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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Os Insondáveis Mistérios e Confusões do Futebol Português
1. Fernando Gomes, agora também referido pelo presidente do seu clube de sempre como Fernando Gomes da Silva (talvez para distinguir do Fernando Gomes da Selva), antigo atleta do F.C. Porto e antigo administrador da SAD do F.C. Porto, tornou-se um alvo de estimação de muitos portistas, com o Presidente à cabeça. Não faço ideia se lhes assiste alguma razão, ou sequer o que os motiva neste jogo de sombras. E isto porque os meandros do poder e da intriga futebolísticas nacionais, além de severamente opacos, pouco me interessam. Mas a verdade é que, até hoje, não vi qualquer explicação concreta para esta "caça ao Nando". Ah, coisa e tal, que se serviu da Liga para chegar à FPF, e desta para chegar à UEFA. A ordem foi essa, de facto, mas já agora digam-me de que modo se serviu. Admito até que o tenha feito, mas, caraças, concretizem!
2. Pedro Proença, ex-árbitro internacional português de magnífico currículo, assumido adepto e sócio do Benfica, acaba de ser eleito presidente da Liga com o apoio dos outros dois grandes e com a oposição do seu clube. Já sabemos que um dia até ficou dentalmente deficiente por via de um ataque de correligionários num centro comercial de Lisboa, mas, que diabo, expliquem-me lá direitinho que mal fez ele ao Benfica para não ter o seu apoio?
3. Luís Duque foi um dos mais eficientes dirigentes do futebol do Sporting desde os anos '60, aventaria eu. Confesso que fiquei satisfeito quando ele de lá se pôs a andar. Entretanto, por motivos que também me ultrapassam, tornou-se persona non grata no seu clube, a pontos de não ter por ele sido apoiado em nenhuma das suas candidaturas à presidência da Liga. Eu dou voltas ao miolo, mas nada disto me faz sentido.
4. No fundo, o mais avisado, se calhar, é o tipo "eclético", do género daquele fulano que preside à SAD do morto-vivo chamado Boavista F.C. - clube que subiu duas divisões numa só época, sem ter ganho em campo o direito a subir sequer uma. Originalmente conhecido como portista e amigo dos animais, foi funcionário, se a memória me não trai, do F.C. Porto, do Sporting, do Benfica, do Farense e do (falecido?) Imortal de Albufeira, até aterrar naquele antro de vermelhuscos disfarçados junto à Avenida da Boavista. O verdadeiro artista! Só me espanta como ainda não chegou a Presidente da Liga.
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domingo, 25 de janeiro de 2015
Uma delas eu já tinha a certeza
Disse Pedro Proença: "Sou do Benfica, heterossexual e de esquerda". Vi provas de uma delas. Quanto às outras, não sei...
terça-feira, 15 de abril de 2014
Querido, mudei o jogo!
Eram quase horas, testava-se a radiofonia e eis que surgiu, à porta de um vestiário verde, aquele personagem de perfil anafado e rosto luzidio. Tinha estado no exterior a incendiar as massas e, durante essa semana, proclamou os princípios, as nobres causas e a missão de uma organização com brasões e pergaminhos, atirando sempre o odioso para cima do “velho senil” – a origem de todos os males. E teve alguma habilidade para o conseguir, embora com a mesma elegância e grau de civismo de um javardo bosqueiro.
Abriu a porta e deu de caras com alguém que lhe era familiar e que logo exclamou:
– Bruno!
Com a educação que lhe é cara e a voz de bagaceira velha respondeu:
– Meus senhores, bom jogo! – e ainda aproveitou para atirar:
– Vi-te lá… no coiso… Estavas a… (mãozitas para a frente e para trás, como quem está a correr)
– Estavas lá Bruno?
– Estava… Adeusinho. Bom jogo!
– Obrigado Querido!
– Já agora, qual é a ementa para hoje?
– Que tal Polvo no espeto?
– Gosto disso!… Bom jogo!
– Bom jogo!
O jogo foi bom. Finalmente foi possível assistir a um desafio em que a verdade imperou do princípio ao fim.
Esquecendo a ficção e voltando à realidade: já se sabe quem vai estar na 2ª mão da meia-final da Taça de Portugal?
quarta-feira, 2 de abril de 2014
4 jogos, 9 a 11 pontos “roubados”
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| MST, A BOLA |
E, sobre os erros de arbitragem que enunciou, MST afirma: “Isto são factos. E pontos. Pontos “roubados”, como diria Bruno de Carvalho: entre 9 a 11 e, consequentemente, menos 3 para o Sporting e menos 2 a 3 para o Benfica”.
(bravo Miguel, imagino o que deve custar, a sportinguistas e benfiquistas, lerem estas coisas num jornal como A BOLA...)
Para suportar as suas afirmações, Miguel Sousa Tavares (MST) recordou, e bem, os principais erros de arbitragem (classificados como “roubos”, quando os prejudicados são os clubes da 2ª circular) nos seguintes jogos:
Estoril x FC Porto (22-09-2013) – menos 2 pontos para o FC Porto
Benfica x FC Porto (12-01-2014) – menos 1 a 3 pontos para o FC Porto
Sporting x FC Porto (16-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
Nacional x FC Porto (30-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
No meio de todos estes erros de arbitragem (com clara influência nos resultados destes quatro jogos), há coisas que custam a aceitar e são muito difíceis de compreender.
Por exemplo, no Estoril x FC Porto, a ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penalties mais escandalosos dos últimos anos. É que, conforme a imagem seguinte mostra, o árbitro assistente está bem colocado e não havia um único jogador equipado de branco dentro da área!
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| Estoril x FC Porto |
Outro exemplo. Aos 44’ do Sporting x FC Porto, Cedric carregou Jackson Martinez pelas costas (sem qualquer intenção de disputar a bola!), quando o colombiano estava no ar e se preparava para cabecear a bola para o fundo da baliza, desviando desse modo o ponta-de-lança do FC Porto e conseguindo evitar aquele que seria o 0-1. Em vez de expulsar o defesa sportinguista e assinalar o penalty que se impunha, o “melhor árbitro do Mundo” (colega de faculdade de Bruno Carvalho...) não viu qualquer infracção e mandou seguir.
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| Sporting x FC Porto |
Ora, o mesmo Jackson Martinez que, no dia 16 de Março, foi ilegalmente impedido de colocar o FC Porto em vantagem, num desafio em que estava em jogo 8,6 milhões de euros (é quanto vale o apuramento direto para a fase de grupos da Liga dos Campeões), em dois jogos das semanas seguintes – FC Porto x Belenenses (23-03-2014) e Nacional x FC Porto (30-03-2014) – viu dois golos seus serem anulados por, supostamente, ter cometido falta sobre defesas contrários (dois lances de disputa de bola de cabeça, em que Jackson saltou antes e mais alto!).
Analisando friamente todos estes erros (e critérios!) de arbitragem, os quais prejudicaram fortemente o FC Porto, é inevitável concluir-se que alguns não são erros normais.
E também me parece demasiada coincidência, que os jogos em que o FC Porto foi mais prejudicado, tenham sido, precisamente, nas quatro deslocações contra as 4 equipas mais bem classificadas.
É ainda de notar que dos 9 pontos que o MST refere terem sido “subtraídos” ao FC Porto, 3 pontos foram nas primeiras 21 jornadas (em que o comando técnico da equipa esteve entregue a Paulo Fonseca) e 6 pontos foram-no nas duas últimas deslocações (Alvalade e Nacional), numa altura em que o FC Porto ainda poderia lutar pelo 2º lugar. Aliás, nas últimas três jornadas (23ª, 24ª e 25ª), realizadas após o “Movimento Basta”, o FC Porto foi prejudicado em todos os jogos por erros graves de arbitragem. Coincidências...
No dia 17 de Março, num comentário publicado neste blogue, escrevi o seguinte:
«Esta época faltou competência na escolha do treinador.
Faltou competência na gestão das entradas e saídas do plantel.
Mas também faltou competência na forma como são geridos os bastidores do futebol português.
O FC Porto foi “comido” e de que maneira quer pelo slb, quer agora pelos calimeros».
E se os dirigentes do FC Porto nada fizerem e continuarem a assistir, impávidos e serenos, ao controlo total do "Sistema" por parte do slb, dos "viscondes" e da AF Lisboa, na próxima época vai ser igual.
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sábado, 29 de março de 2014
“Viscondes” na cabine do árbitro
Ao intervalo o jogo estava empatado 1-1 e, pelos vistos, o presidente do Sporting – Carlos Góis Mota – não estava a gostar da arbitragem de Braga Barros, árbitro de Leiria. Vai daí, não esteve com meias medidas, invadiu a cabine do árbitro e, segundo foi referido na altura, de pistola em punho (segundo outras versões tinha a pistola à cintura) “aconselhou-o a tomar mais atenção na 2ª parte pois poderia prejudicar-se”.
Nos segundos 45 minutos as coisas correram bastante melhor aos “viscondes”, que marcaram mais dois golos, tendo o Sporting ganho esse jogo por 3-1.
Para quem não saiba, além de presidente do Sporting [1], Góis Mota era um destacado membro do regime da época, tendo ocupado os cargos de Procurador Geral da Republica, Comandante e Secretário-Geral da Legião Portuguesa [2].
Góis Mota faleceu em 25 de Janeiro de 1973. Em 2001 foi distinguido com o Prémio Stromp [3] na categoria Saudade.
Felizmente, os tempos mudaram e, em 2014, os presidentes do Sporting já não invadem as cabines dos árbitros de pistola em punho (ou à cintura)…
Nota: As imagens anteriores foram retiradas de uma reportagem da SIC intitulada “Árbitro de Elite”, transmitida esta semana (no dia 25-03-2014), em que o protagonista é o árbitro Pedro Proença, o qual, soube-se agora (9 dias após ter arbitrado um SCP x FC Porto de triste memória), foi colega de faculdade de… Bruno de Carvalho.
[1] O Dr. Carlos Cecilio Nunes Góis Mota, enquanto dirigente do Sporting Clube de Portugal, começou por ser Vogal nas Direcções presididas por Joaquim Oliveira Duarte, entre 15 de Agosto de 1938 e 14 de Agosto de 1940. Regressou à Direcção em 19 de Janeiro de 1946, como Vice-presidente de Ribeiro Ferreira, funções que desempenhou durante sete anos, até 23 Janeiro de 1953, altura em foi eleito Presidente do SCP. Liderou o Clube durante quatro gerências, até 31 de Janeiro de 1957, altura em que foi substituído pelo seu vice-presidente Cazal Ribeiro.
[2] A Legião Portuguesa foi uma milícia criada em 1936, que estava sob a alçada dos Ministérios do Interior e da Guerra, e que nas décadas de 50 e 60 se caracterizou pela perseguição e repressão às forças oposicionistas ao regime, para a qual contribuiu o seu Serviço de Informações e a sua vasta rede de informadores.
[3] Os prémios Stromp são atribuídos anualmente pelo Grupo Stromp, a dirigentes, técnicos, atletas ou sócios do clube e são considerados como uma espécie de "Oscares" leoninos. Em 1971 foi criada a categoria "Saudade", para premiar os grandes vultos do passado do SCP.
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domingo, 16 de março de 2014
O “crime” compensou
Então, gostaram da arbitragem deste jogo?
A “sensibilização” aos árbitros (e não só), particularmente a que foi feita durante a última semana, valeu a pena?
Aos 44’, viram o Cedric a carregar o Jackson Martinez pelas costas, quando o colombiano estava no ar, impedindo-o de marcar aquele que seria o 0-1?
Aquilo é que foi uma falta feita com classe! Com tanta classe que Pedro Proença não viu, não assinalou o penalty que se impunha, nem expulsou o defesa sportinguista.
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| Jackson e Cedric (estas duas fotos falam por si) |
Pergunta dos 8,6 milhões de euros: Como seria o resto do jogo (faltavam 46 minutos) com o sporting a perder por 0-1 e a jogar com menos um jogador? Pois, isso é daquelas coisas que não interessa nada…
E aos 52’, viram o golaço dos calimeros, na sequência de um “fantástico cruzamento de André Martins” para a cabeça de Slimani?
André Martins estava em fora-de-jogo (mais de um metro)? Que pena... Mas o que é que isso interessa?
E, já agora, interessa comentar o cartão vermelho direto (!) que Proença mostrou a Fernando (mais uma expulsão ridícula de um jogador portista em Alvalade), por este ter reagido a um comportamento incorrecto de Montero com um “gravíssimo” encontrão? Normalmente este tipo de lances não se resolvem com um amarelo para cada lado?
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| A expulsão de Fernando em Alvalade |
O que interessa é que ninguém ponha em causa a “vitória justíssima” dos calimeros.
O que interessa é sublinhar que a “verdade desportiva”, à moda de Alvalade, foi salvaguardada por uma “arbitragem de grande nível” do melhor árbitro do Mundo. Depois do trabalhinho de hoje, Pedro Proença voltou a ser o melhor do Mundo, certo?
Acerca deste SCP x FC Porto e enquanto houve um jogo limpo, porque a partir do minuto 44 o jogo ficou inevitavelmente falseado, eu poderia ainda falar na fantástica exibição de Quaresma, que fez do pobre Cedric gato sapato, ou das três oportunidades flagrantes de golo dos dragões contra 0 (ZERO!) dos calimeros.
Também poderia falar que, apesar dos calimeros jogarem em casa e com 14 jogadores (11 mais o trio de arbitragem), no computo global dos 90 minutos o FC Porto foi quem teve mais e as melhores oportunidades de golo.
Num jogo cujo resultado final foi completamente adulterado por graves erros de arbitragem (inacreditável como não houve um único erro minimamente relevante em prejuízo dos calimeros!), uma palavra final para Helton: FORÇA CAPITÃO!
P.S. Se dúvidas tivesse (que não tinha), depois de ver e ouvir as declarações que fez hoje no programa Play-off da SIC Notícias, nunca votarei no sócio António Oliveira para a presidência do Futebol Clube do Porto. E mais, se após a saída de Pinto da Costa ele se candidatar, farei campanha activa contra ele.
P.S.2 Tal como o Miguel Guedes (tem estado muito bem como adepto do FC Porto no programa 'Trio de Ataque'), vou aguardar serenamente pelo próximo comunicado do Sporting Calimeros Portugal ou conferência de imprensa de Bruno Carvalho, cujo tema será, seguramente, relacionado com a arbitragem portuguesa e verdade desportiva...
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Pedro Proença no Seixal
«O quotidiano dos jogadores do Benfica no Seixal foi ontem de manhã interrompido pela presença do árbitro internacional Pedro Proença. Não se tratou de uma visita de cortesia, obviamente, mas de uma questão oficial. É que os encarnados tinham pedido ao Conselho de Arbitragem para indicar alguém para ensinar ao grupo de trabalho as mais recentes alterações às leis de jogo, que se encontram em vigor desde o início da corrente temporada.
E o lisboeta foi o escolhido, fazendo-se acompanhar do assistente internacional Tiago Trigo. (...)
A sessão decorreu com a maior normalidade, com muita curiosidade da parte dos elementos que compõem o plantel. Nada como uma nova temporada para sanar eventuais divergências entre clube e árbitro (...)
Esta visita de Pedro Proença ao Seixal surge na sequência de uma iniciativa do Conselho de Arbitragem que, depois de ter promovido reuniões com os treinadores, colocou-se à disposição dos clubes para iniciativas como a que ontem decorreu. Houve muitos interessados e vários árbitros internacionais envolvidos.»
in record.pt, 22-08-2013 | 05:31
Os internacionais João Capela e Duarte Gomes não estavam disponíveis, ou no Seixal só entram sócios do slb com as cotas em dia?
Quanto ao "sanar de eventuais divergências entre clube e árbitro", eu penso que terão ficado sanadas quando Pedro Proença escreveu o relatório do último Nacional x slb e, na sequência disso, Cardozo foi punido com apenas um jogo de suspensão.
E, já agora, o slb também não tem qualquer razão de queixa da arbitragem de Pedro Proença no jogo do título da época passada.
Mas pronto, depois de muito folclore para entreter os adeptos, fizeram agora as pazes de forma oficial. É bonito...
sábado, 17 de agosto de 2013
Diz-me com quem andas... 2013/14
A época é nova, mas as novidades não abundam:
- mais uma vez o Porto acolheu um árbitro pouco conhecido no jogo de apresentação aos sócios; o jovem Hugo Pacheco, foi alvo de fortes críticas por ter validado um golo irregular(?) - não vi o jogo ou o lance - ao Jackson Martínez, e por não ter expulsado o Kelvin, num lance em que se envolveu com o Nolito; se foi apenas uma noite má, ou um passo seguro no caminho para a Perdição, o tempo dirá. E pensar que há uns meses atrás, a música era tão diferente...
