domingo, 9 de novembro de 2014

Ele (Bruno Paixão) continua por aí…


Quem viu, nunca irá esquecer este jogo.

Resumo do Campomaiorense x FC Porto, 22ª jornada da época 1999/2000, disponibilizado pelo Paulo Bizarro (Os Filhos do Dragão).

Entrada em campo e dois penalties por assinalar...

Mais dois penalties por assinalar (e respectivos cartões por mostrar)...

Estalada de José Soares (faltou a expulsão e o respectivo penalty) e golo anulado a Jardel


José Soares em acção
No mínimo dos mínimos, ficaram três penalties claros por assinalar sobre Jardel (puxado e agarrado por José Soares) e um sobre Domingos (Rogério Matias derruba-o por trás).
Foi, ainda, anulado um golo limpíssimo a Mário Jardel e, entre faltas grosseiras e agressões, José Soares (um defesa-central brutal, formado no SL Benfica e que estava emprestado ao Campomaiorense) deveria ter visto 2 cartões vermelhos e uns 10 cartões amarelos.

Aliás, uma das coisas mais irónicas deste Campomaiorense x FC Porto, foi o facto do primeiro cartão amarelo do jogo ter sido mostrado a Mário Jardel, logo ao minuto 13, enquanto que o "carniceiro" José Soares apenas viu um cartão amarelo ao minuto... 90!

Para quem não sabe, ou já se esqueceu, foi muito à custa desta arbitragem e de outras protagonizadas por Bruno Paixão na mesma época, que os calimeros foram campeões nacionais na época 1999/2000, pondo fim a um longo jejum de 18 anos.

Desde o dia 19 de Fevereiro de 2000 até hoje, já passaram mais de 14 anos, mas ele (Bruno Paixão) e outros parecidos com ele (Duarte Gomes, Bruno Esteves, João Capela, Manuel Mota, etc.) continuam por aí...

Após o SLB ter sido derrotado em Braga (apesar dos dois penalties que ficaram por assinalar a favor da equipa treinada por Sérgio Conceição e de, mais uma vez, a equipa adversária dos encarnados ter terminado o jogo com menos um jogador), acendeu-se uma luz vermelha e o Conselho de Arbitragem "entrou em campo".
Assim, para o SL Benfica x Rio Ave nomeou o senhor Manuel Mota e, para o Nacional x SL Benfica de hoje à tarde, nomeou o… senhor Bruno Paixão!
Se for preciso "inclinar o campo", a coisa está garantida...

No pós-Apito Dourado, é assim que o Sistema, o verdadeiro Sistema, o Sistema de sempre, actua.


P.S. (actualização) As incidências do Nacional x SL Benfica, particularmente o 2º golo dos encarnados e o golo limpo anulado ao Nacional, provam que a nomeação deste trio de arbitragem, liderado por Bruno Paixão, foi uma decisão "acertadíssima"...

sábado, 8 de novembro de 2014

O jogo com o “2º classificado”

Na passada quinta-feira, ao fim da tarde, quando ia a caminho de casa, sintonizei a Antena 1 e ouvi a parte final do relato do Dinamo Moscovo x Estoril (jogo para a fase de grupos da Liga Europa).

O Estoril perdeu por 0-1 mas, de acordo com o jornalista e o comentador da Antena 1, o resultado mais justo seria o empate, ou mesmo a vitória do Estoril, que terá feito uma exibição personalizada e teve mais oportunidades de golo que o próprio Dinamo.

Contudo, mais do que destacar a (boa) exibição do Estoril, na casa de uma equipa russa cujo orçamento ronda os 150 milhões de euros, no final do jogo, o que mais preocupava o comentador da Antena 1 – José Nunes –, era o desgaste dos jogadores do Estoril e a longa viagem de regresso que teriam de fazer porque, domingo (amanhã) à noite, teriam de voltar a jogar contra o… 2º classificado do campeonato português.

