posso estar mais de acordo com esta nova política de comunicação do FC Porto, quer em relação às arbitragens, quer ao “polvo” que, desde 2002 (quando Cunha Leal entrou para a Liga), domina o futebol português.

Contudo, nestas denúncias feitas pelo FC Porto, falta dizer três coisas:
1) Dizer o nome dos árbitros intervenientes nestes lances;
2) Dizer o nome dos observadores dos árbitros nesses jogos;
3) Se possível, dizer qual foi a classificação que os árbitros tiveram nesses jogos.

Não tenhamos ilusões, perante a podridão que grassa no futebol português, só escarrapachando os nomes dos “bois”, conseguiremos expor o “polvo encarnado” e, aos poucos, cortar alguns dos seus tentáculos.

sábado, 7 de janeiro de 2017

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Absolutely nothing


A arbitragem estulta no último jogo da fase da grupos da Taça da Liga, ontem, em Moreira de Cónegos, foi motivo de chacota na imprensa internacional. Os ingleses do Mirror exclamam mesmo que Danilo foi "expulso por nada".

Há anos que afirmo aqui que esta competição não serve o Desporto e que, nessa medida, o FC Porto deve pura e simplesmente abandoná-la. Continuo sem entender o porquê de, ano após ano, a SAD sujeitar os jogadores e os adeptos a espectáculos tristes e encenados como o de ontem à noite.

A pergunta óbvia é: porquê?
Porque é que a Direcção não toma uma atitude face a estas arbitragens?
Porque é que a Direcção continua a levar a equipa a esta competição?
Porquê?
   

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Quinta exposição à Comissão de Análise do CA

«O FC Porto enviou esta terça-feira, como adiantado por Pinto da Costa logo após o final do FC Porto - Chaves, uma exposição à Comissão de Análise do Conselho de Arbitragem da FPF. A informação foi dada pelo Francisco J. Marques, diretor de comunicação e informação do clube, no Porto Canal. “Depois do envio por e-mail, amanhã segue pelo correio o DVD do jogo com o Chaves. Já pagámos a taxa para podermos fazer a reclamação”, referiu, precisando que se trata da quinta exposição feita pelos dragões esta temporada



Tribunal de O JOGO (lances aos minutos 52 e 57 do FC Porto x Chaves, com o resultado em 0-1)

Quinta exposição?!

Pelos vistos (e os "erros" grosseiros que se viram no último FC Porto x Chaves foram bastante elucidativos), estas exposições à Comissão de Análise do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF servem para nada.

Ora, se esta 5ª exposição tiver o mesmo resultado que as quatro anteriores, o que irá fazer a Direção do FC Porto?

Fazer uma 6ª exposição e continuar a protestar (de vez em quando) num tom baixinho?

Ó meus amigos, será que ainda não perceberam que, no contexto atual do futebol português (de benfiquização em todos os domínios), isto só lá vai com um murro na… mesa?

Após 15 jornadas já disputadas, em que árbitros condicionados pelo Sistema fizeram vista grossa a 15 (QUINZE!) penalties, que ficaram por assinalar a favor do FC Porto;

Após 3 golos limpos, que foram anulados por três árbitros da AF Porto (que assim agradam ao Sistema) em pleno Estádio do Dragão - nos jogos FC Porto x V.Guimarães, FC Porto x SLB e FC Porto x Chaves;

Ainda não perceberam que isto chegou a um ponto, que já não vai lá com bons modos e exposições inóquas?

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Impossível

Isto ultrapassa tudo o que se viu nos últimos largos anos e que já tinha sido suficientemente mau. Assim, a Liga Portuguesa é absolutamente impossível de ser jogada, quanto mais de ser ganha.


Se neste passado Sábado, no Estoril, ficámos a saber que aquilo que 6 dias antes era "bola-na-mão" passava, de repente, a ser "mão-na-bola", hoje no Dragão aprendemos que nem vale a pena pensar mais no assunto: poderíamos até jogar com o nosso melhor "11" de sempre que, com contra este "poder supremo", não há qualquer hipótese.
Não terá sido ainda hoje mas, se todas e qualquer uma das decisões arbitrais continuarem a ser decididas em benefício do slb, é só uma questão de tempo até este campeonato ficar definitivamente resolvido em favor dos mesmos de sempre.