- na final da Eusébio Cup, houve Duarte Gomes; sobre a escolha não há muito a dizer - foi certamente uma coincidência. Já o resultado corroborou o ditado que diz que "santos da casa não fazem milagres"; e para enegrecer ainda mais o cenário, o inqualificável (major) João Ferreira, reformou-se (e sem direito a consagração no Jamor!). A época ainda não começou, e a nação servo-benfiquista já está de luto. Pode ser que tenhamos uma surpresa, com um possível regresso ao estilo do Paul Scholes, e ainda voltemos a ver o bom do major de volta aos relvados da 1ª Liga - os grandes artistas são intemporais.
- por fim, o SCP, que realizou dois jogos no seu estádio; o clube que denunciou o "sistema", teve curiosamente como árbitros nestes jogos aqueles que segundo a opinião generalizada, ofereceram as duas últimas Ligas ao Porto - Proença no célebre SLB x FCP de há dois anos, marcado pelo golo irregular do Maicon; Hugo Miguel, no não menos baladado Paços de Ferreira x FCP, do penalty-que-não-era, na última jornada da Liga transacta. Ainda nesta última época, os responsáveis do SCP disseram "cobras e lagartos(!)" do "melhor árbitro português", aquando do FCP x SCP, mas parece que não ficaram ressentidos - o Sporting perdoa, o Бehфицa não.
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
4 minutos? Calma...
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| (Pedro Proença, FC Porto x slb) |
Mais do que o extremo rigor para as faltas dos jogadores azuis-e-brancos, em contraste com o não ter assinalado diversas faltas a jogadores encarnados (nas faltas assinaladas o FC Porto "ganhou" por 23-13!);
Mais do que a permissividade perante diversas entradas duras de jogadores benfiquistas;
Mais do que ter perdoado, por duas vezes, o cartão amarelo a Salvio (em faltas muito duras sobre Moutinho e Fernando) e de ter perdoado o 2º cartão amarelo a Matic;
O que mais distinguiu a arbitragem de Pedro Proença no último Sábado foi a caaaaaalma com que dirigiu o jogo.
O guarda-redes do slb (Artur) começou a queimar tempo logo no 1º minuto? Calma.
Os jogadores benfiquistas queimaram tempo em todos os lançamentos de linha lateral? Calma.
Os jogadores e treinadores protestavam? Calma, vamos lá falar com eles, com muita calma, que isto está a correr bem...
Na 2ª parte, para além de continuarem todos os estratagemas encarnados de queimar tempo que já vinham da 1ª parte, a maca entrou três vezes no terreno de jogo e houve seis substituições.
Perante isto, seria expectável, no mínimo, seis/sete minutos de descontos, mas o senhor Pedro Proença decidiu dar apenas quatro minutos.
Pois, mas o que ninguém contava é que o FC Porto marcasse o 2º golo ao minuto 90'+2 e depois já não houve tempo para o slb recuperar. Se calhar o que houve foi calma a mais...
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Alta pressão sobre o árbitro sócio do slb
Por volta das 15h30 de hoje, soube-se que Pedro Proença tinha sido o árbitro internacional nomeado para o FC Porto x slb do próximo sábado.
Os clubes não podem pressionar os árbitros antes dos jogos e, por isso, mesmo o clube do regime não o pode fazer directamente (arriscava-se a ser punido). Contudo, o slb tem quem faça o "trabalhinho sujo" por si e cerca de uma hora após a nomeação ser oficial, já se fazia sentir, em páginas de jornais online, a alta pressão benfiquista sobre o árbitro que foi agredido no centro comercial Colombo, o qual, por acaso, até é adepto e sócio do slb.
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 16:29) |
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 17:06) |
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| (Record online, 9 Maio de 2013 | 18:32) |
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| (Correio da Manhã online, 9 Maio de 2013 | 18:59) |
Evidentemente, entre os episódios recordados envolvendo Pedro Proença e o seu clube do coração, não faz parte o fora de jogo de David Luiz, no lance em que os encarnados chegaram à igualdade (1-1), no slb x FC Porto da época 2006/07 (disputado no dia 1 de Abril de 2007).
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.
Não consta o convite para Proença arbitrar um jogo particular no estádio da Luz, com o Tottenham, em 3 de Agosto de 2010.
O "lance de Voleibol" protagonizado por Cardozo em plena área benfiquista, no slb x FC Porto da época passada, é completamente ignorado.
E, claro, também ninguém se lembrou de questionar o teor do "simpático" relatório escrito por Pedro Proença após o Nacional x slb desta época, o qual possibilitou que, em vez de um castigo que poderia chegar aos 12 jogos, o avançado paraguaio dos encarnados tivesse sido punido com apenas UM jogo de suspensão.
Lá está, são tudo situações que não encaixam no historial e narrativa (palavra muito em voga) que se pretende contar.
Já agora, para tranquilizar os benfiquistas, o árbitro assistente Ricardo Santos, o tal que foi acusado (impunemente) por Jorge Jesus de ter visto que o Maicon estava fora-de-jogo e de não ter assinalado porque não quis, desta vez não faz parte da equipa de arbitragem nomeada para o jogo do estádio do Dragão.
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terça-feira, 9 de abril de 2013
Os penalties que Proença não vê
Logo aos dois minutos, Hugo Viana cortou/dominou uma bola com o braço, num lance disputado com Lucho e bem dentro da área bracarense. Pedro Proença não viu, ou terá visto, mas o que é certo é que NÃO ASSINALOU o respectivo penalty a favor do FC Porto.
Surpreendido?
Nem por isso, Pedro Proença é o mesmo arbitro que, no slb x FC Porto da época passada, também NÃO ASSINALOU penalty num lance em que o "voleibolista" Cardozo ajeitou/dominou a bola com os dois braços.
Apesar destes FACTOS que, obviamente, a propaganda encarnada ignora, continua a haver benfiquistas que tentam associar Pedro Proença ao FC Porto. Que se há-de fazer?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Castigos à portuguesa
O circo está montado, como o futebol português gosta.
Num dia como hoje em vez de se falar de futebol, os responsáveis pela organização dos torneios que se disputam neste rectângulo voltam a demonstrar o seu apetite pelo polémico e pelo ridículo. Não só confirmam publicamente aquilo que muitos já suspeitavam - a não suspensão do FC Porto da Taça Liga por um vazio legal - como ainda dão um bónus ao SL Benfica inesperado. Porque vale mesmo tudo.
No que nos toca, a decisão deixa em mau lugar, sobretudo, a própria Liga de Clubes.
Responsável por uma competição desenhada sobre o joelho, para agradar aos clubes grandes e gerar as receitas que se podiam perder com a redução de equipas da primeira divisão, a Liga meteu o pé pelas mãos uma vez mais com este imbróglio Já deixei aqui a minha posição e não me vou repetir. Acho que houve um erro de facto, acho que o clube devia ter sido mais frontal e que se as coisas fossem feitas com pés e cabeça, o FC Porto não estava em competição. Mas estamos. Porque a Liga descobriu rapidamente que o vazio nos regulamentos é de tal ordem que não havia fundamentos legais para condenar o clube dessa forma. Curiosamente, deixa cair na imprensa que a decisão é passível de recurso, dando esperanças ao Vitória de Setúbal e ao "amigo" Sporting de Braga, que supostamente esteve por detrás de uma denúncia que nem a própria Liga se dera conta em tempo real. Ou seja, estamos na Taça da Liga mas de um momento para o outro podemos deixar de estar, só porque a alguém lhe apeteça complicar mais as contas. Tipicamente português. Por coisas como esta acho que o FC Porto fazia melhor em utilizar as semanas de competição para uma digressão pela América do Sul. Fazíamos mais dinheiro e não tínhamos de aturar este ridículo. De certa forma, jogar estes dois jogos também é uma hábil forma de nos castigar onde realmente conta.
Por certo, estamos na Taça da Liga mas, olhando para o cenário, melhor não estar.
Temos uma meia-final complicada com um Rio Ave que tem demonstrado ser um osso duro de roer e uma hipotética final com Braga ou Benfica. Jogos que vão ser física e mentalmente exigentes numa altura da temporada em que não nos podemos dar ao luxo, não com o plantel que temos, de estar a máximo gás na Champions League e no mano a mano com o Benfica na Liga. Se não tivéssemos empatado com o Olhanense, podíamos respirar um pouco melhor, assim sendo a tensão é máxima e 180 minutos a mais nas pernas (como mínimo) não são bom sinal. E a troca de quê realmente?
