«Um ano menos um dia depois, Helton voltava a jogar para o campeonato (desde 16 de março de 2014, dia em que se lesionou com gravidade no tendão d'Aquiles, frente ao Sporting). Não foram 12 meses de paragem, porque pelo meio Helton atuou por três vezes para a Taça da Liga (numa delas, em Braga, com fantástica exibição). O brasileiro, líder, entrou da melhor forma: confiante, a dar segurança aos colegas, no momento difícil. Assinou defesa assombrosa, a evitar 1-1, em remate de André Claro, nos primeiros minutos da segunda parte. Teve que sair uma vez da área, mas fê-lo bem. Será titular na Madeira, no reduto do Nacional, no castigo que Fabiano terá pelo vermelho. E depois disso… quem sabe?»
Germano Almeida, Maisfutebol, 15-03-2015
Na conferência de imprensa após o FC Porto x Arouca, questionado acerca da exibição de Helton, Julen Lopetegui respondeu assim:
“[Helton] Esteve muito bem, concentrado. Demonstrou que é um fantástico guarda-redes, sem dúvida nenhuma”
E, acerca das saídas de Fabiano fora da baliza, Lopetegui, também ele um ex-guarda-redes, disse o óbvio:
“Os guarda-redes devem saber explorar o espaço. São momentos que o jogo, por vezes, exige ”
Ora, a recorrente má leitura de jogo e um timing de reacção desadequado são, precisamente, duas das piores características do Fabiano, que fazem com que o gigante guarda-redes brasileiro seja medíocre na cobertura do espaço à frente da área.
Pode mesmo dizer-se, que as hesitações e saídas intempestivas de Fabiano tornaram-se uma imagem de marca e já custaram muitos dissabores: o derrube a Tozé e consequente penálti no Estoril (que o jogador emprestado pelo FC Porto não falhou…); o choque com Casemiro em Braga, deixando a baliza escancarada; e a “colisão aérea” com Danilo frente ao Basileia; são três exemplos, três situações que deixam poucas dúvidas acerca desta sua evidente limitação.
«Fabiano é um guarda-redes grande, mas não é, nem nunca será, um grande guarda-redes. Debaixo dos postes é bom, mas o “gigante” brasileiro tem limitações que são conhecidas e que ontem voltaram a ser visíveis: é mau a jogar com os pés, é lento a executar e a reagir e, nas saídas da baliza, deixa muito a desejar.»
Aos 36 anos (faz 37 daqui a dois meses), após uma lesão gravíssima e quase um ano sem competir regularmente, é natural que Helton não esteja no top das suas capacidades. Contudo, o que mostrou ontem e aquilo que já tinha mostrado num
“cósmico” jogo disputado em Braga, é mais do que suficiente para, salvo qualquer recaída, a titularidade da baliza do FC Porto lhe ser entregue até ao final desta época (pelo menos).