Acho que ninguém tem dúvidas. Yacine Brahimi é o melhor jogador da liga portuguesa.
Nem benfiquistas, nem sportinguistas nem qualquer adepto dos restantes clubes (que, infelizmente, são poucos em Portugal) encontrará seguramente um jogador com tanto talento individual e capacidade para decidir jogos como o argelino. A sua estranha (e ainda por explicar) suspensão nos primeiros meses do ano podem ter sido os detonantes das aspirações do Porto ao título e a sua curta visita à CAN foi providencial para manter o jogador disponível e fisicamente preparado para os decisivos meses finais de competição. E no entanto, nos jogos mais importantes do ano, Nuno Espirito Santo tomou sempre a mesma decisão...tirar Brahimi antes dos noventa minutos.
O argelino completou apenas dois jogos na sua totalidade ao largo da temporada na liga.
O primeiro, a 11 de Dezembro, contra o Feirense. O segundo, no fatídico empate frente ao Setúbal há três semanas. Foi substituido um total de 13 vezes nos jogos em que foi titular e em quatro ocasiões foi suplente utilizado. Tudo isto num jogador que não jogou os primeiros quatro jogos do ano nem foi sequer utilizado frente ao Benfica. Dito por outras palavras, o melhor jogador do campeonato não disputou qualquer Clássico na primeira volta e foi provavelmente o melhor em campo (excluindo Iker Casillas) nos que disputou na segunda. Esclarecedor.
Na plenitude física da idade, sem o desgaste de ter começado a jogar a titular como os restantes colegas no início de Agosto - só a finais de Setembro passou a ser considerado como opção e nos meses seguintes a sua participação foi gerida a conta-gotas - não se pode falar nem de cansaço acumulado nem de fatiga. Menos ainda quando as suas substituições ocorrem sempre no final dos encontros, quando qualquer jogador top pode fazer a diferença, entre lances de bola parada e os espaços que geralmente o cansaço colectivo provoca no terreno de jogo. Nesses momentos chave, NES considera sempre que Brahimi é prescindível.
Em Braga saiu com dez minutos para o fim. Dez minutos de intensa pressão portista. Na Luz, a sua substiuição, marcou definitivamente os minutos finais do jogo dando clara sensação de que a NES o empate lhe servia claramente. Não serviu, como se tem visto. Contra o Sporting, quando os leões se faziam sentir mais presentes no meio-campo do Porto e deixavam mais espaços atrás, o jogo vertical e os passes geométricos do argelino pareceram dispensáveis ao treinador que preferiu dar vinte minutos (intranscendentes) a Diogo Jota. Em nenhum dos casos citados há qualquer referência a problemas físicos (lesões, treinos condicionados nos dias seguintes, queixas visiveis do jogador, etc...)!
Estão a perceber a tendência não estão?
Agora façamos um exercicio.
Escolham os jogos mais dificeis disputados nos anos em que o FC Porto lutava pelo título (Clássicos, jogos com o Boavista na viragem do milénio e com o Braga desde final da década passada) e as suas principais figuras que se chamavam Hulk, Falcao, Lisandro, Deco, Zahovic ou Jardel, só para citar os últimos vinte anos...e vejam quantas vezes nesses encontros decisivos foram substituidos (ou não utilizados por questões técnicas) com resultados adversos aos interesses do Porto?
- Hulk
Foi substituido apenas uma vez em todos os seus anos de Dragão ao peito num jogo de máxima relevância na liga, frente ao Benfica, na 14º jornada do campeonato 2009/10, perdido por 1-0, a vinte minutos do final - sim, o jogo do túnel - tendo sido no ano anterior, o seu primeiro no futebol português, duas vezes suplente utilizado nos Clássicos da primeira volta.
- Falcao
No seu primeiro clássico em Portugal, em 2009, frente ao Sporting, Falcao foi substituido ao minuto 78, depois de ter inaugurado o marcador. Contra os leões no ano seguinte não completou nenhum dos dois jogos, saindo aos 79 minutos na primeira volta (empate a uma bola) e aos 82 no jogo da segunda volta (vitória por 3-2), marcando em ambos jogos.
