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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Que fazemos aos nossos míudos?

Bruno Vale, Rui Sacramento, Ventura, Tiago Maia, Kadu, Ricardo Dias, Bruno Alves, André Pinto, João Pedro, Rui Pedro, Nuno Coelho, Tengarrinha, Ivo Pinto, Tiago Ferreira, Paulo Machado, Josué, Nuno André Coelho, Castro, Helder Barbosa, Sérgio Oliveira, Ivanildo, Bruno Gama, Vieirinha, Diogo Viana, Ukra, Atsu, Rabiola, Abdollaye, Yero, Vion, Hugo Almeida...

Em 8 anos o FC Porto fez estrear, em jogos mais ou menos relevantes, 31 filhos do sistema de formação. Uma média de quase quatro “canteranos” por temporada, que não seria má de todo. Mas olhem para a lista outra vez. Com atenção. De todos esses jogadores, só 4 foram internacionais neste período e apenas dois deles, Bruno Alves e Bruno Vale, ao serviço do FC Porto. De todos os 31 só dois (Yero e Vion) estão no plantel desta época e ambos para fazer número, pondo as coisas no seu sitio. A maior parte destes jogadores foi forçada a embarcar numa espiral de empréstimos que esgotaria a paciência a um santo. E hipóteses na primeira equipa, nem vê-las. Muitas promessas, muito dinheiro invertido na requalificação da antiga Constituição e como resultado, um clube nu e destirpado da sua essência, os jogadores da casa. E um clube sem jogadores formados in loco é um clube sem chama interna, sem identidade e, sobretudo, com um excessivo gasto em contratações, comissões e salários que seriam paliados seguramente por uma aposta no producto made in Porto.



Antes que alguns dos leitores habituais venham com a reflexão sobre o pragmatismo da aposta do clube em jogadores nacionais, falando mais na vontade de ganhar já com compras com potencial de venda na América do Sul do que em estar a perder tempo e dinheiro em formar ou até mesmo com o argumento da “xenofobia” com jogadores estrangeiros, que fique claro que a mim importa-me pouco que os miúdos venham do Burkina Faso, da Nova Caledónia ou da Sé. Pessoalmente preferiria que fossem portistas, e hoje em dia para ser-se do Porto já não faz falta ser da Ribeira. A demografia da Invicta também já não permite esses sonhos e muitos dos heróis dos últimos 30 anos vieram do Grande Porto (Leça, Maia, Gaia, Amarante, Vila do Conde, Espinho, Matosinhos) mais do que das próprias ruas da cidade.

A questão é mais importante do que muitos adeptos imaginavam e está na altura de que a direcção do clube e a administração da SAD tomem medidas práticas e não persistam em politicas para tapar os olhos. Não sou seguramente o membro deste painel mais apto para falar de economia mas não é preciso ser um “expert” para analisar a diferença entre comprar um jogador a outro clube (com comissões), formá-lo, vender percentagens a fundos, pagar os seus salários (incluindo comissões por renovar contratos) e depois vender e formar um jogador do zero, pagar um salário evidentemente inferior e vendê-lo com lucro a 100%. Há muito tempo que o FCP abdicou de lucrar a 100% com um negócio por interesses externos ao clube que têm causado sérios problemas nas nossas contas. Por cada Anderson, Pepe, Hulk, Lucho, Lisandro ou Falcao sucedem-se dezenas de erros de casting. Souza, Walter foram os últimos enganos sérios da SAD mas nos últimos anos representam apenas uma gota no oceano.

Durante este período de tempo o FC Porto venceu 2 campeonatos de Juniores, 2 campeonatos de juvenis e 3 campeonatos de iniciados. Isso diz mal do futebol de formação português em geral mas também não explica porque é que uma equipa capaz de coleccionar tantos títulos é incapaz de exportar para a primeira equipa jogadores de nível.

