quarta-feira, 14 de março de 2012

Hierarquias de Poder

* Por Nuno Campos



1 - Se houver patrão correm todos. Não se esforçaram na primeira parte? Mas vimos alguém correr à volta do campo no fim do jogo? Alguém perdeu o Domingo de folga ou vai ter que treinar às 6 da manhã esta semana? Alguém teve que ouvir um berro durante o jogo? Uma substituição por opção aos 20 minutos de jogo, aconteceu esta época? Estes jogadores são mercadoria valiosa e frágil. Ninguém lhes pode tocar, muito menos o treinador, para não estragar o negócio.

2 - Quem é responsável por esvaziar o plantel de jogadores da formação, verdadeiros portistas como por exemplo o Castro? Esse corria tanto na primeira parte como na segunda, e ainda mandava os outros correr. Quem deixou sair o Pedro Emanuel e demorou meia época para encontrar alguém com estaleca para o substituir (Paulinho Santos)? