domingo, 11 de setembro de 2011

Provavelmente o melhor Sub-20 do Mundo

Alguns comentários às duas últimas exibições de James:

«Sinceramente, não foi muito fácil encontrar adjectivos para qualificar a exibição do prodígio colombiano, de tão perfeita que foi. Para já, ficam os factos: participou directamente em quatro dos cinco golos dos portistas; marcou dois (28' e 64') e desbloqueou outros tantos, com passes fantásticos a descobrir Álvaro Pereira (74') e Defour (92'). Mais do que a técnica ou a capacidade de passe - que já todos lhe reconheciam da época passada -, ontem sobressaiu outro aspecto ainda mais importante, a maturidade, que lhe retirou o medo para assumir o jogo da equipa. Aos 20 anos, já deixou de ser uma promessa. James é mesmo uma certeza. E das grandes
in ojogo.pt (União Leiria x FC Porto)

«Parece um jogador mais maduro, em relação à época passada, e dá a ideia de jogar de transferidor em riste, tal a forma como dá sempre as coordenadas certas à bola.»
in Maisfutebol (União Leiria x FC Porto)

«Foi incrível a forma como conseguiu colocar vários companheiros em posição de marcar, com passes absolutamente geniais saídos daquele pé esquerdo fabuloso. Na ausência de Hulk, James tratou de criar os desequilíbrios. No meio de tanta arte, o golo que marcou acabou por ser apenas um pormenor.»
in ojogo.pt (FC Porto x Vitória Setúbal)

«Marcou um golo, e muito fez por o merecer. Mas jogou mais do que isso, claro: surgiu à direita, ao centro e à esquerda, pediu a bola, tocou com rapidez, serviu os colegas para ocasiões de golo e rematou também ele com perigo. Aquela finalização de ângulo impossível, tentando enganar Diego, é de craque
in Maisfutebol (FC Porto x Vitória Setúbal)


A seguir ao jogo na Marinha Grande, O JOGO tratou de contactar o empresário de James, Silvio Sandri:

"Houve muitas sondagens durante o Mundial Sub-20, muitas perguntas, mas não havia nada a fazer, porque estava tudo tratado com o FC Porto. (...) Vi o jogo [União Leiria x FC Porto] e este James cabe em qualquer equipa, mas o FC Porto percebeu a tempo que já havia muitos clubes atentos. Estou certo de que não sairá por menos do que a cláusula [45 milhões de euros], que aceitámos porque para ele é claro que o futuro passa pelo FC Porto. É cedo para pensar em sair"
Silvio Sandri


Penso que não estarei a exagerar se disser que James é, muito provavelmente, o melhor jogador Sub-20 do Mundo. Na realidade, não conheço nenhum com esta idade (20 anos) que seja melhor do que ele e, como sócio do FC Porto, sinto-me privilegiado ao vê-lo envergar a camisola azul-e-branca, desejando que o possa fazer durante muitos anos. Contudo...

Eu sei que El Bandido tem contrato com o FC Porto até 2016 e 45 milhões de euros é um valor que me deixa razoavelmente tranquilo mas, infelizmente, há muitas "aves de rapina" a rondar os céus do Dragão e, ao contrário de Radamel Falcao, a FC Porto SAD apenas detém 55% dos direitos económicos (inicialmente adquiriu 60%, depois alienou uma parte - em 31/12/2010 tinha apenas 25% - e em 17 de Maio de 2011 recomprou 30% por 2.250.000 €).

Tal como Falcao, resta-nos desfrutar da classe ímpar deste colombiano enquanto ele cá está.

sábado, 10 de setembro de 2011

Três gigantes no meio-campo


Fernando Daniel Belluschi, 28 anos (nasceu a 10 de Setembro de 1983, em Los Quirquinchos, Argentina), mede 1.71 m

João Filipe Iria Santos Moutinho, 25 anos (nasceu a 8 de Setembro de 1986, em Portimão, Portugal), mede 1.70 m

Steven Defour, 23 anos (nasceu a 15 de Abril de 1988, em Mechelen, Bélgica), mede 1.73 m

Estes três "gigantes" formaram o meio-campo da equipa do FC Porto na 2ª parte do jogo de ontem e, para além dos dois golos que marcaram (Moutinho e Belluschi), imprimiram um ritmo ao jogo de tal forma intenso, incluindo uma pressão alta sobre os jogadores adversários, que sufocaram completamente a equipa setubalense.

Está encontrado o trio de meio-campo do FC Porto?

Por aquilo que se viu ontem, só um Guarín ao nível do que mostrou na época passada poderá ser uma mais-valia e entrar neste meio-campo de gigantes. Fernando e Souza são bons elementos, mas não atingem este patamar e muito menos têm pedal para este ritmo.

P.S. Se nos próximos jogos Defour confirmar a exibição de ontem, parece-me claro que o FC Porto ficou a ganhar com a "troca" de Ruben Micael por este belga.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma ambição que vale três pontos



Cumprindo a meta estabelecida por Vítor Pereira – somar triunfos até ao próximo jogo em casa -, o FC Porto infligiu três bolas sem resposta ao Vitoria de Setúbal, numa partida em que o resultado apenas se construiu na 2ª parte, mas que foi de sentido único na sua totalidade. Uma exibição em crescendo do conjunto azul e branco que, globalmente, terá sido a melhor da temporada até ao momento. Moutinho entrou para desbloquear, James voltou a facturar.

Com efeito, o nosso treinador apostou no mesmo esquema, mas com alguns protagonistas diferentes. Além do expectável resguardo a Hulk, João Moutinho e Fernando foram também alvos de poupança. Defour garantiu a titularidade e não se saiu nada mal. A sua simplicidade de processos agrada. Já Souza não foi além dos primeiros 45 minutos, pela necessidade de expandir o jogo no miolo portista.

Nos primeiros 20 minutos o Dragão foi incapaz de contornar a linha média sadina de 4 homens. Faltava alguma velocidade e melhor circulação de bola para a pressão se acentuar. Algumas deambulações de James para dentro e as subidas de Álvaro mexiam, ligeiramente. Mas foi apenas na sequência de bola que vieram os primeiros lances de perigo, com Souza e Rolando a cabecearem à barra.

Como não há duas sem três, Kléber pouco depois repetia a dose e atirava à trave, uma vez mais. O povo azul desesperava perante tamanho infortúnio, mas já por aquelas horas o ritmo portista imprimia uma cadência cada vez mais veloz. Sinal para o que viria e se veria na 2ª parte.



Sem contemplações, o FC Porto entrou nos segundos 45 minutos para arrasar. E fê-lo com todo saber e mérito. A ânsia pelo golo repercutiu-se na rapidez da recuperação de bola, no acerco à área de Diego, na assumpção de total iniciativa. Nesse espírito, Moutinho, após o aproveitamento uma recuperação alta disparou para justiça do golo. Finalmente o adiantar no marcador, mas não o baixar de guarda.

O comprometimento pelo jogo tinha assaltado os homens de Vítor Pereira de cabeça aos pés, e estavam certos que não queriam, nem podiam ficar por aí. A bela obra geométrica desenhada em parelha por Hulk e James deu-nos a tranquilidade. Fernando Belluschi arrumou as contas com outra clareza e grandeza condizentes com aquilo que se viu no relvado do Dragão.

Noites de futebol como esta são um regalo. E a uma sexta-feira, tanto melhor. Um prenúncio de um grande fim-de-semana, ou quiçá, de uma grande noite europeia vindoura. Os sinais foram positivos e houve uma entrega inexcedível dos jogadores. E quando assim é, todos saímos do estádio felizes.

Vítor Pereira: the right man for the job?

Por Filipe Sousa


O início desta época é marcado, de forma incontornável, pela final da Supertaça Europeia frente ao Barcelona. E se há uns meses atrás, existiam todas as condições para que esse confronto fosse, tanto quanto possível, jogado “olhos nos olhos”, o apelo do dinheiro – a treta do “desafio” é isso mesmo, uma treta, uma desculpa – deixou a equipa do Porto em risco de ser inapelavelmente batida e até mesmo humilhada.

As exibições frente ao Guimarães e a má imagem deixada frente ao Gil Vicente – a vitória não disfarçou visíveis dificuldades na defesa, e um incompreensível nervosismo frente a uma equipa recém-promovida – não auguravam nada bom frente à “melhor equipa do Mundo”. Aliás, a troca de palavras entre Vítor Pereira (VP) e Jorge Jesus, uns dias antes deixou transparecer um nervosismo natural mas estranhamente evidente; VP começou por demarcar-se do estilo do seu antecessor, dizendo que os confrontos com o treinador da equipa mais castelhana de Portugal, o Bienfica, seria travado exclusivamente dentro do campo, para debitar mais tarde um rol de violentas acusações sobre a mesma pessoa; eu não critico o conteúdo, mas a forma e a evidente contradição nas posições.

Porém o dia chegou, o Porto não venceu, mas deixou uma sensação paradoxal de dever (minimamente) cumprido e de esperança. Contra todas as expectativas, VP, “o substituto do André Villas-Boas” (AVB), começou no Mónaco a sair da sombra do seu antigo superior – porque até aí, a vitória na Supertaça nacional e as duas vitórias na Liga poderiam perfeitamente ser dadas como resultado do trabalho deixado pelo AVB – e a afirmar-se como treinador com capacidade para ocupar o cargo que detém.


