sábado, 11 de abril de 2015

Dragões continuam na luta

Quaresma a marcar o 1º golo

Entrámos fortes no jogo, fizemos o que tínhamos de fazer, com ambição desde o início, criando oportunidades para conseguir os três pontos. (…) Na segunda parte perdemos um pouco da intensidade e fomos castigados com um golo, apesar de [os jogadores do Rio Ave] não terem chegado à nossa baliza muitas vezes. Tivemos de reagir e de sofrer, sabendo que era preciso fazermos um terceiro golo, até porque antes tivemos várias oportunidades para isso (…) A equipa fez muitas coisas bem e acho que no global fizemos um jogo muito bom.
declarações de Julen Lopetegui no final do Rio Ave x FC Porto


Primeira parte muito bem conseguida, com destaque para Quaresma, Óliver, e os dois laterais – Danilo e Alex Sandro. O resultado ao intervalo (0-2) era claramente lisonjeiro para o Rio Ave, tantas foram as oportunidades flagrantes de golo de que os dragões dispuseram.

Danilo a marcar o 2º golo

Contudo, na 2ª Parte, o FC Porto baixou demasiado a intensidade e correu riscos desnecessários.

Brahimi e Herrera voltaram a estar longe do seu melhor (fisicamente parecem-me muito desgastados), com o internacional argelino muito complicativo e o mexicano a falhar demasiados passes em zonas de risco. Naturalmente, foram substituídos.

Maicon está lento e pesadão (espero estar enganado, mas suspeito que Marcano vai fazer muita falta contra o Bayern).

Após vários jogos como titular, Aboubakar continua a jogar numa frequência diferente dos restantes companheiros. Por exemplo, houve N transições ofensivas da equipa, em que Aboubakar parecia perdido, sem saber muito bem se havia de se desmarcar, dar uma linha de passe, temporizar e tabelar com um companheiro de equipa, ou… sair de posição de fora-de-jogo.

Sem os lesionados Jackson, Tello e Quintero (já nem falo no Adrián López), o FC Porto alcançou uma vitória clara num estádio onde o SLB foi derrotado.

E agora venha o Bayern.

P.S. Os treinadores erram, os jogadores erram e os árbitros erram. Mas, mais uma vez, assistimos a um erro grosseiro (no golo anulado, Brahimi estava mais de um metro atrás do penúltimo jogador do Rio Ave) em prejuízo do FC Porto, quando o resultado estava em… 0-0.

Respeitinho

«Vítor Baía vai fazer parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Segundo o suplemento ‘Ataque’ do Jornal de Notícias, o antigo guarda-redes do FC Porto vai rumar a Lisboa, para integrar a estrutura do organismo máximo do futebol português liderado por Fernando Gomes, candidato que o ex-jogador apoiou.
O cargo que irá ocupar ainda não é conhecido, mas a publicação do JN revela que a sua futura função implicará uma presença diária em Lisboa, na sede da FPF.»


Record, 08-03-2015
Ah, bom, sendo assim, já se percebe melhor a afirmação, feita em Fevereiro passado, de que “os árbitros são sempre a desculpa para o insucesso da gestão, para o insucesso daqueles que não conseguiram ter uma boa equipa nem o melhor treinador”.

Temos de compreender que a vida está difícil e, para o atual colaborador do Record e da TVI, um “tacho”… perdão, um cargo na FPF dá sempre jeito…


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Podem algumas lesões ajudarem no sprint final?

A comunicação social tem vendido nos últimos dias a ideia de que o FC Porto pode vir a ser beneficiado por uma praga de lesões no Bayern de Munich. Ora quem escreve ou não sabe que, desde que chegou á capital bávara Pep Guardiola só teve o plantel completo em meia dúzia de semanas, ou não tem olhado para a lista de baixas do FCP. O Bayern está habituado a jogar ao máximo das suas capacidades sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Têm plantel para isso. Não está Robben? Está Muller. Não está Schweinsteiger? Estará Javi Martinez. E assim sucessivamente. Já o Porto joga com as suas naturais limitações – muito superiores á dos alemães – e para nós uma baixa é um problema muito mais grave. É mesmo?

A eliminatória contra o Bayern vai ser bonito e emocionante especialmente porque há muito tempo que não se respira o vento dos quartos de final no Dragão. Mas, tal como sucedeu da última vez, o FC Porto não só não é favorito como tem pela frente o máximo candidato ao titulo. Em 2009 foi o Manchester United - detentor do troféu e agora é o Bayern. O que o FCP deve (e pode) fazer é, como mínimo, repetir a mesma atitude que teve então, obrigando o todo poderoso Man Utd a sofrer até ao fim para passar. Fomos Dragões em Old Trafford e em casa só caímos com um golo do outro mundo. Ninguém dava nada por nós e ninguém podia apontar-nos nada no final da eliminatória. Tudo o que não seja isso é um milagre (que também acontece no futebol) e é preciso assumir essa realidade sem baixar nunca a cabeça. 