Discorrendo vários minutos sobre o assunto, o comentador da Antena 1 questionou, de forma implícita, a opção de José Couceiro em ter feito alinhar em Moscovo aquele que, teoricamente, seria o melhor onze do Estoril (fiquei sem perceber se, para José Nunes, o treinador do Estoril deveria ter poupado alguns jogadores para o embate contra o FC Porto… perdão, contra o 2º classificado do campeonato português).

E também questionou o facto do Estoril ter, apenas, um intervalo de três dias entre o final do jogo da Liga Europa e o jogo do campeonato contra o FC Porto, como se isso fosse inédito (por acaso, é algo que ocorre com todas as equipas europeias que disputam a Liga Europa… ) e esquecendo-se de dizer, que três dias de intervalo entre dois jogos é, precisamente, o prazo regulamentar.

Vendo (ouvindo) este tipo de “preocupações”, eu imagino o que José Nunes (que também participa em programas de debate na RTP Informação) diria, se o Estoril fosse um clube que tivesse uns 10-12 jogadores internacionais, os quais, após serem convocados pelas respectivas seleções, regressassem ao clube na véspera de jogos importantes.

Mas eu percebo, ó se percebo, que os “Josés Nunes” deste país estejam mais preocupados com o Estoril x FC Porto do que com a campanha europeia do Estoril.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Benfica TV: sucesso ou fracasso?

Desde 2008, pelo menos, que os atuais dirigentes do SL Benfica vinham pressionando a Olivedesportos, em relação ao valor que a empresa de Joaquim Oliveira pagava pelos direitos televisivos.

Um exemplo dessa pressão foi uma entrevista que Domingos Soares Oliveira deu ao jornal PÚBLICO, publicada em 17 de outubro de 2008, na qual o Administrador da Benfica SAD afirmou que o valor justo pelos direitos televisivos do SLB seria 40 milhões de euros.

Um ano e meio depois, no dia 30 de março de 2010, numa entrevista à SIC conduzida por Miguel Sousa Tavares, Luís Filipe Vieira, em resposta a uma pergunta acerca da (re)negociação dos direitos televisivos, afirmou que “o dobro [16 milhões de euros] de hoje [8 milhões de euros] é muito pouco”.

De acordo com uma estratégia negocial e comunicacional muito clara, Domingos Soares Oliveira desdobrou-se em entrevistas, onde repetiu, vezes sem conta, que o SL Benfica pretendia encaixar 40 milhões de euros por época com os direitos televisivos. Era este o valor base de negociação.
E mais, em jeito de aviso, informou que havia vários operadores interessados e que a Olivedesportos (na realidade, a PPTV – Publicidade de Portugal e Televisão, SA), se quisesse manter os direitos televisivos dos encarnados (a empresa de Joaquim Oliveira detinha o direito de preferência até à época 2015/2016), a renovação contratual teria de passar por um valor não inferior a 40 milhões de euros/ano.

No dia 3 de Maio de 2011, para aumentar a pressão sobre Joaquim Oliveira, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informou o mercado que “o empresário Miguel Pais do Amaral e esta Sociedade têm mantido conversas preliminares sobre os direitos televisivos dos jogos de futebol da equipa sénior do Benfica relativos às épocas 2013/2014 e seguintes”.

No dia 17 de agosto de 2011, a comunicação social anunciou, com pompa e circunstância, que o SL Benfica tinha alcançado o seu objetivo e que iria vender (o acordo estava iminente), por 40 milhões de euros por ano, os direitos televisivos à Balloonsphere, uma empresa detida maioritariamente por Miguel Pais do Amaral.
O EXPRESSO contou, detalhadamente, todos os passos deste (quase) acordo.

Contudo, os 40 milhões/ano de Miguel Pais do Amaral eram milhões da treta e, sete meses depois, em 6 de Março de 2012, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD emitiu um novo comunicado, a informar o mercado que tinha rejeitado uma proposta da Olivedesportos, SA, para “aquisição dos direitos de comunicação audiovisual” para “o período de 1 de Julho de 2013 a 30 de Junho de 2018 (5 épocas)” por um “valor global de 111 milhões de euros”. Ou seja, feitas as continhas, a Olivedesportos ofereceu um valor médio 22,2 milhões por época (valor líquido e garantido).