Nem tudo foi perfeito frente ao Barcelona, quanto mais não seja porque Guardiola pode ter jogadores como Fabregas no banco e o VP tem de ter jogadores como Guarín no plantel – não, nunca gostei dele – mas é inegável que o nosso treinador sabe o que faz. O tempo dirá se possui outras capacidades vitais ao nível da gestão de homens e egos – algo em que o seu antecessor primava – mas pelo menos nos aspectos técnicos e tácticos, parece reunir todas as condições para atingir os objectivos que lhe foram propostos, e quiçá, até levar o Sr. Abramovich a despender 18 milhões de euros no final da época, para fazer dele o curador do seu “brinquedo”.

Contudo, até lá, o caminho foi, é e será pejado de obstáculos. O primeiro e mais complexo é sem dúvida a herança deixada pelo seu antecessor. Nesse aspecto, o AVB foi um sortudo: recebeu uma equipa desconjuntada e sem o título de campeão para defender – e é sempre mais fácil subir do que manter-se no topo, que o diga o Sr. Jesus. VP recebe uma equipa teoricamente melhor, mas com menor urgência de vitórias e certamente muito menos permeável ao discurso de “revolta” típico de AVB.

Outro obstáculo que costuma trocar as voltas aos treinadores do Porto, é o malfadado “mercado” e até nesse ponto, as sortes foram diferentes: a um deu João Moutinho, e com ele uma enorme “injecção” de moral em toda a equipa; ao outro tirou Falcao e não deu alternativa em troca, e ainda deixou vários jogadores no limbo, com o corpo no Porto mas com a cabeça em contratos milionários com clubes de segunda em ligas de primeira. Algo que um mercado de transferências com um calendário completamente ridículo e à medida dos clubes mais endinheirados, propicia e que curiosamente tem passado despercebido ao "sagaz" Sr. Platini. Isto já para não falar de contratações de 13 milhões que só chegam em Janeiro…!

Há ainda a juntar a tudo isto a componente europeia da temporada. Jogar a Liga dos Campeões, seja em que circunstâncias forem – e aquelas com que o VP se vai defrontar, em virtude das equipas sorteadas e das longuíssimas deslocações envolvidas, são bastante complicadas – é sempre mais difícil que disputar a Liga Europa, embora as expectativas não sejam obviamente tão altas.

Os desafios colocados ao VP são de monta e as condições que tem para trabalhar estão longe de serem as melhores, mas o homem, apesar de ainda estar a “apalpar terreno” no que toca à relação com os media e outros intervenientes no jogo, parece estar ciente das dificuldades, motivado e acima de tudo, ter as capacidades necessárias. Se isso é suficiente para levar o navio a bom Porto, é uma incógnita mas, até prova em contrário, VP tem a minha confiança.

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Filipe Sousa a elaboração deste artigo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Projecto 011?

Aqui ha' uns 5 anos anunciou-se com alguma pompa o lancamento do projecto "611", consistindo numa forte aposta em estabelecer as condicões para que em 2011 tivessemos 6 jogadores formados da casa no plantel A.


5 anos mais tarde, constato que não temos um unico jogador no plantel A que tenha sido formado na casa. Ironicamente, quando o projecto comecou tinhamos 3: andamos portanto muito para tras nesse objectivo, em vez de andar para a frente. Pode-se portanto concluir que esse projecto redundou num fracasso total (e' legitimo no entanto discutir se o objectivo fazia sentido ou não, e se o seu fracasso e' um problema ou não; o que ja não e' discutivel e' que o projecto - que mereceu bastante destaque pela direcão na altura - foi um rotundo fracasso, apesar de termos continuado a vencer).


Curiosamente, a equipa com mais sucesso da ultima decada (eu diria "de sempre") - nomeadamente a de 03/04 -tinha 8 jogadores da casa no plantel. Isto ja' em plena "era Bosman" e com uma Liga dos Campeoes no formato actual (i.e. muito mais dificil do que nas decadas anteriores).


Verifico no entanto e com curiosidade tambem que nao e' so' o numero de jogadores da casa que tem vindo a diminuir no plantel nos ultimos anos, mas tambem o numero de portugueses em geral, como se pode verificar no seguinte grafico.


A meu ver colocam-se algumas questoes ao constatar isto. A primeira e': sera' que a materia-prima portuguesa baixou tanto de qualidade nos ultimos anos?

A resposta parece-me ser um enfatico ''não": os nossos sub-20 acabaram de ser vice-campeões mundiais, e a selecão A tem feito muito boas campanhas no Euro e nos Mundiais na ultima meia-duzia de anos.


Outra: sera' que o problema e' que os portugueses jovens com valor são agora tão valiosos que são raptados por tubarões europeus com quem não conseguimos aguentar a parada? Bem, parece-me que tambem não, ja que não vejo carradas de portugueses jovens e de outras equipas mais pequenas do campeonato portugues (comecando por sub21s) a serem vendidos para o estrangeiro por imensos milhões de Euros.


Certamente não vejo os sub21s portugueses a serem vendidos por valores tão ou mais elevados do que as compras do FCP de sub21 estrangeiros, como James, Mangala, Alex Sandro ou Danilo, logo não sera' por ai'.