- Lisandro Lopez
O argentino foi a grande arma ofensiva dos anos do Tetra conquistado entre Adriaanse e Jesualdo. No seu primeiro ano na Europa só completou um Clássico. Foi substituido aos 68 minutos no triunfo em Alvalade (o golo de Jorginho veio depois) e foi suplente utilizado na derrota na Luz. Lesionou-se aos 24 minutos no jogo em casa contra o Benfica. No ano seguinte, já titular indiscutivel, saiu a vinte minutos do final do duelo em Alvalade. Em 2007/08 saiu a cinco minutos do fim na vitória por 1-0 sobre o Sporting com a equipa a vencer.
- Ricardo Quaresma
Em 2004/05, no seu primeiro ano de azul e branco, Quaresma não completou qualquer Clássico. Saiu aos 76 minutos no duelo em Alvalade e aos 78 no triunfo no Dragão frente aos leões e foi suplente utilizado nos dois jogos frente ao Benfica, rendendo Postiga e Diego (um empate e uma vitória). No ano seguinte, já com Adriaanse, disputou apenas um Clássico completo e foi rendido aos 55 minutos na vitória em Alvalade e aos 80 na derrota na Luz tendo jogado os últimos vinte minutos na derrota no Dragão contra o Benfica. No ano seguinte marcou um golo e saiu aos 73 na vitória sobre o Benfica e repetiu feito (golo e substituição aos 73) em Alvalade. Repetiu o mesmo cenário na época seguinte, com três substituições nos dois jogos contra o Benfica e num dos jogos contra o Sporting, nos dez minutos finais do jogo (duas vitórias, uma derrota e um golo seu). Apesar de ter sido substituido regularmente nos Clássicos neste periodo, era titular indiscutivel e disputava os noventa minutos dos restantes jogos do ano, ao contrário de Brahimi.
Na sua segunda etapa, foi suplente utilizado na derrota contra o Benfica da primeira volta e titular no triunfo da segunda volta em 2013/14. No primeiro ano de Lopetegui saiu ao intervalo do jogo com o Sporting em Alvalade e foi suplente utilizado nos três seguintes clássicos.
- Deco
Depois de ter chegado a tempo de ser Pentacampeão, Deco tornou-se imprescindivel nas quatro épocas seguintes. Nesse período apenas foi substituido contra o Sporting em 2000, a quinze minutos do fim e com o Porto a vencer e em 2003, na goleada por 4-1, a seis minutos do fim. Frente ao Benfica foi substituido a seis minutos do fim, depois de receber amarelo, num empate a um golo em 2003/04.
- Zlatko Zahovic
O esloveno passou três épocas de dragão ao peito e no seu primeiro ano foi substituido ao minuto 31 da vitória por 3-1 sobre o Benfica por lesão. No ano seguinte, tal como Jardel, foi suplente utilizado na derrota por 3-0 (quando entraram ambos já o Porto perdia por 2-0) e foi substituido na derrota em Alvalade à hora de jogo (o Porto perdia por 2-0). Foi ainda substituido no último minuto do triunfo contra o Benfica, em casa, em 1998/99.
- Mário Jardel
No seu primeiro ano foi substituido a um minuto do fim do Clássico na Luz, ganho por 1-2, com golo seu. No ano seguinte não completou nenhum duelo com o Benfica, primeiro como suplente utilizado (derrota por 3-0) e depois sendo rendido ao minuto 70 num triunfo por 2-0 quando a equipa já vencia claramente. Em 1998/99 voltou a ser substituido contra o Benfica, num empate a um golo, a três minutos do final e no último minuto de um jogo contra o Sporting, nas Antas, que decidiu com um golo para uma vitória por 3-2.
Ou seja, na imensa maioria dos casos, quase sempre que o jogador em causa foi substituido o objectivo do clube - a vitória - estava assegurado. Raramente isso se deu com Brahimi e NES, tanto na não utilização (dois resultados negativos) como nas substituições (apenas frente ao Sporting se conseguiu o objectivo). E nunca, nos casos citados, os jogadores em questão fizeram apenas 4 jogos completos durante uma temporada de liga. Na imensa maioria dos casos fizeram mais de dois terços do campeonato actuando os noventa minutos o que é muito, muito distinto.
