segunda-feira, 12 de julho de 2010

O craque que veio do Barcelona

«L' ACF Fiorentina comunica di aver raggiunto l'accordo con il Barcellona per la risoluzione consensuale del prestito dell' attaccante Keirrison De Souza Carneiro (classe'88). La società ringrazia il calciatore per l'impegno profuso in questi ultimi quattro mesi di campionato, che lo hanno visto vestire la maglia viola per 285 minuti, realizzando due reti decisive ai fini del risultato contro la Lazio e l'Inter, e gli augura un carriera piena di...goal.»
in ViolaChannel


Não há dúvida, que a Fiorentina encontrou uma forma original de se despedir do craque que veio do Barcelona...

SMS do dia - CXII

Dois pensamentos que me passaram ontem à noite pela cabeça:

1) 4 anos depois, vira o disco e toca o mesmo: a Holanda sai do Mundial distribuindo sarrafada a torto e a direito, e demonstrando não saber perder.



2) Que irónico é ver tantos catalães que passam a vida a afirmar que Catalunha e Espanha são / deviam ser duas coisas diferentes, mas que afinal de contas ontem (e hoje) se sentiam muito espanhóis... vejam lá se se decidem, carago!

domingo, 11 de julho de 2010

Moutinho, a perspectiva financeira

«Esta aquisição foi realizada pelo montante de 11.000.000 € (onze milhões de euros) sendo que a Sporting SAD fica com o direito a receber 25% da mais valia que se venha a verificar numa futura cedência do jogador da FC Porto SAD para outro Clube, por um valor superior a 11.000.000 € (onze milhões de euros).
Como contrapartida adicional, a FC Porto SAD cedeu a favor do Sporting SAD, a título definitivo, os direitos de inscrição desportiva do jogador Nuno André Coelho, pelo montante de 1.000.000 € (um milhão de euros), mantendo na sua titularidade 50% dos respectivos direitos económicos.»
in Comunicado (rectificado) enviado pela FC Porto SAD à CMVM


Há várias maneiras de olharmos para a transferência do João Moutinho, nomeadamente: i) a valia desportiva do atleta; ii) os encargos financeiros da operação; iii) o factor psicológico na mobilização dos adeptos; iv) a estratégia de poder (enfraquecimento de um rival).
Neste texto, a minha análise vai focar essencialmente a perspectiva financeira.

Antes de mais nada, convém dizer que considero o João Moutinho um bom jogador, extraordinariamente regular e de alto rendimento desportivo. É impressionante o número de jogos que ele fez nos últimos anos, época após época, sem se lesionar e mantendo um elevado ritmo competitivo. Contudo, não o vejo o ex-capitão do Sporting como um médio de top, do nível de um Deco, Lucho ou Anderson.
Após seis épocas na equipa principal dos leões e com quase 24 anos ainda irá evoluir e atingir esse patamar? Não creio e, se assim for, podemos dizer que João Moutinho terá sido sobre-avaliado, a que se junta ir auferir um dos ordenados mais elevados do plantel portista (1,2 milhões de euros por ano, mais objectivos).

Em termos comparativos, e pegando em exemplos cujos valores foram divulgados à CMVM, recordo que a FC Porto SAD pagou 10,25 milhões de euros pelo Lucho (tranche 1, tranche 2) e 6,78 milhões pelo Lisandro (tranche 1, tranche 2).

Ora, no caso do Moutinho, se bem percebi, o FC Porto irá pagar 10 milhões de euros mais 50% do passe de Nuno André Coelho, avaliado em um milhão de euros, o que perfaz o montante de 11.000.000 € referido no comunicado. E sendo certo que a evolução futura de Nuno André Coelho ainda é uma incógnita, havendo uma aposta continuada neste jogador, parece-me que ele tem potencial para se transformar num central valioso (pelo menos desportivamente falando).

Mas há outra maneira de olharmos financeiramente para esta transferência. A saída do Raul Meireles é dada em diferentes quadrantes como quase certa e, por isso, já li e ouvi que o Moutinho vinha para substituir o homem das tatuagens. Partindo então deste princípio, e de que Meireles será vendido por, pelo menos, 15 milhões de euros, então poder-se-á dizer que o FC Porto troca um médio box-to-box por outro, que é três anos e seis meses mais novo e, além disso, encaixa uns bons milhões no diferencial das duas transferências.
Será assim? Veremos, porque se não se confirmar a transferência de Meireles, ficaremos com médios a mais (e caros) para algum deles ficar a aquecer o banco de suplentes.