(foto: Mais Futebol)

A prioridade é e deve ser o campeonato. 
A equipa perdeu uma grandíssima oportunidade na Madeira de depender de si mesma para ser campeã com um grau de dificuldade menor. Ainda depende de si, sim, mas depende sobretudo de marcar mais de 2 golos na Luz. Possível mas difícil, especialmente tendo em conta que em casa o Benfica nunca fica a zero. O que era impossível há dois meses agora não o é tanto (ainda que continue a ser muito difícil) e deve ser aí que Lopetegui tem de apontar o arsenal. O objectivo mínimo da Champions (chegar aos oitavos) e o óptimo (chegar aos quartos) foi cumprido. A Liga é outra história.

Tudo isto a propósito das lesões. A de Tello é um problema. Vai falhar o jogo com o Bayern e também, seguramente, o jogo na Luz. Contra os dois rivais seria um futebolista extremamente útil a explorar espaços e a utilizar o seu 1x1 nos duelos directos. Vamos sentir a sua falta. Mas qualquer outra baixa para os jogos europeus pode ser uma benesse para a liga. É verdade que o FC Porto tem de ganhar os dois jogos antes da Luz (Rio Ave e Académica, que não vão ser pêras doces) para ter alguma opção mas não é menos certo que chega com jogadores a recuperarem de lesões como Jackson e Oliver e, portanto, mais frescos que alguns dos seus colegas a que se nota claramente a falta de pernas. O mesmo se pode dizer de Danilo ou Casemiro, cujas breves paragens ajudaram a repor oxigénio. E Brahimi, que levou uma sova tremenda em Janeiro na CAN, está a pouco e pouco a recuperar o seu ritmo. 

(foto: Mais Futebol)

Não são as condições ideias para uma eliminatória Champions mas podem ser condicionantes positivos para preparar o assalto final á Liga onde temos de ser perfeitos em todos os sentidos. E são muitos minutos nas pernas (o Benfica está de férias desde Dezembro a meio da semana) para aguentar sem quebras esta tensão final. Ás vezes pausas forçadas – porque nenhum jogador quer parar de moto próprio e menos para jogos europeus – são um auxilio inesperado para o treinador. No final de contas, algumas das lesões em questão podem vir a ter efeitos positivos neste sprint final.  

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Champions League @ Estádio do Dragão

«A menos de uma semana para a receção ao Bayern de Munique, o FC Porto já vendeu 43 mil bilhetes para o jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões
(fonte: ojogo.pt, 09-04-2014 | 15:14)


Não sei se a lotação do Estádio do Dragão irá esgotar, até porque ainda falta ir a Vila do Conde (no próximo Sábado) antes da recepção ao Bayern e há portistas muito susceptíveis, cujos “humores” e disposição varia drasticamente, consoante o último resultado da equipa.

Contudo, espero que a lotação esgote, até porque, não é todos os anos que os adeptos do FC Porto têm oportunidade de assistir, ao vivo, no nosso maravilhoso estádio, aos quartos-de-final da principal competição de clubes do Mundo.

15 de Abril de 2015, todos os caminhos vão dar ao Estádio do Dragão…



Quiz do dia: Quantas vezes é que os adeptos do SL Benfica e os adeptos do Sporting, tiveram oportunidade de verem as suas equipas disputarem uns quartos-de-final da UEFA Champions League (no formato actual da competição)?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quartos-de-final: faltam 7 dias

O Bayern Munique foi hoje a Leverkusen jogar os quartos-de-final da Taça da Alemanha.

Há uns meses atrás, a “nação benfiquista” fartou-se de repetir que o Bayer Leverkusen não era uma equipa qualquer.
Aliás, o “profeta” Jorge Jesus disse mesmo que o Bayer Leverkusen era a melhor equipa do grupo (daquele em que o SLB ficou em 4º e último lugar, lembram-se?).
E agora?

Na Liga dos Campeões, o Bayer Leverkusen foi eliminado nos oitavos-de-final (no desempate por grandes penalidades) pelos campeões espanhóis e vice-campeões europeus (Atlético Madrid), enquanto que na Bundesliga o Bayer vem de uma série de 5 vitórias consecutivas.

Bayer Leverkusen (fonte: zerozero)

Pois bem, apesar de jogar em casa e do bom momento que atravessa, o Bayer foi incapaz de derrotar um Bayern Munique “muito fragilizado” por várias ausências e, novamente no desempate por grandes penalidades, foi eliminado e quem seguiu em frente foi a equipa de Munique.

Manuel Neuer a defender uma das grandes penalidades (foto: REUTERS)

Ora, em vez de salientar este facto, em vez de salientar a qualidade super de Manuel Neuer ou o facto de ter sido anulado um golo limpo a Lewandowski (que daria a vitória ao Bayern sem necessidade de prolongamento e penáltis), a Rádio Renascença, com o objectivo claro de desvalorizar o adversário do FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, disse/escreveu: «Bayern de Munique só ganha nas grandes penalidades»

Notícia sobre o Bayern no site da RR/Bola Branca

Só?!
O Bayern Munique apurou-se para as meias-finais da Taça da Alemanha; lidera, confortavelmente, a Bundesliga; e vai disputar os quartos-de-final da Liga dos Campeões. Só…

Eu costumo dizer que, de católico, a Rádio Renascença tem muito pouco, mas acerca do departamento de desporto (Bola Branca) não tenho dúvidas: é um antro infecto de anti-portistas nojentos.

