sábado, 30 de março de 2013

Coimbra tem mais encanto...

(Académica x FC Porto, Maisfutebol)

... vestida de azul-e-branco.

1º golo cedo, duas bolas na trave da baliza da Académica ainda nos primeiros 30 minutos, vitória por 3-0 sem espinhas (e sem penalties ou expulsões).

Com um Jackson muito trabalhador, mas distante do killer instinct que mostrou até ao início de Fevereiro, os dois primeiros golos foram marcados por dois defesas - Mangala e Danilo - com as contas a serem fechadas com um golaço improvável de Castro.

Moutinho jogou os 90 minutos, mas a umas rotações abaixo do habitual e Liedson voltou a não sair do banco porque, mais uma vez, Vítor Pereira teve de usar as substituições para gerir o estado físico de três jogadores - Lucho, James e Danilo, que terminou o jogo com caimbras.

Vitória tranquila do FC Porto, num jogo com 69% de posse de bola e em que não me lembro de uma única oportunidade flagrante dos estudantes (o lance mais perigoso resultou de uma paragem cerebral de Alex Sandro, que fez um jogo fraquito e parece andar com a cabeça noutro sítio).

E pouco mais há a dizer, mas sinto que falta alma a esta equipa, como se já não acreditassem na hipótese matemática de ainda chegarem ao título.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Lesões e Seleções

«João Moutinho, Varela e Defour já estiveram esta quinta-feira no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival, onde Vítor Pereira dirigiu mais um treino do FC Porto, que prepara a deslocação ao terreno da Académica (24.ª jornada, sábado, 18h15). Porém, os internacionais portugueses não estiveram no relvado: o primeiro [Moutinho] efectuou trabalho de recuperação no ginásio, enquanto Varela apresentou uma mialgia no adutor direito e limitou-se a tratamento. (...) Jackson Martínez e James, que estiveram ao serviço da Colômbia e tiveram o desgaste acrescido de uma viagem intercontinental, ainda não estiveram no Olival»
in www.fcporto.pt, 28-03-2013


Pelos vistos, Moutinho chegou da Seleção todo "roto", Varela com uma mialgia e os internacionais colombianos ainda nem sequer tinham chegado à hora do treino de quinta-feira.

O caso do Moutinho é mesmo paradigmático. A 23 de Fevereiro jogou contra o Rio Ave; depois sofreu uma lesão muscular num treino e falhou o jogo contra o Sporting (em 02-03-2013) e a recepção ao Estoril (em 08-03-2013). Dado como apto pelo departamento médico do FC Porto, no dia 13 de Março foi titular em Málaga mas, por volta dos 30 minutos, ressentiu-se da lesão na mesma perna e Vítor Pereira teve de o substituir ao intervalo.

(Málaga x FC Porto, O JOGO)

Lesionado, Moutinho voltou a falhar um jogo do campeonato, desta vez na Madeira, contra o Marítimo (em 17-03-2013) e, tal como na deslocação a Alvalade, o FC Porto voltou a empatar, perdendo mais dois pontos na corrida para o título.
Ao contrário do que é habitual com outros jogadores, todo este historial recente de lesões musculares não impediram Paulo Bento de convocar João Moutinho para dois jogos em países longínquos (Israel e Azerbaijão), nos quais o médio do FC Porto "apenas" jogou 180 minutos!
No treino de quinta-feira Moutinho efectuou trabalho de recuperação no ginásio. Veremos se já estará em condições de treinar na sexta-feira, o último treino antes da deslocação a Coimbra para defrontar a Académica.

O mesmo se passa com os dois internacionais colombianos que, na melhor das hipóteses, também apenas poderão participar num único treino de preparação para o Académica x FC Porto do próximo sábado. Espero é que as consequências de mais esta chamada à seleção da Colômbia não se façam sentir no próximo jogo do FC Porto. E digo isto porque ainda tenho bem presente o desempenho de Jackson Martinez no FC Porto x Olhanense. Para quem já não se lembra, eu recordo.
Guatemala e Colômbia disputaram um jogo particular em Miami, no dia 7 de Fevereiro, com início às 02h00 (hora de Portugal continental). Imagino o bem que deve fazer ao organismo de um jogador que vive na Europa, disputar um jogo neste horário.
De regresso a Portugal, após mais uma viagem intercontinental (e não sei quantos fusos horários), Jackson fez treino de recuperação na véspera do FC Porto x Olhanense e, no dia 10 de Fevereiro, teve um dos seus piores jogos com a camisola azul-e-branca, falhando um penalty e dois golos aparentemente fáceis, um em cada parte.

(FC Porto x Olhanense, O JOGO)

Lesões, seleções, limitações para treinar e/ou jogar, esta tem sido uma das sinas do FC Porto esta época.