Aos 27 anos o jogador está na melhor forma da sua carreira e tem meio passaporte validado para deixar o Dragão, entre necessidades de Financial Fair Play, do papel da Doyen e do próprio desejo do jogador que já viu barradas as suas aspirações no passado defeso contra aquilo que lhe tinha sido prometido. A sua chegada desde o Granada enquadrou-se num modelo de negócio muito popular á época e que acabou com a proibição da partilha de passes pela FIFA mas as mais valias geradas por uma venda em valores a rondar os 20 milhões serão sempre exiguas. Desportivamente, no entanto, Brahimi foi sempre um elemento diferencial a quem faltou nível na lista de companheiros de ataque e sobretudo um treinador a sério para potenciar todas as suas valências. Se, ainda para mais, em momentos de máxima tensão e intensidade um desses treinadores decide que a sua presença em campo é dispensável, estamos conversados. Brahimi pode sair do Porto sem ter sido nunca campeão mas nunca saberemos se não fomos campeões porque ele não esteve em campo quando devia.
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segunda-feira, 17 de abril de 2017
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Todos os jogadores são iguais
Nota prévia: eu gosto do Deco; foi dos melhores jogadores que vi jogar, e dos melhores jogadores que já passaram pelo Porto.
Todos os jogadores são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. O Deco foi um dos jogadores mais importantes da história recente do Porto, e marcou presença (e deixou a sua marca) no "ressurgimento internacional" do Clube. A juntar isso foi dos poucos jogadores (nos tempos mais recentes) a passar 3 anos no Porto, sem vencer um campeonato - é obra. No entanto, por maior que tenha sido o impacto do Deco, na história do Porto, outros jogadores houve que contribuiram pelo menos tanto como o "Mágico" para o sucesso do Clube, e não tiveram direito a jogo de homenagem (ou sequer de despedida). Os exemplos são muitos e variados; cito apenas aqueles que me são mais "próximos": João Pinto, André, Jorge Costa, Vítor Baía e (porque não?) Domingos; [não se exigia um jogo por cada um, mas porque não um jogo a cada 3 ou 5 anos, em que vários fossem homenageados em conjunto?]
Sempre tive a impressão que o Porto, não trata muito bem aqueles que deram tudo pelo Porto; essa impressão é reforçada pelo facto de o Porto não tratar muito bem aqueles que gostariam (mas não lhes é dada oportunidade) de dar tudo pelo Porto. Resignemo-nos então a ver a equipa com cada vez menos jogadores da formação, da Areosa, de Sta. Maria da Feira ou das Caxinas, à Porto - já não há lugar sequer para aqueles que compensam a "falta de jeito" com "amor à camisola"; esses, como aqueles que os antecederam, nunca serão homenageados. Essa honra calhou ao Deco (que a merece) - é melhor que nada.
Espero que seja um bom espectáculo; que não seja o último; e que não assobiem o Messi - é suposto ser uma festa!
Todos os jogadores são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. O Deco foi um dos jogadores mais importantes da história recente do Porto, e marcou presença (e deixou a sua marca) no "ressurgimento internacional" do Clube. A juntar isso foi dos poucos jogadores (nos tempos mais recentes) a passar 3 anos no Porto, sem vencer um campeonato - é obra. No entanto, por maior que tenha sido o impacto do Deco, na história do Porto, outros jogadores houve que contribuiram pelo menos tanto como o "Mágico" para o sucesso do Clube, e não tiveram direito a jogo de homenagem (ou sequer de despedida). Os exemplos são muitos e variados; cito apenas aqueles que me são mais "próximos": João Pinto, André, Jorge Costa, Vítor Baía e (porque não?) Domingos; [não se exigia um jogo por cada um, mas porque não um jogo a cada 3 ou 5 anos, em que vários fossem homenageados em conjunto?]
Sempre tive a impressão que o Porto, não trata muito bem aqueles que deram tudo pelo Porto; essa impressão é reforçada pelo facto de o Porto não tratar muito bem aqueles que gostariam (mas não lhes é dada oportunidade) de dar tudo pelo Porto. Resignemo-nos então a ver a equipa com cada vez menos jogadores da formação, da Areosa, de Sta. Maria da Feira ou das Caxinas, à Porto - já não há lugar sequer para aqueles que compensam a "falta de jeito" com "amor à camisola"; esses, como aqueles que os antecederam, nunca serão homenageados. Essa honra calhou ao Deco (que a merece) - é melhor que nada.