Outra pergunta: no que diz respeito ao zero aproveitamento da formacão, sera' que o problema passa por ter uma formacão muito fraca, tendo perdido muito terreno para outros clubes portugueses? Não me parece, ja' que o FCP tem mantido um numero elevado de jogadores nas seleccões jovens nos ultimos anos (sub20, juniores).

Mais outra: sera' que os jovens portugueses são sistematicamente mais impacientes e imaturos do que os jovens estrangeiros? Pergunto isto porque leio muitas vezes que os nossos jovens "precisam e querem jogar regularmente'', o que levara' a que sejam sistematicamente emprestados; no entanto e' costume ter varios jovens de idade similar (ou ate' mais novos) no banco que foram contratados no estrangeiro - esses ja' não precisam nem querem jogar regularmente?


Mais perguntas haveria por colocar, mas concluo aqui com apenas mais uma, a mais fundamental de todas: mas afinal este nulo aproveitamento da formacão (e fraco de portugueses em geral) e' um eventual problema, ou não?

Não me parece de todo que seja um enorme problema; certamente não sera' (so') por ai' que vamos deixar de ganhar campeonatos e fazer boa figura na Europa. Mas ao mesmo tempo parece-me claro que e' um problema (em certa medida no imediato, e ainda mais no medio prazo).
E e' um problema por varias razões:


1) para comecar, ha' a questão das vagas para inscricões. Na Europa por exemplo temos, em 25 vagas para inscricões, 4 reservadas para jovens da casa e mais 4 reservadas para jovens portugueses (ou estrangeiros que tenham jogado em Portugal um minimo de 3 epocas ate' atingirem os 21 anos). Ora neste momento so' podemos inscrever 21 jogadores num plantel muito mais extenso (por não haver ninguem da casa), e estamos agora em risco de comecar a perder tambem vagas na restante quota para portugueses (ou para ser tecnicamente correcto, "jogadores formados no pais''').


Deixar varios jogadores do plantel fora das inscricões (se fosse um ou dois ainda va' que não va'...) e' um problema, porque 1) da' menos opcões (para mais em caso de lesões ou castigos) , 2) e' dificil ao treinador determinar com certeza em Agosto que jogadores serão menos uteis semanas ou meses mais tarde, e 3) e' muito desmotivador para quem fica de fora das inscricões, sabendo que por muito que corresponda nos treinos nunca sera' chamado. À custa disto acabamos agora mesmo de ter que deixar 3 jogadores de fora da LC que nos custaram mais de 20M€ (A. Sandro, Walter e Iturbe).

2) de um ponto de vista financeiro, os jogadores da casa são muitissimo mais baratos (passe & salarios) do que qualquer dos jogadores contratados no estrangeiro. Os portugueses costumam em media ser tambem um pouco mais baratos do que jogadores contratados no estrangeiro.


Sabendo-se que de um plantel de mais de 25 jogadores so' uns 15 e' que irão jogar regularmente, dava muito jeito que varios dos 5 a 10 jogadores menos utilizados fossem jogadores baratos.

3) A questão das viagens. As viagens para o estrangeiro (e principalmente para a America do Sul) seja em ferias para ver familia e amigos, seja principalmente para estagios e jogos de selecão, são um inconveniente consideravel.


4) a questão da adaptacão e sentir da camisola: cada caso e' um caso (da casa, portugues ou estrangeiro) mas em media os da casa e outros portugueses adaptam-se muito mais facilmente do que um jogador vindo de longe e sabem melhor o que quer dizer ao certo "Somos Porto", como esta' agora na moda dizer.

5) a empatia com os adeptos. Se e' verdade que para uma grande parte dos adeptos (possivelmente a maioria) não interessa se jogamos com 11 portugueses ou 11 indonesios, desde que se ganhe, tambem e' inegavel que para um numero significativo de adeptos isso faz uma diferenca por uma questão de identidade.


Isto não e' um problema por ai' alem, sem duvida, mas tambem sem duvida que não havendo jogadores da casa ou portugueses no plantel a empatia de muitos adeptos para com a equipa diminui (diminuindo tambem a tolerancia para periodos ou jogos menos bons).


Concluindo, nos dias de hoje parece-me inevitavel que hajam bastantes estrangeiros no plantel de forma a sermos competitivos; mas dai a termos zero jogadores da casa e 4 portugueses num plantel de 26 ou 27 jogadores vai uma grande distancia - isso ja' não me parece de todo inevitavel, nem sequer desejavel (pelas razões acima expostas). Nem 8, nem 80.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

James, Kléber e três pontos!!!



Fartura de golos na Marinha Grande. O FC Porto “ofereceu” uma mão cheia de bolas à U. de Leiria, numa vitória folgada e clara dos comandados de Vítor Pereira. James regressou à equipa e, no seu estilo desconcertante, voltou a fazer mossa. Kléber estreou-se a marcar oficialmente, em dose dupla. Nota menos apenas para alguma falta de gestão e domínio do sector mais recuado.