Em Lisboa dão como certa a eliminação do FC Porto e há mesmo quem aposte na repetição de goleadas parecidas àquelas com que o Bayern esmagou o Sporting (5-0 e 7-1).
Veremos…

Prestígio, fama e muitos milhões

No passado mês de Março, e após negociação com a ECA (European Club Association), a UEFA aprovou o plano de distribuição de receitas da Liga dos Campeões para o triénio 2015 – 2018.

São muitos milhões e, por exemplo, se na próxima época (2015/2016) o FC Porto conseguir repetir o desempenho que teve esta época na fase de grupos, garantirá, só em prémios (sem contar com receitas de bilheteira e market pool), um total de 24,5 milhões de euros!

Receitas da Liga dos Campeões (fonte: O JOGO, 01-04-2015)

Mas a Liga dos Campeões não se resume, “apenas”, aos milhões que distribui pelos clubes participantes. A UEFA Champions League é muito mais do que isso.

A UEFA Champions League é uma das competições desportivas mais vistas em todo o Mundo, só tendo paralelo com Jogos Olímpicos e fases finais de campeonatos do Mundo de futebol (competições disputadas de 4 em 4 anos).


Os clubes que, regularmente, disputam a UEFA Champions League e, principalmente, os que atingem as fases mais adiantadas da prova, aos muitos milhões que recebem, juntam prestígio e notoriedade a nível mundial.

Por tudo isto, custa-me a compreender, que o desempenho do FC Porto na Liga dos Campeões 2014/2015 não seja devidamente valorizado por uma fatia significativa dos adeptos portistas. Aliás, ouvindo o que alguns desses adeptos dizem e lendo o que outros escrevem, fica a ideia que preferiam ganhar a Taça de Portugal ou, pior ainda,… a Taça da Liga!

Nota: Em contraponto aos adeptos portistas, eu percebo, perfeitamente, que adeptos de clubes que raramente passam a fase de grupos da Liga dos Campeões, digam que preferem ganhar a Taça da Liga ou ir “à festa do Jamor”. É a velha história da raposa e das uvas, que estão verdes…

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tozé e os emprestados

A minha opinião sobre a utilização de jogadores emprestados é simples: se o clube que empresta o jogador é o detentor do seu passe (leia-se, da maior parte dos direitos económicos) e, simultaneamente, é responsável pelo pagamento do respectivo ordenado, esse jogador não deve participar nos jogos contra a equipa da sua entidade patronal. É uma questão de conflito de interesses. Ponto.

Como é público, não era esta a situação de Miguel Rosa e Deyverson e daí o mistério...

Miguel Rosa e Deyverson (fonte: capa do Record)

Mais. Entendo que os regulamentos da FPF deveriam prever um limite no número de jogadores emprestados a um clube da mesma divisão. Dois parece-me um número adequado para a dimensão de um plantel (a generalidade dos clubes têm planteis com 24 a 26 jogadores).

O “caso Tozé”

A propósito do FC Porto x Estoril de ontem, voltaram a levantar-se vozes, devido ao facto do Tozé não ter sido titular no Estádio do Dragão.
No meio destas vozes, há de tudo: os idiotas, os intelectualmente desonestos, os mal-informados, etc.

Eu não sei se a FC Porto SAD é responsável pelo pagamento da maior parte do ordenado do Tozé (vou partir do princípio que não).

O que eu sei é outra coisa. Desde que houve mudança de treinador no Estoril, o Tozé deixou de ser um dos titulares indiscutíveis. A prova disso é o facto de, nas quatro jornadas após a goleada sofrida na Luz, o Tozé só ter sido titular UMA vez (foi duas vezes suplente utilizado e uma vez suplente não utilizado).

Os novos treinadores do Estoril - Fabiano Soares e Hugo Leal

Sendo esta a realidade dos factos e se já no outro jogo disputado fora de casa (Restelo, 25ª Jornada), o Tozé tinha sido suplente, qual é o escândalo por o Tozé não ter sido titular no Estádio do Dragão?


P.S. Ouvi, na rádio, um idiota escandalizado por o Kléber não ter jogado contra o FC Porto. Independentemente de outras razões (a maior parte do ordenado do Kléber é pago pela SAD do FC Porto), convinha que, antes de falarem, estes comentadores se informassem sobre o estado do físico dos jogadores. É que o Kléber já não jogou na jornada anterior (Estoril x Penafiel), precisamente por estar lesionado.

P.S.2 Alguém me sabe dizer qual foi o último jogador emprestado pelo SLB que, tendo jogado contra os encarnados, fez uma boa exibição, conquistou um penálti e/ou marcou um golo, contribuindo, decisivamente, para a perda de pontos do SLB?

segunda-feira, 6 de abril de 2015

2 + 2 = Quaresma

Quaresma e Danilo

2 assistências.
2 golos.
Uma segunda-feira de Páscoa em cheio para o Quaresma.

Para além de Quaresma, também Danilo esteve inspirado, formando uma ala direita de grande nível.