Sou a favor da aplicação da lei 6+5 da UEFA e para adaptar-se a estes tempos e na circunstância actual os Dragões teriam muitos problemas em cumprir a normativa. Como adepto romântico do jogo gosto de sentir alguma identificação com as equipas. Como adepto racional do meu clube gosto de transparência e contas saneadas. Uma aposta clara na formação permite-me desfrutar de ambas. Ninguém me convence que um plantel com Souza, Bracalli, Cebolla Rodriguez, Djalma ou Walter é melhor que um que tenha Castro, Atsu, Ventura, Helder Barbosa, Bruno Gama, Vieirinha ou Palmo Machado, jogadores da casa que pertencem ou já pertencerem aos quadros do clube. Jogadores mais baratos, que sentiriam a “Mistica” do clube provavelmente mais do que as aquisições citadas e, sobretudo, em número suficiente para cumprir qualquer normativa europeia. O clube poupava dinheiro, reforçava o papel do produto da casa e, sobretudo, devolvia a imagem de um clube involucrado com o futebol local.


O FC Porto sempre foi berço de grandes jogadores que chegaram de outras paradas e sempre o será. Mas todos tinham detrás um núcleo duro da casa que desapareceu totalmente como espelho da politica auto-destructiva desta SAD. Começa a ser necessário, especialmente depois dos evidentes problemas de liquidez que o Standard Liège e o Santos fizeram públicos, pensar com mais cabeça no futuro desportivo e económico do clube e menos nos negócios paralelos que têm deixado muita gente na SAD feliz e nos círculos que a rodeiam mas que diminuem consideravelmente o potencial de crescimento e consolidação do clube para a próxima década. Não pode ser um cenário a repetir que o FC Porto arranque para uma nova época sem um único jogador formado em casa ao mesmo tempo que gasta milhões em contratar jogadores que depois nem se revelam opções tácticas regulares.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A culpa não era do Jesualdo


A SAD do FC Porto chegou a acordo com o Braga e emprestou Ukra aos “arsenalistas” do Minho até ao final da época 2011/12. Sendo um dos jogadores menos utilizados por André Villas-Boas, não se pode dizer que tenha sido uma grande surpresa, a não ser a duração do empréstimo (um ano e meio). De facto, independentemente do que Ukra fizer até ao final desta época, e mesmo que a SAD venda algum dos seus avançados/extremos (por exemplo, Cristian Rodriguez ou Hulk), já se sabe que Ukra não entra nas contas de AVB para a próxima época.

Mas, afinal, Ukra tem ou não valor para integrar o plantel do FC Porto?
É algo para o qual a estrutura do FC Porto já deveria ter uma resposta, porque Ukra não é propriamente um jovem desconhecido de 17-18 anos, que esteja em período de adaptação ao futebol profissional. Formou-se nas camadas jovens do FC Porto, é internacional sub-21 e já fez a “rodagem” habitual (nas últimas duas temporadas no Olhanense e na anterior no Varzim). Quando terminar o empréstimo ao Braga terá 24 anos (nasceu em 16 de Março de 1988) e a dúvida que se coloca é se nessa altura regressará ao FC Porto para ficar, ou se servirá para “moeda de troca”.

Já aqui falamos várias vezes da dificuldade de jogadores que passaram pelas camadas de formação se afirmarem no plantel do FC Porto, algo que esta dispensa do Ukra vem de algum modo confirmar. Aliás, sem contar com o caso do Nuno André Coelho, só esta época tivemos mais três situações:
- Após a saída do Nuno Espírito Santo (pôs fim à sua carreira), poderia ter regressado o Ventura (depois de uma época como titular do Olhanense), mas a SAD optou por contratar o Kieszek para 3º guarda-redes;
- Rabiola foi emprestado ao Aves e Orlando Sá ao Nacional, tendo o plantel ficado com apenas dois pontas-de-lança, devido ao falhanço da contratação do Kléber;
- Castro que, supostamente, esta época ia ser uma “grande aposta”, foi emprestado ao Gijon.

Presumo que todas estas decisões tenham sido tomadas pelos dirigentes da SAD, com a concordância do André Villas-Boas. Ora, para quem dizia que a culpa de não haver uma aposta na “prata da casa” era do Jesualdo (acusado de preferir marianos e guarins), não podia haver melhor resposta, os factos falam por si.

De resto, em Janeiro de 2011, que balanço pode ser feito do projecto Visão 611?

P.S.1 Castro e Ukra estavam inscritos na Liga Europa e, com as suas saídas, passamos a não ter ninguém para ocupar as vagas que existem na UEFA para inscrição de jogadores formados no clube.

P.S.2 No plantel actual, há quatro jogadores formados no Sporting - Beto, Rafa, Moutinho e Varela - e nenhum que tenha passado pelas camadas jovens do FC Porto.

