sábado, 14 de abril de 2012

As vontades não se moldam


A gesticulação descontrolada que Álvaro Pereira perpetrou quando verificou o seu número exibido na placa de substituições ao minuto 63 em Braga, fez-me trazer à ideia as muitas e calorosas discussões entre nós, adeptos portistas, sobre qual o modelo de gestão mais sustentável para a SAD nas épocas imediatamente seguintes onde se ganhou tudo o que havia para ganhar. Manter tudo ou renovar, é pois, um dilema eterno.

Um dos factores mais apontados pelo pesadelo vivido no “ano horribilis” de 2005, após a partida de Mourinho, foi o desbaratar de grande parte do plantel de sucesso, em especial os elementos que sustentaram as conquistas gloriosas de 2003 e 2004, deixando a equipa à mercê dos que não conseguiram bilhete de embarque, e seus baixos humores por verem a sua carreira e carteira não evoluir como os que se foram. Pressão sobre treinadores, as suas escolhas, indisciplina dentro do campo e fora dele, de tudo se viu ao longo desse período.

A inesperada partida de Villas-Boas no fim da época passada adensou as dúvidas sobre a ambição de Pinto da Costa em segurar o seu conjunto ganhador e, apesar de muita cobiça (e muitos escritos, também), salvou-se quase todo o recheio da casa, sucumbindo apenas Falcão após um negócio mais vistoso do que lucrativo pareceu ser. Entre todas as figuras proeminentes da equipa as declarações de interesse em sair não foram uniformes, mas constata-se que aqueles que mais ambicionavam e mais próximos estiveram de partir, são, simultaneamente, os que sofreram uma abrupta quebra no rendimento desportivo.



As portas de saída foram abertas a alguns elementos no passado mês de janeiro. Agora parece estar a ser mostrado o mesmo caminho a Rolando e Álvaro Pereira. Naturalmente, além da desmotivação refletida em campo, que não nos permite traduzir o número de pontos extraviados em campo – mas foram alguns, certamente - provavelmente haverá maior dificuldade da administração da SAD em vir a conseguir obter um encaixe financeiro desejado por estes atletas.

Um “produto” que era apelativo e com um potencial de retorno económico elevado, transformou-se desinteressante, tudo porque as aspirações dos jogadores, na sua ótica, não lhes foram atendidas. O nosso mercado é o que temos, curto, de imagem limitada e bolsa rota. Lá fora, aos jogadores lhes espera tudo isto em ponto grande. E não há volta dar, por mais prestígio que tenha e mais títulos que ganhe, o FC Porto estará umbilicalmente ligado à sua realidade. E se essa realidade tornar-se pequena para todos os que servem o clube, então melhor será indicar-lhes o seu caminho, antes que a sua ambição delapide a nossa.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O apito encalhado

I. Os factos…
… de acordo com o relatado na comunicação social.

Paulo Pereira Cristóvão nasceu em Lisboa. Em 1991 entrou para os quadros da Polícia Judiciária de onde saiu no início de 2007, tendo fundado uma empresa de Business Intelligence.

Em 2009 candidatou-se à presidência do Sporting, mas perdeu para José Eduardo Bettencourt.

Há um ano atrás, Paulo Pereira Cristóvão integrou a lista de Godinho Lopes para as eleições do Sporting, após as quais passou a ser vice-presidente do clube leonino.


José Cardinal tem 45 anos, é árbitro desde 1990/91, e está filiado na Associação de Futebol do Porto. É também árbitro assistente internacional, tendo estado na fase final do Euro 2004 e do Mundial 2010.

O árbitro auxiliar José Cardinal era um dos elementos da equipa de arbitragem nomeada para o Sporting x Marítimo, dos quartos-de-final da Taça de Portugal 2011/12.

Uns dias antes dos leões receberem os madeirenses em Alvalade, foram depositados dois mil euros em notas numa conta bancária de José Cardinal, numa agência da Madeira (de acordo com o referido na comunicação social, o depósito foi efetuado por um funcionário de uma das empresas do vice-presidente do Sporting – a Primuslex - o qual terá sido filmado por câmaras de vigilância dos aeroportos de Lisboa e do Funchal e da agência bancária).

José Cardinal foi substituído pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, tendo sido invocadas razões de ordem pessoal para a ausência do árbitro assistente.

O jogo decorreu a 22 de Dezembro de 2011 e o SCP venceu por 3-0.
Ao intervalo, quando o árbitro Artur Soares Dias se dirigia para o balneário, foi abordado pelo vice-presidente do Sporting à entrada para o túnel. O árbitro apontou para Pereira Cristóvão, o qual foi identificado por um agente da PSP que se encontrava no local.


No final do encontro, o treinador do Marítimo, queixando-se da atuação da equipa de arbitragem dirigida por Artur Soares Dias, fez o seguinte comentário: “Se calhar, o melhor é fazer como o senhor Cardinal e ficar em casa”.

