quarta-feira, 15 de julho de 2009

A "ponta-de-lança" do MP


«Juízes querem saber ao pormenor por que razão a ex-namorada de Pinto da Costa faltou, pela terceira vez consecutiva, a uma audiência de julgamento.
A sugestão partiu do procurador do Ministério Público, Paulo Óscar, que estranhou os atestados médicos apresentados para justificar as faltas, por doença, não referirem se Carolina Salgado está impossibilitada de se deslocar ao tribunal ou de prestar declarações.
Os juízes acolheram a ideia e decidiram chamar ao tribunal o médico que tem acompanhado Carolina Salgado. O clínico será ouvido pelos magistrados no dia 27.»
in JN, 14/07/2009


Aquela que foi a testemunha-chave do Ministério Público (MP) contra Pinto da Costa e o FC Porto, e cujo livro serviu de pretexto a Maria José Morgado para a reabertura de vários processos que já tinham sido arquivados, faltou pela terceira vez consecutiva ao julgamento que está a ser realizado no tribunal de S. João Novo, onde responde em vários processos que lhe foram movidos.

Mas se as ausências de Carolina Salgado já não surpreendem, o mesmo não se poderá dizer da atitude do próprio Ministério Público, ao "estranhar os atestados médicos apresentados para justificar as faltas".
Aliás, depois de tudo o que se passou noutros processos relacionados com o 'Apito Dourado', até fica mal ao Ministério Público duvidar e pôr em causa a credibilidade de Carolina Salgado.
Ó senhor procurador Paulo Óscar, olhe que se a D. Carolina diz que está doentinha é porque está mesmo. Coitadinha...

Fotomontagem: TVI24

terça-feira, 14 de julho de 2009

SMS do dia: LXIX


Parece que o novo presidente do Sporting estranha a influência da banca nos negócios de Verão do futebol português. Essa não, Dr. Bettencourt! Diga lá à gente onde estaria a esta hora o Sporting sem a maléfica banca?!

Mudar...


Temo que Jesualdo acredite, convictamente, que o seu sistema de “transições rápidas” tenha mesmo sido o grande “segredo” do expressivo número de vitórias fora-de-portas, e consequente êxito global, obtido nas últimas temporadas (em especial na que agora terminou).

Tenho, para mim, que aquele mesmíssimo sistema táctico, com aquele mesmíssimo meio-campo (trinco-Meireles-Lucho), jamais teria obtido tão bons resultados se, na linha da frente, não tivéssemos contado com jogadores de categoria verdadeiramente superior como Quaresma (nas duas primeira épocas), Lisandro (em todas elas) e Hulk (na derradeira).

Eram estes quem, verdadeiramente, fazia a diferença. E apenas um só não chegava, para a coisa resultar em pleno tinham que estar dois deles, simultaneamente, em campo.

Com a saída (esta sim “dramática”) de Lisandro, algo terá que, obrigatoriamente, mudar naquele “clássico” esquema táctico (e plano único assumido) de Jesualdo. Sem ele, este 4-3-3 que tantas vitórias forasteiras nos deu, parece esgotado.

Receio é que o professor, crente incondicional no seu sistema (vencedor) dos últimos 3 anos, seja tentado a não dar o braço a torcer e queira mesmo fazer omeletas sem ovos, mantendo o “desenho” como até aqui. Pelo menos na parte inicial da nova época. Pelo menos até a realidade o fazer mudar de ideias.

Sem dúvida que o facto de termos sempre jogado, fora, com 3 médios que, inventem-se os nomes que se inventarem (de contenção, de transição, interiores, box-to-box), pouca vocação atacante possuíam, dava ao adversário a doce ilusão que seriam mesmo capazes de discutir o jogo-pelo-jogo, na sua própria casa, isto porque ali, mesmo à sua frente, viam o grande FCP, com uma estranha incapacidade de segurar a bola, até mesmo de “controlar” (no sentido clássico) a própria partida.
Ora, era esta tal ilusão que os liquidava, jogo após jogo, um após o outro. Apanhados em contra-pé, perdida a - fundamental - superioridade numérica junto da sua própria baliza, os nossos oponentes tombavam, mais cedo ou mais tarde, aos pés dos golpes rápidos, simples e práticos de um Lisandro ou Hulk.

É bem verdade que os nosso médios colocavam, de facto, a bola, o mais rapidamente possível, nos pés dos nossos avançados, mas era mesmo a arte, incomum, destes últimos quem verdadeiramente fazia a coisa funcionar na perfeição.