Mas para compensar os 6 milhões de adeptos que não conseguem entender o conceito jurídico de vazio legal, era preciso fazer algo. Sendo assim, Oscar Cardozo, o boxeur paraguaio que joga de vez em quando à bola, foi suspenso com um só jogo. Se pensarem bem, é uma suspensão que faz todo o sentido. Afinal, agredir em campo e ameaçar um árbitro deveria equivaler sempre a ser expulso por duplo amarelo, não vejo onde esteja a diferença. Especialmente se jogam de encarnado, assim sendo até me surpreende que o suspendam um jogo sequer. Se ainda fosse o Lima...
Claro que quem está por detrás destes castigos teve por bem não ter em conta antecedentes, que no caso de Cardozo (e de Matic) são sobejamente conhecidos, nem sequer o regulamento que a FIFA e a UEFA defendem para as suas competições, onde um vermelho directo por agressão é castigado sempre entre dois a quatro jogos, como até o imparcial A Bola adiantou, desesperadamente, depois do jogo. O Record falou em 14 jogos, mas como já sabemos com o é o Record, deixemos as coisas aí. Mas como aqui nem há antecedentes, nem uma agressão captada pelas câmaras de televisão, nem sequer está em causa o continuar de uma série de comportamentos a que outros boxeurs de encarnado como Maxi ou Luisão têm praticado a belo prazer ao longo da época, nada a dizer. Coerência senhora, acima de tudo, coerência!
É possível - mas não provável - que esta suspensão não esteja ligada à agressão, que anunciem que depois vem um processo disciplinário, daqueles que demoram tempo e são para cumprir na época seguinte, ou quando já não for realmente importante para o profeta da Luz contar com o paraguaio. Também me parece bem, afinal não queremos ir aos Aliados em Maio sem saber que, uma vez mais, jogamos contra mais do que onze - como deixou cair, talvez premonitoriamente, Pinto da Costa ainda há dois dias - e que o rival não teve direito a todos os argumentos possíveis e impossíveis para ganhar o terceiro título em 18 anos.
Portanto, para agradar a um clube, ao qual não se podia castigar, dá-se a "benesse" de permitir continuar em prova numa competição que o mesmo clube repetidamente (e bem) ignorou. Para agradar ao outro, ao que se podia e devia castigar exemplarmente, dá-se a benesse, de permitir aos seus jogadores continuarem a comportar-se como hooligans quando as coisas não funcionam em campo. Obrigado futebol português por seres como és, se não fosses assim, ganhar tanto durante tanto tempo não era a mesma coisa!
Num dia como hoje em vez de se falar de futebol, os responsáveis pela organização dos torneios que se disputam neste rectângulo voltam a demonstrar o seu apetite pelo polémico e pelo ridículo. Não só confirmam publicamente aquilo que muitos já suspeitavam - a não suspensão do FC Porto da Taça Liga por um vazio legal - como ainda dão um bónus ao SL Benfica inesperado. Porque vale mesmo tudo.
No que nos toca, a decisão deixa em mau lugar, sobretudo, a própria Liga de Clubes.
Responsável por uma competição desenhada sobre o joelho, para agradar aos clubes grandes e gerar as receitas que se podiam perder com a redução de equipas da primeira divisão, a Liga meteu o pé pelas mãos uma vez mais com este imbróglio Já deixei aqui a minha posição e não me vou repetir. Acho que houve um erro de facto, acho que o clube devia ter sido mais frontal e que se as coisas fossem feitas com pés e cabeça, o FC Porto não estava em competição. Mas estamos. Porque a Liga descobriu rapidamente que o vazio nos regulamentos é de tal ordem que não havia fundamentos legais para condenar o clube dessa forma. Curiosamente, deixa cair na imprensa que a decisão é passível de recurso, dando esperanças ao Vitória de Setúbal e ao "amigo" Sporting de Braga, que supostamente esteve por detrás de uma denúncia que nem a própria Liga se dera conta em tempo real. Ou seja, estamos na Taça da Liga mas de um momento para o outro podemos deixar de estar, só porque a alguém lhe apeteça complicar mais as contas. Tipicamente português. Por coisas como esta acho que o FC Porto fazia melhor em utilizar as semanas de competição para uma digressão pela América do Sul. Fazíamos mais dinheiro e não tínhamos de aturar este ridículo. De certa forma, jogar estes dois jogos também é uma hábil forma de nos castigar onde realmente conta.
Por certo, estamos na Taça da Liga mas, olhando para o cenário, melhor não estar.
Temos uma meia-final complicada com um Rio Ave que tem demonstrado ser um osso duro de roer e uma hipotética final com Braga ou Benfica. Jogos que vão ser física e mentalmente exigentes numa altura da temporada em que não nos podemos dar ao luxo, não com o plantel que temos, de estar a máximo gás na Champions League e no mano a mano com o Benfica na Liga. Se não tivéssemos empatado com o Olhanense, podíamos respirar um pouco melhor, assim sendo a tensão é máxima e 180 minutos a mais nas pernas (como mínimo) não são bom sinal. E a troca de quê realmente?
Mas para compensar os 6 milhões de adeptos que não conseguem entender o conceito jurídico de vazio legal, era preciso fazer algo. Sendo assim, Oscar Cardozo, o boxeur paraguaio que joga de vez em quando à bola, foi suspenso com um só jogo. Se pensarem bem, é uma suspensão que faz todo o sentido. Afinal, agredir em campo e ameaçar um árbitro deveria equivaler sempre a ser expulso por duplo amarelo, não vejo onde esteja a diferença. Especialmente se jogam de encarnado, assim sendo até me surpreende que o suspendam um jogo sequer. Se ainda fosse o Lima...
Claro que quem está por detrás destes castigos teve por bem não ter em conta antecedentes, que no caso de Cardozo (e de Matic) são sobejamente conhecidos, nem sequer o regulamento que a FIFA e a UEFA defendem para as suas competições, onde um vermelho directo por agressão é castigado sempre entre dois a quatro jogos, como até o imparcial A Bola adiantou, desesperadamente, depois do jogo. O Record falou em 14 jogos, mas como já sabemos com o é o Record, deixemos as coisas aí. Mas como aqui nem há antecedentes, nem uma agressão captada pelas câmaras de televisão, nem sequer está em causa o continuar de uma série de comportamentos a que outros boxeurs de encarnado como Maxi ou Luisão têm praticado a belo prazer ao longo da época, nada a dizer. Coerência senhora, acima de tudo, coerência!
É possível - mas não provável - que esta suspensão não esteja ligada à agressão, que anunciem que depois vem um processo disciplinário, daqueles que demoram tempo e são para cumprir na época seguinte, ou quando já não for realmente importante para o profeta da Luz contar com o paraguaio. Também me parece bem, afinal não queremos ir aos Aliados em Maio sem saber que, uma vez mais, jogamos contra mais do que onze - como deixou cair, talvez premonitoriamente, Pinto da Costa ainda há dois dias - e que o rival não teve direito a todos os argumentos possíveis e impossíveis para ganhar o terceiro título em 18 anos.
Portanto, para agradar a um clube, ao qual não se podia castigar, dá-se a "benesse" de permitir continuar em prova numa competição que o mesmo clube repetidamente (e bem) ignorou. Para agradar ao outro, ao que se podia e devia castigar exemplarmente, dá-se a benesse, de permitir aos seus jogadores continuarem a comportar-se como hooligans quando as coisas não funcionam em campo. Obrigado futebol português por seres como és, se não fosses assim, ganhar tanto durante tanto tempo não era a mesma coisa!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
José Triciclo
Na véspera de receber os dragões no Bonfim, o treinador do Vitória Setúbal, José Mota, encheu o peito e, de forma desassombrada, afirmou:
Tenho 48 anos, não sou um treinador velho, mas já ganhei várias vezes ao FC Porto. E já ganhei ao FC Porto campeão europeu.
No final do jogo, após a sua equipa ter sido derrotada por 0-3, o mesmo José Mota já tinha um discurso muito diferente, o habitual discurso dos coitadinhos:
"As duas expulsões não podem surgir, pois são faltas normais"
"O Gallo já lá tem um pé quando o Lucho tropeça. O Jorginho não percebo porque é que foi expulso."
"As expulsões de hoje foram injustas e deveriam ser alterados os regulamentos quando estas situações acontecem"
Eu compreendo, e entendo que é legitimo, que um treinador se queixe e critique a arbitragem quando tem razões fortes para isso mas, no caso do Vitória Setúbal x FC Porto de ontem, só um individuo desonesto, com sérios problemas de visão, ou que sofra de alucinações, o poderia fazer nos termos em que José Mota o fez após o final do jogo.