No dia 12/04/2012, três dias depois do SCP ter derrotado o slb em Alvalade (num jogo dirigido por… Artur Soares Dias!), inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ realizaram buscas em vários locais, entre os quais instalações da SAD do Sporting e do Sporting Clube de Portugal (segundo a comunicação social, as buscas também abrangeram as empresas, a casa e residências de familiares de Paulo Pereira Cristóvão e de Rui Martins, ex-líder de uma das claques do Sporting, e o funcionário que fez o depósito de dois mil euros na conta bancária de José Cardinal).

Em resultado das diligências efetuadas, a PJ recolheu prova suficiente que permitiu a constituição de vários arguidos, um dos quais o vice-presidente do Sporting.


«O Sporting Clube de Portugal informa que o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão solicitou, ao presidente do conselho diretivo, a suspensão do seu mandato, a qual foi aceite com efeitos imediatos»
Comunicado, 12/04/2012

A edição desta sexta-feira do Correio da Manhã revela que o vice-presidente do Sporting aproveitava os serviços das suas empresas de segurança e investigação para recolher informações – algumas alegadamente através de escutas ilegais – e depois fazer chantagem sobre os árbitros.


Rogério Alves, ex-presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting e da SAD leonina, confirmou será o advogado do vice-presidente do Sporting neste caso.


II. A história…
… da “carochinha” que está a ser contada.

Conforme se percebe da descrição dos factos já conhecidos, o Sporting não tem rigorosamente nada a ver com o caso.

A situação é muito simples de explicar. Através de uma denúncia anónima, o presidente do Sporting recebeu um dossier (dossier? onde é que eu já ouvi isto?), com uma carta e um talão correspondente a um depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal, depósito esse efetuado dias antes do jogo entre o Sporting e o Marítimo para a Taça de Portugal. Como não tinha nada a ver com o caso, a direção do Sporting comunicou esta denúncia a-n-ó-n-i-m-a ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol que, por sua vez, deu conhecimento à Procuradoria-Geral da República e Polícia Judiciária.

Entretanto, veio-se a saber que o ex-inspetor da PJ Paulo Pereira Cristovão estava envolvido na marosca, mas era "apenas" suspeito de ter montado uma armadilha ao árbitro assistente José Cardinal (não de o querer corromper), depositando-lhe a módica quantia de dois mil euros na conta bancária, no que terá agido em colaboração com um funcionário da sua empresa e um outro colaborador. Conforme é óbvio, mas convém repetir, o Sporting não tem nada a ver com o caso.

Godinho Lopes, Luís Duque e todos os restantes dirigentes leoninos nada sabiam desta "generosidade" do ex-inspetor da PJ para com os árbitros e foram apanhados completamente de surpresa. O Sporting reafirma que não tem nada a ver com o caso.


O que está em causa é uma ação do individuo Paulo Pereira Cristóvão.
Só aparentemente é que o ex-inspetor da PJ Paulo Pereira Cristóvão e o vice-presidente do Sporting Paulo Pereira Cristóvão são a mesma pessoa.
O Sporting não pretendia retirar qualquer benefício, seja desportivo ou outro, decorrente desta situação.
Em causa não está o presidente Godinho Lopes e muito menos a instituição Sporting.
Em causa não está a justa luta do Sporting contra o “Sistema”, a qual irá continuar... pelo menos até o Sporting voltar a ser campeão à moda de Campo Maior.


III. As consequências…
… criminais, desportivas, morais e de imagem.

Os factos pelos quais é indiciado e constituído arguido o vice-presidente do Sporting, a meu ver, não consubstanciam nenhuma das infrações disciplinares previstas no regulamento disciplinar da FPF e não poderão levar à imputação ou à aplicação de qualquer sanção disciplinar ao Sporting
José Manuel Meirim, TVI


O crime de denúncia caluniosa qualificada está previsto no artigo 365.º Código Penal e é punido com prisão até três anos ou pena de multa.


«Os sportinguistas sempre sentiram particular orgulho pelo facto de o seu clube nunca ter estado envolvido em escutas e apitos dourados. Ontem [12/04/2012], esse sentimento sofreu profundo abalo com a notícia de que um vice-presidente do Sporting foi constituído arguido no âmbito de um processo de investigação relacionado com um árbitro. Independentemente do que acontecer no futuro, há um anátema que fica pela presença da Polícia Judiciária em Alvalade. A situação é irreversível»
Antonio Magalhaes, Record, 13/04/2012


«O "caso Cardinal" é uma facada profunda na direção do Sporting.
Vai fazer sangrar o coração do leão. Pode estar aqui em causa uma sanção desportiva pesada mas pior é mesmo a sanção moral.
O Sporting foi até aqui o clube paladino da verdade desportivo e não precisou de constituir assistentes fantasmas ou de recorrer ao YouTube.
Um vice-presidente operativo e ativo está no centro da fogueira. Tudo indica também que foi ele o pirómano. Não atuou certamente por conta própria, tal como as primeiras provas reunidas indicam.
Só resta um caminho a esta direção do Sporting eleita por um punhado de votos: demitir-se.»
Eugénio Queirós, Record, 13/04/2012


P.S. O título deste artigo não tem nada a ver o processo de corrupção “Paquetes da Expo” (fretamento pela Parque Expo SA de navios-hotel para alojar supostos visitantes da EXPO-98).