Espero que seja um bom espectáculo; que não seja o último; e que não assobiem o Messi - é suposto ser uma festa!
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Foi há 10 anos!
Cumpre-se hoje uma década sobre o segundo triunfo do FC Porto na maior prova de clubes a nível europeu: a Liga dos Campeões. O ano 2004 ficará para sempre na nossa memória (e no nosso Museu!).
Resumo dos golos:
quinta-feira, 31 de março de 2011
Recordando o slb x FC Porto de 2002/03
O golo de Deco no slb x FC Porto da época 2002/03...
... e as declarações de Mourinho no final do jogo
... e as declarações de Mourinho no final do jogo
terça-feira, 15 de junho de 2010
O feeling, a fé, a minha avó e o cenoura
Em casa e nos bancos da escola ensinaram-me que 1+1=2 e que 1+1=10, ensinaram-me a ser racional, a respeitar sexo, cor e raça, a analisar e a decidir.
Na rua e nas bancadas aprendi a irracionalidade, que o 11 não é a soma de 11 jogadores, fui xenófobo e já insultei muitas mães.
E o bom nisto, do futebol, é que num dia podemos ser racional e no outro irracional, e sê-lo à nossa vontade consoante o nosso estado de alma.
Fruto disto há os que têm feeling, os que têm fé, os optimistas, os pessimistas, os racionais, os correctores de apostas que colocam os n.ºs à frente, os cegos, os que sabem mais que a Lúcia, ...
No dia em que começa para nós Portugueses um mundial em que alguns têm feeling, opto pela racionalidade e exigo a passagem aos oitavos e depois o mais provável é virmos para casa. Portanto, é óbvio que o meu feeling é muito curtinho, assim espero que os que têm feeling daqui a uns dias me atirem o título mundial à cara. Mas não deixo de ser nem mais nem menos português por causa disto. Agora não me peçam para festejar golos marcados por brasileiros.
E lá está, a racionalidade leva-me a considerar o Deco o melhor jogador que vi jogar, ao vivo, com regularidade. A irracionalidade - ou o que se quiser chamar - leva-me a não gostar de o ver jogar com aquela camisola em tons de sangue.

E sim, detesto o Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque sim.
Mas isto da selecção é só o aquecimento para a próxima época, mas vamos bater no mesmo: se compreendo o pragmatismo que alguns põem nos seus artigos, neste caso opto por aquilo que a minha racionalidade não recomendaria: tenho fé.
Como diz a wikipédia (meio abrasileirado):
Mas depois de 4 anos a dar o benefício da dúvida, a tentar gostar do homem, a tentar ser racional e pragmático, afinal deu-nos 3 títulos e umas boas vitórias, a tentar sentir empatia, e mais não sei o quê, não me apetece ser racional (pelo menos por uns tempos) e acredito piamente que um "Cenoura", ainda que algo verde, é o melhor petisco que anda por aí, muito melhor que tremoços.
E vamos ter um ano cheio de pica, de verdadeiro prazer de ver futebol. Ó se vamos! E nunca mais começa!
ps: Sim, eu acreditei que o Octávio Machado era mesmo o que precisávamos naquela altura. Ou seja, a demência às vezes também se intromete nestas coisas.
Na rua e nas bancadas aprendi a irracionalidade, que o 11 não é a soma de 11 jogadores, fui xenófobo e já insultei muitas mães.
E o bom nisto, do futebol, é que num dia podemos ser racional e no outro irracional, e sê-lo à nossa vontade consoante o nosso estado de alma.
Fruto disto há os que têm feeling, os que têm fé, os optimistas, os pessimistas, os racionais, os correctores de apostas que colocam os n.ºs à frente, os cegos, os que sabem mais que a Lúcia, ...
No dia em que começa para nós Portugueses um mundial em que alguns têm feeling, opto pela racionalidade e exigo a passagem aos oitavos e depois o mais provável é virmos para casa. Portanto, é óbvio que o meu feeling é muito curtinho, assim espero que os que têm feeling daqui a uns dias me atirem o título mundial à cara. Mas não deixo de ser nem mais nem menos português por causa disto. Agora não me peçam para festejar golos marcados por brasileiros.
E lá está, a racionalidade leva-me a considerar o Deco o melhor jogador que vi jogar, ao vivo, com regularidade. A irracionalidade - ou o que se quiser chamar - leva-me a não gostar de o ver jogar com aquela camisola em tons de sangue.

