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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Auto-golos para o SLB


A arbitragem portuguesa esteve debaixo de fogo nas 2 últimas épocas, desde que se soube do seu total controlo pelo SLB. Expressões como "vamos dar-lhe cabo da nota" passaram a ser do conhecimento de todos na forma como o presidente do SLB resolvia os problemas dos árbitros que não beneficiavam o seu clube. Ou pelo menos não beneficiavam da forma como LFV achava que merecia.

Além da introdução do VAR (video-árbitro) pouco mudou: os incompetentes continuam a apitar e os apaniguados do regime benfiquista não foram afastados.

Surgiram ainda testemunhos gravíssimos de três jogadores do Rio Ave que garantem ter sido abordados pelo SLB em 2016 para perderem. Os casos permanecem sob investigação, e sem acusação à vista. Quando ela surgir, muito provavelmente vão ser acusados todos exceto o SLB, como é costume.

E é a partir de eventos muito nebulosos que surge uma curiosidade estatística interessante na Liga: em 2 de 5 jornadas já disputadas, o SLB beneficiou de autogolos de jogadores adversários. Os autogolos representam nesta data 23% do total de golos do SLB.

4ª Jornada Braga x Benfica, 0-4 Dois autogolos de jogadores do Braga: Bruno Viana (51') e Ricardo Esgaio (73')

5ª Jornada Benfica x Gil Vicente, 2-0 Um autogolo do Gil Vicente: Ygor Nogueira (45')
(este Ygor já tinha provocado um penalty aos 10', que acabou por ser defendido pelo guarda-redes gilista...)

Três jogadores a seguir atentamente durante a presente e as próximas temporadas.

terça-feira, 24 de maio de 2016

P.B.E.C.

Nos tempos "quentes" após o 25 de Abril houve uma coisa em Portugal chamada de P.R.E.C.; agora, assistimos no FCP ao P.B.E.C., que é o Processo de Benfiquização Em Curso.

Um processo que começou há já bastantes anos e que se foi acentuando - de forma gradual, mas palautina (aliás, já referi aspectos disso aqui em artigos no passado, com a primeira referência a remontar aos primórdios do RP, já lá vão 8 anos).

Por isto de P.B.E.C. não me refiro à seca de troféus em si, muito embora não deixe de haver certamente uma correlação considerável entre as duas coisas. Não. Refiro-me sim a...

...um clube que começa a tornar-se um cemitério de treinadores, e em que são estes que têm que dar o «peito às balas» sozinhos, até mesmo quando é para falar de assunto fora do terreno de jogo (como o Sistema).

...um clube em que muitas vezes os jogadores dão a clara impressão de pensar que as camisolas ganham jogos, ao ver a forma como entram em campo

... um clube em que adeptos, dirigentes e funcionários abusam de chavões ocos e estéreis (a «mística» no caso deles, o «somos Porto» no nosso)

...um clube que dá a clara impressão de, em várias coisas importantes - como por ex a contratação de jogadores ou treinadores, mas não só - ser gerido «de fora para dentro» e não «de dentro para fora». Seja essam os interesses das Doyens deste mundo, ou dos «Macacos», ou dos Jorge Mendes, ou dos irmãos ou filhos dos administradores e presidente, ou da MEO, etc etc.

...um clube gerido ao sabor do vento aos ziguezagues, em que num ano se contrata um certo tipo de treinador e um ano depois se contrata outro com ideias radicalmente diferentes; em que num ano se aposta forte $$ na contratação de jovens especulando para o futuro (mesmo para posições com «overbooking» de bons jogadores), para no seguinte se apostar antes em imensos empréstimos para tirar rendimento imediato; em que num ano se ignora totalmente a prata da casa, para no ano seguinte dizer que afinal é importantíssima; etc.

....um clube aburguesado na política de comunicação e nos jogos de bastidores.

... um clube com graves fugas de informação (por ex. certas contratações são uma autêntica telenovela na praça pública)

...um clube em que se instituiu a figura oficiosa de «primeira dama» (seja levando a companheira do presidente em comitivas oficiais do clube ao Papa, seja dando-lhe lugar privilegiado na tribuna presidencial, seja mandando bitaites aos jogadores através das redes sociais, seja aparecendo regularmente nas «revistas cor-de-rosa», etc).

...um clube em que adeptos festejam a conquista da 2a Liga com a equipa B como se fosse um grande feito da equipa A.

... um clube em que muitos adeptos se comportam a bem dizer como espectadores de um espetáculo como outro qualquer (ópera, teatro, cinema, etc), e que portanto assobiam ou debandam das cadeiras quando o espetáculo não é de qualidade. Aliás, parece que há uma % não dispicienda de adeptos «das vitórias», principalmente entre os que nasceram depois de meados dos anos 70 (e que se habituaram a ver um FCP dominador).

Sobre o último ponto: penso que muitos «adeptos» deviam meter a mão na consciência, mas... esse problema começa pela Direção, que tem tratado os adeptos há já bastantes anos precisamente como «consumidores de um produto». O apelo e incentivos à participação activa dos sócios e adeptos na vida do clube fora das bancadas é praticamente nulo, para não dizer por vezes negativo - a mensagem que tem passado claramente é que o que interessa é o dinheirinho deles (no merchandising, nos lugares anuais, nas cotas, ...). Ora: se os tratam como «clientes», não se admirem que se comportem cada vez mais como tal.

Para concluir: todos esses pontos são pontos que me habituei a ver no slb (principalmente nas décadas de 80 e 90), mas que hoje em dia vejo mais no FCP. É - acima de tudo - este PBEC que me deixa muito apreensivo para os próximos tempos (até porque um ponto que continua exclusivo do slb é o «colinho»). Mas nada é irreversível... esperemos que quem de direito saiba analizar corretamente a situação e saiba colocar os interesses supremos do FCP acima de tudo o resto. Esperemos que tenham vontade, energia e know-how para tal... e, se eventualmente não tiverem, que saibam dar o lugar a outros.

PS - imagem retirada do excelente site vermelhices.com (extinto, salvo erro)