P.S.3 Se o Walter fosse português e tivesse passado pelos escalões de formação do FC Porto, ainda estaria no plantel ou em Janeiro teria tido um destino semelhante ao de Castro e Ukra?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O mistério Kieszek

Neste defeso o FCP contratou o guarda-redes polaco Pawel Kieszek (lê-se "Kiejék") ao SC. Braga. Oficiosamente - e excluindo comissões de intermediação - terá custado o passe e direitos desportivos de Hélder Barbosa, não envolvendo verbas numa ou noutra direcção.

Antes de mais, quem é este guarda-redes?

Tem 26 anos, nasceu em Varsóvia e chegou ao Braga há 3 anos, onde passou pelo banco antes de ser emprestado ao Setúbal, tendo depois regressado ao banco do Braga.

Na época passada jogou 3 jogos completos (e zero incompletos), todos na Taça da Liga.

Para mim este negócio é um mistério por três razões:

1)para lutar pela titularidade temos dois bons guarda-redes, de provas dadas, nomeadamente Hélton e Beto; para 3o guarda-redes chega perfeitamente o americano ex-junior (mais: esta posição é ideal para completar a formação de jovens GRs da casa junto dos GRs principais do clube, antes de serem emprestados para ganhar algum "calo").

Supondo por um momento que Hélton é vendido (o que duvido imenso), não me parece que será um GR que (ainda?) não deu fortes indícios de qualidade (em 3 anos fez uma dúzia de jogos e ainda por cima não foi por ser ex-junior...) que fará o mais indicado para colmatar a sua saída.

2) Aos 26 anos não será certamente uma "aposta de futuro". Aliás, para isso temos já o Ventura a "estagiar" na 1a divisão pela 2a época (depois do Olhanense onde fez uma boa época, o Portimonense) e daqui a um ou dois anos terá perfeitamente condições para regressar e lutar pela titularidade, aos 23 ou 24 anos.

3) O não-aproveitamento de H. Barbosa para o plantel principal é um assunto em que os portistas divergem de opinião, e não vou sequer abordar esse ponto; no entanto parece-me que a grande maioria irá concordar comigo em que se esperava que ele valesse certamente mais do que um GR de 26 anos que tem sido suplente no Braga e leva uma dúzia de jogos feitos em 3 épocas.

Confesso portanto que não compreendo esta contratação. Ironicamente, entretanto o guarda-redes que em tempos Pinto da Costa quis contratar foi livre para o Olhanense: falo de Moretto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Porto B e as teorias da conspiração


Antes e depois do último Olhanense x SLB, os benfiquistas catalogaram a equipa de Olhão como sendo um Porto B e, inclusivamente, montaram em torno disso uma teoria de conspiração a que os “ingénuos” e “puros” jogadores encarnados não souberam responder.
Contudo, (re)vendo o jogo, verifica-se que dois dos jogadores do Olhanense emprestados pelo FC Porto estiveram particularmente infelizes.
Que diriam os benfiquistas, e a comunicação social que está ao seu serviço, se contra o FC Porto o Ventura tivesse sofrido dois golos daqueles (o primeiro foi um verdadeiro peru)?
E pior ainda, imagine-se que tinha sido contra os dragões que o Tengarinha tinha falhado o golo da vitória de forma anedótica, precisamente no último minuto do tempo de descontos. Ia ser bonito, caía o Carmo e a Trindade...

A paranóia tem destas coisas mas até para a cegueira há limites.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nuno a titular?



"O Nuno tem três grandes qualidades: é um guarda-redes muito experiente; conhece muito bem o FC Porto e transmite a mística e o sentimento daquele clube; depois, é um jogador respeitado dentro do grupo, ouvido pelos companheiros, o que por vezes facilita, inclusive, a explicação das ideias técnicas. Funciona como extensão do treinador no balneário e é muito importante ter jogadores desses em qualquer equipa"
Carlos Azenha
in O JOGO, 07/10/2008


A exibição do Nuno no último Sporting x FC Porto, transmitindo segurança à equipa (e aos adeptos) e com três ou quatro intervenções decisivas, em que se destacam a saída aos pés de Postiga e a defesa a um cabeceamento do Derlei, só surpreende quem tem andado distraído. Já na época passada, sempre que foi chamado à titularidade, o Nuno correspondeu a 100%, nunca comprometeu a equipa (ao contrário do que aconteceu com o Helton) e na final da Taça de Portugal foi mesmo o melhor jogador do FC Porto, tendo feito várias defesas de grau de dificuldade elevado.