Como, afinal, entre os “inúmeros” interessados em adquirir os “valiosíssimos” direitos televisivos do SLB, ninguém ofereceu mais do que a Olivedesportos, em 25 de Outubro de 2012, a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD emitiu mais um comunicado, informando o mercado que iria “assegurar a transmissão dos referidos direitos pelos seus próprios meios, ou seja, através da Benfica TV”.


Após o entusiasmo inicial, com a curva de crescimento dos subscritores a ter uma progressão logarítmica (até estabilizar um pouco acima dos 300 mil), e tendo sido conhecido há alguns dias os valores das receitas e custos, já se pode fazer uma primeira avaliação desta “experiência inovadora”.
Ora, de acordo com os insuspeitos Maisfutebol, Record, Correio da Manhã e PÚBLICO (nenhum deles pertence a Joaquim Oliveira), a receita líquida da Benfica TV, entre 1 de Julho de 2013 e 30 de Junho de 2014, foi de… 17,1 milhões de euros!
Sim, porque aos 28,1 milhões de euros da receita bruta da Benfica TV é preciso subtrair os custos (cerca de 11 milhões de euros).

Mais. Em principio, a receita bruta da Benfica TV não advém, apenas, das mensalidades dos atuais subscritores deste canal premium. Embora não tenha visto isso referido nos artigos dos jornais, os 28,1 milhões de receita bruta da Benfica TV (no exercício 2013/2014) deverão, também, contabilizar o valor angariado em publicidade e os valores recebidos da PT, NOS, ZAP, Cabovisão e Vodafone para o canal ser emitido nestas plataformas.

Em resumo: No seu primeiro ano completo (traduzido no Relatório e Contas do Exercício 2013/2014), a receita líquida da Benfica TV é 5 milhões de euros inferior à proposta que a Olivedesportos fez em 2012 e corresponde a menos de metade dos 40 milhões de euros que os dirigentes do SL Benfica diziam ser o valor justo de mercado e definiram como fasquia mínima.

Vendo as coisas por este prisma - financeiro - a opção do SL Benfica em transmitir, na Benfica TV, os seus jogos, não é (ainda) uma “aposta ganha” e muito menos o apregoado enorme “sucesso”!


Quanto ao “facto” (há quem chame factos à propaganda…) da SportTv não se aguentar sem os jogos do SL Benfica é algo que está por comprovar.
Na realidade, já passaram 16 meses (desde Julho de 2013) e a pré-anunciada “morte” da SportTv que, segundo alguns, iria acontecer após deixar de ter os direitos de transmissão dos jogos do SL Benfica em casa (para o campeonato), parece ter sido uma noticia manifestamente exagerada…


P.S. Para quem não sabe, em 8 de Abril de 2011, a Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD comunicou ao mercado ter fechado um novo contrato de cedência de direitos televisivos com a PPTV, até ao termo da época desportiva 2017/2018, no valor global de 82,8 milhões de euros. Ou seja, um valor médio de 20,5 milhões de euros/ano, pelos direitos televisivos de cada uma das quatro épocas (de 2014/15 a 2017/18) abrangidas pelo prolongamento do contrato embora, na realidade, o valor irá ser menor, porque parte foi pago antecipadamente nos últimos dois anos (em 2012/2013 e 2013/2014).

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

66% de penáltis falhados!

O Maisfutebol publicou, hoje, um artigo acerca dos penáltis falhados por jogadores do FC Porto, que vale a pena ler e do qual reproduzo os seguintes extractos:

«A eficácia do FC Porto neste capítulo [marcação de penáltis] é muito má. Foi o quarto penálti falhado pelo FC Porto [esta época] em seis tentativas: 25 33 por cento de sucesso. Feitas as contas, a equipa de Lopetegui já falhou mais grandes penalidades este ano do que em toda a temporada passada. Somando todas as competições, os dragões desperdiçaram três [penáltis] em 2013/14. (…)
Este [em San Mamés] foi o quinto penalti que Jackson falhou de Dragão ao peito, mas, curiosamente, até veio de uma época com pontaria afinada neste quesito: marcou três em três na época passada, todos para a Liga e na reta final do campeonato.
O registo da primeira época era, contudo, um sinal de que Jackson não é especialista nesta arte. Em 2012/13 marcou apenas três das seis tentativas que dispôs.»