Sem poder contar com Adrián López, Jackson, Maicon e Tello, todos lesionados (sim, senhores jornalistas de Lisboa, não é só o Bayern que tem vários jogadores lesionados…) e sem forçar demasiado, bem pelo contrário, os dragões ajustaram contas com os canarinhos, com cinco golos sem resposta. E, neste caso, o sem resposta é mesmo sem resposta, porque não me lembro do Estoril ter feito sequer um remate à baliza do regressado Fabiano.

Exceptuando o facto de ter remetido Helton para o banco (depois de tudo o que se passou, não percebo o regresso de Fabiano à titularidade), Lopetegui esteve muito bem nas substituições e no timing das mesmas.
Eu teria feito exactamente as mesmas.

Com o FC Porto a ganhar por 3-0, desde o minuto 51, impunha-se uma gestão de esforço inteligente e foi isso que Lopetegui fez.

Herrera e Brahimi são jogadores com muitos minutos nas pernas (algo que, nesta altura da época, se nota cada vez mais…), estiveram recentemente ao serviço das respectivas selecções e seria importante tê-los perto do seu melhor para o colossal duelo com o colosso da Baviera.

Quanto a Óliver, convém recordar que ainda está a recuperar o ritmo após uma paragem por lesão.

Contas da Jornada 27: Depois de na jornada anterior ter recuperado 1 ponto e 1 golo em relação ao líder do campeonato, nesta jornada o FC Porto recuperou mais 3 golos no acumulado entre golos marcados e sofridos.

Ora, atendendo a que, segundo os experts da bola indígena, o SL Andor está de regresso às exibições com nota artística e, em contraponto, o FC Porto a atravessar uma grave crise (já se fazem inquéritos sobre a continuidade de Lopetegui…), o saldo das últimas duas jornadas não é muito mau…

SMS do Dia

A noite de Quaresma em Segunda-Feira de Páscoa.

Ainda sobre mais um bailinho na Madeira



Qualquer equipa competente, com todas aquelas oportunidades nos primeiros 20 minutos, teria resolvido tudo logo ali. Porém, como frequentemente nos sucede, a pior escolha possível aquando do momento do último passe, fez com que toda aquela velocidade de Hernâni acabasse por se traduzir em nada.
A péssima qualidade dos cruzamentos é aliás o nosso grande drama do momento, para além do velhinho problema do fraco aproveitamento das bolas-paradas.

Começam sempre assim as nossas derrotas: não se resolve quando se tem oportunidades para isso e depois lá surgem as tradicionais abébias defensivas. Normalmente surgiam na segunda-parte, agora parece que nem na primeira metade delas estamos livres.
Primeiro, Ricardo ainda se julgaria a actuar pelo Vitória quando teve aquele momento de principiante, depois Aboubakar considerou que não precisava de se preocupar  mais com o adversário que lhe cabia marcar no pontapé de canto e Óliver também não teve paciência para esperar um pouco mais junto ao poste que lhe competia guardar.
Depois, claro, encontrando-se em desvantagem, quantas vezes consegue o nosso clube dar a volta?
Exactamente.

Contudo, uma segunda parte assim, com apenas meia-oportunidade de golo, não lembraria ao mais pessimista dos portistas.
Bem poderia Lopetegui meter toda a carne no assador no ataque que a bola nem sequer lá chegava.
Era no segurar do jogo a meio-campo que estava o busílis da questão. Brahimi e Gonçalo, ambos sem bolas jogáveis, faziam assim apenas figuras de corpo-presente. O desacerto era de tal modo que, às páginas tantas, Maicon era o jogador mais esclarecido em termos...atacantes, quando por lá se aventurava.

Está assim definitivamente quebrado o excelente ciclo vitorioso Bessa-sporting-Braga-Basileia.
Nesta própria Taça da Liga, aquele nosso jogo épico em Braga, com apenas 9 jogadores, também ele afinal não serviu para muito.
Ao contrário do que se julga, mais importante que "rodar" e fazer descansar jogadores, é ganhar. É nisto que nunca se deve "poupar".

Certamente que não irá suceder, pois este grupo dá habitualmente "o litro" nos jogos da Champions, mas um futebol e uma atitude destas contra um Bayern, poderá ter consequências devastadoras.

domingo, 5 de abril de 2015

Prospecção mundial sub19, um passo inevitável Parte II

Continuação da primeira parte do artigo publicado aqui sobre como o FC Porto deve apostar a sério numa prospecção mundial em jogadores cada vez mais jovens para evitar entrar numa espiral descontrolada de gastos.

O problema de uma ausência de politica de cantera em 20 anos
Sem o cashflow dos Fundos e agentes para comprar na América ou no Leste Europeu, sem querer ser um balão de ensaio regular para os grandes clubes europeus, a única solução para manter-se competitivo no espaço europeu e nacional é reduzir gastos com o pessoal ao máximo, ter um plantel barato e essencialmente produzido em casa. Isso significa comprar mais (e melhor) a nível doméstico (uma inversão que se vai assistindo ainda que com escasso resultado) mas também lançar mais produtos de formação.
Se o FC Porto tivesse, historicamente, uma cantera como a de um Ajax, Feyenoord ou Lyon (que apostou neste modelo há sete anos, prevendo o que ia suceder, quando estavam na mesma posição que o FC Porto a nível mundial, e agora estão a colher os lucros) o problema resolvia-se mais facilmente. Mas não temos.
Ruben Neves e Gonçalo Paciência são a excepção.