Pedro Caixinha havia prometido e cumpriu. O Leiria apresentou-se diante do campeão nacional descomprometido e desinibido. Uma linha bastante subida, pressionante, foi colocando de sobreaviso a defensiva azul e branca. Mas havia um colombiano canhoto que levantava cabelo sempre a bola lhe chegava aos pés. James, pois claro!

Hulk até foi quem dispôs da 1ª grande oportunidade, isolando-se e contornando a subida para tentativa de fora de jogo dos leirienses. O relvado atraiçoou o avançado brasileiro, mas a chave havia sido encontrada. Em ataque rápido a equipa da casa tornava-se vulnerável e, num desses momentos, Moutinho pegou na bola, desmarcando James para o 1º golo da noite.

Sem tempo a perder os dragões carregaram em busca da tranquilidade. Numa recuperação de bola de Belluschi a nossa equipa iria fazer o 0-2. Momento de altruísmo do argentino para finalização requintada de Kléber. Afinal o homem sabe encontrar o caminho das redes contrárias. E mais não conseguiu pouco depois porque o poste assim não quis.

Com uma vantagem confortável ao intervalo, o FC Porto pensaria impor uma gestão de bola mais criteriosa na 2ª parte. O golo feliz e fortuito da U. de Leiria furou um pouco esses planos. O apagão fez um ocaso no conjunto caseiro, mas, em oposição, alumiou o prodígio colombiano de pé esquerdo certeiro.

Se três era bom, quatro é ainda melhor. Kléber não quis ficar atrás de James e voltou a facturar num bom movimento colectivo. O conjunto de Pedro Caixinha reduziu num lance de bola parada, onde Maicon deixou-se bater, e Varela fechou a contagem já nos descontos.

66 milhões de euros


«O FC Porto comprou os 50% do passe, que ainda eram pertença do Vélez Sarsfield, por quatro milhões de euros (…). Com mais este investimento, a SAD ascendeu a 64 milhões de euros o valor do investimento já anunciado este ano. A grande fatia (42,5 milhões) diz respeito à aquisição de reforços, mas 21,5 milhões foram gastos para reforçar a posição junto de activos antigos: 13,5 milhões por 40% do passe de Hulk, quatro milhões por 22,5% de João Moutinho e agora o restante do passe de por Otamendi.»
in ojogo.pt


O JOGO esqueceu-se que a FC Porto SAD também (re)adquiriu 30% dos direitos económicos do James, por 2.250.000 €, o que significa que o total é de 66,25 milhões de euros.

Não tendo concretizado, até 31 de Agosto, a venda de vários jogadores que despertaram manifestações de interesse de outros clubes (Alvaro Pereira, Moutinho, Hulk, Rolando, Guarín, etc.), é provável que, tal como fez na época passada, a SAD venha a alienar a fundos de investimento parte dos direitos económicos de diversos jogadores, encaixando dessa forma alguns milhões. Contudo, investir em poucos meses quase 70 milhões de euros em direitos económicos de jogadores é um número que revela uma pujança financeira impressionante. A componente de construção do Estádio do Dragão custou pouco mais do que isso…

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Do 4-3-3 ao 4-5-1

Temos vindo a trabalhar de há um ano a esta parte em 4-3-3, e é natural que quem quer ser fiel a si próprio mantenha a estrutura. Não há razões para mudar.

Estas declarações foram feitas por Vítor Pereira, na véspera da final da Supertaça Europeia contra o Barça. Nesta altura, interessa pouco discutir se o FC Porto actual, sem ter ainda um ponta-de-lança com nível suficiente para substituir Falcao, deveria ter jogado em 4-3-3 contra a melhor equipa que Vítor Pereira já viu jogar. Contudo, perspectivando o futuro, vale a pena recordar o que se passou em 2002/03 e 2003/04.

Na época 2002/03, o FC Porto jogou quase sempre em 4-3-3, com a equipa base a ser constituída pelos seguintes jogadores:
Vítor Baía
Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente
Costinha, Maniche, Deco
Capucho, Postiga, Derlei

No entanto, chegados à final da Taça UEFA, em Sevilha, não houve Postiga (tinha sido expulso nas meias-finais) e no onze inicial surgiu Dmitri Alenichev, alterando o esquema habitual para um 4-4-2.

Será que José Mourinho fez mal, ao ter alterado o seu esquema habitual de 4-3-3 para 4-4-2? Devido a esse facto o FC Porto jogou pior que o Celtic? Foi menos ofensivo? Criou menos oportunidades e marcou menos golos que habitualmente?

Depois de ter “passeado” na Taça UEFA de 2002/03, na época seguinte o FC Porto voltou à Liga dos Campeões e nos jogos europeus, nomeadamente nos de maior dificuldade, Mourinho passou a adoptar o 4-4-2 como esquema base. A equipa de 2003/04 era menos ofensiva que a do ano anterior, mas o que perdeu em espectacularidade ganhou em consistência defensiva. Não foi certamente por acaso que não perdeu um único jogo na fase a eliminar da Liga dos Campeões.