O JOGO, 06-11-2014
Não vale a pena ignorar ou fazer de conta. É indiscutível que existe um problema, que precisa de ser resolvido e, parece-me óbvio, que a solução deste problema não passa por Jackson Martinez.

Mais. Continuar a insistir em Jackson, como 1ª opção para marcar os penalties, parece-me contraproducente.
Porquê?
Porque, além do risco elevado dele falhar (são as estatísticas que o dizem) é inevitável que estas situações acabem por o afectar em termos psicológicos e/ou emocionais.
E nós precisamos de um Jackson em pleno, de cabeça limpa, sem qualquer tipo de ansiedades.

Quem devia, então, marcar os penalties?

Quintero parecia-me ter excelentes características, mas já falhou um penalty esta época (contra o Moreirense) e, além disso, não é sempre titular.

Brahimi seria outra alternativa. Consegue (quase sempre) colocar a bola onde quer e é um bom marcador de livres diretos, mas também já falhou um penalty esta época (contra o Shakhtar Donetsk).

Não estou a ver uma opção óbvia, mas espero que Lopetegui consiga, rapidamente, encontrar uma solução.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Missão cumprida com distinção

Brahimi, um "ilusionista" no batatal de San Mamés

Vi, hoje, muita coisa boa na exibição do FC Porto, mas há dois aspectos que me impressionaram:

i) A personalidade revelada por uma equipa ainda em formação, a qual, apesar de ter alinhado com vários jovens, não se deixou intimidar pelo ambiente e, em pleno inferno de San Mamés, impôs o seu jogo e a categoria extra de alguns dos seus jogadores;

ii) A atitude de um conjunto de jogadores que, mesmo num relvado em péssimo estado (em algumas zonas mais parecia um batatal), foram solidários, nunca viraram a cara à luta e evidenciaram um espírito à dragão!

De resto, se fosse atribuir notas, todos os jogadores do FC Porto tinham uma avaliação positiva (com a excepção de Tello), mas os meus destaques seriam:

Danilo - Está numa forma extraordinária e, claramente, a fazer a sua melhor época desde que chegou ao FC Porto (é bem provável que a FC Porto SAD recupere os 18 milhões de euros que gastou na sua contratação). Imagino o que seria o lado direito do FC Porto, se Danilo tivesse à sua frente um ala/extremo completamente integrado nas dinâmicas da equipa, que jogasse menos para si e mais para o coletivo e com quem o atual lateral-direito da canarinha estivesse perfeitamente rotinado.

Casemiro - Intenso, duro (mas menos faltoso que o habitual), nota-se que começa a adquirir princípios de jogo importantes para a posição 6. Fez, em Bilbao, o seu melhor jogo com a camisola do FC Porto.

Óliver - Pressiona, corta linhas de passe aos adversários, passa quase sempre com critério, movimenta-se por todo o lado, é uma linha de passe permanente para os seus companheiros de equipa, enfim, como diz um amigo portista, faz lembrar o Frasco (o que, para mim, é um grande elogio). Em cerca de 80 minutos, correu mais de 11 Km.

E Brahimi, não merece um destaque?
Não. Estes destaques foram para jogadores de futebol e o Brahimi é um extraterrestre...


P.S. Julen Lopetegui, além de estar a construir uma equipa, já alcançou dois objectivos importantíssimos para esta época: 1) em finais de Agosto, o FC Porto superou o Play-Off de acesso à Fase de Grupos da Champions; 2) no início de Novembro, o FC Porto já está apurado para os Oitavos-de-final da principal competição de clubes a nível mundial.
Merece PARABÉNS!