Ainda faltam a André Silva, Ivo Rodrigues, Tomas Podstawski, Rafa Silva, Francisco Ramos ou Rui Pedro muitos tropeções para serem jogadores grandes. E eles são a nata da nossa formação. Para procurar reequilibrar a balança o clube desviou o investimento em grandes nomes para a primeira equipa num novo modelo para as camadas jovens que inclui o empréstimo com opção de compra para jovens promessas entre os 16 e os 19 anos.
Essa é a faixa etária ideal. Antes disso é impossível avaliar com certeza o potencial de um jogador, há problemas legais em excesso e o risco é tremendo. Mas entre os 16 e os 19 tudo se facilita. Os jogadores são menores (e muitos têm de mudar-se com familiares) mas a avaliação real de potencial é mais certeira, o seu desenvolvimento físico está quase completo e a maturidade mental está noutro estado. A margem de erro reduz-se ao mínimo ao mesmo tempo que o preço de custo é ainda relativamente baixo, salvo casos pontuais.



Apostar na prospecção juvenil, uma solução a médio prazo inevitável
Até essa franja etária (os 16 anos) o lógico é que o clube procure, essencialmente, jogadores nas escolas Vitalis e, em casos muito pontuais, jogadores a nível regional de valor contrastado. A partir de aí, até aos 18 anos, devem começar a chegar os primeiros jogadores de fora do Grande Porto (ampliando a nível nacional a prospecção) e esses casos de estrangeiros que são apostas de futuro. A partir dos 18 até aos 20 – e fim da etapa lógica na equipa B – entende-se a contratação pontual de um Pité, por exemplo, que demonstre potencial real a um nível competitivo já profissional, mas o resto deve vir directamente dos escalões base para alimentar a primeira equipa.

Esta claro que a ideia não é nova e ninguém a tem explorado melhor que a Udinese mas o certo é que todos os grandes europeus têm feito isso na última década e meia.
Foi assim que Messi chegou a Barcelona, Fabregas ao Arsenal, Piqué, Pogba e Januzaj ao Manchester United, etc. Os grandes clubes europeus têm-se dedicado a essa prospecção a fundo, filtrando cada vez mais o talento que dispõem. Só que há mercados ainda por explorar e há jogadores que entendem que mais vale fazer a formação num clube médio do que num clube grande. Menor concorrência, maior facilidade de chamar a atenção são motivos de sobra,
Por isso, para um clube como o FC Porto, o modelo a seguir é simples. Os jogadores são seguidos nos torneios juvenis pela nossa excelente rede de scouting a nível mundial, sabendo que muitos dos melhores não estão ao nosso alcance. Aos restantes, os seus respectivos clubes são abordados para negociar o empréstimo de um  ou dois anos com opção de compra. Se o jogador demonstra valer o investimento, activa-se a compra definitiva e acaba-se a formação em casa (outro ponto a favor à medida que as restrições impostas pela UEFA nesse campo vão aumentando).

Riscos e beneficios
Estes não são jogadores de tostões.
Os clubes de onde vêm sabem disso e negoceiam bem. Para a sua idade e experiência são caros. E até agora não há provas de sucesso desde que o processo começou com Kelvin, Atsu, Ba e Kadu já nos dias de AVB e Vitor Pereira. No total chegaram já cerca de 15 futebolistas nessa modalidade para a equipa B e juniores nos últimos anos. A taxa de sucesso é, até ver, reduzida. Um golo que valeu um titulo (Kelvin) e um extremo que quis sair antes de "explodir" (Atsu.) É no entanto interessante entender que esses jogadores, quanto mais novos chegarem, menor deveria ser o custo.
Kayembe custou mais de 2,5 milhões de euros ao clube. Lichnovsky 1,9 milhões (e já se vendeu 45%). Caballero custou cerca de 1 milhão. São 6 milhões em jogadores que não têm tido minutos na equipa principal. O investimento tem de caminhar para a redução do risco controlado. Depois destes exemplos (e de Victor Garcia e Pavlovski)  recentemente tanto Gudiño e Leonardo Ruiz chegam com opção de compra em valores que superam o milhão de euros.
E há também Siemann, Lumor, Johansen, Elvis, Chidozie, Ezeh, Fede Varela, os irmãos Djim, Anderson Dim, tudo apostas de baixo custo para trabalhar em casa. Com a esperança de que saia, entre vários, uma pérola que justifique o projecto.



Tanto para os empréstimos como opção de compra como para as contratações de jovens sub19 a valores inferiores ao milhão de euros, o sinal é o mesmo. Esperar, desenvolver e (forçosamente) apostar para tentar rentabilizar. No caso dos empréstimos a situação é ainda mais evidente. Depois de um ano no Porto é fácil entender se há potencial real ou não e o risco de activar opção de compra é sempre menor. Menor do que apostar num Quintero ás cegas, por exemplo, ou num contentor de jogadores para encher. Este processo é largo e só agora começou pelo que os resultados vão demorar a fazer-se sentir na primeira equipa. Muitos destes jovens chegarão com idade de juvenil ou júnior, terão de passar pela equipa B, talvez ser emprestados e só depois chegarão ao plantel principal. Três a seis anos como disse. É um risco porque é muito tempo para um clube que pode, entretanto, ficar sem a referencia presidencial. Mas sem dinheiro para investir, sem fundos a que recorrer e sem possibilidade de crescer à sombra dos Real e Barcelona, esta é uma das soluções mais lógicas.