E só não aconteceu neste jogo devido a um golão de levantar o estádio. Danilo tem vindo a crescer a olhos vistos e mereceu completamente o título de herói do jogo. Isto numa partida em que tivemos um Chaves nunca antes visto. Seguramente a melhor exibição de sempre dos transmontanos num encontro, contra o FCP, na nossa cidade.

E tudo o resto que se poderia escrever sobre esta partida tem que, obrigatoriamente, passar para um plano secundário. As regras do futebol têm que ser iguais para todas as equipas participantes numa mesma competição e isso não está acontecer na edição actual da Liga Portuguesa. Ponto final, parágrafo.

Não vale a penar divagar sobre um qualquer outro assunto quando o básico não está garantido.
A continuar assim, a atribuição do título de campeão 2016/17 corre o risco de se tornar numa farsa sem vergonha.
   

domingo, 30 de outubro de 2016

NES não é um treinador à Porto

Nuno Espírito Santo a "explicar" o que é um jogador à Porto


«Se o pecado de João Pinheiro [árbitro do Vitória Setúbal x FC Porto] tivesse sido a grande penalidade não assinalada ainda se podia achar que tinha sido um caso sem exemplo, mas quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro, tanto a marcar faltas a todo o contacto dos jogadores do FC Porto e a aplicar um "critério largo" quando era o contacto era provocado pelo adversário. E depois temos os descontos, um assunto que por si só merecia um estudo, que neste jogo ficaram muito longe do tempo efetivamente perdido, tanto na primeira como na segunda parte
Francisco J. Marques, newsletter ‘Dragões Diário’, 30-10-2016


“quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro”

Sabe? Será que toda a gente que viu o jogo sabe?

No final do Vitória Setúbal x FC Porto, em declarações na flash interview, quando questionado sobre se o FC Porto tinha queixas da arbitragem, Nuno Espírito Santo (NES) afirmou o seguinte:

De onde estou não consigo analisar totalmente os lances, mas neste momento não vou olhar para isso

Não viu bem os lances, não percebeu a tendência da arbitragem (sempre contra o FC Porto), nem tem nada a dizer sobre o desconto (e que desconto!) de tempo dado pelo internacional proveta. Mas que gajo manso! Que cobardolas!

Ao contrário do treinador “ceguinho”, os jogadores FC Porto, quer os que estiveram sentados no banco de suplentes, quer os que andaram a correr lá dentro, viram bem e sentiram na pele a injustiça de mais uma roubalheira. Por isso, mal o jogo acabou, enquanto o seu treinador se escapulia rapidamente para o balneário, os jogadores foram manifestar a sua justa indignação junto do trio de arbitragem.

Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: O JOGO)

Jogadores do FC Porto a protestar com o árbitro João Pinheiro (fonte: Record)

Em vez de encher a boca com o slogan “Somos Porto”, ou pretender dar aulas, inspiradas em manuais de auto-ajuda, sobre o conceito “jogador à Porto”, alguém devia explicar a Nuno Espírito Santo o que é ser treinador à Porto.

Ser treinador à Porto, algo que Nuno Espírito Santo está muito longe de ser, é isto…


… ou isto…


Percebido?

Espero não voltar a ver, nunca mais, os jogadores do FC Porto a serem abandonados pelo seu treinador e a enfrentarem, sozinhos, juntamente com os adeptos nas bancadas, este Sistema vergonhoso que, sempre que pode, nos prejudica.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Falar quando devemos


A arbitragem do FC Porto vs Guimarães, de responsabilidade de Jorge Sousa, deveria ter sido uma oportunidade aproveitada pela estrutura do nosso clube para chamar a atenção para a falta de respeito a que o FC Porto tem sido votado.