Seja como for, Pinto da Costa tem razão quando afirma que caros são os que não jogam e, infelizmente, nos últimos anos a SAD portista gastou muitos milhões de euros em jogadores para a bancada ou para emprestar. No caso do Moutinho, penso que não correremos esse risco.

sábado, 10 de julho de 2010

Mais um para o Chelsea?


«Carvalho arrived in Milan on Friday night amid confusion as to whether he was in talks with both Serie A clubs, but it is understood he is likely to join European champions Inter. Chelsea manager Carlo Ancelotti blocked Carvalho’s departure to Inter last summer, partly because they did not offer a fee for the 32 year-old.
Chelsea have long admired Alves, however, who declared two days ago he wanted to leave Porto. Alves, 28, has two years left on his contract and Porto had hoped to secure a fee of £15 million for him, but such is his desire to leave that they may now have to settle for less.»
in Daily Telegraph


Depois de Mourinho, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa, mais um a caminho do Chelsea?

FC Porto nos Mundiais (XII)


1 – Número de golos marcados por Raul Meireles na fase de qualificação para o Mundial 2010.

2 – Golos marcados por Bruno Alves na fase de qualificação para o Mundial 2010.

6 – Número de jogadores do FC Porto convocados para o Mundial da África do Sul (Beto, Rolando, Bruno Alves, Raul Meireles, Fucile, Álvaro Pereira).

11 – Número de jogadores portugueses convocados para o Mundial da África do Sul, que já jogaram na equipa principal do FC Porto.

12 – Jogos em que Raul Meireles foi titular durante a fase de qualificação para o Mundial 2010 (foi o único que disputou todos os jogos).

14 – Número de jogadores do FC Porto que jogaram na Selecção portuguesa em fases finais de campeonatos do Mundo (1966 - 1; 1986 - 5; 2002 - 4; 2006 - 2; 2010 - 2).

20 – Idade de Paulo Futre durante o Mundial do México (é o jogador português mais novo que jogou na fase final de um Mundial).

360 – Minutos jogados por Bruno Alves durante a fase final do Mundial 2010 (foi um dos jogadores que fez o pleno dos quatro jogos).

1042 – Minutos jogados por Raul Meireles durante a fase de qualificação para o Mundial 2010 (foi o jogador mais utilizado).

A Ficção do Eterno Favoritismo Brasileiro


Raro é o Campeonato do Mundo em que o Brasil não é apresentado à partida como o favorito número um. Isto decorre, a meu ver, de uma preguiça de análise. Sem desmerecer dos altos atributos do futebolista brasileiro, os números não sustentam este eterno favoritismo. Argumentam os defensores da primazia brasileira que lá estão cinco títulos mundiais para confirmar que o "escrete" (qual será a origem desta palavra, cujo significado em português ignoro totalmente?) é o melhor. Pois, mas isso é como dizer que o Benfica é melhor que os outros porque já ganhou 32 títulos nacionais, mais 8 que o F.C. Porto, o segundo clube português mais vezes campeão. De facto, assim como o Benfica ganhou dois terços dos seus campeonatos há mais de 30 anos, nos últimos 40 anos - 10 campeonatos do Mundo, incluindo o actual - o Brasil sagrou-se campeão mundial duas vezes (em 1994 e em 2002), tantas quantas a Alemanha, a Argentina e a Itália. E se o Benfica ganhou um número avultado de campeonatos nacionais na era Eusébio, também os primeiros três títulos brasileiros (1958, 1962 e 1970) tiveram lugar na era Pelé.

O Brasil dispõe de condições invejáveis, até porque, dos países em que o futebol é claramente o desporto número um, ele é de longe o de maior população. O talento natural dos seus futebolistas é inquestionável, mas a frieza dos números não justifica o seu estatuto de eterno favorito.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uma pergunta a ... - X

James Rodriguez

Como raio se lê o primeiro nome deste novo atleta do FCP?
Estou a imaginar a confusão no seio das claques, enquanto inventam/reutilizam um cântico para o jogador...

Será lido à inglesa?
"Djeims"
Será à espanhola?
"Rámes"
Será à português?
"Jeimes"
Será um misto?
"Jámes"

O melhor será perguntar ao jogador, para ficarmos todos a saber, e não haver para aí alguém a chamar-lhe "fuzile"...

A encruzilhada portuguesa

Por Miguel Lourenço Pereira


A chegada de João Moutinho às filas do FC Porto desperta-nos para uma realidade que tem estado adormecida no desértico futebol português. Desértico de ideias. Desértico de jogadas arrojadas, transferências internas, o pão nosso de cada dia em qualquer país, menos no nosso. E também um espelho do que tem sido a realidade dos clubes portugueses, FC Porto à cabeça, com a histórica ligação lusa ao futebol de formação. Um fantasma preparado para assombrar um país nos próximos anos. Se tudo ficar na mesma.

O FC Porto que terminou a última época contava apenas com quatro internacionais A portugueses. Apenas dois deles (Bruno Alves e Raul Meireles) seriam titulares na viagem à África do Sul. E desta vez não houve sequer manobras de bastidores como a que vetou alguns dos nomes campeões europeus de 2004. A realidade é que o português é cada vez menos uma nacionalidade presente no balneário do Dragão. Mas não só.

A performance de Portugal no Mundial deixou claro que o mais grave problema da equipa das Quinas está na falta de opções. De futuro. Jogadores no final da carreira substituem jogadores no final da carreira. Pouco ar fresco, ambicioso e com vontade de encontrar um lugar ao sol. Um cenário que selecção e clubes têm partilhado nos últimos dez anos. Olhar para a formação do FC Porto e descobrir jogadores de primeiro nível tem sido como encontrar uma agulha num palheiro. Falhou a geração dos Ricardo Costa, Hugo Almeida e Helder Postiga. Posteriormente a dos Bruno Gama, Helder Barbosa ou Vieirinha. E agora estamos perante o dilema. Irá o cenário repetir-se com os Ukra, Castro ou Rabiola?

O certo é que Bruno Alves é o único atleta no plantel da época passada que fez a formação no clube. Muito pouco para uma equipa de dimensão mundial, particularmente quando os grandes da Europa começam cada vez mais a apostar na formação (mesmo que seja na última fase) e menos nos negócios milionários que marcaram a década.

Esta situação não é em nada diferente à de Benfica ou Sporting, que tem mais fama do que proveito com a sua “aclamada” Academia, mas é ainda mais grave quando olhamos para os clubes de média dimensão.

Verdade seja dita, a formação em Portugal sempre funcionou melhor fora do âmbito dos “Três Grandes”. O que sucedia, particularmente até ao aparecimento da Lei Bosman, é que estes captavam rapidamente os jovens talentos quando começavam a dar provas do seu valor na liga. Foi assim durante décadas com os jogadores que saiam das verdadeiras escolas que eram o Boavista, Vitória de Guimarães, Leixões, Belenenses, Montijo, Barreirense, Atlético, Marítimo, Braga ou Farense. Daí saíram jogadores que depois criaram um vínculo com um dos grandes, de tal forma que hoje são poucos os que se lembram que a aventura não começou aí. Quem se recorda de que o primeiro clube de Jaime Pacheco foi o Aliados de Lordelo (onde jogou até aos 21), ou que Sousa começou a jogar no Sanjoanense, ou como Futre arrancou no Montijo antes da breve passagem pelo Sporting?

Hoje essa realidade é o verdadeiro deserto. A lei Bosman encheu Portugal de jogadores estrangeiros de qualidade inferior. Não só nos grandes (onde a sua presença é excessiva e notória), mas nesses pequenos clubes, muitos deles hoje em falência por terem precisamente entrado nessa politica de gastos sem lucro. Clubes como a União de Leiria, Nacional ou Farense tornaram-se portas de entrada para jogadores brasileiros colocados estrategicamente por empresários. O mesmo se passou com Salgueiros, Campomaiorense, Alverca, Estrela da Amadora, Belenenses... todos eles hoje a viverem os piores anos da sua história.