E sim, detesto o Cristiano Ronaldo. Porquê? Porque sim.
Mas isto da selecção é só o aquecimento para a próxima época, mas vamos bater no mesmo: se compreendo o pragmatismo que alguns põem nos seus artigos, neste caso opto por aquilo que a minha racionalidade não recomendaria: tenho fé.
Como diz a wikipédia (meio abrasileirado):
Fé (do [[grego] fides, fidelidade[1] e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.
A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar e apostar, isto é, se alguém tem fé em algo, então acredita, confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita, confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor pelo que acredita,confia e aposta.E pareço a minha avó a acreditar na Virgem Maria.
Mas depois de 4 anos a dar o benefício da dúvida, a tentar gostar do homem, a tentar ser racional e pragmático, afinal deu-nos 3 títulos e umas boas vitórias, a tentar sentir empatia, e mais não sei o quê, não me apetece ser racional (pelo menos por uns tempos) e acredito piamente que um "Cenoura", ainda que algo verde, é o melhor petisco que anda por aí, muito melhor que tremoços.E vamos ter um ano cheio de pica, de verdadeiro prazer de ver futebol. Ó se vamos! E nunca mais começa!
ps: Sim, eu acreditei que o Octávio Machado era mesmo o que precisávamos naquela altura. Ou seja, a demência às vezes também se intromete nestas coisas.
domingo, 21 de março de 2010
É o número 10
É também por isto que é, para mim, uma das maiores referências de jogadores da bola:
Em relação à questão da utilização de naturalizados pela selecção já aqui e aqui e aqui escrevi o que pensava, mas a entrevista em si só aumentou a minha admiração pelo Deco, é fácil dizer o óbvio, ser politicamente correcto e usar o futebolês, mas dizer o que ele diz não é para todos.
Um dia ainda tive o sonho de ver em Portugal reportagens deste calibre, mas já me passou.
Em relação à questão da utilização de naturalizados pela selecção já aqui e aqui e aqui escrevi o que pensava, mas a entrevista em si só aumentou a minha admiração pelo Deco, é fácil dizer o óbvio, ser politicamente correcto e usar o futebolês, mas dizer o que ele diz não é para todos.
Um dia ainda tive o sonho de ver em Portugal reportagens deste calibre, mas já me passou.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
SMS do dia - LXXXV
É o n.º 10
Finta com os 2 pés
É melhor que o Pelé
É o Deco! Allez! Allez!
Finta com os 2 pés
É melhor que o Pelé
É o Deco! Allez! Allez!
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O mágico vai regressar ao Dragão
"O FC Porto é o clube do meu coração, que continuo a gostar e a desejar sorte. Mas é claro que vou estar do outro lado. Vai ser bom voltar ao Porto.
Ter de enfrentar o FC Porto é sempre complicado. Desde que saí é a primeira vez. Com certeza que vai ser um jogo especial"
Deco, 31/08/2009
Há um ano atrás, no dia em que completou 31 anos, recordei aqui os aspectos mais salientes do palmarés de Anderson Luis de Souza, o "nosso" Deco.
E para quem não viu, ou já não se lembra, indo ao Youtube é possível recordar algumas das espectaculares jogadas e golos com que o Deco nos brindou enquanto vestiu de azul-e-branco. O vídeo seguinte, apesar da qualidade das imagens não ser a melhor, é um bom apanhado.
No dia 25 de Novembro, na recepção ao Chelsea, espero um estádio cheio e vibrante, que seja o 12º jogador. Contudo, tudo indica que nesse dia haverá um momento especial, precisamente quando o mágico voltar a pisar o relvado do Dragão. Nessa altura que ninguém fique sentado.
é o nº 10
finta com os dois pés
é melhor que o Pélé
é o Deco allez allez
Ter de enfrentar o FC Porto é sempre complicado. Desde que saí é a primeira vez. Com certeza que vai ser um jogo especial"
Deco, 31/08/2009
Há um ano atrás, no dia em que completou 31 anos, recordei aqui os aspectos mais salientes do palmarés de Anderson Luis de Souza, o "nosso" Deco.