Façamos uma análise séria e objetiva aos lances que foram objeto de contestação por parte de elementos do Vitória Setúbal:
i) O penalty cometido sobre Varela (abalroado e entalado entre dois jogadores da equipa sadina) aos 7 minutos e que o árbitro assinalou é absolutamente indiscutível. As imagens captadas de frente, pela câmara que está atrás da baliza do Vitória, não deixam qualquer margem de dúvida.
ii) O 2º cartão amarelo mostrado a Bruno Gallo, aos 78 minutos, é também indiscutível, conforme o atesta a opinião unânime dos três ex-árbitros do 'Tribunal de O JOGO', dos dois comentadores da SportTv (Miguel Prates e Pedro Henriques, ambos benfiquistas) e dos dois comentadores da Antena 1 (José Nunes e o conhecido benfiquista Hélder Conduto) que eu pude ouvir. Onde Pedro Proença errou, na opinião de várias destas pessoas e na minha também, foi no 1º cartão que mostrou ao Bruno Rottweiler... perdão, Bruno Gallo, o qual deveria ter sido um cartão vermelho direto.
iii) O 3º cartão amarelo mostrado a Jorginho (por simulação), aos 84 minutos, é o lance mais discutível mas, na opinião da maioria dos especialistas de arbitragem que se pronunciaram sobre o mesmo, também neste caso o árbitro agiu corretamente. Mais. Vale a pena recordar que o 1º cartão amarelo mostrado a este jogador, poderia (deveria?) ter sido um cartão de outra cor, visto ter sido na sequência de uma entrada duríssima por trás em que, sem qualquer hipótese de jogar a bola, pontapeou as pernas de Alex Sandro.
iv) A estas situações de jogo, acresce um outro lance de possível penalty a favor do FC Porto, ocorrido aos 69 minutos, quando Varela foi puxado e pontapeado na sua perna direita dentro da área sadina. A SportTv só repetiu este lance uma vez e, talvez por isso, tenha sido ignorado por toda a comunicação social. Toda não, o Porto Canal repetiu-o várias vezes e ficaram-me poucas dúvidas de que se justificava a marcação de uma grande penalidade.
Perante tudo isto, de que se queixa José Triciclo... perdão, José Mota?
"A minha equipa foi derrotada com as expulsões"
Mesmo que Pedro Proença se tivesse equivocado e errado a favor do FC Porto, algo que já se viu não ser verdade, o que fez a equipa de José Mota durante os 78 minutos em que esteve com 11 jogadores em campo? Construiu meia oportunidade de golo, no seu único remate enquadrado com a baliza, da autoria de Meyong, e que foi à figura de Helton.
E não me venham com a conversa dos orçamentos e que, com os jogadores que tem à sua disposição, José Mota não podia fazer melhor. O futebol praticado pelo Paços Ferreira, Rio Ave e Estoril durante a 1ª volta deste campeonato, mesmo nos jogos contra os designados "grandes", prova o contrário.
O problema dos josés triciclos do futebol português é terem de se contentar em guiar umas "motorizadas", porque lhes falta a competência necessária para conduzirem, sem se despistarem, "carros de elevada cilindrada". E, perante as limitações que evidenciam, quando o anti-jogo das suas equipas não resulta, a cacetada dos seus jogadores é devidamente punida pelos árbitros e não surge um qualquer bambúrrio de sorte, a única hipótese é adoptar uma postura calimérica e tentar convencer os adeptos da forma mais fácil.
"O [Árbitro] prejudicou nitidamente o V. Setúbal. Ficámos sempre pelo tentar devido a outras forças"
José Mota, 23-01-2013
P.S. Após as declarações falsas e disparatadas que fez ontem, acusando o árbitro de ter favorecido o FC Porto, o que terá sentido José Mota, ao ler em A BOLA que Pedro Proença esteve bem em TODOS os lances que ele contestou? Quando até em A BOLA é dito que o árbitro ajuizou bem estes lances, pouco mais há a dizer.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
A ética dos moralistas da 2ª circular
“Não foi por acaso que, durante a semana, a comunicação social tudo fez para que o Sporting chegasse a este jogo como um coitadinho. E ainda houve uma viagem à Rua Alexandre Herculano [localização da sede da FPF] que ajudou também a que o árbitro tomasse a decisão que tomou. Não sei quem foi, sei que houve essa viagem e o que se passou neste jogo, nas quatro linhas, ficou claro: há um golo limpo à frente do árbitro e não percebo por que o invalidou.”
António Salvador, presidente do SC Braga
----------
Imaginem que o FC Porto estava em 13º lugar no campeonato, com apenas uma vitória em oito jogos.
Imaginem que, em termos económico-financeiros, o FC Porto estava com a corda na garganta e era absolutamente fundamental o apuramento para a Liga dos Campeões da época seguinte.
Imaginem que o presidente do FC Porto, desesperado e numa altura em que a equipa já ia no terceiro treinador da época, solicitava uma reunião com o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (CA FPF).
Neste cenário, imaginem que o presidente do CA da FPF aceitava receber Pinto da Costa numa reunião privada.
Imaginem que essa reunião se realizava no mesmo dia das nomeações dos árbitros para a jornada seguinte e dois dias antes do próximo jogo do FC Porto.
Imaginem que o tal próximo jogo do FC Porto era precisamente contra o seu principal adversário na luta pelo último lugar da classificação (3º) que dá acesso à participação na Liga dos Campeões.
Imaginem que para esse jogo era nomeado um árbitro filiado na mesma Associação de Futebol do FC Porto.
Imaginem que aos 77 minutos desse jogo, a equipa adversária do FC Porto marcava um golo limpíssimo e o árbitro, para espanto de (quase) toda a gente, anulava esse golo por causa de uma pretensa falta.
Imaginem que devido a essa decisão do árbitro, o FC Porto vencia o jogo por 1-0, interrompia a pior série negativa da sua história (8 jogos seguidos sem ganhar) e recuperava 3 pontos ao seu adversário na luta pelo acesso à Liga dos milhões.
Conseguem imaginar isto tudo? Pois…
No futebol português, há situações em que a realidade ultrapassa a ficção dos apitos (dourados e de outras cores). E nem são precisas escutas, porque é tudo feito às claras.
É a chamada ética e "verdade desportiva" dos moralistas da 2ª circular.
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Diz-me com quem andas...
Para que fique claro, este micro-estudo não tem como objectivo alimentar teorias das conspiração (pelo menos, daquelas muito rebuscadas). É apenas e só uma pequena análise.
Do quadro atrás apresentado, que lista os jogos de pré-época (desde 2008 até à actualidade) cujos os árbitros foram escolhidos - e eu não sei se são de facto escolhidos ou nomeados pela Liga/FPF/APAF/...?, mas os dados não deixam grande margem para dúvidas - pelos ditos "3 grandes", na minha opinião, há a destacar:
- (não é o facto mais gritante, mas é o meu "favorito") O Bruno "Caixão" tem afinal fãs! E sem grande surpresa, são dirigentes do SLB! Depois do espectáculo de Campomaior ainda despertou alguma simpatia nos dirigentes do SCP - uma performance daquelas só está ao alcance de um grande defensor da "verdade desportiva" - mas por maior que seja a Paixão, só chega para um clube
- Artur Soares Dias e Jorge Sousa estão "alta" nos corredores da SAD portista; ao primeiro não tenho nada a apontar; o segundo é uma espécie de "Pedro Proença portista" mas não tem nem metade do talento - tanto beneficia como prejudica
- O SCP organiza poucos "amistosos" em terreno caseiro; joga mais torneios (organizados por outros clubes); mesmo nos que se realizam no estrangeiro, com árbitros estrangeiros, nem por isso os resultados melhoram - "porque será?"
- Dois árbitros em quem o SLB a dada altura depositou grandes esperanças são "cartas fora do baralho": Pedro Henriques - já "retirado" depois ter caído na asneira de "prejudicar" o SLB - e Pedro Proença - terá o mesmo destino do Pedro Henriques?