Mas para além do nível exibicional que tem demonstrado dentro das quatro linhas, o Nuno é um dos poucos jogadores sobreviventes do período de ouro 2002-2004 (o outro é o Pedro Emanuel), é uma voz de comando dentro de campo (na linha do Baía) e sabe o que é a mística do FC Porto, algo que é fundamental numa altura em que a equipa está a sofrer profundas alterações.

Contudo, li esta semana num jornaleco de Lisboa (Record) que, independentemente da forma evidenciada por Helton e Nuno nos jogos disputados, Helton irá continuar a ser intocável no campeonato e na Champions e que ao Nuno restam os jogos da Taça da Liga e da Taça de Portugal.

Eu não dou muita credibilidade a escribas de jornais anti-Porto e muito menos acredito (não quero acreditar!) que haja intocáveis na equipa do FC Porto. Aliás, da mesma maneira que na 2ª volta da época 2005/06 o Helton conquistou a titularidade ao Baía com todo o mérito, também agora o Nuno demonstrou que é o guarda-redes em melhor forma e, por isso, deve ser ele o titular.
Se assim não fosse, para além de estar a prejudicar a equipa, o treinador estaria a passar uma mensagem errada para o balneário, ou seja, que há jogadores de 1ª e de 2ª no plantel, e que a uns está reservado o estatuto de titulares independentemente dos treinos e dos jogos.


Mais. Sabendo (como tenho a certeza que sabe) do sentimento e opinião da esmagadora maioria dos adeptos portistas sobre este assunto, se colocar o Helton a titular nos próximos jogos Jesualdo irá estar a correr um enorme risco, porque à menor falha é muito provável que o internacional brasileiro seja ruidosamente assobiado em pleno Estádio do Dragão. Também por isso, e para além de tudo o resto já referido, seria uma enorme estupidez por parte do Jesualdo correr o risco de queimar um guarda-redes com a categoria do Helton.

O Jesualdo, como treinador de uma equipa de topo, pode ter muitos defeitos (e tem alguns), mas não é estúpido e não acredito que enverede por este caminho. Acredito, isso sim, que irá manter o internacional português como titular (para quando uma nova chamada à Selecção Nacional?) e que no próximo jogo oficial, contra o Sertanense, irá dar uma oportunidade ao Ventura, para que o promissor guarda-redes some alguns minutos em competição.



Em resumo e respondendo à questão que serve de título a este artigo: Nuno a titular?

Evidentemente que sim, nem admito outra possibilidade para os próximos jogos (Dínamo de Kiev e Leixões), com ou sem torcicolos.
A mesma opinião têm a esmagadora maioria (92%) dos participantes num inquérito que O JOGO promoveu sobre este assunto. Dos mais de 1000 participantes no inquérito, apenas 108 são favoráveis à titularidade de Helton.

Não está em causa a categoria do Helton, que é, sem dúvida, um guarda-redes de top (não foi por acaso que "destronou" o Baía e que chegou a titular da Selecção do Brasil). Contudo, nesta altura, o Nuno está em melhor forma e não há dúvida que dá mais garantias. Por outro lado, estou convencido que se o Helton sentir que o lugar está em perigo, irá ter uma atitude diferente, com mais concentração, de modo a justificar o regresso à titularidade.


Nome completo: Nuno Herlander Simões Espírito Santo
Data de nascimento: 25 de Janeiro de 1974 (34 anos)
Naturalidade: São Tomé, São Tomé e Príncipe
Altura 1.88m

Destaques:

Contratado pelo FC Porto em Julho de 2002, integrado na venda de Jorge Andrade ao Deportivo da Corunha (na altura o seu passe foi avaliado em 3 milhões de euros).

Substituiu Vítor Baía durante a Taça Intercontinental contra o Once Caldas, em Dezembro de 2004.

Foi transferido para o Dínamo de Moscovo em Janeiro de 2004 e regressou ao FC Porto em 2007/08.

Ao longo de cinco épocas - 2002/03, 2003/04, 2004/05, 2007/08 e 2008/09 - defendeu a baliza do FC Porto em 37 partidas, repartidas por todas as competições oficiais.