Fossem os nossos atacantes apenas “bonzitos” (como um Farias, como um Falcao?) jamais teríamos tido o sucesso que obtivemos. A bola até pode continuar a chegar “lá”, na mesma, nesta época que agora se inicia, mas sem a magia, o drible, a convicção, de um Lisandro ou Quaresma, a coisa dificilmente funcionará.

Muita gente, pelo contrário, tem colocado a ênfase no trabalho do meio-campo. Porém, mesmo a ser verdadeira esta discutível ideia (convenhamos que sempre foi mais fácil roubar a bola ao adversário e pô-la ao dispor do colega da frente do que marcar golos...), este tipo de médios que temos vindo a utilizar, coloca-nos problemas fatais e sem solução nos jogos em casa (por definição, 50% do total) onde, sem posse-de-bola, pouca meia-distância e nenhuma imaginação, raramente conseguimos criar grande número de chances, quanto mais batermos um Mancheter United, scp, slb ou mesmo um Braga).

Estar à espera de um qualquer erro do adversário, foi coisa que nunca resultou nos jogos mais complicados disputados no Dragão.

Jesualdo, deve pois adoptar um novo sistema de acordo com os (bons) jogadores que ainda restam, que no fundo são quem sempre dita qual a melhor forma de uma qualquer equipa se estender em campo.
Faltam alas para pontas-de-lança como Farias ou Falcao? Bem, foi o nosso treinador quem achou que Reyes não fazia falta. Tarik, idem. Candeias e Vieirinha também podiam ter tido uma chance. Ele lá saberá...

Para baralhar ainda mais estas contas todas, temos ainda que tentar entender quem é, afinal, o verdadeiro Cristian Rodriguez: se aquele que jogava pouco mas marcava muito, da primeira metade do último campeonato, se aquele que jogava mais e melhor mas que não acertava tantas vezes com o fundo da baliza, dos últimos meses.
Pode até ser que seja uma mescla dos dois ou mesmo nenhum deles...

Muita coisa ainda em aberto, pois. Muito cedo ainda para se aceitarem palpites. Mais do que há um ano atrás, agora sim é que virá mesmo, por aí, uma nova “era” no nosso clube.

Dentro do campo, entenda-se.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O “Index” de Pinto da Costa

No país mais centralista da Europa, quem é presidente do FC Porto há 27 anos tem de estar preparado para todo o tipo de críticas e ataques, os quais sobem de tom na directa proporção da azia provocada pelo enorme sucesso alcançado pelos azuis-e-brancos.

Ora, apesar de estar habituado a ser fortemente visado pela comunicação social do regime, é sabido que Pinto da Costa é particularmente sensível às críticas, por mais leves que sejam, quando estas são proferidas por jornalistas ou comentadores portistas. É o caso de Miguel Sousa Tavares ou Rui Moreira, como no passado foram os casos de António Tavares-Teles e de Manuel Queiroz.

Este último nasceu no Porto, onde sempre viveu, estudou e trabalhou. Começou a sua actividade de jornalista em 1981, no 'O Comércio do Porto', e posteriormente passou pelo 'Jogo', 'Semanário', 'Público', 'Record', 'Correio da Manhã' e 'Diário de Notícias'.
Há uns anos atrás, sensivelmente na altura em que era subdirector e responsável da delegação Norte dos jornais da Cofina, Manuel Queiroz escreveu alguns artigos de opinião que desagradaram profundamente a Pinto da Costa, o qual respondeu de forma violenta nas páginas da revista 'Dragões'.

A partir daí Manuel Queiroz ficou no Index (*) de Pinto da Costa, de onde suponho que ainda não terá saído. É o preço a pagar por ter desagradado ao “Papa”. Contudo, no dia 2 de Julho passado houve um episódio com algum simbolismo e que talvez represente uma aproximação. Na festa de lançamento do novo semanário ‘Grande Porto’, do qual Manuel Queiroz é o primeiro Director, Filomena Pinto da Costa foi convidada e esteve presente.


Devido aos sucessos impensáveis alcançados durante a presidência de Pinto da Costa, o FC Porto deixou de ser apenas o maior clube da Invicta e passou a ser o clube português mais conhecido e de maior prestigio a nível internacional. Por isso mesmo, é importante que haja cada vez mais gente empenhada em reflectir o FC Porto, trazendo para a discussão ideias e perspectivas diferentes.