Abandonando a formação, os clubes deixaram de ter uma politica sustentável. Passaram a viver exclusivamente do empréstimo dos grandes e dos jogadores que estes compravam a pechinchas para depois vender a peso de ouro. Até os jogadores que hoje aí se destacam são mais depressa “sobras” da formação dos grandes (Beto, Varela, João Pereira) do que formação da casa. Uma politica suicida que acabou com o futebol de base da selecção nacional.


Há vinte anos atrás, época em que Carlos Queiroz profissionalizou o futebol de formação português, era impensável que talentos como Tiago Targino e Diogo Lamelas (Vitoria Guimarães), João Aurélio e Edgar Costa (Nacional) ou Manu (Belenenses), Vitor Gomes (Rio Ave) e Yazalde (Braga) vivessem marginados dos onzes das suas próprias equipas, em detrimento de atletas estrangeiros. Mais. Há vinte anos esses seriam certamente titulares e estariam debaixo de olho dos olheiros dos grandes. Jogariam na selecção de forma competitiva (é imensa a diferença de equipas sub-21 e sub-19 com jogadores habituados a jogar ao mais alto nível do que aqueles que vivem no idílico mundo dos “juniores”, ou nos clubes que jogam sempre para não perder) e seriam o futuro do nosso futebol. Hoje são dúvidas mesmo antes de começarem. Ao contrário de Hazzard (belga, estrela do Lille), Berg (sueco, estrela do Hamburgo), Kadlec (checo, estrela do CSKA), Ninis (grego, estrela do Panathinaikos), não há um jovem jogador português que se destaque. Dentro e fora de Portugal. E isso é preocupante!

A principal razão do sucesso vertiginoso desta Alemanha (e desta Espanha, e desta Holanda, e até deste Uruguai) deve-se também à sua actual politica de formação. Das federações mas também dos clubes. São realidades, principalmente no caso holandês, em tudo similares à portuguesa. Mas gerida de uma forma diametralmente oposta. A média de idades dos planteis holandeses é infinitamente inferior à dos portugueses. O número de jogadores nacionais é muito mais alto. Na Holanda também há empresários, jogadores estrangeiros e clubes a disputar provas europeias ao mais alto nível. Mas o futebol é visto com outros olhos, sem o típico oportunismo do dirigismo português, dos escritórios da FPF até às oficinas do Dragão, Luz ou Alvalade.

Seria o ideal que os clubes que simbolizam o que de mais forte tem o nosso futebol tivessem nos seus onzes mais jogadores de formação própria. Mas talvez, mais importante ainda, seria que a segunda e terceira linha das equipas portugueses, hoje endividadas até ao tutano, mudassem por completo a sua postura e voltassem a apostar no que de melhor tem a sua cantera. A futura regra 6+5 pode ser polémica, mas no caso português adivinha-se fundamental para garantir a sobrevivência de um país e de um futebol desencontrados da realidade.

Os portistas podem sonhar com a afirmação de Ventura, Ukra, Castro, Rabiola ou Diogo Viana. Podem até ficar contentes com o sucesso de Bruno Gama, Hélder Barbosa, Vieirinha ou Bruno Vale. São produtos da nossa casa que beberam dos nossos ideais. Mas é preciso lembrar que desde sempre o FC Porto soube misturar o bom produto de formação da nossa escola com os melhores jogadores das pequenas escolas que gravitam à nossa volta. Beto, Varela ou Micael podem ser vistos já como os melhores exemplos desse regresso sadio ao passado. Talvez por isso seja simbólico que João Moutinho, produto da formação sportinguista, tome o testemunho de Raul Meireles, filho da escola boavisteira. Não importa a procedência. Importa a qualidade. A garra. O querer. Isso é a escola à Porto. Isso deveria ser a escola à Portugal!

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Miguel Lourenço Pereira a elaboração deste artigo.

Foto 1: origem desconhecida
Foto 2: Academia de Talentos

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SMS do dia - CXI

No primeiro jogo de pré-época, o FC Porto defrontou e derrotou o Tourizense por 4-1 em jogo de preparação. Não havendo relato das incidências (e nos jornais desportivos que procurei, nem o resultado está disponível), só podemos falar sobre o resultado: 4-1 para o FC Porto, com os golos a serem marcados por James Rodriguez, Falcao, Castro e Hulk.