Tornar a primeira equipa mais sustentável a nível de custos de salários e aquisição de passes e manter viva a possibilidade de manter-nos atentos aos “Jacksons” do mercado. Também é certo que pode implicar um menor investimento na primeira equipa a curto prazo (e de aí os empréstimos) e uma perda de competitividade (vide caso Lyon).
No entanto, a possibilidade de ter vários elementos de um onze formados em casa (ainda que venham dos quatro cantos do Mundo, pagos a bom preço, mas com quatro ou cinco anos de Olival) é talvez o melhor cenário de futuro para o FC Porto.   

sábado, 4 de abril de 2015

Quartos-de-final: faltam 11 dias

Borussia Dortmund x Bayern Munique (fonte: REUTERS)

Hoje à tarde disputou-se o grande clássico do futebol alemão (pelo menos dos últimos anos). O Bayern deslocou-se a Dortmund e, perante um imponente Westfalenstadion completamente cheio, derrotou o Borussia por 1-0, mantendo a liderança da Bundesliga, com uma confortável vantagem de 10 pontos para o 2º classificado.

Há quem diga que, nesta altura, o Bayern está fragilizado.
Fragilizado?

Bem, o onze inicial que Pep Guardiola apresentou no Westfalenstadion tinha “apenas” cinco campeões do Mundo – Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller – e, na 2ª parte, ainda entraria um sexto jogador – Mario Götze - que, há 9 meses atrás, também se sagrou campeão do Mundo no Brasil com a camisola da Mannschaft.

Mas, para além destes rapazes, o onze inicial da equipa de Munique também incluía “mancos” como Rafinha, Dante, Benatia, Xavi Alonso e Lewandowski.
E, na 2ª Parte, ainda se iria assistir ao regresso de Thiago Alcântara.

Se uma equipa que conta com este lote luxuoso de jogadores, os quais aliam uma enorme qualidade à experiência, é uma equipa “fragilizada”, vou ali e já venho…

Prospecção mundial sub19, um passo inevitável Parte I

Qual é o futuro do FC Porto agora que parece evidente que os Fundos vão desaparecer (até encontrar forma de se transformar em algo novo) e o clube vai ter menos opções para vender a clubes das grandes ligas por cifras milionárias quando o cerco do FFP vai apertando?
Uma das respostas possíveis – há sempre mais do que um caminho – já se vai dando com as políticas de contratação do clube. Não para a primeira equipa mas para os sub19 e a equipa B. Formar antes, formar melhor e formar jogadores vindos dos quatro cantos do Mundo.

Uma política difícil de sustentar
Desde 2004 que o FC Porto se especializou a ser um dos clubes que melhor vende no mundo. Até a Gelsenkirchen conseguíamos vendas excepcionais mas eram mais fruto do valor per se dos jogadores (Futre, Jardel, Zahovic, Baía, Couto) do que parte de uma política pensada pela direcção.

O pos-Champions mudou tudo. O clube passou a investir mais do que nunca em passes – sobretudo nos chamados contentores de sul-americanos – mas também encontrou mercados periféricos onde vender caro. Começou na Rússia (Derlei, Maniche, Costinha, Thiago Silva), seguiu para Inglaterra (onde Mourinho já por lá andava com escolhas pessoais da sua equipa campeã) e Espanha graças á mediação de Jorge Mendes (Anderson, Pepe, Meireles) e aproveitou-se dos novos oligarcas mais recentemente (Moutinho, Falcao, James, Hulk). Tudo isso foi feito a partir do pressuposto que havia equipas – e presidentes – dispostos a pagar muito e bem pelos nossos melhores jogadores. Isso acabou. Para o bem e para o mal o Financial Fair Play obrigou os clubes a medir muito bem os seus gastos e só mesmo a emergência de um clube do nada que tenha tudo para acabar mal pode abrir na Europa uma válvula de escape.

Sem haver quem ponha, em regra, mais de 30 milhões na mesa por um jogador, urge pensar duas coisas. Se é mais difícil vender caro, deve-se vender bem. E se ninguém paga demasiado por um jogador nós devemos pagar menos ainda. Porque sim, o FC Porto tem vendido muito em jogadores mas também paga mais do que nunca pagou e a margem de lucro vai-se reduzindo progressivamente. Ainda somos capazes de apanhar algumas gangas no mercado mas o que custou Danilo, Alex Sandro, Jackson ou Brahimi (onde só poderemos comprar até 55% do passe, o resto é da Doyen) fará com que as suas respectivas e inevitáveis vendas rendam muito menos do que um Falcao, James e afins há uns anos atrás.