Fotos: Record, Maisfutebol

domingo, 14 de setembro de 2008

Os Sub-21 do FC Porto

Ao perder com a Inglaterra em Wembley, por 0-2, a Selecção Nacional de Sub-21 hipotecou desde logo as possibilidades de se apurar para o play-off de qualificação do Europeu de Sub-21 que se vai disputar no próximo ano.
Na passada terça-feira veio a confirmação dessa ausência, na sequência de mais uma má exibição e do empate em casa (2-2, depois de estar a ganhar por 2-0) contra a Irlanda.

Apesar destes dois jogos, em que desiludiu e ficou muito abaixo das expectativas, a Selecção de Sub-21 reúne um conjunto de jogadores promissores (alguns são quase certezas), entre os quais se destaca um lote alargado com vinculo contratual à FCP SAD.
Quem são?

Nuno André Coelho
Nome completo: Nuno André da Silva Coelho
Data de nascimento: 07/01/1986 (22 anos)
Altura: 1,90m
Posição: Defesa-central
Formação: Penafiel (concluída no FC Porto)
Clubes: FC Porto B, Maia, Standard de Liége, Portimonense, Estrela da Amadora

Castro
Nome completo: André Castro Pereira
Data de nascimento: 02/04/1988 (20 anos)
Posição: Médio Centro (médio defensivo)
Formação: no FC Porto desde os Infantis
Curiosidades: Sócio do FC Porto desde os 3 anos de idade
Clubes: FC Porto, Sporting Clube Olhanense


Pelé
Nome Completo: Vítor Hugo Gomes Passos
Data de Nascimento: 14-09-1987 (21 anos)
Altura: 1,87m
Posição: Médio defensivo
Formação: Salgueiros, Benfica, V. Guimarães
Clubes: V. Guimarães, Inter Milão, FC Porto
Contrato: 2011/12

Paulo Machado
Nome completo: Paulo Ricardo Ribeiro Jesus Machado
Data de nascimento: 31/03/1986 (22 anos)
Posição: Médio Centro
Clubes: FC Porto B, FC Porto, Estrela da Amadora, União de Leiria, Leixões, Saint-Etienne
Contrato: 2009/10


Vieirinha
Nome completo: Adelino André Vieira Freitas
Data de Nascimento: 24/01/1986 (22 anos)
Altura: 1,71m
Posição: Extremo direito/esquerdo
Formação: Vitória de Guimarães, FC Porto (foi contratado pelo FC Porto ainda com idade de júnior)
Clubes: FC Porto B, FC Marco, FC Porto, Leixões, PAOK Salónica
Contrato: 2009/10

Bruno Gama
Nome completo: Bruno Alexandre Vilela Gama
Data de nascimento: 15/11/1986 (22 anos)
Posição: Extremo (mas na formação jogava como ponta-de-lança ou como "número dez")
Formação: Sporting de Braga (a FCP SAD contratou-o por 750 mil euros mais o passe do Cândido Costa)
Curiosidades: No dia 10 de Abril de 2004, com apenas 16 anos, estreou-se no campeonato português, substituindo Castanheira a 26 minutos do final da partida. O treinador do Braga era Jesualdo Ferreira.
Clubes: Braga, FC Porto B, Braga, Setúbal


Hélder Barbosa
Nome completo: Hélder Jorge Leal Rodrigues Barbosa
Data de nascimento: 25/05/1987 (21 anos)
Posição: Extremo Esquerdo
Formação: FC Porto
Clubes: FC Porto B, FC Porto, Académica, FC Porto, Trofense

Candeias
Nome completo: Daniel João Santos Candeias
Data de Nascimento: 25/02/1988 (20 anos)
Altura: 1,77m
Posição: Extremo
Clubes: Varzim, FC Porto
Contrato: 2012/13


Nuno Coelho
Nome completo: Nuno Miguel Prata Coelho
Data de nascimento: 23/11/1987 (20 anos)
Altura: 1,83m
Posição: Médio-centro (médio-defensivo)
Formação: Sporting da Covilhã (contratado pela FCP SAD em Janeiro de 2005
Curiosidades: Com idade de juvenil (16 anos) era titular do Sporting da Covilhã, que disputava então a Segunda Divisão B
Clubes: Sporting da Covilhã, FC Porto B, União de Leiria, Portimonense

Ventura
Nome completo: Hugo Ventura Ferreira Moura Guedes
Data de nascimento: 14/01/1988 (20 Anos)
Altura: 1,88m
Posição: Guarda-Redes
Clubes: FC Porto
Curiosidades: No FC Porto desde os 10 anos, Ventura acumulou vários prémios em torneios, entre os quais se destaca o de melhor guarda-redes da Nike Cup 2003, em Sub-15. O guardião viu também ser-lhe atribuído o Dragão de Ouro para Atleta Revelação do Ano de 2006.