P.S.2 Ainda bem que Jackson falhou este penalty. Por um lado, porque a falta sobre Danilo foi mal assinalada (viu-se na 3ª repetição), mas também para que Lopetegui reflicta e pondere outra(s) alternativa(s) para a marcação de penalties (Brahimi? Quintero? Casemiro?).

P.S.3 Não sei quantos adeptos portistas estiveram em San Mamés (li que seriam cerca de 1500) mas, durante a transmissão televisiva, particularmente na 2ª parte, fizeram-se ouvir e de que maneira!

O Estádio San Mamés não tem cobertura…

O JOGO, 05-11-2014
Ao contrário do Estádio Pierre Mauroy (Lille), o Estádio San Mamés não tem cobertura…

Contudo, ponderando todos os aspectos – jogo para a Liga dos Campeões; jogo fora de casa; as características do adversário; a necessidade imperiosa que o adversário tem de ganhar; o facto de um empate deixar o FC Porto muito perto do apuramento para os oitavos-de-final; o estado do relvado – não ficaria minimamente surpreendido que, logo à noite, em San Mamés, Lopetegui repetisse o onze inicial que escolheu para o jogo em Lille.

Guarda-redes: Fabiano
Defesas: Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro
Médios: Casemiro, Rúben Neves, Herrera
Médios/Alas: Óliver Torres, Brahimi
Ponta-de-lança: Jackson

Em termos estruturais, seria o regresso a uma espécie de 4-5-1.

E também não ficarei surpreendido se, em vez de Óliver, surgir Adrián López no onze inicial.
Sem bola, seria na mesma um 4-5-1, mas que se poderia transformar facilmente num 4-4-2 (com Adrián a juntar-se a Jackson), quando a equipa do FC Porto tivesse a bola.

Mas também não ficarei surpreendido se, mais uma vez, Lopetegui me surpreender…

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Um desconhecido árbitro de baliza

Gostei muito da equipa de arbitragem espanhola que foi nomeada para o SL Benfica x AS Monaco.

E gostei, particularmente, do árbitro de baliza que acompanhou o ataque do AS Monaco na 2ª parte (como é que ele se chama?).

Então não é que o homem (como é que ele se chama?), conseguiu não ver um jogador do SLB caído no relvado, mesmo à sua frente, a cortar uma bola para canto, usando um… braço?
Que gajo porreiraço! (como é que ele se chama?)

Jardel a jogar "andebol" (fonte: 'O Rapaz de Verde e Branco')

Já agora, se nenhum dos árbitros espanhóis viu o Jardel a tocar na bola com o braço (duas vezes!), por que razão foi assinalado canto contra o SLB?

Enfim, dúvidas existenciais…
Mas, de uma coisa tenho a certeza, ao contrário do árbitro de baliza do Schalke 04 x Sporting, este árbitro espanhol (como é que ele se chama?) não vai ficar famoso, nem a comunicação social lisboeta se irá preocupar em investigar o seu passado.

O árbitro de baliza do Schalke 04 x Sporting (fonte: Record, 22-10-2014)

P.S. Para além do penalty descarado que ficou por assinalar (e que poderia ter reposto a igualdade no marcador, um minuto após o golo do SLB), há um lance, ao minuto 51, em que Enzo derruba Traoré à entrada da área. Contudo, o árbitro espanhol, em vez de assinalar a falta que se impunha e mostrar o 2º cartão amarelo ao jogador do SLB (a equipa de Jorge Jesus teria de jogar 40 minutos com menos um), mandou seguir…

P.S.2 E por falar em Jorge Jesus… “Faz muita confusão que Portugal esteja à frente da Itália e da França no ranking. Já ontem, na Alemanha [Schalke 04 x Sporting], foi igual, fizeram o mesmo ao Sporting. Isto é político.”, Jorge Jesus, 23-10-2014

P.S.3 Alguém sabe se os árbitros internacionais, após saírem dos jogos no estádio da Luz, ainda vão “descontrair” para o Elefante Branco?