- O FCP recorre (ou recorria) com alguma frequência a árbitros desconhecidos
- João Ferreira é pau para toda a obra: tanto está pronto para ajudar o SLB a vencer amigáveis, como derbies ou eliminatórias da Taça
- Hugo Miguel é uma estrela em ascenção para as bandas da Metrópole, mas de um modo mais vincado para os arredores da Buraca
- O SCP raramente repete um árbitro - ainda não encontraram um que "dê garantias"; exceptuando Pedro Proença - o tal que apitou uma final da Liga dos Campeões e do Euro apenas por obra e graça do Pinto da Costa - o que serve para o SLB, serve para o SCP;
Esta é apenas uma pequena amostra das simpatias dos "3 grandes" por determinados árbitros - poucos, mas sem dúvida dos mais importantes - de entre um conjunto de 25 que a Liga tem ao seu dispor. Ao contrário do que é normalmente disseminado, nem todos os árbitros são portistas ou corruptos - porque não convidam o SLB e o SCP árbitros estrangeiros para os jogos que organizam? - mas são sim adeptos de outros clubes. E são mesmo dignos de confiança a ponto de serem chamados para arbitrar jogos onde a escolha dos árbitros cabe precisamente ao SLB e SCP. Assim sendo, da próxima vez que o Bruno "Caixão" prejudicar o Porto - uma inevitabilidade - as críticas dos portistas serão rebatidas com base em factos do jogo que demonstrem que o árbitro não errou, ou simplesmente porque o dito árbitro é um "protegido" do SLB?
Do quadro atrás apresentado, que lista os jogos de pré-época (desde 2008 até à actualidade) cujos os árbitros foram escolhidos - e eu não sei se são de facto escolhidos ou nomeados pela Liga/FPF/APAF/...?, mas os dados não deixam grande margem para dúvidas - pelos ditos "3 grandes", na minha opinião, há a destacar:
- (não é o facto mais gritante, mas é o meu "favorito") O Bruno "Caixão" tem afinal fãs! E sem grande surpresa, são dirigentes do SLB! Depois do espectáculo de Campomaior ainda despertou alguma simpatia nos dirigentes do SCP - uma performance daquelas só está ao alcance de um grande defensor da "verdade desportiva" - mas por maior que seja a Paixão, só chega para um clube
- Artur Soares Dias e Jorge Sousa estão "alta" nos corredores da SAD portista; ao primeiro não tenho nada a apontar; o segundo é uma espécie de "Pedro Proença portista" mas não tem nem metade do talento - tanto beneficia como prejudica
- O SCP organiza poucos "amistosos" em terreno caseiro; joga mais torneios (organizados por outros clubes); mesmo nos que se realizam no estrangeiro, com árbitros estrangeiros, nem por isso os resultados melhoram - "porque será?"
- Dois árbitros em quem o SLB a dada altura depositou grandes esperanças são "cartas fora do baralho": Pedro Henriques - já "retirado" depois ter caído na asneira de "prejudicar" o SLB - e Pedro Proença - terá o mesmo destino do Pedro Henriques?
- O FCP recorre (ou recorria) com alguma frequência a árbitros desconhecidos
- João Ferreira é pau para toda a obra: tanto está pronto para ajudar o SLB a vencer amigáveis, como derbies ou eliminatórias da Taça
- Hugo Miguel é uma estrela em ascenção para as bandas da Metrópole, mas de um modo mais vincado para os arredores da Buraca
- O SCP raramente repete um árbitro - ainda não encontraram um que "dê garantias"; exceptuando Pedro Proença - o tal que apitou uma final da Liga dos Campeões e do Euro apenas por obra e graça do Pinto da Costa - o que serve para o SLB, serve para o SCP;
Esta é apenas uma pequena amostra das simpatias dos "3 grandes" por determinados árbitros - poucos, mas sem dúvida dos mais importantes - de entre um conjunto de 25 que a Liga tem ao seu dispor. Ao contrário do que é normalmente disseminado, nem todos os árbitros são portistas ou corruptos - porque não convidam o SLB e o SCP árbitros estrangeiros para os jogos que organizam? - mas são sim adeptos de outros clubes. E são mesmo dignos de confiança a ponto de serem chamados para arbitrar jogos onde a escolha dos árbitros cabe precisamente ao SLB e SCP. Assim sendo, da próxima vez que o Bruno "Caixão" prejudicar o Porto - uma inevitabilidade - as críticas dos portistas serão rebatidas com base em factos do jogo que demonstrem que o árbitro não errou, ou simplesmente porque o dito árbitro é um "protegido" do SLB?
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domingo, 1 de julho de 2012
Pedro e os elefantes orelhudos
No final do último slb x FC Porto, após mais uma vitória dos “dragões” em pleno estádio da luz (algo que, para os benfiquistas, começa a ser dolorosamente habitual), Luís Filipe Vieira fez questão de descer do camarote presidencial e ir falar com os jornalistas para, indignado, dizer o seguinte:
“Pedro Proença faz um grande favor ao futebol português e ao Benfica se nunca mais apitar um jogo nosso. Ele, coitado, sente-se condicionado.”
Como é óbvio, estas declarações, como muitas outras proferidas por Vieira ao longo dos últimos anos, nada têm a ver com a realidade da arbitragem deste jogo, nem de outros jogos entre encarnados e azuis-e-brancos arbitrados por Pedro Proença. No entanto, servem para justificar uma nova época desastrosa do futebol benfiquista e, quiçá, para consolar alguns espíritos atormentados, ao estilo “nós somos os maiores e só perdemos campeonato após campeonato porque os árbitros estão todos comprados pelo Pinto da Costa”.
Claro que nem todos os adeptos encarnados engolem facilmente estas patranhas e o problema agudiza-se quando um dos principais alvos desta mais recente campanha de “lavagem ao cérebro” é o árbitro Pedro Proença.
Então um árbitro que é assumidamente benfiquista (“Seria uma desonestidade intelectual dizer que não tenho clube. Tenho as minhas preferências políticas, religiosas, clubísticas, sexuais. O meu pai fez-me sócio do Benfica em pequenino”, declarações de Proença, em 2010, ao blogue do Núcleo de Árbitros da Amadora) quer, propositadamente, prejudicar o clube de que é adepto e sócio desde pequeno?
Não sendo de propósito, será que Pedro Proença é incompetente para o desempenho da função de árbitro?
Os responsáveis da arbitragem europeia entendem que não, como o atesta o facto de, desde 2003, quando Proença atingiu o estatuto de internacional, o terem nomeado para 59 jogos europeus!
Numa altura em que tudo isto estava a ser ignorado pela comunicação social e o choradinho benfiquista contra a arbitragem portuguesa a fazer o seu caminho nas televisões e jornais lisboetas, surgiu o primeiro abalo quando, logo após o final do campeonato, Pedro Proença dirigiu (e bem!) a final da Liga dos Campeões (foi o primeiro árbitro português a apitar uma final neste formato da prova). Como se isto não bastasse, e precisamente na véspera de FC Porto, benfica e sporting iniciarem a preparação para a nova época, Proença foi nomeado para arbitrar a final do EURO 2012, a disputar hoje no Estádio Olímpico de Kiev.
Por estes dias, os "cérebros" que engendraram e, com o apoio militante de alguma comunicação social lisboeta, alimentaram a campanha benfiquista contra a arbitragem portuguesa, devem andar com uma azia… É que, neste caso, não se trata de engolir pequenos sapos. Isto é mais parecido com engolir elefantes orelhudos…
P.S. Se a final de hoje correr bem a Pedro Proença, ainda se arriscam a ver um árbitro português a ser eleito o melhor europeu de 2012. E, por aquilo que pude ler, já também está pré-designado para o Mundial de 2014. Isto sim, é um autêntico pesadelo para algumas estratégias de comunicação.
P.S. Se a final de hoje correr bem a Pedro Proença, ainda se arriscam a ver um árbitro português a ser eleito o melhor europeu de 2012. E, por aquilo que pude ler, já também está pré-designado para o Mundial de 2014. Isto sim, é um autêntico pesadelo para algumas estratégias de comunicação.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
Do Colombo a Munique
9 de Agosto de 2011…
«O árbitro de futebol Pedro Proença foi agredido nesta segunda-feira [09/08/2011] com uma cabeçada no Centro Comercial Colombo, quando se preparava para jantar, depois de terminar o treino de ginásio, tendo sofrido ferimentos na boca e partido dois dentes. “O indivíduo deve ter perdido a cabeça e, do nada, começou a agredir-me. Falou qualquer coisa do Benfica”, explicou ao JN o árbitro internacional. “Tenho dois dentes para renovar”.»
in JN
«“Sócio cativo do Benfica”. Foi assim que Américo, de 32 anos, se apresentou na esquadra da PSP do Colombo, na noite de segunda-feira [09/08/2011], depois de ter dado uma cabeçada ao árbitro Pedro Proença, em plena zona pública do segundo piso do Centro Comercial Colombo (…) Segundo apurou o DN, no último derby da Segunda Circular, a 2 de Março de 2011, o benfiquista Américo foi um dos desordeiros identificados pelo Corpo de Intervenção da PSP.»
in www.dn.pt
2 de Março de 2012…
“No terceiro golo do FC Porto, o Maicon estava fora de jogo. Eu no banco vi logo. Se o árbitro assistente não assinalou, não foi porque não viu, foi porque não quis”
Jorge Jesus, 02/03/2012
Maio de 2012...