P.S. Devido à entrada dura de Roberge (penalty por assinalar no Marítimo x FC Porto), a qual lhe provocou uma entorse no tornozelo direito, duas semanas depois Atsu continua lesionado e ficou de fora dos convocados para o Académica x FC Porto de amanhã. Regressado lesionado da seleção de Paulo Bento, Varela fica a fazer companhia a Atsu. E assim, Vítor Pereira vai para Coimbra sem extremos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O passivo financeiro do Grupo FC Porto

Já ouvi comentadores de outros clubes dizerem na televisão, que desconheciam qual era o passivo financeiro do Grupo FC Porto, acusando o FC Porto de não apresentar contas consolidadas envolvendo o clube, a SAD e as empresas associadas (do perímetro de consolidação). Bem, ao contrário do que essas e outras insinuações davam a entender, parece que no que diz respeito ao passivo financeiro não havia muito a esconder.

(clicar para ampliar)

Acho interessante que adeptos de outros clubes aparentem estar preocupados com as contas do Grupo FC Porto, mas eu se fosse benfiquista ou sportinguista estaria era bem mais preocupado com os colossais passivos financeiros desses clubes.

quarta-feira, 27 de março de 2013

De novo juntos no Coliseu

"A ti, André, quando um dia escreveres as tuas memórias, dá-lhe o título 'A minha cadeira de sonho', porque eu sei que essa foi a tua cadeira de sonho. Quando o disseste, disseste com a convicção e amor que tens ao FC Porto. Será sempre a tua cadeira de sonho, que te fará sentar em muitas outras cadeiras. E se as escreveres [as memórias] nos próximos 30 anos, se quiseres, faço o prefácio."


Depois de receber, em Outubro de 2011, o Dragão de Ouro de Treinador do ano (referente à época 2010/11), ontem André Villas-Boas foi obsequiado, na Gala do Centenário da Associação de Futebol do Porto, com o prémio "Treinador Revelação do Século". Em ambos os casos, quem subiu ao palco do Coliseu do Porto para o abraçar e lhe entregar os prémios foi Pinto da Costa.
Evidentemente, nada disto é por acaso.

Tudo indica que André Villas-Boas irá continuar a treinar o Tottenham na próxima época. E tudo indica que Pinto da Costa se irá recandidatar a um mandato de mais três anos. Mas eu acredito que, antes do presidente mais vitorioso do futebol mundial terminar o seu novo mandato (em 2016), André Villas-Boas voltará a ser o treinador principal do FC Porto.

Sim, eu sei que muitos portistas ainda não perdoaram ao André Villas-Boas a forma/timing da sua saída do FC Porto, mas estes gestos de Pinto da Costa têm um significado óbvio (conhecem a parábola do filho pródigo?) e, além disso, largos dias têm 100 anos...

terça-feira, 26 de março de 2013

O Paulo herói

«A seleção tentou sempre fazer um jogo redondinho, afinado, daqueles que ficam bem na televisão. Não compreendeu a natureza do adversário [Israel] que enfrentava, nem o relvado onde estava, nem o momento. Em linha com aquilo que Pepe tinha dito antes: este jogo não era decisivo. Por acaso acho que era e os jogadores não compreenderam a exata dimensão da partida, o que se lamenta. Com uma fase de qualificação miserável, este era o instante correto para dar a volta a um texto mal escrito. Não conseguiram.»
Luís Sobral
in Maisfutebol, 22-03-2013


A seleçãozinha de Paulo Bento não joga nada, os resultados são maus (nos últimos cinco jogos nem uma única vitória para amostra!), mas o seleccionador continua com boa imprensa e em alta. E porquê?

Basicamente, porque Paulo Bento é um tipo esperto e percebeu rapidamente que, para se ser "herói" no futebol português, lhe bastava arranjar umas guerras com o FC Porto e, preferencialmente, com o Pinto da Costa.

Vejamos, em dia de jogo no Azerbaijão, de que é que se fala na imprensa desportiva?
Da miserável campanha da seleção nacional de futebol nesta fase de apuramento?
Do modo como Cristiano Ronaldo viu o cartão amarelo em Israel e que o afasta do jogo de hoje?
Não. A BOLA fez uma 1ª página elucidativa, em que escreve: "Reação dura de Paulo Bento aos recados de Pinto da Costa".
E mais abaixo: "Em véspera de jogo decisivo de Portugal no Azerbaijão, selecionador mostra pulso firme no caso Moutinho".
Só faltou dizer: Renove-se já o contrato do Paulo herói!
Resultados da Seleção?
Mundial do Brasil em 2014?
O que é que isso interessa?

quinta-feira, 21 de março de 2013

Chico-espertismos (dar com uma mão para tirar mais com a outra)

Foi decidido há alguns meses que o FCP clube passaria a dar à SAD 25% das receitas de quotização dos sócios, em vez de 75% como anteriormente (salvo erro, após moção apresentada por um sócio aprovada em AG do clube, ainda que não vinculativa) - com efeito a partir desta época. Diga-se de passagem que salvo erro é o clube que arca com todas as despesas de cobrança e administração dos sócios.

Louvei a decisão (que já defendia há muito), parecendo-me tanto justa como pragmática.

Justa, porque:

1) estamos a falar de quotas de sócios do clube e não de sócios da SAD.
2) o clube só detém 40% da SAD, sendo o resto detido por privados. Por consequência, a bem dizer tudo o que for oferecido à SAD traduz-se em 60% que se perde no universo FCP.
3) a SAD já açambarca para si 100% das receitas e lucro de merchandising e multimedia, quando certamente uma grande parte dos consumidores desses produtos o faz não por ser adepto do futebol do FCP, mas sim adepto do FCP na sua globalidade (aliás, alguns dos produtos de merchandising até são específicos a modalidades).

Pragmática, porque o montante em questão (penso que estamos a falar de uns 2 a 3M/ano a mais que passam a ficar nos cofres do clube, e a menos nos cofres da SAD) faz muito mais falta ao clube do que à SAD. No clube, pode fazer a diferença entre poder ser campeão num par de altas modalidades ou ter que as fechar; na SAD, corresponde a uns meros 2% do total de receitas.

Ora para minha grande surpresa e desilusão, verifico no R&C que pela calada (sem que houvesse qualquer discussão ou menção em AG do clube) os nossos directores decidiram tirar pelo menos tanto dinheiro ao clube em favor da SAD com a outra mão , e numa rubrica em que não consigo imaginar qualquer justificação legítima: suportes publicitários para as modalidades.

No R&C da SAD, a sub-rubrica «publicidade e propaganda» em FSE diminuiu o balanço negativo de 2.4M para 0.5M (no 1o semestre), mas apenas e só porque «o FCP clube já nao tem direito a receitas relacionadas com suportes publicitários para as modalidades, que passaram a estar afectos somente à FCP SAD» [sic]. Ou seja, uns 4M anualizados a menos para o clube e a mais para a SAD.

Isto para mim é inaceitável e traduz-se num chico-espertismo extremamente cínico e desrespeituoso dos sócios. No mínimo penso que deveria ser feito às claras e discutido em AG do clube, tratando-se de um montante muito significativo para o clube, mesmo que os dirigentes do clube tivessem a última palavra.

Para mim a lição a extrapolar é a seguinte: os dirigentes põem e dispõem das receitas do universo FCP como muito bem entenderem, sendo fútil aos sócios apresentar moções em AG (que ou caem em orelhas moucas, ou pior ainda dá-se a impressão de que se lhes faz a vontade desfazendo na prática o que foi aprovado, por outro lado). 

Concorde-se ou não, é legítimo (desde que as moções em AG não sejam vinculativas pelos estatutos, que tanto quanto sei não são), mas no mínimo espero transparência na forma como gerem a interface clube-SAD. Se para os dirigentes o papel dos sócios limita-se a pouco mais que eleger a lista vencedora de 3 em 3 anos, que o digam claramente; «faz-de-conta» é que não.

Isto só reforça a minha convição que no futuro pós-PdC (quando tal acontecer) seria desejável acabar com a promiscuidade entre clube e SAD, onde a direcção hoje é praticamente a mesma - com o presidente a passar a ser o único dirigente a acumular cargos nas duas entidades (i.e. sendo presidente do clube e presidente da SAD), dando portanto mais poder e influência aos dirigentes das modalidades.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Contas semestrais da FCP SAD


Foi publicado recentemente o R&C do 1º semestre de 12/13.

Para quem siga de relativamente perto estas questões, não há qualquer grande novidade nestes resultados. Houve, acima de tudo, a confirmação com dados concretos de algumas notícias que eram esperadas.

Mas não havendo grandes novidades (nem positivas nem negativas), a tendência para o futuro mais ou menos próximo é negativa, como ja' tinha mencionado anteriormente. Nos próximos anos vai ser preciso muito engenho para evitar uma «Anderlechtização» gradual do FCP (i.e. perda de competitividade europeia) - muito mais engenho do que tivémos na última década porque o desafio é maior (por razões acima de tudo internas, mas também algumas externas).

Começo pelos pontos positivos: acima de tudo (e isto é fraco consolo, mas tem a sua relevância para as competições internas), se o FCP (SAD) tem problemas o slb também os tem. O «buraco» de tesouraria deles a 1 ano é 3x maior do que o nosso (daí o anúncio de um empréstimo obrigacionista de 80M, que só tapa 1/3 desse «buraco»), ao mesmo tempo que têm uma grande dependência de mais-valias na venda de jogadores para se poder atingir um equilíbrio financeiro (no entanto estão melhores do que nós nesse aspecto, nomeadamente em cerca de 10M/ano, grosso modo).

Como de costume começo pelo topo, "helicopter view", colocando sempre a seguinte questão para tentar perceber a evolucão da situação estrutural: 

Quais seriam os resultados se não tivessemos vendido nenhum jogador no período em análise, e como se compara isso com a situação 1 ano antes?

A resposta é: teríamos feito 23M de prejuízo (i.e. 46M anualizados), comparado com 27.7M de prejuízo um ano antes. O valor em si é mau e francamente preocupante, para mais quando o passe de muitos dos nossos jogadores tem custado bem mais do que há uns anos (minimizando portanto o potencial de mais-valias). A evolução vs ano anterior é no entanto positiva, sendo fruto por inteiro da melhor campanha europeia (se esta tivesse sido idêntica à época anterior esse «buraco» teria mesmo aumentado em 1.2M). No entanto, comparado com a situação de há uns 5 ou 6 anos atrás esse buraco aumentou cerca de 20M (i.e. não ficou longe de duplicar); estamos portanto muito mais dependentes de mais-valias nas vendas de jogadores do que há uns anos.

Para o pessoal ter uma ideia: esses 46M é equivalente a ter que fazer em média praticamente 2 vendas como a do Hulk todos os anos (mais valias de 23.8M) de forma a não fazer prejuízo.

A nível de tesouraria, uma boa noticia (que não é novidade) - estamos menos apertados nos proximos 12 meses do q a 1 de Julho (sem surpresa, dado o empréstimo obrigacionista, as vendas de Verão, a negociação de novos empréstimos e a boa campanha na fase de grupos da LC). 

O buraco de curto prazo (dívidas a pagar até Dezembro menos creditos a receber no mesmo periodo) melhorou portanto para 60M negativos (era de 100M um ano antes). Continuamos portanto com a corda no pescoço (tanto grandes vendas de jogadores como novos empréstimos são inevitáveis nos próximos meses, para fechar o buraco), mas muito menos (o que explica como conseguimos evitar vender jogadores no defeso de Inverno, adiando isso para o Verão). 

No entanto isto foi conseguido à custa de passar dividas de curto prazo para longo prazo, acima de tudo (o passivo total baixou apenas 6M), com o reverso da moeda que o que pagamos em juros continua a aumentar (5.8M no primeiro semestre, contra 5.1M um ano antes). São mais de 10M/ano «atirados pela janela fora», de certa forma, uma enorme % das receitas estruturais de um FCP (e muito mais do que há uns anos, fruto tanto de juros mais altos como de um maior endividamento). Serve de pequeno consolo que o slb está ainda mais sobrecarregado nesse aspecto; tanto um como outro clube vão precisar de uma óptima gestão nos próximos anos se quiserem evitar a tal Anderlechtização gradual.

De resto o que menos me agrada é o aumento com os custos com pessoal, e já tinha falado nisso quando saiu o R&C do 1º trimestre. Apesar das saídas de Hulk e A. Pereira e um alegado saneamento de emprestados, gastamos mais 4M (aumento de quase 20%) em salários e encargos com o pessoal nestes 6 meses do que tínhamos gasto um ano antes - e nao foi só com o plantel, foi também com os administradores e restantes funcionarios.

Finalmente, de assinalar há 2 factores q enviesam a análise. O primeiro é na bilheteira, porque a SAD fica agora com menos $$ das quotas (25% em vez de 75%). Não consegui determinar qual é o impacto ao certo, mas presumo que ande entre 1 e 2M a menos para a SAD (se alguém souber ao certo, agradecia que esclarecessem). O segundo é no Corporate Hospitality, em que o aumento tanto de receitas como de custos em FSE e' artificial devido a uma mudança na forma como sao contabilizados (mas o impacto disso nos resultados totais da SAD é zero, ao contrario das quotas).

terça-feira, 19 de março de 2013

Os penalties de que ninguém fala


Na sequência das sucessivas más exibições de Silvestre Varela nos últimos jogos, Vítor Pereira, desta vez, decidiu apostar em Christian Atsu no onze inicial. Contudo, logo aos 5 minutos, o jovem extremo ganês sofreu uma entrada dura de um defesa do Marítimo (Roberge), a qual lhe provocou uma entorse no tornozelo direito, obrigando à sua saída e substituição aos 10 minutos por... Varela.

A foto do lado é clara (ver onde acerta Roberge): Penalty por assinalar e cartão amarelo por mostrar ao jogador do Marítimo.
E as consequências também: Atsu lesionado com alguma gravidade (no final do jogo foi visto de canadianas), Vítor Pereira obrigado a queimar uma substituição logo no início do jogo e manutenção de um resultado (0-0) que convinha ao Marítimo e não só...