Bemvindo de volta!

Após 8 meses de ausência, Hélton finalmente regressou aos treinos com os colegas, estando (clinicamente) totalmente recuperado. Seja muito bemvindo!

Penso que isto é uma óptima notícia. Apesar de achar que Fabiano tem estado bem, espero que Helton ainda esteja para as curvas e possa ter capacidade para ainda vir ao menos lutar pela titularidade (a partir de Janeiro), à medida que ganhe forma e ritmo. 

Mas se não for o caso, penso que será uma presença muito importante no balneário e nos treinos - não só é muitíssimo mais experiente do que a esmagadora maioria dos colegas, como é (relativamente falando) «homem da casa», estando no FCP há já 10 anos (quando a maioria dos colegas nem 2 anos leva...). Além disso a sua forma de ser fará certamente com que seja muito respeitado e visto pelos colegas como um bom conselheiro e «tutor».

Sendo assim espero bem que não saia em Dezembro/Janeiro *e* que seja inscrito no resto da época (tanto no campeonato como na Liga dos Campeões onde não está inscrito até Janeiro, presumindo que conseguimos passar a fase de grupos). Mesmo que saia depois no Verão...

Temos GRs a mais? Pois temos, e a isso já eu tinha torcido o nariz no Verão quando contratámos Ricardo e Andres Fernandez... mas isso não é culpa de Hélton, e sinceramente prefiro ficar com ele no plantel a um desses dois para a 2a metade da época, mesmo que não seja o mesmo Hélton de antigamente. Num plantel tão jovem e com tantas caras novas, estou convicto que a sua importância no balneário e treinos torna-se ainda maior. Espero que Lopetegui tenha o bom senso de o reconhecer...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

In dubio pro… benfica

Boavista x SL Benfica - Golo anulado aos axadrezados

V. Setúbal x SL Benfica - Golo anulado aos sadinos

SL Benfica x Rio Ave - Golo anulado aos vilacondenses

Três jogos.

Três golos anulados (por pretenso fora de jogo) às equipas adversárias do SL Benfica.

Das três vezes, aquando do golo anulado, o SL Benfica vencia pela margem mínima (1-0).

Coincidências?

Sim, eu também já acreditei no Pai Natal…

domingo, 2 de novembro de 2014

Há uma linha que separa…

Lance do golo anulado ao Rio Ave


Há uma linha que separa uma televisão séria de uma televisão facciosa (Benfica TV).

Há uma linha que separa informação de manipulação.

Há uma linha que separa o espírito da lei (um jogador em linha não está fora de jogo), de um pretenso “fora de jogo milimétrico”.

Há uma linha que separa as indicações da FIFA em caso de dúvida, da impossibilidade de certeza de um árbitro assistente (José Gomes) muito mal colocado.

Há uma linha que separa um trio de arbitragem competente, de um trio de arbitragem liderado pelo senhor Manuel Mota (o conhecido benfiquista com vários talhos espalhados pelo Minho).

Há uma linha que separa a verdade (desportiva) da mentira (desportiva).

Há uma linha que separa comentadores televisivos com um mínimo de seriedade, da desfaçatez de “bitaiteiros” encartados.


Tribunal de O JOGO do SL Benfica x Rio Ave

E nem a linha imaginária, desenhada por TV que tanto contesta outras na mesma situação, afere a decisão da equipa de arbitragem.”
Jorge Coroado

sábado, 1 de novembro de 2014

“Magia” a mais, Agressividade a menos


É possível o FC Porto jogar, de início, com Óliver, Quintero, Brahimi, Quaresma e mais dois laterais de vocação ofensiva (Danilo e Alex Sandro)?
É.

É possível o meio-campo portista ser formado por Casemiro (um “Nº 8” que está em fase de adaptação à posição 6) e dois “levezinhos” – Óliver e Quintero – de aproximadamente 1,70m de altura?
É.