«Proença é o melhor árbitro da melhor geração de árbitros que Portugal já teve. (…) Em Portugal, Pedro Proença é apenas um dos árbitros que dirigentes incompetentes, treinadores fracos e adeptos fanáticos criticam. E, no caso destes últimos, até agridem.
Os adeptos são sobretudo o espelho dos dirigentes. As palavras dos treinadores são as mais ouvidas. Enquanto os responsáveis dos clubes não forem severamente punidos pelas coisas estúpidas e graves que dizem sobre os árbitros, nunca haverá uma competição séria, credível e respeitada. E todos continuarão a ficar muitos surpreendidos por a UEFA ignorar a gritaria no nosso quintal e descobrir um bom árbitro em Portugal.»
Os adeptos são sobretudo o espelho dos dirigentes. As palavras dos treinadores são as mais ouvidas. Enquanto os responsáveis dos clubes não forem severamente punidos pelas coisas estúpidas e graves que dizem sobre os árbitros, nunca haverá uma competição séria, credível e respeitada. E todos continuarão a ficar muitos surpreendidos por a UEFA ignorar a gritaria no nosso quintal e descobrir um bom árbitro em Portugal.»
Luís Sobral, 13/05/2012
in Maisfutebol
«O internacional português [Pedro Proença] (…) mostrou estar à altura dos acontecimentos, e desmentiu de forma categórica todos os que agoiraram que não corresponderia a um jogo com esta importância. (…) O árbitro é, por norma, o bode expiatório (…). No caso de Proença, a final de Munique e a nomeação para o Euro’2012 só deixa bem claro que os dirigentes portugueses se limitam a encontrar desculpas para os seus próprios erros.»
Miguel Pedro Vieira, 19/05/2012
in record.pt
No jogo mais importante e mediático do futebol mundial (a nível de clubes), a equipa de arbitragem liderada por Pedro Proença foi, sem dúvida, a melhor das três equipas presentes no Allianz Arena de Munique.
Cometeu erros? Naturalmente, como seria quase inevitável em 120 minutos intensamente disputados entre alemães e ingleses e com o resultado sempre em aberto, mas não me parece que tenha cometido erros clamorosos e muito menos com influência no resultado.
Aliás, é um bom indicador o facto da arbitragem desta final não ter sido objeto de qualquer destaque na imprensa internacional da especialidade e, pelo contrário, a mesma tenha merecido elogios de elementos quer do Bayern, quer do Chelsea, como o próprio Pedro Proença revelou na chegada ao aeroporto de Lisboa.
Imagino, portanto, a desilusão de todos aqueles (e eram muitos) que auguravam uma arbitragem desastrosa, a qual viesse confirmar as suas teses ridículo-conspirativas acerca deste árbitro (só faltou dizerem que a nomeação de Proença para a final da Liga dos Campeões tinha o dedo de Pinto da Costa…).
Significa isto que não há árbitros maus em Portugal? Claro que há, incluindo aqueles que dão sucessivas mostras de apitar sob influência de uma forte paixão clubista (neste aspeto, o destaque vai inteirinho para Bruno Paixão e Duarte Gomes, mas destes dois o slb nunca se queixa…).
Mas então, porque razão é que Pedro Proença se tornou um alvo a abater?
Porque, apesar de ser sócio do slb, está mais preocupado com a sua carreira do que em agradar ao clube do regime. De outro modo, este não teria sido o seu 16.º jogo da Champions e o quinto (!) nesta temporada (arbitrou o Olympiakos-Marselha, o Villarreal-Manchester City e o Lille-Trabzonspor, todos na fase de grupos, e o Inter-Marselha dos oitavos-de-final).
Por tudo isto, e apesar do forte empenho de diversos agentes ligados ao slb, ou ao serviço dos encarnados de Lisboa, não vai ser fácil convencer a UEFA que os árbitros portugueses são todos uma cambada de bandidos e que o bicampeonato ganho pelo FC Porto foi um tributo destes mesmos árbitros.
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Uns têm a fama, outros o proveito
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quarta-feira, 7 de março de 2012
Coitado, sente-se condicionado…
Há quase cinco anos atrás (no dia 1 de Abril de 2007), o FC Porto foi jogar à Luz para a 23ª jornada do campeonato 2006/07.
Os dragões marcaram primeiro (por Pepe, ao minuto 41) mas, ao minuto 84, o árbitro assinalou um livre nas imediações da área portista, por falta de Fucile sobre Simão Sabrosa. Na sequência da marcação desse livre, o slb chegou à igualdade (1-1), que haveria de ser o resultado final do jogo.

Mas, espera aí, no momento em que o livre é marcado, há um jogador de encarnado que está adiantado em relação ao penúltimo defensor portista (algo que é fácil de comprovar, atendendo às posições de ambos os jogadores relativamente à linha da pequena área).
E esse jogador (David Luiz) interferiu na jogada?
O vídeo seguinte é esclarecedor:
A jogada completa (falta, execução do livre e golo) pode ser revista aqui.
E sabem quem foi o árbitro deste slb x FC Porto, em que o golo dos encarnados foi marcado na sequência de um livre, com um jogador benfiquista em clara posição de fora-de-jogo?

Olha, olha, o árbitro foi o Pedro Proença! O tal que, segundo Luís Filipe Vieira, “coitado, sente-se condicionado”…
Pois é… E, em termos disciplinares, o FC Porto “ganhou” esse jogo por 6-2 (!), com o primeiro dos seis cartões amarelos para jogadores portistas a ser mostrado ao Bruno Alves, que ficou condicionado logo aos 4 minutos (o 1º cartão amarelo para jogadores do slb foi ao minuto 54, para o Petit).
P.S.1 Foi através de uma visita ao blogue ‘Bibó Porto, carago’, que revi a forma como o slb marcou o seu golo e (cereja em cima do bolo) quem foi o árbitro deste jogo.
P.S.2 Perante uma comunicação social subserviente e cada vez mais alinhada com a propaganda benfiquista, é fundamental continuarmos a relembrar estes casos. Na era da Internet e das redes sociais, não podemos permitir que a estratégia goebbeliana (*) de uma mentira repetida muitas vezes tenha sucesso. Da minha parte, não me sinto nada condicionado em denunciar esta pouca vergonha.
(*) Paul Joseph Goebbels foi o ministro da Propaganda na Alemanha Nazi.
Os dragões marcaram primeiro (por Pepe, ao minuto 41) mas, ao minuto 84, o árbitro assinalou um livre nas imediações da área portista, por falta de Fucile sobre Simão Sabrosa. Na sequência da marcação desse livre, o slb chegou à igualdade (1-1), que haveria de ser o resultado final do jogo.

Mas, espera aí, no momento em que o livre é marcado, há um jogador de encarnado que está adiantado em relação ao penúltimo defensor portista (algo que é fácil de comprovar, atendendo às posições de ambos os jogadores relativamente à linha da pequena área).
E esse jogador (David Luiz) interferiu na jogada?
O vídeo seguinte é esclarecedor:
A jogada completa (falta, execução do livre e golo) pode ser revista aqui.
E sabem quem foi o árbitro deste slb x FC Porto, em que o golo dos encarnados foi marcado na sequência de um livre, com um jogador benfiquista em clara posição de fora-de-jogo?

Olha, olha, o árbitro foi o Pedro Proença! O tal que, segundo Luís Filipe Vieira, “coitado, sente-se condicionado”…
Pois é… E, em termos disciplinares, o FC Porto “ganhou” esse jogo por 6-2 (!), com o primeiro dos seis cartões amarelos para jogadores portistas a ser mostrado ao Bruno Alves, que ficou condicionado logo aos 4 minutos (o 1º cartão amarelo para jogadores do slb foi ao minuto 54, para o Petit).
P.S.1 Foi através de uma visita ao blogue ‘Bibó Porto, carago’, que revi a forma como o slb marcou o seu golo e (cereja em cima do bolo) quem foi o árbitro deste jogo.