Financial Fair Play e adeus aos Fundos, um problema sério
O FFP foi criado para estabelecer uma espécie de equilíbrio entre grandes e pequenos mas são os “pequenos” vendedores como o Porto (e o Benfica, o Lyon, o Sevilla, a Udinese ou o Ajax) quem mais vão sofrer com isso. O final dos Fundos servirá apenas (de momento) para rematar o morto. Os Fundos nunca irão desaparecer. É altamente provável que regressem os clubes fantasma onde os Fundos inscrevem os jogadores para depois jogar com eventuais empréstimos, vendas a 50% do passe, etc. Mas o grande beneficio dos Fundos era a liquidez financeira que geravam e isso sim vai começar a desaparecer. Os grandes clubes – com as suas gigantescas Academias – vão-se aproveitar disso e ocupar o vazio enviando os seus activos a valorizar emprestados a esses mesmos clubes. Não lhes dão cashflow para investir mas oferecem jogadores de qualidade.



Para o clube que recebe os jogadores o negócio é dúbio. Ficam com a qualidade, sim, mas sabem que é um negócio sem futuro e entram num ciclo vicioso (o FCP está nesta posição, por exemplo, a partir do momento em que se confirme que depois de Casemiro voltar a Madrid venha agora Lucas Silva fazer o mesmo) enquanto que os grandes não só aligeiram a ficha de salários, como mantêm jogadores seus a render desportivamente. Sem os Fundos os clubes têm de encontrar caminhos alternativos. O FC Porto optou pelo mais fácil no momento, mas o de menor margem de sobrevivência. Decidiu seguir por aí por vários motivos mas um deles, evidente, foi a ausência de uma formação de nível a que recorrer.

O fracasso do projecto Visão 611 foi evidente para todos e foi preciso fazer um reboot na ideia. Para que surjam jogadores de nível terão de passar uns bons 3 a 6 anos. Muito tempo. Até lá o clube tentará tapar os problemas com decisões a curto prazo como os empréstimos. Não é caso único. O Sevilla tem feito o mesmo com bons resultados para a dimensão do clube. Mas tudo isso terá, mais tarde ou mais cedo, de acabar. E é aí onde entra a opção que a SAD parece estar a tomar, a de gerar talento em casa para depender ao mínimo de variantes externos. Mas não um talento pescado nas ruas de Amarante, Gondomar ou Espinho. Talento analisado escrupulosamente pela nossa scouting network a nível mundial que devemos captar muito cedo para que esse mesmo jogador, dois ou três anos depois, não custe o triplo. Conseguir um Danilo, um Anderson ou um James três anos antes da idade em que os contratamos para garantir o talento pagando muito, muito menos. Esse é o objectivo. O como na segunda parte!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

SMS do Dia

Tanto troçámos ao longo dos anos da Taça da Liga - de alto a baixo da pirâmide portista, diga-se - ("Taça da Cerveja", "Taça Lucílio Baptista" e por aí fora), que só acabamos por ter o que merecemos.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Danilócio

O FC Porto e o Real Madrid confirmaram oficialmente que Danilo será jogador merengue nos próximos anos. O negócio é excelente a todos os niveis. São 31,5 milhões de euros (35 por objectivos), sem jogadores ao barulho e com o contrato do jogador a acabar. Um golpe de génio (o enésimo) de Pinto da Costa e da SAD nas mesas de negociação que superam bastante as expectativas daquele que foi um dos nossos maiores negocios de risco dos últimos tempos.

Danilo foi um negócio limite. Para não se repetir nunca mais.
Muito menos na situação limite em que se encontra o clube, muito menos na situação de controlo de gastos em que se encontra o mercado. Temos os melhores negociadores do Mundo mas nem Pinto da Costa é eterno nem sempre teremos a sorte de haver um Real Madrid (ou um Monaco) capaz de colocar sobre a mesa valores tão altos.
O FC Porto esteve numa situação de risco. Podia ter corrido mal, muito mal.
O jogador terminava contrato em Junho do próximo ano com uma cláusula de 50 milhões que era irreal. Não quería renovar. O clube insistiu. Uma, duas e três vezes .Uma boa oferta com o objectivo de garantir a melhor venda possível sempre deixando claro ao jogador que não lhe iam “cortar as pernas”. O que se conseguiu com Fernando não se conseguiu com Danilo. O jogador recusou sempre. Sabia do interesse do Real Madrid, do Barcelona e do Manchester United. O clube inglês foi rápidamente descartado. Danilo tem uma boa amizade com Anderson que não lhe falou especialmente bem do clube. Já o Barça era diferente. Aí estava um dos seus melhores amigos, excolega do Santos, Neymar, que intercedeu por ele. Mas a proibição de contratar até Janeiro de 2016 era um entrave. O Barcelona fez uma boa proposta ao FC Porto que rondava os 25 milhoes de euros mais um desconto no preço final por Tello mas que incluia uma cláusula que impedia o clube de usar o lateral na primeira fase da Champions para que em Janeiro – quando se desse a transferência – o pudessem inscrever para a segunda fase. O clube não quis entrar nesse jogo, o jogador também não parecía muito interesado. Apareceu então o Real Madrid e tudo mudou.
Os merengues abordaram o jogador antes, pressionaram-no a não renovar com o FC Porto em troca de um contrato substancialmente melhor do que oferecia o Barcelona. Com esse ás na manga apareceram para negociar. A principio queriam incluir jogadores no negócio, outros empréstimos como o de Casemiro (que nunca esteve na equação e regressa a Madrid este Verão). Mas aí apareceu o melhor lado de Pinto da Costa. Manteve-se firme na sua posição e saiu a ganhar. Concretamente a ganhar 31,5 milhões de euros que podem chegar aos 35 milhões dependendo dos objectivos. O lateral direito mais rentável da história do clube, por cima de Paulo Ferreira. Entrou directamente para o nosso top 5 de vendas atrás de Hulk, James, Falcão e Mangala e empatado com Anderson. Absolutamente tremendo.