Seria fácil falar do golo ilegalmente anulado ao André Silva que, como se percebeu no estádio, e se comprovou na TV, não só não teve qualquer intenção de jogar a bola com a mão como, na realidade, não é ele que toca com mão, mas antes o jogador do Vitória, fazendo penalti não assinalado.
Seria fácil também falar sobre essa jogada, e compará-la com as duas jogadas de Alvalade, em que a mão dos jogadores do Sporting serviu de pé, com a total complacência dos homens do apito.

Seria fácil falar, mas não é isso que pretendo abordar.

A arbitragem de Jorge Sousa foi muito pior do que resultaria duma análise desse lance e da comparação com outros lances piores, com decisão diferente.

Abaixo explicarei porquê, mas antes uma nota sobre o momento: perante arbitragens escandalosas e - desde o início - tendenciosas, é nas vitórias que mais devemos fazer ouvir as nossas críticas.

De facto, perante um jejum de anos sem sentir o sabor do títulos, os nossos adversários procuram defender as injustiças acusando-nos de atacarmos as arbitragens apenas como forma de justificar derrotas.

Ora, todos sabemos que assim não é, e que a arbitragem nos tirou pontos decisivos em épocas passadas.
No entanto, a melhor forma de afastarmos essa acusação é, perante arbitragens vergonhosas em jogos que tenhamos ganho, apresentarmos um rigoroso mas duro trabalho de denúncia.
Não nos poderiam, assim, acusar de estarmos apenas a justificar o insucesso.


Mas onde esteve a vergonha da arbitragem de Jorge Sousa?

A meu ver, esteve em todo o lado.

Esteve, em primeiro lugar, na gestão dos tempos de jogo.
Desde o primeiro minuto de jogo que os jogadores do Vitória mostraram ao que vinham: gastar o mais tempo possível com o jogo parado. Não o esconderam, nem dissimularam. Não disfarçaram.
Dei-me ao trabalho de cronometrar as diversas paragens em pontapés de baliza e cantos, onde os jogadores do Vitória perdiam entre 20 e 30 segundos (o tempo que se dá de desconto a uma substituição). Só com esta brincadeira foram mais de 9 minutos, só na primeira parte do jogo.
Perante esta autêntica palhaçada (o exagero foi patente…), a um árbitro experiente e imparcial seria exigível uma atitude consequente: deveria dirigir-se aos jogadores do Vitória, assim que disso se apercebesse, informando-os de que procederia a descontos e que, se nisso persistissem, sairiam amarelos do bolso.
O que fez Jorge Sousa? Nada. Absolutamente nada. Nem avisos, nem amarelos, nem descontos.
Dos 9 minutos perdidos, nem um foi descontado antes do intervalo.

Esteve mal Jorge Sousa - também tendencioso - no aspecto técnico.
Ao mínimo contacto nosso (mesmo quando legal), logo virava o jogo contra nós. Mas, quando os adversários nos atingiram, pouco ou nada assinalou.
Esta dualidade introduz, por um lado, um enorme desequilíbrio na força com que cada uma das partes decide abordar um lance (o que é muitas vezes essencial para nele se poder ganhar vantagem). E, por outro lado, enerva de forma muito séria a equipa que sofre dessa desvantagem.
O objectivo do Vitória era, manifestamente, o de procurar enervar-nos e o árbitro, também aqui, quis participar na festa.

Esteve mal Jorge Sousa, finalmente, no campo disciplinar. O cúmulo deu-se quando sancionou com o mesmíssimo cartão amarelo um derrube a um jogador do FC Porto que se isolava e um derrube no meio campo, sem qualquer perigo ou relevância.

Acabou por correr tudo bem para todos: o FC PORTO ganhou; o Vitória perdeu apenas por três; e o árbitro pode justificar a quem pretendia que "fez o que foi possível".
Mas, especialmente por - aparentemente - estar tudo bem, não podemos deixar de denunciar o que esteve à vista de todos.

Temos que procurar fazê-lo nas vitórias e não nas derrotas.