Mas, conforme se viu na 1ª parte e também na 2ª parte, até Herrera ter substituído Quintero, correm-se riscos, riscos desnecessários, que poderiam ter culminado em dois ou três golos do Nacional.

O problema é (foi) o Quintero?
Não. Aliás, colocar as palavras “Quintero” e “problema” na mesma frase até soa mal.
O problema são os desequilíbrios e falta de agressividade (quantas bolas divididas foram ganhas?) que a equipa, como um todo, evidenciou, principalmente durante a 1ª parte.

Ao intervalo, em vez de 1-0, o resultado poderia ser 3-2 ou 4-3 e isso, já o disse aquando do FC Porto x SC Braga, é algo que não me agrada.

Podemos analisar vários aspectos da exibição do FC Porto mas, por exemplo, por que razão, hoje, Quintero esteve longe da influência e nível exibicional dos últimos jogos?
Na minha opinião, porque faltou no meio-campo portista um jogador como Herrera que, conforme já foi dito noutras alturas, quando é preciso pressionar ou recuperar, corre por ele e por Quintero.

Há quem pense e até há quem diga, que quando se ganha está tudo bem.
Pois… Eu sou capaz de apostar que, depois do que se viu neste jogo, Lopetegui não irá repetir, de início, este trio do meio-campo muitas vezes.
E, quando chegar o “general Inverno”, veremos se Lopetegui não irá recuperar o seu meio-campo de combate, formado por Casemiro, Rúben Neves e Herrera.



Termino com o melhor deste jogo, citando o jornalista Germano Almeida do Maisfutebol:

«Mesmo quando as partidas não correm particularmente bem, Brahimi não engana: joga muito. Muito, mesmo. Uma boa parte dos melhores lances criados pelo FC Porto nesta partida passaram pelos pés deste argelino virtuoso, que alia uma técnica de topo a uma capacidade física impressionante. Velocidade com bola, capacidade de passe e cruzamento, em constantes desequilíbrios que colocam os defesas contrários de cabeça a andar à roda. Quando estava prestes a sair (Lopetegui já dava indicações a Tello...), o argelino assina uma obra de arte, em lance em que finta, posiciona o remate e dispara tiro certeiro. Magia e eficácia. Tanto Brahimi


P.S. A jogar como o fez contra o Nacional e como tem feito na maior parte dos jogos desta época, Danilo, depois de já ter regressado à seleção canarinha, no final da época irá, seguramente, saltar para um dos “tubarões” europeus.

Brahimi, um jogador de top

Após ter comprado a totalidade dos direitos económicos de Brahimi pelo montante de 6.500.000€ (seis milhões e quinhentos mil euros), menos de dois dias depois, a FC Porto SAD informou o mercado que tinha alienado, em regime de associação económica, 80% dos direitos económicos de Brahimi pelo montante de 5.000.000€ (cinco milhões de euros).

Comunicados acerca de Brahimi enviados à CMVM

Ou seja, na prática, tratou-se de uma operação em que a FC Porto SAD comprou 20% dos direitos económicos de Brahimi por 1.500.000€ (falta saber o valor dos encargos adicionais).

Contudo, no 2º comunicado, a FC Porto SAD informou que, no acordo com a Doyen Sports Investments Limited, está contemplada a opção de recompra de 80% dos direitos económicos de Brahimi.
Falta saber por quanto.
Li num jornal (não me lembro qual), que a FC Porto SAD o poderá fazer por um valor a rondar os 8 milhões de euros.

Se assim for, se a FC Porto SAD conseguir adquirir 100% dos direitos económicos de Brahimi por um valor total de, aproximadamente, 10 milhões de euros, será um belo negócio e ficará com um “activo” que, seguramente, irá rentabilizar no futuro.
Porque, em termos desportivos, já o está a rentabilizar no presente…


Capa de O JOGO de 29-10-2014

Estatísticas de Brahimi na época 2014/2015 (fonte: O JOGO de 29-10-2014)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Chorão e o Happy

A propósito da lista de candidatos ao prémio de melhor treinador de 2014, cujo vencedor será anunciado na gala da Bola de Ouro da FIFA...