Manuel Queiroz é um destacado jornalista e o facto de criticar alguns aspectos da gestão de Pinto da Costa não faz dele menos portista, bem pelo contrário.
Colocar portistas no “Index”, só porque pensam pela sua cabeça e têm o desplante de expressar discordâncias relativamente a aspectos da gestão da SAD, não me parece que contribua para o engrandecimento do FC Porto, que é o que todos pretendemos. Reservemos, pois, o “Index azul-e-branco” para os Manhas, Delgados, Pinhões, Cartaxanas e companhia.

(*) O Index Librorum Prohibitorum era uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, criado em 1559 e que foi actualizado regularmente até a 32ª edição, em 1948. Esta lista continha os livros ou obras que se opusessem à doutrina da Igreja Católica e visava "prevenir a corrupção dos fiéis".

domingo, 12 de julho de 2009

Os "métodos de treino" de Jorge Jesus


«Domingos não foi de meias-palavras na primeira declaração pública desde que começou o trabalho de campo em Braga. Satisfeito com o rendimento dos jogadores no primeiro teste da época, contra o Freamunde, o treinador não deixou de salientar o cansaço que muitos exibiram e as limitações que sente por ter três jogadores lesionados sem terem realizado um único treino (Matheus, Jorginho e Moisés), aos quais se juntam os intermitentes Leone e Frechaut, que só puderam jogar 28 e 17 minutos, respectivamente.
"É pena que haja cinco jogadores com pubalgias. Não me lembro de um clube com tantos casos destes. Isso limita o trabalho. Os jogadores vão tardar a aparecer", lamentou, recusando imputar responsabilidade ao departamento médico. "Não estou a colocar em causa o departamento médico, mas são muitos casos e gostaria de ter todos os jogadores aptos, até pelo tempo que tiveram de férias, disponíveis."
Mas afinal, de quem é a responsabilidade? "Não me perguntem. Mas não é normal. Desde 1986 que não ouvia falar de pubalgias..." - ironizou, sem nunca referir os métodos de Jorge Jesus como responsáveis por tantas lesões.
Recorde-se que, no ano passado, o Braga terminou a época com apenas 12 profissionais disponíveis para jogar.»
in O JOGO, 10/07/2009


Este artigo publicado em O JOGO deixa muitas mensagens subliminares nas entrelinhas e dá azo a várias interpretações. No meu caso, as queixas do Domingos e as referências aos "métodos de treino" de Jorge Jesus fizeram-me recuar às cinco épocas em que Jorge Jesus treinou o FC Felgueiras - 1993/94 a 1997/98 -, quando este clube subiu da 2ª Divisão B até à primeira liga do futebol português e, se bem me recordo, período em que houve suspeitas e uma investigação sobre alegados problemas de doping.

Gosto pouco do estilo octaviano "vocês sabem do que eu estou a falar" e, por isso, seria importante que algum jornalista tivesse coragem, investigasse e tentasse descodificar o real alcance das declarações de Domingos.