Armadilha do "clube diferente"?


Vice-presidente do Sporting e um funcionário da sua empresa constituídos arguidos no caso do árbitro do Porto [edit: árbitro auxiliar José Cardinal].

A Polícia Judiciária efetuou esta quinta-feira buscas às instalações do Sporting no âmbito de uma investigação de crime de denúncia caluniosa qualificada, informou hoje o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

"Houve hoje buscas às instalações da SAD do Sporting e às instalações do Sporting Clube de Portugal, no âmbito de uma investigação de crime de denúncia caluniosa qualificada", de acordo com uma informação prestada pela 9.ª secção do DIAP de Lisboa.

De acordo com a mesma fonte, "foram constituídos dois arguidos, um dos quais é vice-presidente do Sporting", ou seja, Paulo Pereira Cristóvão, sendo que o outro será um funcionário da sua empresa. Os inspetores da PJ suspeitam que Paulo Pereira Cristóvão terá concebido uma "armadilha" ao árbitro assistente.

O crime de denúncia caluniosa qualificada está previsto no artigo 365.º Código Penal e é punido com prisão até três anos ou pena de multa.

A investigação começou por ser a um possível caso de corrupção do auxiliar José Cardinal, noticiado na quarta-feira pelo DN em primeira mão, depois de o árbitro ter recebido na sua conta bancária 2000 euros em notas a poucos dias do encontro entre Sporting e Marítimo, dos quartos de final da Taça de Portugal.

DN, 12/04/2012

Entretanto, e também segundo o DN, Paulo Pereira Cristóvão pediu a suspensão do mandato, na sequência do “caso José Cardinal”, justificando a sua decisão com os “superiores interesses” do Sporting.

Estou pasmado. Como é que se pode sequer aventar a hipótese do Sporting, um "clube diferente", ter preparado uma armadilha a um árbitro? Isso é impensável!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Manha nada querido para Jesus

«Como nos negócios, o sucesso em alta competição mede-se por resultados (...)
Dentro de poucos dias, a temporada benfiquista completa-se com a final da Taça da Liga, repetindo a desconsolada despedida de Coimbra, a tornar-se um clássico para quem tanto promete (...)
Pode parecer extemporâneo, mas a menos de dois meses do final da época, os responsáveis do clube têm de ser rápidos e precisos a definir a opção de futuro. Precisam considerar se Jorge Jesus tem capacidade e margem de confiança para uma quarta temporada (...)
Depois do que se assistiu nas últimas semanas, o ciclo terá chegado ao fim. Jesus deixou cair a equipa e não mostra capacidade para a reerguer (...). A máquina implacável e profícua da estação outono-inverno tornou-se na mais previsível e improdutiva, repetindo jogos sobre jogos sem capacidade de fazer golos: nas últimas cinco saídas da Liga ficou quatro vezes em branco (Guimarães, Coimbra, Olhão, Alvalade). As sucessivas derrotas são indisfarçáveis e o assomo dos últimos minutos em Londres, numa partida em que podia ter sido goleado, apenas ajudou a ganhar algum tempo, embora já sem a ilusão das “notas artísticas”.
Em fundo deste desmoronamento brutal vai subindo o tom da queixa das arbitragens e a denúncia de conspirações tenebrosas, completamente fora de tom quando se trata do principal apoiante do atual poder federativo e de um clube recentemente galardoado pela UEFA com a benesse máxima de emprestar o palco ao jogo europeu do ano. Não se pode estar simultaneamente dentro e fora do sistema, não se pode ter um orçamento de 50 milhões e só perceber que o futebol é um negócio quando chega a fatura.»
João Querido Manha, Record, 11/04/2012


No futebol passa-se de bestial a besta (e vice-versa) num instantinho e, por isso, não me surpreende que o Querido Manha, jornalista benfiquista (e anti-portista!), escreva uma crónica neste tom e tendo o atual treinador do slb como alvo a abater.