Em 26/05/2004, no Arena Aufschalke, em Gelsenkirchen, o onze inicial dos dragões foi o seguinte:
Vítor Baía
Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente
Costinha, Pedro Mendes, Maniche, Deco, Carlos Alberto
Derlei

Ou seja, uma equipa com cinco médios e sem um único ponta-de-lança de raiz. De facto, Mourinho deixou no banco McCarthy, o qual só entrou em campo aos 78 minutos, para substituir Derlei, e quando o FC Porto já vencia por 3-0.

A situação actual não é exactamente igual à da época 2003/04, mas será que na Liga dos Campeões, contra os adversários mais fortes, a equipa se poderá dar ao luxo de jogar em 4-3-3?

domingo, 4 de setembro de 2011

Postiga nunca deixa saudades


"A situação no Sporting não era insustentável, mas há uma semana que decidi que queria sair. Quando surgiu a possibilidade de ir para o Saragoça, fiquei felicíssimo. O ambiente não era o melhor, aproveitei esta oportunidade única."
Hélder Postiga, 02/09/2011


Postiga é um daqueles jogadores que cria grandes expectativas quando é contratado, mas que nunca deixa saudades quando sai dos clubes. Por exemplo, o péssimo desempenho de Postiga quando esteve ao serviço do Tottenham (19 jogos, 1 golo), ainda hoje, sete anos depois, é lembrado em Inglaterra:

«"Portuguese international striker Helder Postiga signed for Spanish side Real Zaragoza from Sporting Lisbon for a million euros on Wednesday, the selling club announced."
Helder Postiga. How anyone is still paying that man to play football is beyond me.»
Daily Telegraph, 31/08/2011

A mesma má impressão aconteceu quando o FC Porto o emprestou ao Saint-Étienne (15 jogos, 2 golos) e ao Panathinaikos (8 jogos, 2 golos) que, obviamente, não exerceram a opção de compra do seu passe.

Nestes três últimos anos, ao serviço do SCP, marcou 8 golos em 54 jogos no campeonato e, mais uma vez, voltaram os assobios e saiu pela porta pequena.

Formado nas camadas jovens do Varzim e do FC Porto, a melhor época de Postiga foi aos 20 anos, em 2002/03, quando era uma das peças da máquina de jogar futebol montada por Mourinho e que, nessa época, ganhou tudo em Portugal e na Europa.
Agora, aos 29 anos, e numa altura em que é titular da Selecção portuguesa (!), o caxineiro vai para o seu sexto clube no quinto campeonato diferente.

P.S.1 Uma das melhores operações de mercado feitas por Pinto da Costa foi no Verão de 2003, quando "trocou" Postiga por Benni McCarthy (um ponta-de-lança incomparavelmente superior) e ainda ficou a ganhar 6 milhões de euros.
Umas das piores operações foi no Verão seguinte, quando pagou 4,5 milhões mais o passe de Pedro Mendes para fazer regressar Postiga.

P.S.2 Coitados dos adeptos do Saragoça. Roberto na baliza e Postiga a ponta-de-lança...

sábado, 3 de setembro de 2011

Balanço das compras e vendas

Com o fecho do mercado em 31 de Agosto, o JN fez um apanhado das compras e vendas dos principais clubes/SAD's portugueses:

(clicar para ampliar a imagem)


Num país em crise, os valores globais impressionam mas, ainda assim, pecam por defeito nas compras e por excesso nas vendas. Por exemplo, aos valores investidos pela FC Porto SAD em jogadores, o JN esqueceu-se de acrescentar os montantes gastos na (re)aquisição dos direitos económicos de jogadores, nomeadamente:

13 de Maio de 2011, Hulk, 13.500.000 € por 40%
17 de Maio de 2011, James, 2.250.000 € por 30%
3 de Agosto de 2011, Moutinho, 4.000.000€ por 22,5%

Ou seja, mesmo sem contar com eventuais prémios de assinatura (que são habituais quando o jogador é contratado a "custo zero"), ou de renovação de contratos, a FC Porto SAD investiu em direitos económicos de jogadores, não os 42,5 milhões de euros referidos pelo JN, mas sim 62,25 milhões de euros.

Quanto aos valores obtidos nas vendas, as contas também não estão correctas, porque na maior parte dos casos as SAD's já não eram detentoras da totalidade dos passes (direitos económicos) dos jogadores. Por exemplo, no caso do FC Porto, e de acordo com o prospecto da última oferta pública de subscrição (p.70), a SAD detinha 95% do passe de Falcao e 70% do passe de Rúben Micael.

Um pouco mais de rigor a quem tem o dever de informar, é algo que não ficava mal a profissionais da comunicação social.