P.S. Aos 48 minutos do Marítimo x FC Porto, Igor Rossi agarrou/puxou Jackson pelo pescoço dentro da área maritimista mas, ao contrário de Nuno Almeida no minuto 90’+3 do slb x Académica, desta vez o árbitro do encontro (João Capela, de Lisboa) nada assinalou, porque entendeu que ambos os jogadores se agarraram. Pois… E é também assim, com lances destes, que se decidem campeonatos.


As agressões que o país viu

«A SIC divulgou ontem [16-03-2013], no Jornal da Noite, imagens de videovigilância referentes a confrontos entre adeptos do Benfica e seguranças da empresa 2045, no final do encontro entre as águias e o Sp. Braga, no dia 27 de fevereiro, a contar para as meias-finais da Taça da Liga.

Nas referidas imagens, registadas cerca de uma hora após o final da partida, é possível ver um grupo de adeptos – um deles com um ferro na mão –, ainda retidos nas bancadas do Estádio AXA por motivos de segurança, a agredir a murro e pontapé os seguranças, homens e mulheres, até à chegada de um polícia, que, com o recurso a gás pimenta, consegue afastar os agressores.»
in record.pt
 
 
«(...) A SIC apresentou, no passado sábado, um “exclusivo” no seu principal bloco informativo. O exclusivo não resultou de qualquer trabalho jornalístico, resumiu-se apenas à transmissão de imagens que foram “entregues” a um jornalista da redacção da SIC no Porto. A SIC limitou-se a reproduzir imagens que alguém tinha interesse em que fossem difundidas.
Ao contrário do que mandam as normas deontológicas que regem a profissão, a SIC avançou com as imagens sem que de forma idónea pudesse constatar coisas tão básicas como se as imagens tinham sido previamente seleccionadas e editadas, o tempo e as circunstâncias das mesmas. Também teria ficado bem à SIC avisar os telespectadores que as imagens lhes tinham sido facultadas.
 
Foi pena a SIC não ter querido fazer um trabalho exaustivo sobre a violência nos campeonatos nacionais de futebol deste ano e o seu denominador comum: Braga B-Leixões, Braga B-Belenenses, Vitória de Guimarães B-Braga B, Braga–Paços de Ferreira e, ainda este fim-de-semana, o Braga B-Sporting B.
 
Posto isto, fica claro para o Sport Lisboa e Benfica que:
a) A SIC prestou no sábado, de forma assumida, um serviço a alguém;
b) Que não quis fazer um trabalho sério sobre a violência no futebol português;
c) Que o Ministério Público deve investigar as imagens difundidas pela SIC em forma de antena de “aluguer”, as suas causas, o enquadramento em que tudo aquilo se verificou, mas também o crime que está por detrás da exibição dessas mesmas imagens.»
Comunicado do slb, 18-03-2013
 
 
P.S.1 Tendo as violentas agressões sido perpetradas por adeptos benfiquistas e ocorrido dentro de um estádio, quais serão as consequências para o slb?
 
P.S.2 Quando todas as televisões adoptarem a "ética" e "normas deontológicas" rigorosas da benfica TV, este tipo de problemas deixarão de existir...
 
P.S.3 Como o comunicado do slb ilustra de forma eloquente, as relações entre bracarenses e benfiquistas são tão "boas", que eu continuo sem perceber por que razão Lima é jogador do slb, em vez de vestir de azul-e-branco.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O Antero já se demitiu?

Sim? Não? Está à espera de quê?


Vamos ser diferentes, vamos inovar: em vez de cair na velha ladaínha de que "a culpa é do treinador", vamos fazer a coisa bem feita e responsabilizar "como manda a lei". É por todos bem sabido que quem define o plantel, é primeiramente a tão propalada "estrutura"; o treinador - também escolhido pela "estrutura" - terá, é certo, uma palavra a dizer nas dispensas, mas nas contratações é garantido que "não mete os garfos". É assim de elementar justiça que seja a "estrutura" a assumir a sua (enorme) quota parte das responsabilidades quando a época não se desenrola como planea... previsto. Como um dos responsáveis máximos da "estrutura", Antero Henrique (AH) é portanto a pessoa certa a quem apontar o dedo.

AH, pese embora vários pontos altos no seu currículo, tem gozado de enorme benevolência (ou distracção) por parte dos adeptos, sendo responsável por recentes episódios tragi-cómicos como "sai o Falcao, mas temos o Hulk", "sai o Hulk mas temos o Varela", "estão sempre a levar-nos os melhores jogadores nas horas finais dos períodos de transferências, mas ninguém nos apanha desprevenidos", "se não houver mais ninguém, vai o Varela para ponta-de-lança", ou "podíamos contratar o Lima mas há o risco de ele poder vir a ser útil e marcar golos e portanto é melhor deixá-lo onde está" ou até mesmo "estamos atentos à conjuntura internacional, e em vez de contratarmos 2 ou 3 jogadores, contratamos só um, o Danilo". Uns dirão que não passam de pequenos deslizes numa carreira de sucesso (como se AH fosse o melhor guarda-redes do mundo, capaz de defesas impossíveis, mas que de vez em quando, lhe apetecia meter a bola dentro da própria baliza - há algum mal nisso?!?), outros que os deslizes são a norma e os sucessos fruto do acaso - ei, até o Vítor Pereira conseguiu ser campeão! - certo é que está na altura de uma mudança, e porquê ficarmos-nos só pela redecoração?