Pois eu, acerca do treinador Jorge Jesus, continuo a pensar o mesmo: é (sempre foi) muito mais garganta que resultados.
E assusta-me ouvir alguns adeptos portistas dizer que, no caso de o "mestre da tática" ser despedido do slb, poderia ser uma opção a considerar, para substituir Vítor Pereira no comando técnico da equipa do FC Porto. Suspeito que a única coisa em que íamos melhorar era na animação das conferências de imprensa…

Cardinal e o "circo"

«Um depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal, dias antes de um jogo entre o Sporting e o Marítimo para a Taça de Portugal, está na origem de uma investigação da Polícia Judiciária. A notícia foi avançada nesta quarta-feira pelo Diário de Notícias, referindo que o Sporting recebeu uma denúncia anónima e comunicou o caso à Federação Portuguesa de Futebol que, por sua vez, o encaminhou para a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Judiciária. (...)
O mesmo jornal diz que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ está a investigar se o património de José Cardinal é compatível com os seus rendimentos.»
PÚBLICO, 11/04/2012

«Um ato de vingança da ex-companheira de José Cardinal levou à denúncia, feita por esta, ao Sporting e, posteriormente, à PJ, da existência de um depósito de dois mil euros na conta do árbitro auxiliar, dois dias antes do confronto entre leões e o Marítimo da Taça de Portugal. Em causa estão suspeitas de corrupção desportiva. (...)
De acordo com informações recolhidas pelo JN, a "queixa" consta de uma carta anónima datilografada, foi feita ao Sporting que a encaminhou para a Federação e a PJ. A investigação está entregue à Unidade de Combate à Corrupção e começou em dezembro, pouco depois do encontro (22 desse mês), tendo já sido ouvidas várias pessoas e determinada a origem da denúncia.»
JN, 12/04/2012

«Judiciária investiga suspeitas de corrupção no escalão maior do futebol português. Toda a história no CM.»
Correio Manhã, 12/04/2012


A investigação começou em dezembro? E ainda não foi possível associar o FC Porto? Não promete grande coisa...

Isto é assim, se conseguirem associar a esta investigação (?) dirigentes do FC Porto, com especial destaque para Pinto da Costa, a coisa tem pernas para andar e teremos "circo". Senão, quase de certeza que terá o mesmo destino das escutas de Luís Filipe Vieira ("eu estou a fazer isto por outro lado") e de José Veiga ("sr. presidente, era mais um favorzinho...").

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os amigos de Carlos Daniel

Quando fui convidado para fazer o Zona Mista, as pessoas que me contactaram sabiam qual a minha tendência clubística
João Gobern, PUBLICO, 04/04/2012


«Não me peçam, nem agora nem nunca, que não festeje um golo do Benfica. Faço-o há muitos anos, desde que me reconheço como gente. (…)
Festejei o golo no enquadramento errado. Se não tivesse consciência plena desse deslize, não tinha posto o meu lugar no “Zona Mista” à disposição ainda antes de as campanhas orquestradas chegarem ao seu destino. Ou seja, tenho consciência de que errei. (…)
Foi infeliz o gesto? Sim. Foi desajustado? Sim. Foi tudo um grande azar? Quero continuar a pensar que sim. Mas não posso sequer garantir, para ser sincero, que não voltaria a fazer-me o mesmo, de uma forma espontânea e não premeditada. (…)
Tendo reconhecido o erro, tendo lamentado o sucedido, há uma pessoa que me obriga a ir mais longe. Por ter apostado em mim quando nada o obrigava, por me ter brindado com este desafio e porque o capítulo final é tão murcho, resta-me pedir desculpas ao meu amigo Carlos Daniel. Garantindo-lhe que há casos em que a memória funciona mesmo.»
João Gobern, Facebook, 07/04/2012


Eu já suspeitava que o convite feito ao João Gobern, para ser comentador na RTP, tinha partido do benfiquista mais famoso de Paredes, mas nada como ser o próprio Gobern a confirmá-lo.

Aliás, não me custa a acreditar que também tenha sido ideia de Carlos Daniel, o convite para um dos árbitros preferidos de Luís Filipe Vieira (Paulo Paraty) passar a ser comentador de arbitragens na RTP.

Evidentemente, o Carlos Daniel tem todo o direito de ser benfiquista e de ter pertencido ao núcleo inicial que fundou a casa do slb de Paredes, mas ao jornalista da RTP, com responsabilidades na RTP Porto e que já pertenceu à Direção de Informação da RTP, pede-se alguma contenção.

Ora, até para defesa do próprio e da sua imagem, Carlos Daniel deveria evitar qualquer envolvimento em convites de amigos seus benfiquistas para a RTP (já nem falo nos almoços com o treinador do slb no restaurante do conhecido Barbas). Até porque, convém não esquecer um “pequeno pormenor”: a RTP ainda é uma empresa do Estado (paga por todos os contribuintes!) a qual, supostamente, presta um serviço público.