P.S.1 Por dever de oficio, a comunicação social portuguesa continua a dar credibilidade e a contabilizar como receita da slb SAD os 8,6 milhões da venda do Roberto.

P.S.2 Não sei como é que uma SAD falida - a SCP SAD -, sem estar na Liga dos Campeões, consegue suportar mais de 27 milhões em compras, fazendo apenas 7 milhões em vendas (e isto sem contar com as indemnizações que teve de pagar para vários jogadores rescindirem os respectivos contratos).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Lembram-se do Mogrovejo?

Em 1994/95 ainda não havia SAD e a disponibilidade financeira para contratações era muito diferente da actual. Em parte por causa disso, mas também por falta de critério, nessa época o FC Porto fez um conjunto de contratações que se revelaram desastrosas, com particular destaque para os argentinos Roberto Mogrovejo e Walter Paz, os africanos Ettiene N'Tsunda e Mandla Zwane e o peruano Baroni.

De todos, o caso do Mogrovejo foi o mais sui generis porque, se bem me lembro, não chegou a fazer qualquer jogo oficial pelo FC Porto e, poucos meses depois de ter chegado, voltou à Argentina.

Oito anos volvidos, o "novo Caniggia" regressou a Portugal para disputar o Mundialito de... futebol de praia. Nessa altura, recordou alguns aspectos da sua experiência como jogador do FC Porto:

Bobby Robson mandou-me cortar o cabelo para ter boa aparência, dizia ele. (...) As coisas não foram tratadas de forma clara pelo meu empresário [Marcelo Houseman]. Não vim para jogar na posição onde podia render mais. Quando cheguei, disseram-me que tinha de ser ponta-de-lança e, como é fácil de ver, não tenho sequer altura [mede 1,72m] para me bater com os centrais. No Argentinos Juniors alinhava como extremo-direito, ou então segundo avançado. E Robson pedia-me para cabecear na área...

Suspeito que mesmo que tivesse cortado o cabelo e passado a usar o seu nome do meio (Arturo), o Mogrovejo continuaria a ser... Mogrovejo, porque tinha um estilo inconfundível.

O ponta-de-lança que não veio


«Confrontado ainda com o facto de o FC Porto não ter compensado a saída de Falcao com a contratação de outro ponta-de-lança, Antero Henrique garantiu que a SAD do FC Porto "está muito satisfeita com os jogadores que fazem parte do plantel e que dão todas as garantias de sucesso". "De resto", sublinhou, "o nosso reforço de última hora é o Álvaro Pereira".»
in ojogo.pt


O Alvaro Pereira já demonstrou que é um jogador importante na equipa do FC Porto, particularmente nas movimentações ofensivas. Nesse sentido, e mesmo tendo sido contratado Alex Sandro, é sem dúvida positivo que a equipa possa contar com o Palito (parto do principio que ele irá estar ao seu melhor nível, de alma e coração no Porto).

Contudo, há uma questão que se pode colocar: se a SAD tivesse vendido o lateral-esquerdo uruguaio pelos tais 20 milhões de euros mais objectivos de que fala O JOGO, teria tido melhores condições para ir ao mercado comprar um ponta-de-lança de qualidade, reinvestindo parte, ou a totalidade, desses 20 milhões.

Não sei se este cenário foi equacionado pela SAD mas, olhando para o plantel, parece-me que a posição de ponta-de-lança será um problema mais bicudo de resolver do que a de lateral-esquerdo se o Alvaro Pereira tivesse sido vendido.

A posição de ponta-de-lança é crítica numa equipa que joga em 4-3-3 e, embora admitindo que no campeonato não deve haver grandes problemas, tal é a diferença de potencial entre as equipas, na Liga dos Campeões a coisa pia mais fino. Veremos a resposta que o Kléber vai dar (visto que Walter nem sequer faz parte da lista de 21 jogadores inscritos para disputarem a fase de grupos da Liga dos Campeões).

Só espero e desejo que a minha apreensão seja infundada e que daqui a uns meses estejamos, isso sim, a fazer contas a uma possível venda e a discutir a percentagem do passe do Kléber que a SAD possui.


P.S. Aproveitando a disponibilidade do Director Geral da FC Porto SAD para falar da situação de Alvaro Pereira, foi pena o jornalista de O JOGO se ter esquecido de perguntar a Antero Henrique, por que razão o Alvaro Pereira não foi utilizado em nenhum dos jogos oficiais disputados pelo FC Porto após 9 de Agosto (data em que regressou aos treinos juntamente com Cristian Rodriguez). O esclarecimento desta situação seria particularmente relevante no que diz respeito à Supertaça Europeia, disputada no dia 26 de Agosto, não só devido à importância da competição, mas também porque alguns jornais noticiaram que o Palito se tinha recusado a jogar. Infelizmente, as perguntas que podem gerar alguma incomodidade ficam, normalmente, na gaveta. É o jornalismo que temos...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Porto Canal, os outros vão-nos imitar


O Porto Canal apresentou hoje o seu website renovado. Não sendo um website deslumbrante está, sem dúvida, melhor.