Vender Danilo era uma inevitabilidade. A SAD não podía ter feito melhor.
O grande erro foi no preço que se pagou pela sua contratação (aplicável a Alex Sandro que está na mesma situação, contrato a terminar, recusa em renovar, com o Atlético de Madrid atrás a soprar-lhe ao ouvido os mesmos cantos de sereia) e que reduziu muito a margen de lucro, que é daquilo que vive a SAD. Entre os 18 milhões que custou naquele negócio “By BMG” (foram 13 milhões pelo passe e 5 por encargos a outros), os salarios pagos, Danilo foi um jogador demasiado caro para a nossa realidade. Desportivamente só rendeu verdadeiramente a um grande nivel nesta temporada. No ano pasado sofreu (como todos) o desnorte colectivo mas parecía estar mais estagnado do que o seu colega do lado esquerdo (agora parece o oposto). A chegada á selecção brasileira ajudou-o a manter no escaparate mas o óptimo ano na Champions e as boas relações entre Lopetegui e o Real Madrid, com quem seguramente partilharam informações, ajudaram os merengues a pagar esta exorbitancia para um jogador que vai competir com Dani Carvajal pela titularidade.
Neste cenário Pinto da Costa e a sua equipa fizeram o que tinham de fazer. Tentaram renovar com o jogador e depois deste recusar souberam manejar bem os tempos e expectativas para conseguir um negócio que é imelhorável. Ninguém a não ser PdC e a SAD sacariam tanto por um jogador que daqui a nove meses podía negociar sair a zero. Absolutamente ninguém.
Além do mais este negócio implica dinheiro. Não jogadores.
Face ás deficientes condições das contas azuis-e-brancas era precisamente isso que se exigia. Casemiro não vai ficar (o Real está determinado em que ocupe o lugar de Khedira) e não fazia sentido nenhum incluir outro jogador directamente no negócio. Mas isso não implica que estas negociações não tenham tratado também desse assunto. O Real Madrid gostou do que viu de Lopetegui e do trabalho com Casemiro e tem bastante interesse em repetir a fórmula. Tem jogadores para “rodar” e o Porto parece um destino apetecivel. Há varios nomes na mesa. O médio Lucas Silva (recém-chegado do Brasil), o norueguês Odegaard, ainda um adolescente para a primeira equipa que será seguramente emprestado caso o Castilla não suba de divisão (tal como está agora) ou o vasco Illarramendi são os melhores exemplos. E há ainda Keylor Navas. Investimento caro, impacto desportivo nulo, o clube prepara-se para livrar-se dele. O jogador que ser titular, o Real não está pelos ajustes e já arranjou, também por empréstimo, um segundo guarda-redes para o próximo ano, o argentino Batalla. Todos esses nomes estiveram asociados ao negócio Danilo. Os três primeiros com o mesmo modelo de Casemiro, Navas como venda directa para abater o preço. Pinto da Costa, como só ele sabe, não caiu no truque. Mas isso não fechas todas as portas. Voltaremos a este assunto.



Danilo foi um jogador difícil de digerir ao principio pelo que custou e pelo pouco que rendeu no seu primeiro ano e meio. A sua evolução com Lopetegui foi excelente e vai ser difícil substitui-lo. Será, seguramente, um dos melhores laterais da sua geração. No entanto era um negócio inevitável por varios motivos, sobretudo pelo fim de contrato que se aproximava e pela nossa perene necessidade de cash flow. Com a prometida saida de Jackson, o dinheiro encaixado pela performance na Champions e esta venda, o clube cobre praticamente tudo aquilo que esperava receber este ano, o que é bom sinal. Não significa que não saia mais ninguém, não significa que parte do dinheiro de Danilo vá directamente para comprar o passe de Tello, por exemplo. Mas ajuda a respirar melhor. Para o seu lugar o plantel não tem um sucesor directo. Ricardo é o herdeiro potencial mas precisa de mais minutos para confirmar sensações de que poderá fazer-se dono do lugar. Victor Garcia deberá rodar para o ano noutro clube. A não ser que o clube aposte numa dupla Ricardo-Opare (que os turcos do Bessiktas já querem comprar), tudo indica que há que ir ao mercado. Haverá varios nomes sobre a mesa já a serem discutidos. Falaremos disso mais tarde.  Neste momento o importante é o match point conquistado numa batata quente. Uma forma de fazer negocios á Porto onde somos os melhores do Mundo. Como com o vinho, as francesinhas e basicamente tudo o resto. Foi um Danilócio!