Pela minha parte, será principalmente em vitórias como esta, com este tipo de arbitragens, que criticarei.
Espero ter muitas vitórias para o poder fazer.
   

domingo, 11 de setembro de 2016

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Mudos & Mansos

Vistos e revistos os lances mais polémicos do Sporting x FC Porto de ontem, não sobram grandes dúvidas que os dragões têm fortes razões de queixa da arbitragem, senão vejamos:

a) A complacência do árbitro Tiago Martins com o excesso de agressividade, em alguns casos a roçar a violência, de vários jogadores sportinguistas – Bruno César, Adrien, Coates, Slimani e William Carvalho. Ou seja, com um árbitro a sério (como o árbitro polaco que arbitrou o AS Roma x FC Porto do Play-off da Liga dos Campeões), o Sporting teria terminado o jogo com 8 ou 9 jogadores e, seguramente, o resultado teria sido bem diferente.

Cotovelo de Slimani na cara de Layun

b) O 1º golo do Sporting é precedido por dois erros graves de arbitragem: cotovelada de Coates em André Silva, que não foi assinalada e punida disciplinarmente; simulação clara de Slimani, que o árbitro transformou num perigoso livre direto frontal (de onde resultou o golo). As imagens estão aí e não mentem.


Simulação de Slimani que o árbitro transformou em livre direto frontal

c) Aos 47’, é assinalado um fora-de-jogo a André Silva. Mais uma vez as imagens são claras. No ‘Tribunal OJOGO’, o ex-árbitro José Leirós escreve o seguinte: “No momento em que a bola é jogada, André Silva está mais de um metro em jogo. Erro monumental, ficava isolado”.

Tribunal O JOGO

d) Quanto aos lances de “Andebol”, quer no primeiro, quer no segundo golo do Sporting, dou de barato as interpretações benévolas da “intencionalidade”, feitas a favor dos jogadores leoninos. Mas imaginem que tinha sido ao contrário…


Perante tantos lances polémicos e todos estes casos de arbitragem, como reagiu a Nação Portista?

Os jogadores, revoltados, protestaram dentro de campo e o Casillas até viu um cartão amarelo.

Casillas viu um cartão amarelo por protestar com o árbitro (fonte: O JOGO)

O treinador, embora de uma forma demasiado soft (para o meu gosto), afirmou o seguinte: “Preferia não comentar o trabalho dos árbitros mas hoje é evidente, nem preciso de ver as imagens. Condicionou o resultado. As ações dos jogadores do Sporting foram claras. Preferia não comentar e fazer a análise de como jogámos, o que nos faltou, o que quisemos potenciar. Isso compete-me analisar. Mas hoje é evidente que o árbitro teve influência direta

Nuno Espírito Santo e a influência do árbitro no resultado (fonte: O JOGO)

Os comentadores do Porto Canal falaram num jogo de Kickboxing e Andebol.

Nas redes sociais, li inúmeras reações de adeptos portistas indignados.

O FC Porto (instituição) reagiu no Twitter e hoje de manhã na newsletter 'Dragões Diário'.

E a Administração da FC Porto SAD?

Tomada de posse da Direção do Futebol Clube do Porto em 23-04-2016 (foto: LUSA)

Entre os responsáveis do FC Porto, ninguém dá a cara e a voz à indignação?
Alguém sabe onde andam o presidente (Pinto da Costa) e o administrador com o pelouro do Futebol (Antero Henrique)?
Algum deles (Pinto da Costa ou Antero Henrique) falou na sala de imprensa?
Algum deles (Pinto da Costa ou Antero Henrique) falou na zona mista do estádio de Alvalade?

Continuem assim, com esta postura de meninos bem comportados perante os árbitros.
Continuem assim, com este silêncio subserviente em relação a nomeações cirúrgicas (como foi a deste Tiago Martins).
Continuem assim, sem nada fazer, em relação a quem avalia, promove e despromove os árbitros.
Continuem assim, como fizeram nos últimos anos, deixando os jogadores e o treinador entregues à sua sorte.
Depois, lá para abril ou maio, quando for tarde demais, escusam de vir chorar para a praça pública.