Ontem, Jorge Jesus (o “Chorão”) afirmou:

“Há treinadores que fizeram menos do que eu, a nível interno e no que diz respeito a finais.”

“Olhei para a lista e pensei: há aqui alguns que não estiveram em nenhuma final, muitos nem foram campeões nacionais. Se gostava de lá estar? Gostava.”


Hoje, José Mourinho (o “Happy One”) respondeu:

[sabe que está incluído na lista para a Bola de Ouro?] “Sei, mas não liguei. Mas posso dizer-lhe que tenho a certeza que não ganharei, até porque reconheço que não mereço ganhar a Bola de Ouro.”

[Quando tomou conhecimento das nomeações, Jorge Jesus disse que na lista há treinadores que não ganharam títulos…] “Pois, julgo que o regulamento proíbe que estejam treinadores que foram eliminados da Champions League na fase de grupos…”


Lindo!

Os 18 jogadores emprestados

O Maisfutebol publicou, ontem, um artigo – Três grandes: o que andam a fazer todos os emprestados – onde o jornalista Pedro Jorge da Cunha faz uma análise, quantitativa e qualitativa, ao desempenho (até agora) dos jogadores emprestados pelo FC Porto, SL Benfica e Sporting.

Partindo de informação existente nesse artigo, a que acrescentei outros dados, elaborei os dois quadros seguintes, referentes aos 18 jogadores emprestados pelo FC Porto.




A partir destes quadros, constatam-se algumas coisas interessantes:

– Média das Idades (em 31-10-2014) dos jogadores emprestados: 24,74 anos (esta média é superior a muitos dos onzes que Lopetegui tem apresentado esta época);

– Apenas 6 dos 18 jogadores emprestados têm nacionalidade portuguesa (ou seja, a FC Porto SAD contrata muitos jogadores estrangeiros, que depois empresta);

– Metade (9) dos jogadores emprestados foram-no a equipas estrangeiras (três a equipas turcas; três a equipas espanholas; e os restantes três a uma equipa russa, francesa e inglesa);

– Quatro dos jogadores emprestados foram-no a equipas da II Liga (faz sentido ter uma equipa B, que disputa a II Liga, e depois andar a emprestar jogadores a equipas que disputam esse mesmo campeonato?).

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Breves notas da AG do Clube

Ontem à noite realizou-se uma Assembleia Geral Ordinária do Futebol Clube do Porto.

Como seria de esperar e (infelizmente) se tornou habitual, esteve presente um número reduzido de Associados. E fiquei com a ideia, de que uma parte significativa dos (poucos) Associados que estiveram presentes estão, de algum modo, ligados à estrutura ou órgãos sociais do Clube (Conselho Superior, empresas do Grupo, Apoio/Secretariado, etc.).

Eu fui um pouco mais cedo, para poder dar uma vista de olhos aos Relatórios e Contas Individual e Consolidadas, mas o tempo disponível foi insuficiente para poder fazer uma análise com o rigor desejável.

Capa do Relatório e Contas 2013/2014

E isto leva-me a uma questão: Por que razão o Relatório e Contas do Clube não é disponibilizado (em formato PDF) no website oficial, uns dias antes da Assembleia Geral?

É algo que não tem custos, seria simples de fazer, permitiria aos Associados (que tivessem interesse) estarem melhor informados e, aqueles que se deslocassem à AG, poderiam (se assim o entendessem) interpelar a Direção do Clube de uma forma mais fundamentada.

Rendimentos Operacionais do Exercício (fonte: Relatório e Contas 2013/2014)

Gastos Operacionais do Exercício (fonte: Relatório e Contas 2013/2014)

Nota final: Gostaria de destacar e elogiar a forma aberta como o Dr. Miguel Bismarck conduziu a Assembleia Geral, permitindo a intervenção de todos os Associados que manifestaram interesse para tal, incluindo intervenções algo deslocadas do contexto, visto ser uma AG do Clube e não da SAD.