P.S.2 Perante uma comunicação social subserviente e cada vez mais alinhada com a propaganda benfiquista, é fundamental continuarmos a relembrar estes casos. Na era da Internet e das redes sociais, não podemos permitir que a estratégia goebbeliana (*) de uma mentira repetida muitas vezes tenha sucesso. Da minha parte, não me sinto nada condicionado em denunciar esta pouca vergonha.
(*) Paul Joseph Goebbels foi o ministro da Propaganda na Alemanha Nazi.
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terça-feira, 6 de março de 2012
Vieira tem razão
“Prometi que não iria falar das arbitragens. Se Pedro Proença se sente condicionado a apitar jogos do Benfica, então não apite mais nenhum. Desafio Vítor Pereira [presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol] a tirar ilações dos últimos dois jogos – Coimbra e agora com o FC Porto –, das nomeações que se fizeram. Pedro Proença faz um grande favor ao futebol português e ao Benfica se nunca mais apitar um jogo nosso. Ele, coitado, sente-se condicionado.”
Luís Filipe Vieira, 02/03/2012
Nos primeiros 15 minutos do último clássico, o árbitro Pedro Proença adotou aquilo que os comentadores costumam designar de “critério largo”, não sancionando com cartões amarelos entradas duras de Maxi Pereira sobre Djalma, de Cardozo sobre Otamendi e de Javi Garcia sobre Lucho.
Contudo, tudo mudou quando os autores de faltas idênticas envergavam uma camisola azul-e-branca e, em apenas sete minutos, três jogadores do FC Porto foram amarelados:
21': Cartão amarelo para Rolando, por puxar Cardozo;
24': Cartão amarelo para Alvaro Pereira, por falta sobre Maxi Pereira;
28': Cartão amarelo para Djalma, por derrubar Witsel à entrada da área.
Não discuto estes três cartões amarelos, mas sim a notória dualidade de critérios relativamente a lances anteriores. Mais. O primeiro cartão amarelo para jogadores encarnados haveria de ser mostrado apenas no período de descontos da 1ª parte, após mais uma falta dura de Cardozo sobre um dos defesas-centrais portista (Rolando).
Mas a análise à arbitragem de Pedro Proença não se esgota na 1ª parte, nem nos critérios adotados para a mostragem de cartões amarelos. Na 2ª parte, a coisa piou ainda mais fino, senão vejamos:
Minuto 48: Num lance dividido, Djalma desarma Gaitan com toda a limpeza (joga apenas a bola). As imagens são evidentes (até o Rui “verdade desportiva” Santos está de acordo). Contudo, Pedro Proença assinalou falta (mais uma perto da área portista) e do livre, marcado por Aimar, nasceu o 2º golo encarnado.
Minuto 75: Javi Garcia (ou terá sido Maxi Pereira?) atinge Lucho na cabeça quando este se encontra caído no relvado. O árbitro viu, chamou energicamente à atenção dos jogadores, mas o cartão vermelho para o médio encarnado ficou no bolso (é sintomático do fair-play e "verdade desportiva" que alguns iluminados dizem defender, que este lance não tenha merecido a atenção dos comentadores, não surja nos resumos, nem faça parte dos casos do jogo).
Minuto 81: Na sequência de um canto marcado por Hulk, Cardozo controla a bola com os dois braços, quase como se estivesse a embalar a redondinha. Estava de olhos fechados, dizem os benfiquistas. Ai sim? Pois o Pedro Proença estava de frente, viu perfeitamente, mas não quis assinalar o consequente penalty.
Minuto 90+4: Maxi Pereira faz mais uma falta dura, desta vez sobre James, e ainda foi pedir desforço. Pedro Proença, para evitar ter de mostrar o 2º cartão amarelo ao defesa-direito encarnado, deu o jogo por terminado.
Ao contrário do lance do 3º golo dos dragões, todas estas decisões foram da responsabilidade direta do benfiquista Pedro Proença e, em todas elas, decidiu A FAVOR DO CLUBE DE QUE É SÓCIO.
Mais. Neste jogo não há uma única decisão de arbitragem, que seja da responsabilidade do benfiquista Pedro Proença, em que o slb tenha sido prejudicado.
Por isso, sou obrigado a concordar com Luís Filipe Vieira. Não há dúvida que o benfiquista Pedro Proença se sente condicionado a apitar jogos do clube de que é sócio e, por isso, como portista, agradeço que não volte a ser nomeado para jogos entre o slb e o FC Porto.
P.S. Eu também prometi que não iria falar das arbitragens, mas não posso, com o meu silêncio, pactuar com a verborreia benfiquista, amplificada pela máquina de propaganda que está ao serviço do clube do regime quando, ainda por cima, a mesma é completamente despropositada, injustificada e desonesta.
Luís Filipe Vieira, 02/03/2012
Nos primeiros 15 minutos do último clássico, o árbitro Pedro Proença adotou aquilo que os comentadores costumam designar de “critério largo”, não sancionando com cartões amarelos entradas duras de Maxi Pereira sobre Djalma, de Cardozo sobre Otamendi e de Javi Garcia sobre Lucho.
Contudo, tudo mudou quando os autores de faltas idênticas envergavam uma camisola azul-e-branca e, em apenas sete minutos, três jogadores do FC Porto foram amarelados:
21': Cartão amarelo para Rolando, por puxar Cardozo;
24': Cartão amarelo para Alvaro Pereira, por falta sobre Maxi Pereira;
28': Cartão amarelo para Djalma, por derrubar Witsel à entrada da área.
Não discuto estes três cartões amarelos, mas sim a notória dualidade de critérios relativamente a lances anteriores. Mais. O primeiro cartão amarelo para jogadores encarnados haveria de ser mostrado apenas no período de descontos da 1ª parte, após mais uma falta dura de Cardozo sobre um dos defesas-centrais portista (Rolando).
Mas a análise à arbitragem de Pedro Proença não se esgota na 1ª parte, nem nos critérios adotados para a mostragem de cartões amarelos. Na 2ª parte, a coisa piou ainda mais fino, senão vejamos:
Minuto 48: Num lance dividido, Djalma desarma Gaitan com toda a limpeza (joga apenas a bola). As imagens são evidentes (até o Rui “verdade desportiva” Santos está de acordo). Contudo, Pedro Proença assinalou falta (mais uma perto da área portista) e do livre, marcado por Aimar, nasceu o 2º golo encarnado.
Minuto 75: Javi Garcia (ou terá sido Maxi Pereira?) atinge Lucho na cabeça quando este se encontra caído no relvado. O árbitro viu, chamou energicamente à atenção dos jogadores, mas o cartão vermelho para o médio encarnado ficou no bolso (é sintomático do fair-play e "verdade desportiva" que alguns iluminados dizem defender, que este lance não tenha merecido a atenção dos comentadores, não surja nos resumos, nem faça parte dos casos do jogo).
Minuto 81: Na sequência de um canto marcado por Hulk, Cardozo controla a bola com os dois braços, quase como se estivesse a embalar a redondinha. Estava de olhos fechados, dizem os benfiquistas. Ai sim? Pois o Pedro Proença estava de frente, viu perfeitamente, mas não quis assinalar o consequente penalty.
Minuto 90+4: Maxi Pereira faz mais uma falta dura, desta vez sobre James, e ainda foi pedir desforço. Pedro Proença, para evitar ter de mostrar o 2º cartão amarelo ao defesa-direito encarnado, deu o jogo por terminado.
Ao contrário do lance do 3º golo dos dragões, todas estas decisões foram da responsabilidade direta do benfiquista Pedro Proença e, em todas elas, decidiu A FAVOR DO CLUBE DE QUE É SÓCIO.
Mais. Neste jogo não há uma única decisão de arbitragem, que seja da responsabilidade do benfiquista Pedro Proença, em que o slb tenha sido prejudicado.
Por isso, sou obrigado a concordar com Luís Filipe Vieira. Não há dúvida que o benfiquista Pedro Proença se sente condicionado a apitar jogos do clube de que é sócio e, por isso, como portista, agradeço que não volte a ser nomeado para jogos entre o slb e o FC Porto.
P.S. Eu também prometi que não iria falar das arbitragens, mas não posso, com o meu silêncio, pactuar com a verborreia benfiquista, amplificada pela máquina de propaganda que está ao serviço do clube do regime quando, ainda por cima, a mesma é completamente despropositada, injustificada e desonesta.
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