P.S.2 12 fotos, 12 casos, 12 "roubos" do jogo de ontem (no facebook do FC Porto)

P.S.3 O clássico de Alvalade em 12 fotos (fotogaleria no Record) (fotogaleria no O JOGO)

P.S.4 "O pior cego é aquele que não quer ver" (José Guilherme Aguiar)

P.S.5 Mais do Mesmo, Mesmo Resultado (blogue Porto Universal)


P.S.7 Vamos à luta, caralho! (facebook Guerreiros da Invicta)

P.S.8 Lutar... ou desaparecer (blogue Bibó Porto, carago!)

P.S.9 O barril de pólvora (blogue Porto Universal)

sábado, 27 de agosto de 2016

Nunca nos renderemos!

Winston Churchill
We shall go on to the end. We shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our island, whatever the cost may be. We shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender


Este texto faz parte de um célebre discurso proferido por Winston Churchill, no dia 4 de junho de 1940, perante a Câmara dos Comuns do Parlamento inglês.
Em junho de 1940, a Europa estava mergulhada na II Guerra Mundial e a máquina de guerra da Alemanha Nazi parecia imparável. Com este discurso, Churchill, o então Primeiro-Ministro da mais velha democracia do Mundo, quis mobilizar o povo britânico e dar um forte sinal da sua inquebrável determinação, quer para dentro, quer para fora do Reino Unido.

Nos últimos anos, lembrei-me várias vezes de Churchill (o "Velho Leão") e deste discurso mobilizador.
E porquê?
Porque, conotações histórico-políticas à parte e passe o exagero da comparação, tal como a máquina de guerra montada por Hitler, também a “máquina benfiquista” habilmente montada por Vieira (lembram-se da "criada de servir" e do Estorilgate?) domina, a seu belo prazer, todos os sectores e instituições do futebol português.
Poder encarnado que persegue, enxovalha, ameaça e até exclui quem tem coragem e não alinha no “desportivamente correto” (que o diga o ex-árbitro Marco Ferreira).
E tudo isto feito às claras, na praça pública, com total impunidade.
Veja-se o que aconteceu esta semana, após o SLB ter empatado em casa com o Vitória Setúbal.

Não fomos eficazes, mas o árbitro [Manuel Oliveira] também não foi. (…) Fundamentalmente na segunda parte, houve decisões [do árbitro] que na minha opinião não foram bem tomadas. Não é nenhum lance em concreto, mas quem anda no futebol percebe. Uma ou outra situação condicionou o jogo. Não foi uma arbitragem bem conseguida
declarações do treinador dos encarnados no final do SLB x Vitória Setúbal

Rui Vitória e a "ineficácia" do árbitro Manuel Oliveira (o que será um árbitro eficaz?)

«No final do jogo, ainda no camarote das águias, o líder do emblema da Luz dirigiu-se à zona onde estava o vice-presidente do Conselho da Arbitragem da FPF, João Ferreira, o responsável da APAF, Luciano Gonçalves, assim como o observador do árbitro, Natálio Silva, e foi bastante crítico, de acordo com pessoas presentes no local. “É uma vergonha... Como é que nomeiam este tipo?”, perguntou o responsável das águias.
Segundo algumas testemunhas presentes, embora esta seja uma versão negada pelo Benfica, Luís Filipe Vieira continuou sem se deter e, já no topo das escadas, à entrada da zona de catering, onde estava acompanhado por outros dirigentes benfiquistas terá prosseguido. “Não queremos mais aqui este tipo [o árbitro Manuel Oliveira]”»
in record.pt, 22-08-2016


Como habitualmente, na sequência das queixas de treinador e presidente, a comunicação social (a maior parte da qual ao serviço do clube do regime) fez o seu papel. Isto é, fez eco e ampliou as “justas razões de queixa” dos encarnados.
Desta vez, e neste domínio, a SIC destacou-se dos demais órgãos de comunicação, ao ponto de colocar um ex-árbitro, Duarte Gomes (lembram-se dele? ver aqui e aqui), em direto no telejornal de segunda-feira, numa autêntica ação de propag… perdão, de “serviço público” e “isenção” jornalística.