FC Porto nos Mundiais (XI)

Emil Kostadinov iniciou a sua carreira sénior em 1985, com 18 anos, no “seu” CSKA Sofia onde, juntamente com Hristo Stoichkov e Luboslav Penev viria a formar um trio de ataque “mortífero”, ajudando a equipa da capital búlgara a ganhar três campeonatos, três taças e a chegar a uma meia-final da extinta Taça das Taças (em 1988/89).

No Verão de 1990, na sequência da queda do muro de Berlim e da abertura a Leste que se sucedeu, aquele mítico tridente dissolveu-se, com Penev a assinar pelo Valência, Stoichkov pelo Barcelona e Kostadinov pelo FC Porto.

Jogador de enorme qualidade, Kosta destacava-se pela velocidade com que partia para a contra-ofensiva, bem como, pela facilidade de remate e mobilidade na frente do ataque portista, onde formou uma excelente dupla com Domingos. Juntos “aterrorizaram” os estádios da Luz e de Alvalde durante vários anos.

Envergando a camisola azul-e-branca, ganhou tudo o que havia para ganhar em Portugal, nomeadamente: campeonato nacional (1991/92, 1992/93, 1994/95), Taça de Portugal (1990/91, 1993/94) e Supertaça (1991, 1993 e 1994).
Em termos internacionais, esteve ligado a importantes vitórias dos dragões, entre elas a histórica goleada por 5-0 obtida em Bremen na época 1993/94, num jogo a contar para a Liga dos Campeões, com um dos golos a ser apontado por si. Nessa mesma época, voltou a atingir as meias-finais de uma competição europeia, com a particularidade de ser novamente eliminado pelo Barcelona (as meias-finais jogavam-se numa única partida e o FC Porto de Robson foi derrotado por 0-3 no Camp Nou).

Após quatro épocas ao serviço do FC Porto – 114 jogos, 44 golos – e da excelente prestação da Bulgária no mundial dos EUA, Kostadinov seria transferido para o Deportivo Corunha em Agosto de 1994, mas ainda foi a tempo de disputar o jogo da 1ª jornada da época 1994/95, no Estádio das Antas, no qual marcou o segundo golo da vitória portista frente ao Braga.

1990/91, 33 jogos, 8 golos
1991/92, 29 jogos, 10 golos
1992/93, 29 jogos, 9 golos
1993/94, 22 jogos, 16 golos
1994/95, 1 jogo, 1 golo

Kostadinov representou a selecção do seu país durante 10 anos (desde 1988 a 1998) – 70 jogos, 26 golos – onde reeditou com Stoichkov e Penev o famoso tridente ofensivo do CSKA do final dos anos 80.
Fazendo parte da geração de ouro do futebol bulgaro, participou no mundial dos EUA, onde a Bulgaria atingiu as meias-finais (Kostadinov jogou nas sete partidas), no Euro 96, em Inglaterra, e no mundial de França.

Contudo, o melhor momento futebolistico da sua carreira foi vivido no derradeiro jogo da fase de qualificação para o EUA 94. Em 17 de Novembro de 1993, no Parque dos Principes, Kostadinov operou a reviravolta no marcador, apontando dois golos fantásticos (37’ e 90’), os quais foram decisivos para a pequena Bulgária derrotar (2-1), e deixar de fora do mundial disputado na terra do Tio Sam, a toda poderosa França de Papin, Ginola e Cantona.



Após este jogo, Kostadinov converteu-se num ídolo do seu país vindo, uns meses depois, a ser distinguido como o futebolista búlgaro do ano (1993).

Foto: Paixão pelo Porto

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os "prognósticos" de Paul



Depois de 100% de acerto nos "prognósticos" dos jogos da Alemanha contra a Austrália (vitória), Sérvia (derrota), Gana (vitória), Inglaterra (vitória) e Argentina (vitória), Paul, o polvo que vive no aquário Sea Life de Oberhausen, voltou a acertar em cheio.

P.S. E a tal selecção "fraquinha" que eliminou Portugal, está na final do Mundial. Por aquilo que vi hoje, sorte da Alemanha que não apanhou a Espanha nos oitavos...

O mistério Kieszek

Neste defeso o FCP contratou o guarda-redes polaco Pawel Kieszek (lê-se "Kiejék") ao SC. Braga. Oficiosamente - e excluindo comissões de intermediação - terá custado o passe e direitos desportivos de Hélder Barbosa, não envolvendo verbas numa ou noutra direcção.