sábado, 11 de julho de 2009

Os jogos que aí vêm

1.ª Jornada (16 Agosto)
Paços de Ferreira - FC Porto

2.ª Jornada (23 Agosto)
FC Porto - Nacional

3.ª Jornada (30 Agosto)
Naval - FC Porto

4.ª Jornada (13 Setembro)
FC Porto - Leixões

5.ª Jornada (20 Setembro)
Sporting de Braga - FC Porto

6.ª Jornada (27 Setembro)
FC Porto - Sporting

7.ª Jornada (4 Outubro)
Olhanense - FC Porto

8.ª Jornada (25 Outubro)
FC Porto - Académica

9.ª Jornada (1 Novembro)
FC Porto - Belenenses

10.ª Jornada (8 Novembro)
Marítimo - FC Porto

11.ª Jornada (29 Novembro)
FC Porto - Rio Ave

12.ª Jornada (6 Dezembro)
Vitória de Guimarães - FC Porto

13.ª Jornada (13 Dezembro)
FC Porto - Vitória de Setúbal

14.ª Jornada (20 Dezembro)
Benfica - FC Porto

15.ª Jornada (10 Janeiro)
FC Porto - União de Leiria

16.ª Jornada (17 Janeiro)
FC Porto - Paços de Ferreira

17.ª Jornada (31 Janeiro)
Nacional - FC Porto

18.ª Jornada (7 Fevereiro)
FC Porto - Naval

19.ª Jornada (14 Fevereiro)
Leixões - FC Porto

20.ª Jornada (21 Fevereiro)
FC Porto - Sporting de Braga

21.ª Jornada (28 Fevereiro)
Sporting - FC Porto

22.ª Jornada (7 Março)
FC Porto - Olhanense

23.ª Jornada (14 Março)
Académica - FC Porto

24.ª Jornada (28 Março)
Belenenses - FC Porto

25.ª Jornada (3 Abril)
FC Porto - Marítimo

26.ª Jornada (11 Abril)
Rio Ave - FC Porto

27.ª Jornada (18 Abril)
FC Porto - Vitória de Guimarães

28.ª Jornada (25 Abril)
Vitória de Setúbal - FC Porto

29.ª Jornada (2 Maio)
FC Porto - Benfica

30.ª Jornada (9 Maio)
União de Leiria - FC Porto

SMS do dia - LXVIII

in JN:
Quatro jogadores do AS Mónaco infectados com Gripe A

Podemos comprar máscaras azuis e brancas e fazer uma coreografia diferente no jogo de apresentação ;-)

Os comerciantes que se lixem

Afinal não é só no futebol que “o que hoje é verdade amanhã é mentira”, os políticos portugueses têm-no demonstrado bastas vezes. Um destes casos tem vindo a comprovar-se ao longo dos mandatos do actual presidente da Câmara Municipal do Porto. Há uns anos atrás, no início de 2002, aquando da aprovação do Plano de Pormenor das Antas (PPA) – essencial para a construção do Dragão – Rui Rio tudo fez para aniquilar o projecto do novo estádio do FC Porto. Na altura fez oposição cerrada ao PPA defendendo que era necessária uma redução da volumetria do centro comercial em nome dos interesses dos comerciantes da Baixa da cidade. Fê-lo sem se munir de qualquer estudo credível que o demonstrasse. O importante era afrontar o clube e o seu presidente e impedi-los a todo custo de construírem uma excelente infra-estrutura que iria acabar por beneficiar a zona Oriental da cidade. Para a prossecução do seu objectivo político serviu-se da Associação de Comerciantes e da sua presidente, a Dona Laura, que depois de algumas peixeiradas lá conseguiu obter 5 milhões de euros de indemnização do Grupo Amorim. Esse dinheiro terá servido, supostamente, para a dinamização do comércio tradicional.


Para o Rui Rio de 2002 um centro comercial a mais de 5 km da Baixa poderia influenciar negativamente o comércio nesse local. Para o Rui Rio actual já não é bem assim. A comprová-lo estão os projectos para o Mercado do Bolhão e para o Mercado do Bom Sucesso. Este autarca prepara-se para transformar dois espaços que fazem única esta cidade em centros comerciais com lojas, hotéis e restauração concessionada a privados por 30 ou 50 anos. É a solução fácil do "mangas de alpaca" que assim consegue retirar peso à estrutura de custos camarária, mesmo sabendo que o modelo de negócio está mais que esgotado para a cidade do Porto. Mas como se costuma dizer "quem vier atrás que feche a porta". No caso do Bom Sucesso passarão a existir 4 centros comerciais em menos de 1 km quadrado. Os comerciantes tradicionais, esses, que se lixem, obviamente.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O novo camisola 8 do FC Porto?


É prematuro estar a tirar conclusões sobre o anunciado sucessor de Lucho na equipa do FC Porto, mas há alguns aspectos de que já podemos falar.

As semelhanças:
Ambos são médios, internacionais argentinos e eram titulares de um dos grandes clubes da Argentina – o River Plate - antes de se transferirem para a Europa.

As diferenças:
O Luis Oscar González tem 28 anos (nasceu em 19/01/1981) e mede 1.87 m; o Fernando Daniel Belluschi tem menos dois anos e oito meses (nasceu em 10/09/1983) e menos 16 cm (mede 1.71 m).
O Lucho já foi 41 vezes internacional pela Argentina, enquanto que Belluschi tem apenas duas internacionalizações.

As dúvidas:
Neste negócio do Belluschi há algo que eu não percebi. Em Janeiro de 2008, de acordo com o que veio a público, o Olympiacos investiu 6.5 milhões de euros no passe de Belluschi e um ano e meio depois o FC Porto comprou 50% do passe por 5 milhões.
Será que o Olympiacos FC ainda ficou detentor de parte do passe do Belluschi?
Se assim não foi, porque aceitou vender o jogador por menos 1.5 milhões do que tinha pago há 18 meses atrás?