E para quem não viu, ou já não se lembra, indo ao Youtube é possível recordar algumas das espectaculares jogadas e golos com que o Deco nos brindou enquanto vestiu de azul-e-branco. O vídeo seguinte, apesar da qualidade das imagens não ser a melhor, é um bom apanhado.
No dia 25 de Novembro, na recepção ao Chelsea, espero um estádio cheio e vibrante, que seja o 12º jogador. Contudo, tudo indica que nesse dia haverá um momento especial, precisamente quando o mágico voltar a pisar o relvado do Dragão. Nessa altura que ninguém fique sentado.
é o nº 10
finta com os dois pés
é melhor que o Pélé
é o Deco allez allez
terça-feira, 31 de março de 2009
Em Alvalade, tudo bons rapazes
«(...) estava eu satisfeito por ver alguém, humildemente, dar a cara após um erro flagrante quando, de repente, Lucílio resolveu estragar tudo. Que não tenha visto o gesto de Paulo Bento - indiciando que estava a ser roubado - parece-me perfeitamente possível (sem o recurso à televisão só por sorte poderia ter observado a reacção do técnico leonino), mas que diga, sem pestanejar, que no relvado não se apercebeu da gravidade da atitude de Pedro Silva após a expulsão é... estranho. Ou pior que isso: é impossível de aceitar.
O lateral leonino, desesperado com a marcação do penálti e com a ordem de saída de campo, reagiu à peitada, o árbitro arregalou os olhos perante o gesto do brasileiro e, horas depois, tem a coragem de dizer, perante o País, que não se apercebeu? Posso acreditar em tudo o que Lucílio disse na televisão, desde o facto de ter sido iludido pelo movimento do corpo de Pedro Silva no lance da polémica, até à garantia de que nenhum dos auxiliares o avisou do erro mas, decididamente, não acredito que esteja a dizer a verdade em relação ao resto. E se está, convém deixar de arbitrar quanto antes, pois pelos vistos não revela as condições necessárias para observar o que se passa não a alguns metros de distância, mas a escassos centímetros.»
Luis Avelãs
in Record, 23/03/2009
O que terá levado Lucílio Baptista a não escrever no relatório do jogo que o lateral do Sporting lhe dera uma forte peitada após ter sido expulso?Peso na consciência?
Medo das consequências?
Bem, se Lucílio tivesse escrito no seu relatório que Pedro Silva o tentara agredir, este seria abrangido pelo artigo 115.º do Regulamento Disciplinar da Liga de Clubes que, no 1.º ponto, define o seguinte: "São punidos nos termos das alíneas seguintes as agressões praticadas contra a equipa de arbitragem b) Agressão em outros casos: suspensão de 6 meses a 4 anos e multa de 2.500 a 12.500 euros".
"Fala-se que ele tentou agredir o árbitro mas, no meu entender, aquele gesto quando recebeu a ordem de expulsão foi para dizer que tinha tocado a bola com o peito. O Pedro Silva sentiu-se injustiçado e, se calhar, o comportamento que ele teve após o vermelho era 50 vezes pior na sua cabeça"
Ricardo Sá Pinto, 26/03/2009
“Quem é que nunca cometeu um excesso no futebol ou noutra actividade?”
João Vieira Pinto, 26/03/2009
É bonito ver a solidariedade relativamente ao lateral do Sporting, certamente um bom rapaz, mas lembram-se do caso da chuteira do Deco, envolvendo o (felizmente já retirado) Paulo Paraty? Lembram-se do que na altura foi dito e escrito pela imprensa lisboeta?