Antes de mais, quem é este guarda-redes?

Tem 26 anos, nasceu em Varsóvia e chegou ao Braga há 3 anos, onde passou pelo banco antes de ser emprestado ao Setúbal, tendo depois regressado ao banco do Braga.

Na época passada jogou 3 jogos completos (e zero incompletos), todos na Taça da Liga.

Para mim este negócio é um mistério por três razões:

1)para lutar pela titularidade temos dois bons guarda-redes, de provas dadas, nomeadamente Hélton e Beto; para 3o guarda-redes chega perfeitamente o americano ex-junior (mais: esta posição é ideal para completar a formação de jovens GRs da casa junto dos GRs principais do clube, antes de serem emprestados para ganhar algum "calo").

Supondo por um momento que Hélton é vendido (o que duvido imenso), não me parece que será um GR que (ainda?) não deu fortes indícios de qualidade (em 3 anos fez uma dúzia de jogos e ainda por cima não foi por ser ex-junior...) que fará o mais indicado para colmatar a sua saída.

2) Aos 26 anos não será certamente uma "aposta de futuro". Aliás, para isso temos já o Ventura a "estagiar" na 1a divisão pela 2a época (depois do Olhanense onde fez uma boa época, o Portimonense) e daqui a um ou dois anos terá perfeitamente condições para regressar e lutar pela titularidade, aos 23 ou 24 anos.

3) O não-aproveitamento de H. Barbosa para o plantel principal é um assunto em que os portistas divergem de opinião, e não vou sequer abordar esse ponto; no entanto parece-me que a grande maioria irá concordar comigo em que se esperava que ele valesse certamente mais do que um GR de 26 anos que tem sido suplente no Braga e leva uma dúzia de jogos feitos em 3 épocas.

Confesso portanto que não compreendo esta contratação. Ironicamente, entretanto o guarda-redes que em tempos Pinto da Costa quis contratar foi livre para o Olhanense: falo de Moretto.

terça-feira, 6 de julho de 2010

SMS do dia - CX

Se o futebol fosse matemática esta equação era certinha:

Moutinho - Nuno André Coelho = Bruno Alves - Raul Meireles

FC Porto nos Mundiais (X)

Este, como jogador do Porto, nunca esteve num mundial, mas por muitos motivos apetece-me falar dele. Antes de mais por o mundial ser precisamente na terrinha, e como é o único elo que temos (que eu me lembre) à África do Sul, aqui vai.

E começamos por uma interrogação: como é que sendo uma oportunidade única - jogar um mundial em casa, ele acaba a época e chega ao pré-estágio com peso a mais?

Nestes anos já vi muito desperdício de talento, mas acho que ele é o pior caso que vi.

Sempre achei que potencialmente foi dos melhores jogadores que por cá passaram, tinha tudo para ser uma lenda, tinha tudo para ombrear/superar Drodba, Eto'o e companhias, tinha um clube que o adorava.



Por empatia "perdoei-lhe" coisas que a outros me levariam aos arames.

Tinha tudo ou melhor dizendo: tinha quase tudo. Faltava-lhe uma coisa: cabeça.

E a falta que faz a cabeça a um jogador - e não é propriamente para dar cabeçadas na bola (nunca hei-de esquecer aquela contra o Manchester).

E em alturas como estas, em que entram jogadores que também não foram ao mundial - apesar de todo o potencial que se lhe reconhece - é importante que acima de tudo tenham cabeça, que lhe mostrem estes exemplos e que lhe façam o acompanhamento necessário para que Vigo, cabeleireiras no estágio e vontades de empresários sejam histórias do passado. E que possamos ter exemplos destes, com "Vai Moutinho!":

segunda-feira, 5 de julho de 2010

SMS do dia - CIX

Com que então os sul-americanos é que estavam a dar, não é?

Eu bem disse aqui há 2 semanas que o primeiro milho era para os pardais... o que eu vejo é 3 equipas europeias nas meias-finais, e muito provavelmente uma final entre europeus.

Afinal parece que a matéria prima sul-americana não é assim tão espectacular como a pintavam, comparativamente falando (com a europeia).