Mas, acerca do Porto Canal, o que eu gostaria de destacar é o ponto 2 da página do presidente, da Dragões Nº 305 (Agosto 2011):

«A coincidir com o novo ano futebolístico, iniciámos uma nova aventura no Porto Canal. Desde o início deste mês, os adeptos passaram a dispor de um canal em que terão a garantia de uma cobertura exaustiva e verdadeira do nosso FC Porto. E como, com certeza, já puderam constatar, o FC Porto não entrou no Porto Canal para destilar ódio contra os adversários, para assumir uma atitude sectária e ofensiva. Não, o FC Porto entrou no Porto Canal para estreitar a ligação aos seus milhões de adeptos e para contribuir para a afirmação do Porto e do Norte no país. Um dia, os outros também nisso nos irão seguir e imitar.»

O FC Porto, e particularmente o seu presidente, está de parabéns pela forma como encarou a entrada no Porto Canal, que é, na minha opinião, um dos projectos mais importantes do FC Porto na última década.

Espero que esta parceria entre o FC Porto e o Porto Canal seja algo que tenha vindo para ficar muitos e bons anos e que a prática do canal não se desvie da visão que nos é transmitida pelo presidente Pinto da Costa.

Cláusulas de rescisão e saldos

"Realmente houve contactos com o Chelsea ao longo dos últimos dias e uma proposta final que foi recusada, não só por ficar muito aquém do valor do jogador, mas porque o próprio nos manifestou a sua vontade de continuar no FC Porto, de continuar a ganhar títulos pelo FC Porto e de continuar a contribuir para que o FC Porto seja um clube maior.
Toda a gente sabe que ele tem uma cláusula de 30 milhões de euros e que o FC Porto não tem por hábito fazer saldos, mas se a vontade do jogador fosse declaradamente a de sair, estaríamos disponíveis para o escutar.
Falei directa e pessoalmente com o Álvaro Pereira que me manifestou a sua vontade de continuar no FC Porto. Não sei o que disse o seu empresário, mas sei aquilo que me foi transmitido pessoalmente e de forma muito clara pelo Álvaro".
Antero Henrique, director-geral da FC Porto SAD


Acerca das cláusulas de rescisão e dos saldos, é preciso não ter memória curta.
Quaresma tinha uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros e no dia 31 de Agosto de 2008 saiu para o Inter de Milão por 18,6 milhões (mais o passe de Pelé; mais objectivos).
Bruno Alves tinha uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros e no dia 3 de Agosto de 2010 saiu para o Zenit por 22 milhões.
Raul Meireles tinha uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros e no dia 29 de Agosto de 2010 saiu para o Liverpool por 13 milhões (mais objectivos).

As cláusulas de rescisão são um mecanismo de defesa para os clubes/SAD's, mas o normal tem sido os jogadores saírem por valores abaixo da cláusula de rescisão e às vezes muito abaixo.

Segundo O JOGO, a última proposta do Chelsea foi de 20 milhões de euros mais objectivos de valor variável e indexados às performances desportivas do Álvaro Pereira. A SAD entendeu não vender e está no seu direito. No final da época (se não for antes), ver-se-á se fez bem ou mal.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Caldo entornado?

«Infelizmente, a operação caiu por terra. Nesta altura, já não acredito que se faça. O FC Porto faltou à palavra porque, no ano passado, prometeu vender o Alvaro Pereira se surgisse uma proposta superior aos 20 milhões de euros. O Chelsea passou esse valor.
Cortaram a possibilidade de Alvaro crescer, mesmo tendo sido um jogador que deu tudo pelo Porto. Recusaram as propostas todas.
O Chelsea já está interessado há muitos dias, começou com um valor e foi sempre tentando aproximar-se do que o FC Porto pretendia. O Porto, por seu lado, nunca cedeu. Quando uma das partes não quer negociar, não há muito a fazer.
O senhor Antero é que sabe. Tinha feito a promessa ao Alvaro, dizendo que o deixariam sair por mais de 20 milhões. Depois do ano que ele fez, ajudando o Porto a conquistar o que conquistou, o Chelsea seria um prémio para ele. Vamos ver agora o que acontece. Bem ele não vai ficar. Veremos como irá reagir.
Creio que o FC Porto está mesmo, como se diz por aí, a usar o Alvaro para se vingar do Chelsea pela questão do Villas-Boas. Mas o Alvaro Pereira não tem nada a ver com essa questão. Era uma grande oportunidade, porque ninguém paga 30 milhões por um lateral, nem o Roberto Carlos custou isso. Bom, já não acredito, mas vamos continuar à espera.»
Flavio Perchman, sócio do agente FIFA Alejandro Savich (empresário de Alvaro Pereira)


Pensei que o caso Alvaro Pereira ia ter um final parecido com o do Quaresma mas, pelos vistos, enganei-me.