P.S. Quando o Carlos Daniel despe a camisola do slb e tira os óculos encarnados, eu até gosto de ouvir as análises e comentários que faz aos jogos de futebol. É pena fazê-lo poucas vezes.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

A “classificação dos penalties”

Ao fim de 26 jornadas, e numa semana em que a comunicação social do regime irá falar muito de penalties, o meu contributo para esta discussão é chamar à atenção para o topo da “classificação dos penalties” assinalados (a favor), o qual é composto pelas seguintes equipas:

SCP: 8 penalties
Gil Vicente: 8
slb: 7
FC Porto: 5
SC Braga: 5
Paços Ferreira: 5

Só surpreende que o Gil Vicente se esteja a intrometer num “campeonato” que costuma ser disputado entre os eternos rivais da 2ª circular.

terça-feira, 10 de abril de 2012

O mestre da “tática da avestruz”

Em menos de dois meses, desde o dia 16 de Fevereiro (jogo em São Petersburgo) até ontem, o slb sofreu seis derrotas e cedeu dois empates. E, centrando a análise no campeonato, nos últimos oito jogos (da 19ª à 26ª jornada) as “águias” perderam 13 dos 24 pontos em disputa (54%), abrindo uma autoestrada para que o FC Porto, longe dos seus melhores dias, possa revalidar o título de campeão nacional.

Os números recentes dos encarnados são claros mas, felizmente, a maioria dos benfiquistas preferem a “tática da avestruz” e recusam-se a ver aquilo que é óbvio. Como portista, e apesar da liderança, estou apreensivo com várias limitações e situações por resolver na equipa do FC Porto, mas é um descanso ouvir o treinador do principal rival a desbobinar a cassete da arbitragem sempre que não consegue ganhar. Foi o caso do derby lisboeta de ontem.

Num jogo em vieram ao de cima as evidentes limitações físicas da equipa encarnada (apesar do seu último jogo ter sido cinco (!) dias antes e terem tido mais 24 horas de descanso que o seu adversário);
num jogo em que a dupla de centrais andou à deriva, Javi Garcia ofereceu um golo (que Wolfswinkel desperdiçou) e Djaló foi promovido a “arma secreta”;
num jogo em que o melhor jogador em campo foi, de longe, o guarda-redes Artur;
num jogo em que o inexperiente ex-treinador dos juniores do SCP (Sá Pinto) deu uma lição ao catedrático “mestre da tática” (o mesmo já tinha acontecido com Vítor Pereira, no slb x FC Porto);
num jogo em que o resultado justo teria sido uma vitória por 3 ou 4 golos de diferença dos esforçados rapazes de Alvalade, tantas foram as oportunidades de golo flagrantes;
é hilariante ver treinador, jogadores, comentadores e adeptos benfiquistas indignados, clamando que tudo seria diferente se tivesse sido assinalado um penalty a seu favor (ignorando o que a equipa não fez nos 89 minutos que ainda faltava jogar).

Ora, se ao longo do campeonato o slb tivesse acumulado razões de queixa reais, ainda se podia perceber (em parte) este choradinho mas, falando de penalties, basta recordar os quatro que ficaram por assinalar contra o slb, nos jogos que disputaram com os outros candidatos ao título.

slb x SCP
Minuto 48: Na sequência de um livre, Jardel abraça e derruba Onyewu na grande área encarnada.


É incrível como o árbitro não marcou aquele penalti sobre o Onyewu! Se aquilo não é penalti, por amor de Deus
Domingos Paciência, treinador do SCP

«O Tribunal do jornal O JOGO, composto pelos ex-árbitros Jorge Coroado, Pedro Henriques e Paulo Paraty, foi unânime ao afirmar que João Capela, no seu primeiro dérbi, teve pontos positivos mas falhou redondamente no minuto 48, ao deixar passar em claro um derrube de Jardel a Onyewu, na área encarnada.»
in O JOGO




slb x FC Porto
Minuto 81: Na sequência de um canto marcado por Hulk, Cardozo controla a bola com os dois braços, quase como se estivesse a embalar a redondinha. Pedro Proença estava de frente, viu perfeitamente, mas não quis assinalar o consequente penalty.

slb x SC Braga
Minuto 73: Javi García empurra Lima e depois agarra-lhe a camisola em plena área encarnada. João Ferreira mandou seguir.

SCP x slb
Minuto 26: Garay, com o braço, empurra e desequilibra Wolfswinkel, fazendo-o cair na grande área encarnada.


Enfim, por tudo isto (e não só), para nós, portistas, é muito bom que os benfiquistas continuem a idolatrar o “mestre da tática” e depois, no final dos jogos, se queixem dos árbitros, do “Sistema”, de bruxarias, do Pinto da Costa, do Platini, etc. Aqui que ninguém nos ouve, acho até que devemos incentivar esse tipo de discurso…

P.S. «Jorge Jesus é o melhor treinador que o Benfica teve nos últimos 15 anos. (…) Jorge Jesus terá defeitos, como todos, terá até coisas em que pode melhorar, mas não lhe reconhecer que revolucionou para melhor o futebol do Benfica é de uma injustiça que não aceito, e falta paciência para alguns intelectuais de pacotilha. (…) Eu assumo a minha admiração pelo treinador de futebol Jorge Jesus que não espero que ganhe o Nobel da literatura, mas sei que tudo fará para pôr o Benfica campeão.»
Sílvio Cervan, A Bola, 7 de Outubro de 2011

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Contas de cabeça

Quatro jogos para acabar esta liga tão deprimente e parece que só um cataclismo universal impedirá um bicampeonato que em Agosto parecia evidente que era nosso e que ao longo de todo o ano provavelmente nem a direcção da SAD acreditou ser possível.

A matemática é clara e mesmo perdendo um jogo ou empatando dois destes quatro por jogar, este FC Porto é campeão nacional. Isto se o clube que agora se queixa dos árbitros da Europa para defender os do burgo, vencer todos os jogos, o que sinceramente me provoca muitas dúvidas.

Depois de viver o ano com o coração nas mãos, da péssima época nas provas europeias, da pior gestão desportiva da história da SAD, entra mais um troféu para museu por construir e o treinador mais contestado da história do clube - talvez mais que Quinito, Fernando Santos e Octávio juntos - cometerá a proeza de igualar em títulos de campeão nacional ao "catedrático" de Lisboa.

Agora só falta cumprir decentemente o calendário - e o jogo no Funchal decidirá tudo - e deixar as fichas na mesa da SAD. Manter a Vitor Pereira, um treinador campeão, ou começar do zero e corrigir os muitos erros de gestão que nos levaram a sofrer como nunca nos últimos anos?

O que não se pode fazer é esquecer com um titulo tudo o que se passou aqui nesta época. E já agora, pode ser que este eventual titulo com a equipa e o treinador que temos coloque em perspectiva o logrado no ano passado que muitos tentaram vender como a sétima maravilha da história do futebol e que numa liga como a nossa e com um clube como o FC Porto é algo perfeitamente factível de voltar a repetir-se!

Os penalties de Javi Garcia


«Esta imagem de Pedro Ferreira não deixa margem para dúvidas e pode ser apreciada hoje [02/04/2012] no Record.
Javi García empurra Lima e depois agarra-lhe a camisola em plena área encarnada.
Nada aconteceu mas 5 minutos depois o árbitro João Ferreira marcou um penálti contra o Sp. Braga.
Sempre quero ver o que os paineleiros do regime têm para dizer sobre este lance que pode ter decidido o campeão. Isto já com a certeza de que em nenhum dos canais de televisão iremos encontrar um só paineleiro identificado com o SC Braga...
Pelos vistos, em Braga são todos mudos.»
Eugénio Queirós
in Record


Estive uns dias de férias, mas pude ver o slb x SC Braga na televisão, e também não tive dúvidas acerca deste lance. É óbvio que ficou um penalty por assinalar a favor dos bracarenses, mas o que seria de esperar do João “pode ser o João” Ferreira?

Uns dias depois, em Londres, o mesmo jogador – Javi Garcia – cometeu outro penalty evidente, mas dessa vez teve o “azar” de o jogo não estar a ser arbitrado por um subserviente (perante o clube do regime) árbitro português. Aliás, essa é uma das razões que leva os benfiquistas a tanto se queixarem das arbitragens nas competições europeias. Maus hábitos...

Gostava de saber é o que disseram os “paineleiros do regime” acerca do penalty cometido sobre Lima e, já agora, acerca da “brilhante” arbitragem de João Ferreira.

Foto: Record

A Especulação, a "Desestabilização" e a Realidade


Há coisas do "camano", como diria o outro. Andava eu a pensar em escrever aqui um breve apontamento acerca do futuro de Vítor Pereira à frente da equipa do F.C. Porto e, eis senão quando, a conhecida folha desportiva olissiponense O Esférico se sai com uma "notícia" segundo a qual o dito-cujo não permanecerá no cargo, ganhe ou não ganhe o campeonato.

Ora bem, possivelmente haverá mentes perversas que dirão que me inspirei na dita folha para escrever este artigo - além daqueles que, invariavelmente, apelarão à "unidade" em hora tão difícil. Pois bem, para mim, tal "notícia" (que não li), é quase como anunciar que no Inverno nevará na Serra da Estrela. Eu, por mim, não acredito que Vítor Pereira continue no F.C. Porto na próxima época, por mais comunicados e desmentidos que sejam emitidos a negar tal "atoarda". Ou, melhor dito, não quero acreditar, no que, aliás, e sem presunção, creio estar acompanhado pela grande maioria dos adeptos do F.C.P.