Duarte Gomes no Jornal da Noite da SIC

Ora, após as queixas e a pressão exercida pelo treinador sob o árbitro, em pleno relvado do estádio da Luz;

Rui Vitória dirige-se ao trio de arbitragem do SLB x Vitória Setúbal

Após a alegada pressão exercida pelo presidente do Clube/SAD sob membros do Conselho da Arbitragem e da APAF, em pleno camarote do estádio da Luz;


Após as acusações ao árbitro, feitas pelo treinador na conferência de imprensa no final do jogo;

Segundo o treinador do SLB, o árbitro Manuel Oliveira pôs-se a jeito (a jeito de quê?...)

Seria de esperar que o treinador do SLB fosse castigado com alguns jogos de suspensão (veja-se o exemplo da Premier League) e que, no mínimo, fosse instaurado um inquérito disciplinar ao presidente do SLB.
Pois sim, é melhor esperarmos sentados…
Na realidade, o único castigado será o árbitro Manuel Oliveira (nem um penalty duvidoso, assinalado a poucos minutos do fim a favor dos encarnados, o salvou da “fogueira”) tendo, no imediato, ficado de fora das nomeações (deve ser para descansar e refletir...).

Jogador sadino toca e corta a bola antes de haver contacto com o jogador do SLB

Nos últimos anos, o país futebolístico assistiu ao #colinho (absolutamente decisivo na conquista do título encarnado de 2014/15), ao condicionamento de árbitros (exemplos: a agressão a Pedro Proença e a despromoção de Marco Ferreira), ao #colinho (versão 2), à oferta de vouchers a árbitros, ao #colinho (versão 3), à AG da FPF anular o sorteio dos árbitros (uma decisão da Liga votada pela maioria dos clubes, mas que tinha a oposição do SLB), ao #colinho (versão n), etc.

Pinto da Costa e os jantares no Sapo
Ora, perante tudo isto, está mais do que na altura do líder dos dragões, ou de alguém da estrutura do FC Porto, dar um murro na mesa e dizer, alto e bom som, BASTA!
Dizer que o FC Porto não aceita continuar ad aeternum refém moral da história (mal contada) do apito dourado (cuja “investigação” começou no Norte, mas terminou em Leiria…) e que não pactuamos mais com o atual estado de coisas no futebol português.

Perante este poderoso “exército” encarnado, que esmaga quem se lhe opõe, está mais do que na altura do líder do FC Porto deixar de andar preocupado na "caça às bruxas" (leia-se, a ex-dirigentes ou a portistas mais mediáticos que o ousam criticar) e, em vez disso, deve antes estar empenhado em mobilizar a Nação Portista para o verdadeiro combate que tem de ser travado, sem medos, nem hesitações.

Caro presidente Pinto da Costa,
É preciso dar meios adequados ao treinador para lutarmos, com cada vez mais força e determinação, dentro dos relvados.
É preciso que a administração do FC Porto trabalhe melhor a política de alianças (com outros agentes desportivos) e jogue, de forma inteligente, no xadrez dos órgãos de poder do futebol português – Federação, Liga, associações, sindicato dos jogadores, etc.
Mas é, também, preciso travar a importante batalha mediática com outra energia, recorrendo estrategicamente (de forma articulada) a todos os instrumentos à nossa disposição – Porto Canal; site oficial e 'Dragões Diário'; Redes sociais; promoção de entrevistas regulares a órgãos de comunicação social; etc.

O que não pode continuar é a postura que a Administração do FC Porto tem tido nos últimos anos, uma postura passiva e silenciosa, dando sinais de estar dividida, cansada e acomodada (aos sucessos do passado).

Os sócios do Futebol Clube do Porto (por favor, deixem de nos tratar como meros clientes) estão prontos.
Os adeptos do FC Porto estão prontos, mas é preciso que o presidente do Clube e os administradores que o rodeiam mudem de postura, deixem de estar à defesa, encolhidos (como se estivessem acossados) e liderem as “tropas” azuis-e-brancas neste difícil combate.

Caro presidente, temos de fazer sentir aos nossos adversários e a quem quer mal ao FC Porto, que estamos vivos, que somos PORTO e que nunca nos renderemos!