As perspectivas:
Sinceramente, não estou à espera que o Belluschi atinja o nível do Lucho. Por alguma razão o Marselha preferiu gastar 18 milhões num jogador de 28 anos, em vez de “apenas” 5 milhões num de 25 anos.
Contudo, já me darei por satisfeito se o Belluschi mostrar categoria para ser o novo número 8, ou número 10, do FC Porto e mantiver as médias que teve no River Plate (13 golos em 48 jogos) e no Olympiacos (8 golos em 34 jogos).
E se alguns dos golos forem como os do vídeo seguinte, melhor ainda.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ribeiro e Castro popular no Porto?

Houve muita gente que ficou de boca aberta quando Paulo Portas convidou José Ribeiro e Castro para cabeça-de-lista do CDS-PP no distrito do Porto, tendo em vista as eleições legislativas que se vão realizar em 27 de Setembro.

Eu também fiquei surpreendido mas, ao contrário da maior parte das reacções que vi e li na comunicação social, a minha surpresa não tem nada a ver com as conhecidas divergências politicas (e até pessoais) entre o actual e o ex-líder do CDS-PP.
A minha incredulidade em relação a esta escolha tem a ver com as paixões clubísticas.

É que o cabeça-de-lista escolhido pelo CDS-PP para o distrito do Porto não é um mero adepto do SLB. José Ribeiro e Castro é um benfiquista militante, foi vice-presidente de Vale e Azevedo e ainda o ano passado, como eurodeputado, organizou uma exposição no Parlamento Europeu sobre o Benfica onde, ao lado de Luís Filipe Vieira, não teve pejo em afirmar que "a primeira presidência portuguesa na Europa aconteceu quando o Benfica ganhou a taça dos campeões em 1961".


O DN de Sábado passado, na secção 'A vespa', também dá uma "ferroada" neste tema:
«Depois da surpresa que constituiu para muitos democratas-cristãos a escolha de José Ribeiro e Castro para cabeça-de-lista do CDS no Porto, o espanto deu lugar à preocupação. E esta não se deve a qualquer reminiscência do passado conflituoso entre a actual direcção e o ex-líder, mas a algo muito mais prosaico. Leia-se... futebol. Isto porque José Ribeiro e Castro, conhecido e reconhecido benfiquista, apareceu por estes dias a comentar as polémicas eleições no clube da Luz.
No CDS há quem tema os efeitos da paixão clubística do eurodeputado, que não será muito popular entre muitos votantes do Porto...»
DN, 04/07/2009


Bem, mas como diz um amigo meu, a escolha podia ser ainda mais "provocadora". É que Paulo Portas podia ter-se lembrado de convidar um dos grandes amigos e aliado interno (no partido) de Ribeiro e Castro: o Presidente da Assembleia Municipal de Gaia, Sílvio Cervan!

Foto: www.ribeiroecastro.eu

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Uma pergunta a ... - IV

Finalizado que foi no passado domingo o processo de renovação dos lugares anuais, qual é o n.º de lugares anuais vendidos até à presente data?

A melhor dupla de tango argentino


As saídas do Lucho e do Lisandro podem ser analisadas de diferentes pontos de vista.

Do ponto de vista do administrador financeiro da FC Porto SAD, o encaixe de 42 milhões de euros (e que pode chegar a 52 milhões, mediante o desempenho dos clubes compradores e dos jogadores nas próximas quatro épocas) é notável, nomeadamente se levarmos em conta o cenário de crise actual e a idade dos jogadores (particularmente a do Lucho).

Sejamos realistas. Há seis meses atrás, quem pensaria que neste defeso o FC Porto ia conseguir vender não um, mas dois jogadores, acima dos 20 milhões de euros?

Nesta linha de raciocínio, quero enaltecer a forma como a Administração da SAD conduziu as negociações destes dois jogadores, obrigando Marselha e Lyon a abrirem os cordões às bolsas e transformando estas compras em duas das transferências mais caras de sempre do futebol francês (a do Lisandro é apenas superada por Anelka, jogador comprado pelo Paris Saint-German em 2000 por 33.5 milhões de euros).
Ao fim de quatro anos de excelente rendimento desportivo, Lucho e Lisandro ainda proporcionaram uma mais-valia significativa (superior a 100% do seu custo) para os cofres da SAD. Chapeau!