Jorge Nuno Pinto da Costa, cujo trigésimo aniversário à frente do clube se festejará este mês, raramente erra, e isso é uma das coisas que o distingue do vulgar presidente de clube em Portugal. Poderá ter errado esta época, mas decerto não vai persistir no erro. De uma forma ou de outra, mas decerto com elegância, o treinador deixará o seu posto. E até acho isso mais provável, por paradoxal que pareça, se o F.C.P. for campeão.

Se estiver enganado, terei de alterar o primeiro período do parágrafo anterior, começando logo pelo advérbio de modo "raramente".

PS: Escrevi isto antes do jogo de Braga mas, propositadamente, só agora é publicado.

sábado, 7 de abril de 2012

Menos uma pedra no caminho


É nesta terra dos cinco P´s, em que vive fim-de-semana sagrado e benzido, não tenhamos a desfaçatez de expor em cru esse quinteto de palavras vãs, pois o andor está nas ruas, com seus rosários, diáconos e santos montados nelas, não fizeram as preces devidas os homens da terra, e o divino, que comanda estas coisas sem explicação, fez recriar o milagre da salvação ao forasteiro, sem muito merecer, é certo, mas ofertando tudo o que dispunha, e mais então, sendo assim, não fica obrigado.

Neste nosso meio campo sem coxia, que perdeu mais ainda o seu estanque, foi-se mantendo à tona como se lhe conseguiu. Nada mal rapazes, apreciamos-vos o esforço, que esta noite era só o que se pedia, mas logo mais quando beijardes a cruz, agradecei ao menino, pelos pés tortos do Hugo Viana, ou a pontaria do Otamendi no boneco. Podeis vós lamuriar também, se o sacristão não for lesto, aquela sapatada em cima da linha do Quim, sem perceber como a fez, adiar o que mais tarde não foi capaz.

Bem tenta por todos os modos o chefe das armas azul e branco dar melhor escolha aos seus arrábidos da dianteira. Todos são grandes, mas não grande coisa. Melhor sensatez se realizou Pereira, Vítor de seu nome, manco por manco, põe-se lá Hulk, que é pau para toda a obra, celestial ou terrena, que este corre, dá, finta, perde, constrói e destrói, acredita e protesta, é rápido e se atrasa, remata de pé esquerdo e faz golos de ouro com o pé direito.



Vede como o povo exulta. Vede como o povo celebra. É azul a festa e tu, ó Incrível, voltaste a derramar miséria. Salta “macaco” de alegria, segue-lhe o rebanho em barda, ninguém vê nada, ou nada se vê, euforia esta não há melhor, não há igual. O gajo da “tifo” que cai, outro que larga o estandarte, o homem que perde o golo no cigarro da hora e o velho que se enrosca gaja da frente. Todos em comunhão, ou cada um por si. Que o digas tu, Álvaro, que já te vês mais do que a conta.

É um sofrimento, não pode, nem será doutro jeito, está-nos traçado este calvário até ao arrepio da espinha. Escolhe os teus, Vítor, escolhe-os bem, que eles a ti já te escolheram e tu sabe-o quem. Segue o teu caminho que ainda é sinuoso, tem muitas pedras e demasiados valados. Não vás nas odes de sereias, que as contas só Deus fez, não são três, mas tão só quatro, quatro jogos que nos faltam vergar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Lavagens cerebrais


«“Contra o Benfica não, contra o clubismo exacerbado”. É desta forma que se justifica em declarações ao Relvado o pai portista que se queixou da versão “Vai-te embora pulga maldita / batata frita / viva o Benfica” da canção infantil “Atirei o pau ao gato”. (…)
O caso passou-se no Jardim de Infância de Santo Isidoro da Ericeira (…).
É um hábito de tal forma entranhado, que acharam um absurdo vir eu pedir para mudar aquilo”, desabafa, atestando que “é quase como que uma lei” e relatando que os miúdos “cantam duas, três vezes por dia” a canção numa “prática diária”. “As crianças aos três anos não percebem, mas aos 4 já percebem, e ficam lá até aos 5, 6 anos”»
in Relvado


Que a maioritária “família benfiquista” do Jardim de Infância da Ericeira tenha encarado o pedido deste pai como sendo absurdo, não me surpreende minimamente. O Fátima, Fado e Futebol deste triste país dos 3 F’s não se apaga de um dia para o outro e, de forma semelhante, há poucos anos também houve gente que achou estranha a ordem do Ministério da Educação para, cumprindo o que diz a Constituição, mandar retirar os crucifixos que estavam afixados em salas de aulas de escolas públicas. Agora, haver jornalistas “modernaços” da cosmopolita capital, que tenham vindo a público classificar esta queixa como algo ridículo, despropositado e consequência da rivalidade extrema entre dois clubes, é um sinal preocupante dos tempos que vivemos.

Deixem as criancinhas em paz, deixem-nas cantar à vontade o que elas querem (na realidade, o que os pais/educadores lhes ensinaram…). Pois, dito assim isto soa tão inofensivo, não é?

Já agora, sendo o benfica uma religião e o estádio da Luz “a catedral”, porque não pôr os meninos da Ericeira a cantar músicas religiosas e a rezar o Pai Nosso três vezes ao dia? A maioria destas crianças, além de benfiquista, não é também católica (por opção dos seus pais)?

O problema, como é óbvio, não está em adaptar uma “rima inofensiva” a uma popular canção infantil. A questão é se, de forma sistemática e repetitiva, devem ser promovidas estas cantilenas (e porque não outras?) em escolas públicas, com a conivência, se não mesmo incentivo, de educadores e responsáveis dessas escolas.

Como é sabido, os cérebros das crianças são como esponjas, absorvem tudo, e é por isso que, nestas idades, as lavagens cerebrais são tão eficazes. Daí que alguns “educadores do povo”, a coberto do “deixem cantar as criancinhas”, não se importem que uma escola pré-primária seja transformada numa espécie de Madrassa.

E, já agora, gostava de saber por onde andam os movimentos cívicos que defenderam a retirada de símbolos religiosos de estabelecimentos públicos (como escolas e hospitais), por considerarem tal facto uma espécie de evangelização forçada e, consequentemente, uma castração da liberdade individual.

Os benfiquistas da Ericeira gostam de promover lavagens cerebrais? Façam-nas em família, entre amigos ou, quiçá, na casa do slb da Ericeira. Numa escola que recebe dinheiro do Estado português o qual, oficialmente, ainda é laico e sem cor clubista, não!

Numa sociedade cada vez mais multicultural, a maioria não pode impor a sua vontade em termos de gostos e oprimir o direito à diferença. É também por isto que eu não sou benfiquista, nem nunca serei “bom chefe de família”

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O racismo da UEFA


"O Comité de Controlo e Disciplina da UEFA aplicou uma multa de 20 mil euros ao FC Porto, na sequência dos alegados cânticos racistas dirigidos pelos adeptos a Mario Balotelli, do Manchester City, no jogo dos 16-avos de final da Liga Europa, disputado a 16 de fevereiro no Estádio do Dragão. O processo foi instaurado cinco dias depois do jogo e agora, mais de um mês depois, o organismo que tutela o futebol europeu deu então razão à queixa que o clube inglês formalizou imediatamente após o final do jogo. De acordo com o City, Balotelli foi insultado aos 77', quando foi substituído por Aguero. A UEFA justificou a decisão com a violação do disposto no ponto 2 do Artigo 11 do seu Regulamento Disciplinar. O FC Porto, que quando foi a Manchester também se queixou de manifestações contra Hulk, tem agora três dias para recorrer do castigo."
in OJOGO, 04/04/2012


Esta decisão da UEFA é politicamente correcta e completamente estúpida. Algo que não é de admirar, visto o organismo ser gerido pelo francês Platini.

Que o italiano Balotelli foi assobiado e apupado no Dragão aquando da sua substituição ninguém tenha dúvidas: é verdade. Mas isso aconteceria com qualquer avançado adversário que tivesse tido papel decisivo num golo da sua equipa, fosse ele branco, preto ou amarelo. Nada teve que ver com a raça do jogador. Por isso, tanto a queixa do City como o provimento que lhe foi dado pela UEFA são de uma enorme desonestidade intelectual.

Acabou a UEFA por ter uma atitude verdadeiramente racista ao dar cobertura a esta situação. Se tivesse um comportamento coerente castigaria também o próprio City porque o Hulk, que não é caucasiano, também foi apupado no Estádio Etihad.

O mais caricato foi a tentativa dos ingleses moralizarem connosco no que toca ao racismo. Foi ridículo.

O “barato” que sai caro

Há uns bons anos atrás, quando questionado acerca do elevado custo do passe de um jogador, Pinto da Costa respondeu dizendo que caros eram os jogadores que não jogavam.

Lembrei-me destas afirmações, a propósito da tabela seguinte publicada no Record, referente aos treinadores mais bem pagos do Mundo.


O que será mais caro, um treinador que aufere 3 ou 4 milhões de euros por ano, mas que ganha títulos, alcança fases adiantadas das competições europeias e contribui para a valorização dos “activos” que fazem parte dos planteis que orienta, ou um treinador que recebe menos de um milhão de euros por ano, mas que não consegue sequer tirar pleno partido dos jogadores que são colocados à sua disposição?

Claro que o ideal é juntar o bom e o barato mas, para uma SAD como a do FC Porto, cujo orçamento anual ronda os 100 milhões de euros, há alturas em que gastar 3 ou 4 milhões de euros por ano num treinador com curriculum e créditos firmados pode ser visto como um investimento, e de menor risco, do que gastar “apenas” uma centenas de milhar.

Infografia: record.pt