Todos estes jogadores são (foram) presença assídua nas selecções nacionais ao longo dos escalões jovens (Sub-16, Sub-17, ..., Sub-21), o que significa que foram considerados os melhores jogadores portugueses em diferentes ocasiões e por diversos seleccionadores nacionais.
Contudo, com a previsivel excepção de Pelé, que chegou ao FC Porto no âmbito do negócio Quaresma (veio do Inter, carago!) avaliado em 6 milhões de euros e, por isso, tem outro estatuto, quantos destes jovens promissores terão uma verdadeira oportunidade para se imporem no FC Porto?

Ao contrário do que acontecia nos anos 80 e início dos anos 90 (relembro os casos de João Pinto, Jaime Magalhães, Bandeirinha, Quinito, Semedo, Fernando Couto, Baía, Domingos, Jorge Couto, Folha, Secretário, Jorge Costa, Rui Filipe), parece que no século XXI ser da "prata da casa" é um ónus que prejudica a afirmação de jovens jogadores na equipa principal. Alguns até já fizeram parte do plantel - Paulo Machado, Bruno Gama, Vieirinha, Castro e Hélder Barbosa - mas não se pode dizer que jogar meia-dúzia de minutos em dois ou três jogos seja uma verdadeira oportunidade.
Parece-me óbvio que não há para estes jogadores a mesma paciência e benevolência de avaliação que existe para jogadores vindos do outro lado do Atlântico, para quem os responsáveis não se cansam de dizer que é preciso dar-lhes tempo para eles se adaptarem...

Naturalmente, nem todos terão espaço e a qualidade necessária para se imporem num clube com as exigências do FC Porto, mas a ideia que fica do que se viu nos últimos anos é que estes jovens jogadores da formação portista, apesar de serem dos melhores de Portugal, estão "condenados" a não convencerem o(s) treinador(es) do FC Porto e, ano após ano, a continuarem a ser emprestados. Para além de ser uma pena, é um enorme desperdício.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Guarda-Redes

O plantel do FCP da época 2007/2008 conta com os guarda-redes Helton, Nuno e Ventura.



Até ao dia da publicação deste artigo, este três jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Helton

22

07

00

00

01

00

Nuno

03

01

01

01

00

04

Ventura

00

00

00

00

00

10



Esta época o Helton sofreu uma lesão que o impediu de participar em alguns jogos do Campeonato e da Liga dos Campeões (3+1), tendo sido substituído pelo Nuno que conseguiu sempre fazer exibições seguras e dar tranquilidade à equipa. O Ventura, uma aposta no futuro, foi sempre considerado o terceiro guarda-redes tendo participado (até ao momento) apenas na Liga Intercalar de modo a ganhar experiência e ritmo.

Apesar de algumas críticas de que tem sido alvo nas últimas épocas, sendo-lhe imputadas responsabilidades em várias derrotas da equipa (Chelsea em 2006/2007, Shalke04 e Sporting em 2007/2008), vejo no Helton valor suficiente para ser o titular da baliza do FC Porto. É seguro entre os postes, é bom a sair dos postes a "fazer a mancha", joga bem com os pés (apesar de ser conhecido por provocar uns enfartes nos adeptos quando decide fintar um avançado), sendo o seu único ponto a rever o jogo aéreo quando precisa de sair dos postes a cruzamentos.

O Nuno é um guarda-redes com grande experiência. Já tinha estado anteriormente no FC Porto e regressou para ser uma alternativa credível a Helton (tal como o tinha sido a Vitor Baia). É um guarda-redes que, sem ser exuberante, consegue ser eficaz.

Ventura é ainda um miúdo do qual a maioria dos adeptos não tem praticamente qualquer informação. Veio das camadas jovens do clube, e até ao momento vai ocupando o posto de 3º guarda-redes.

De um modo geral acho que os guarda-redes estiveram bem esta época, e que se os pudermos manter para a época vindoura, estaremos bem servidos nesta posição.