Há, contudo, outras formas de olharmos para estas transferências.

Quantos médios da categoria do Lucho e avançados com versatilidade, raça e eficácia do Lisandro passaram pelo FC Porto nos últimos anos?
Mais. Para além da sua enorme valia individual formavam, juntamente com Bruno Alves, a coluna vertebral do FC Porto e uma das melhores duplas que já vi jogar no futebol português, só comparável às duplas Futre-Gomes e Drulovic-Jardel.

Quanto nos vai custar substitui-los?
Para já, a FC Porto SAD gastou 5 milhões de euros na contratação de Fernando Belluschi (50% do passe), o anunciado substituto de Lucho, e talvez Silvestre Varela ou Falcão (se for contratado) possam jogar no lugar do Lisandro.

Mas as maiores implicações serão desportivas. Por melhor que sejam as adaptações dos novos jogadores, nem daqui a um ano vai ser fácil atingir o nível de entendimento que existia na dupla Lucho-Lisandro, os quais já jogavam de olhos fechados, qual maravilhoso par argentino a deslizar sobre tapetes verdes dançando o tango.

Inclusivamente, não sei se Jesualdo não terá de rever o seu 4-3-3 baseado em transições rápidas, visto que Lucho e Lisandro eram interpretes fundamentais para este modelo de jogo.

Uma coisa para mim é certa, ninguém espere milagres, porque não é de um dia para o outro (nem em dois ou três meses) que uma alternativa válida para a dupla Lucho-Lisandro se consegue impor.
É bom que os adeptos portistas sejam exigentes, é mesmo uma das razões do nosso sucesso, mas não peçam ao Professor Jesualdo o impossível.

terça-feira, 7 de julho de 2009

SMS do dia - LXVII

Caro Presidente, importa-se de repetir?
Fui informado pelo senhor Joaquim Oliveira que ela estava junto da claque dos Super Dragões com um cartaz a dizer 'ó Orelhas estou aqui', uma situação que não aprovei
in Record

Ibson vendido ao Spartak de Moscovo?


«O Flamengo ofereceu por Ibson cerca de 3,3 milhões de euros, não tendo ficado muito longe do valor pedido pelos portistas (3,7 milhões). No entanto, uma divida antiga do Flamengo ao FC Porto de 350 mil euros terá inviabilizado o negócio.
Actualmente com 25 anos, Ibson não faz parte dos planos de Jesualdo Ferreira para a próxima época e CSKA Moscovo e Colónia já demonstraram interesse em contratar o médio brasileiro
in PÚBLICO, 07/07/2009


«O Porto acertou na manhã desta terça-feira a venda de Ibson para o Spartak de Moscou por 5 milhões de euros. Como já se sabia, o clube português não pretendia mais negociar com o Flamengo, mas não pretendia ficar com o jogador, apesar de ter negociado Lucho González para o Olympique de Marselha. Falta apenas um detalhe para sacramentar a negociação de Ibson: a assinatura do próprio jogador.
Ibson será o vigésimo brasileiro no Campeonato Russo, que terá transmissão dos canais ESPN a partir do próximo final de semana. Jogará no Spartak, clube do meia Alex, campeão mundial pelo Internacional e ex-Seleção Brasileira, do atacante Welliton, ex-Goiás, e do volante Rafael Carioca, vice-campeão brasileiro pelo Grêmio em 2008.»
in ESPN Brasil, 07/07/2009


A confirmar-se esta transferência, é um valor interessante (superior aos 4 milhões que se dizia ser a fasquia definida pela FC Porto SAD) para um jogador que estava emprestado e que não fazia parte das contas de Jesualdo.

5 milhões pelo Ibson
3 milhões pelo Paulo Assunção
3,5 milhões pelo Paulo Machado

11,5 milhões de euros é um encaixe significativo, principalmente se levarmos em conta que se trata de três jogadores que não fizeram parte do plantel da época passada e, no caso dos emprestados, estavam fora do leque de escolhas para 2009/10.

Foto: A Bola

SMS do dia - LXVI

E já está mais um:
A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos do artigo 248º nº1 do Códigodos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a um acordo de princípio com o Olympique Lyonnais (Lyon) para a cedência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva do jogador profissional de futebol Lisandro Lopez pelo valor de 24 milhões de euros.
Agora é bom que o paizinho do Bruno Alves se cale.