Posto isto, caro Antero, obrigado por tudo mas está na altura de seguirmos caminhos diferentes, e de preferência o mais rápido possível, de modo que o seu sucessor possa já começar a preparar a próxima época, e para que o clube possa poupar o dinheiro do prémio de desempenho - aquele que "chove" sempre, desde que o Porto acabe o campeonato nos 3 primeiros lugares; qualquer coisa serve; 2º, 3º, 1º: é tudo igual - que já não irá portanto receber. Devo lembrar que é nas horas difíceis que se vê a qualidade de um líder; e um líder assume sempre a trampa que faz (ou que permite que ocorra pela sua inação; e não se esconde atrás de um treinador).

domingo, 17 de março de 2013

Dois penalties decisivos


“Jackson é o homem dos penalties”, afirmou categoricamente Vítor Pereira depois de um penalty falhado pelo colombiano contra o Olhanense, num lance que poderia ter dado o 2-1 ao FC Porto e que acabou empatado, no dia 10 de Fevereiro, no Dragão.

Pois bem, Jackson voltou hoje a falhar um penalty que poderia ter resultado no 2-1 para o FC Porto nos Barreiros. Tanta teimosia do treinador é tudo menos inteligente. Parece que ainda não percebeu que o colombiano não é o melhor marcador de penalties no plantel. Pelo meio ainda quis bater uma penalidade à Panenka contra o Rio Ave no Dragão e o guarda-redes adversário agradeceu (foi um lance ridículo).

Dois lances em jogos que acabaram por resultar em dois empates e que podem ter custado o título de campeão 2012/2013.

Um sistema inovador?


«Chegada a quarta-feira, logo desconfiei do onze inicial que Vítor Pereira escolheu. Com um meio campo reforçado, com Fernando, Defour, Moutinho e Lucho, restavam dois jogadores no ataque: Varela e o inevitável Jackson. (…) É que não lembra ao Diabo ir jogar fora, para a Liga dos Campeões, e tentar um sistema inovador.»
Rui Moreira, A Bola, 15-03-2013


Discordo da forma como Rui Moreira (um conhecido adepto e comentador portista) viu o Málaga x FC Porto e também discordo da opinião que manifesta acerca de Vítor Pereira, o que é perfeitamente normal. Mas, o que me leva a pegar nestas afirmações, é Rui Moreira ter escrito que o treinador do FC Porto apresentou em Málaga um sistema inovador.
Eu sei que Rui Moreira não é o único portista que disse isto, e até ouvi portistas a fazer um paralelismo com as "invenções" de Bobby Robson em Barcelona (colocar Aloísio a defesa esquerdo) e de António Oliveira em Manchester (quando apostou de início no quase desconhecido Costa para o meio-campo), mas será que é verdade?

Recordemos qual foi o onze inicial que, há dois meses atrás, Vítor Pereira escolheu para enfrentar a equipa orientada pelo "catedrático":


Pois é, o sistema e onze inicial do FC Porto no La Rosaleda foi exatamente o mesmo da última deslocação ao estádio da Luz.
Parafraseando o saudoso Fernando Pessa, e esta heim?

P.S. As pessoas podem mudar de opinião e no futebol isso acontece com frequência mas, já agora, o que escreveu Rui Moreira acerca do sistema adoptado por Vítor Pereira no slb x FC Porto?
«Apesar das ausências de James e de Atsu, o que limitava as suas opções, Vítor Pereira teve o mérito de, compreendendo os pontos fortes e fracos do adversário, montar um sistema muito competente».
Rui Moreira, A Bola, 18-01-2013

sábado, 16 de março de 2013

FC Porto empresa ou FC Porto clube?

A imagem do FC Porto na Europa é a de um caso de sucesso. Nos últimos anos jornais e revistas de referência, da France Football à Marca, da World Soccer à Gazzetta dello Sport, foram publicadas várias reportagens elogiosas à gestão do clube. É o reconhecimento internacional de que no estádio do Dragão as coisas se fazem bem e que muitos clubes europeus devem seguir o nosso exemplo.