Eu vou recordar o que Miguel Sousa Tavares escreveu sobre o caso Deco, em 4 de Novembro de 2003:
«Qualquer pessoa de boa-fé viu que o Deco não tentou, de forma alguma, atingir o árbitro, com a sua bota lançada ao ar. Qualquer pessoa de boa-fé percebe também que a origem daquela confusão esteve no próprio árbitro, que não tendo interrompido logo o jogo para punir a falta que descalçou o Deco, tornou natural que este, num gesto instintivo, não desistisse da jogada e continuasse a jogar sem bota, aí justificando o cartão que o árbitro lhe mostrou. (...)Vem tudo isto a propósito da histeria que se apoderou da imprensa lisboeta a propósito do episódio da bota voadora do Deco. Quem tivesse acabado de desembarcar em Portugal e visse as manchetes gritando que o Deco se arriscava a quatro anos de suspensão (ou seja, ao fim da sua carreira), ficaria a pensar o que teria ele feito – no mínimo, agredido o árbitro até o deixar estendido à beira do coma. Como se tem de partir do princípio que as pessoas não são completamente desprovidas de senso e ainda sabem olhar para umas imagens e ler um regulamento disciplinar, a única conclusão a tirar de tanta histeria entusiástica era a de que se preparava o terreno para uma manobra clara. Gritando aos quatro ventos que o Deco arriscava quatro anos de suspensão, preparava-se a opinião pública para um castigo terrível e exemplar. E assim, se saírem três ou quatro meses – o que seria um castigo, terrível e exemplar, sim, das verdadeiras funções do CD da Liga – poder se-á sempre dizer depois: «Muita sorte teve ele, que isto podia ir até aos quatro anos!». Manobras destas, já as conhecemos de gingeira.»
Evidentemente, a atitude do Pedro Silva é muito mais grave que a do Deco e tem ainda como agravante os gestos que fez e aquilo que disse. Contudo, desta vez parece que não se passou nada. Aliás, o próprio árbitro disse, em frente às câmaras de televisão, que não tinha escrito nada no relatório, porque na altura não se apercebeu da gravidade da atitude de Pedro Silva...
O problema é que o todo o país viu as imagens, nas quais se verifica que depois do choque que o obrigou a recuar, Lucílio arregalou os olhos a Pedro Silva com ar ameaçador.
Como é possível um árbitro internacional dizer uma mentira destas, com a maior cara de pau, e não ser imediatamente punido pela Comissão de Arbitragem da Liga?
Pelos vistos, não é só a apitar que o Senhor Lucílio Baptista (SLB) é parecido com Inocêncio Calabote. As semelhanças estendem-se à forma como ambos mentiram descaradamente.
"Castigo? Não vou por aí. Lucílio Baptista não tem condições para arbitrar em Portugal. Se o fizer num jogo do Sporting será uma verdadeira afronta. Penso que acabou a carreira após a final da Taça da Liga."
Soares Franco, 22/03/2009
P.S. Perante as atitudes que teve, os gestos que fez e aquilo que disse, Pedro Silva poderá jogar mais esta época? Tem a palavra Ricardo Costa...
Fotos: Record
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Parabéns, mágico!
Anderson Luis de Souza, o "nosso" Deco, completa hoje 31 anos (nasceu a 27 de Agosto de 1977, em São Bernardo do Campo, Brasil).Dado como acabado para o futebol em Barcelona, Deco precisou apenas de dois jogos pelo seu novo clube para deixar os ingleses de boca aberta, a falar de art deco, e a imprensa, quer a mais séria, quer a mais popular, rendida à sua enorme classe.
Ainda com alguns anos pela frente até ao final da sua carreira (assim o espero), o palmarés que já ostenta fala por si.
FC Porto
- Campeão Português: 1998/99, 2002/03 e 2003/04
- Taça Portugal: 1999/2000, 2000/01 e 2002/03
- Supertaça de Portugal: 2001/02 e 2003/04
- Taça UEFA: 2002/03
- Liga dos Campeões: 2003/04
FC Barcelona
- Campeão Espanhol: 2004/05 e 2005/06
- Liga dos Campeões: 2005/06
- Supertaça de Espanha: 2005/06 e 2006/07
- Vice-campeão do Mundo: 2006

Distinções individuais
- 2003/04: Man of the Match award, da Final da Liga dos Campeões
- 2004: UEFA Best Midfielder Award
- 2004: Melhor jogador europeu do ano para a UEFA
- 2004: terceiro lugar no Prémio FIFA Player of the Year
- 2004: segundo no Ballon D'Or do jornal France Football
- 2006: UEFA Best Midfielder Award
- 2006: Man of the Match award, da Final do Campeonato Mundial de Clubes
FC Porto, 1998/99 a 2003/04, 144 jogos, 33 golos
Barcelona, 2004/05 a 2007/08, 112 jogos, 13 golos
Chelsea, 2008/09 a ???, 2 jogos, 2 golos
Aos 31 anos, depois de uma última época conturbada em Barcelona, a magia de Deco está de volta aos relvados.
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