A questão que essas reportagens levantam, os elogios que tecem ao FC Porto, estão no entanto pouco relacionadas com o futebol. Pode parecer irónico mas não o é. É raro ler em algum desses textos análises ao nosso modelo táctico, ao nosso sistema de jogo, ao talento do nosso staff técnico, à nossa política de formação ou à nossa hegemonia incontestada do futebol português nas últimas três décadas. São, sobretudo, artigos que se focam na forma como o FC Porto domina, na perfeição, o mercado de transferências, a política de import-export que temos praticado na última década. No fundo são artigos que falam mais da FC Porto empresa do que propriamente no FC Porto clube. E há uma diferença.

O trabalho da SAD na descoberta de talentos e na sua posterior revenda por valores milionários tem sido incrível. Descobrir jogadores como Deco, Lucho Gonzalez, Lisandro Lopez, Anderson, Pepe, Paulo Ferreira, Hulk, Falcao, Bosingwa, Raul Meireles, Bruno Alves e companhia, é algo que ultrapassa a gestão da esmagadora maioria dos clubes europeus. Muitos desses nomes não eram desconhecidos do grande público, mas o FC Porto apostou neles, recrutou-os antes de outros clubes e valorizou-os com a marca Porto. Pelo caminho realizou a maior soma de ingressos por transferências da última década no futebol europeu, muito por cima de outros gigantes. Tivemos os nossos erros, nos últimos anos temos alterado de forma significante essa política de descobrir barato e vender caro (leia-se Danilo, Alex Sandro, a própria compra do passe total de Hulk ou as revendas de percentagens), mas mesmo assim estabelecemos um comportamento padrão que só agora outros clubes começam a imitar. Essa gestão vem acompanhada de um imenso passivo - que a maioria das reportagens nunca menciona - e tem-se tornado mais consequência desses problemas de tesouraria do que desejo da própria directiva, mas os números não mentem. A política import-export empresarial do clube tem sido a base do trabalho da SAD nos últimos anos. Mas e o clube?

Neste mesmo período de tempo, uma década, o FC Porto clube venceu duas provas europeias.
Foi o corolário de duas grandes gerações - com o respectivo mérito da directiva em recrutar os jogadores e apostar em dois técnicos desconhecidos - mas durou o mesmo que uma estrela fugaz no céu. O primeiro ano depois de cada título europeu foi um desastre absoluto, um comportamento padrão com debandada generalizada, problemas de balneário e técnicos de perfil baixo para controlar um balneário de "vedetas". O clube saiu a perder e a imagem que deixou foi a de ter sido o sonho de uma noite de Maio e pouco mais. Desde então o FC Porto participou em nove temporadas de Champions League. Apenas por uma vez  falhou a grande prova internacional de clubes, um registo que nos permite estar logo atrás do Manchester United como o clube com mais edições do torneio às costas. Precisamente por isso conseguiu coleccionar pontos (o ranking da UEFA não premeia da mesma forma a presença na Champions e o respectivo apuramento aos Oitavos com os mesmos pontos da Europe League) para ser por três vezes cabeças-de-serie da fase de grupos. Mas salvo em 2008-09, a equipa nunca mais passou a barreira dos Oitavos.
Eliminados por Inter (04-05), Chelsea (06-07), Schalke 04 (07-08), Arsenal (09-10) e Málaga (12-13) na primeira fase a eliminar não chegando sequer a passar da fase regular em duas épocas (05-06 e 11-12), os registos são pobres, muito pobres para uma equipa capaz de descobrir tão bons jogadores, de os vender por tão bom preço e de marcar presença regular na prova rainha do futebol europeu.



Também por isso o FC Porto começou a tornar-se um desconhecido para o grande público europeu. Pura e simplesmente porque ouvem falar dos "Dragões" mas nunca os vêem. Não os vêem porque, naturalmente, não seguem a Liga Sagres e na fase de grupos da Champions encontram, seguramente, jogos mais importantes que seguir. Se a equipa é eliminada na primeira ronda da fase a eliminar, está claro que continuará longe dos focos mediáticos. E isso é um problema para o clube.
Não só para as suas arcas (menos exposição igual a menos uns trocos na venda de alguns jogadores, menos receita de bilheteira em alguns jogos a eliminar por época) mas para a imagem internacional da instituição. No defesa todos falam do FC Porto, na capacidade espantosa do clube vender bem e comprar melhor, mas durante os nove meses que dura a temporada o clube passa por um suspiro pela bocas dos adeptos neutrais, os adeptos na Ásia e na América Latina, já para não falar no resto da Europa. E sem essa popularidade, dificilmente o FC Porto se poderá afirmar como um grande da Europa. Não é a compra e venda de jogadores que permitirá ao clube dar esse passo. Mal chega para manter a cabeça por cima da tona de água. É vencer os jogos que realmente importam na temporada europeia que permitem ao clube trepar posições na tabela dos clubes mais importantes do futebol europeu.

Actualmente o FC Porto está em oitavo no ranking da UEFA e será cabeça de série na edição do próximo ano. Consequência de cinco temporadas em que a equipa somou muitos pontos no ano da vitória da Europa League e no da chegada aos Quartos da Champions que compensam a pontuação mediana das outras três temporadas. Daqui a dois anos, quando essas duas épocas deixarem de contar, se os resultados se mantiverem na média actual, é provável que o FC Porto caia uma dezena de postos na tabela (dependendo também dos seus imediatos perseguidores, logicamente). É um toque de atenção para a direcção.
O Borussia Dortmund, um clube que, literalmente, faliu à menos de uma década, venceu duas Bundesliga consecutivas e este ano declarou, publicamente, desde o início da época que o tricampeonato não era o objectivo. Era chegar às meias-finais da Champions League. Porque isso não só valia muito mais dinheiro como daria muito maior exposição ao clube, permitiria manter alguns dos seus jovens jogadores e atrair outros tantos. A equipa sobreviveu ao "grupo da morte" e está perto de cumprir o objectivo e apesar de seguir a quinze pontos do Bayern Munchen nenhum adepto do Westfallen põe em causa a política do clube. Entende que a importância do sucesso continental hoje em dia supera, em muito, o do triunfo nacional.


O FC Porto é o maior clube português e dificilmente o deixará de ser nos próximos anos. Está na hora da direcção do clube começar a pensar mais na consolidação do clube na Europa do que perpetuar apenas a hegemonia doméstica.
Isso significa, em primeiro lugar, garantir que tem uma equipa técnica à altura dos desafios porque não foi por acaso que as melhores épocas europeias do clube chegaram com os treinadores com mais talento e carácter (Artur Jorge, Robson, Mourinho, Villas-Boas).
Isso significa pensar num plantel que dê garantias muito para lá de 30 jogos de uma liga medíocre onde só há quatro ou cinco encontros de nível de exigência alta ao ano, com mais opções por posto, com mais jogadores da casa para terem minutos nos jogos de liga prévios a choques europeus e procurando conciliar a excelente política de contratações de Hulks, Falcaos e Jackson com a de Maicons, Bosingwas e Meireles.
Isso significa exigir, desde o principio - mesmo que de portas para dentro - que os Oitavos são o principio e não o fim da carreira europeia, principalmente enquanto o clube pode sacar partido da sua condição de cabeça de série na fase de grupos, como pode suceder este e no próximo ano ainda.
Isso significa deixar de pensar no clube apenas como uma empresa de compra e venda (e não vou falar aqui de comissões, revendas de passes porque não acho que seja o momento) e mais como um clube que precisa de um núcleo duro que resista 4 ou 5 anos para fazer a ponte geracional e manter uma presença forte no balneário.
Isso significa, no fundo, pensar mais no FC Porto como um clube importante a nível europeu e menos numa empresa de negócios e um clube com uma dimensão meramente nacional, áreas onde já demonstramos solvência suficiente nos últimos anos. Para que as próximas reportagens das publicações internacionais não se foquem apenas na forma como fazemos negócios mas na qualidade dos jogadores que temos, no estilo de jogo que a equipa pratica, no talento do nosso treinador principal e na sensação de importância que começamos a transmitir lá fora.

Podemos não passar dos Oitavos para o ano, nem sequer no seguinte, se nos cruzarmos com os Barcelonas, Bayerns e Real Madrid deste concerto europeu de futebol. Mas temos condições, base, adeptos, talentos na equipa directiva e mentalidade para ser uma pedra no sapato de muitos dos clubes europeus que nos olham agora como o Málaga, um clube hábil na mesa de negociações mas frouxo no relvado quando chega a hora da verdade.  

sexta-feira, 15 de março de 2013

Vítor Pereira, Jorge Jesus e MST

Numa altura em que Vítor Pereira volta a estar debaixo de fogo e em que, aparentemente, uma franja de adeptos portistas deseja vê-lo substituído por Jorge Jesus, vale a pena reler o que há dois meses atrás foi escrito por Miguel Sousa Tavares (um dos mais críticos), a seguir ao slb x FC Porto.


(Miguel Sousa Tavares, A Bola, 15-01-2013)

Frase do dia

‎"O que fizemos na Champions foi desvalorizado".
Vitor Pereira

O FC Porto venceu a Champions League? Não!
O FC Porto foi às meias-finais da Champions League? Não!
O FC Porto foi aos quartos-de-final da Champions League? Não!
O FC Porto ganhou o seu grupo na fase regular da Champions League? Não!
O FC Porto foi eliminado por um gigante europeu depois de uma eliminatória intensa, de grande futebol, golos, espectáculo? Não!

Sinceramente Vitor, o que é que se desvalorizou nesta edição da Champions League à parte da confirmação da falta do teu pedigree como treinador top e o de muitos dos teus jogadores como eventuais estrelas globais?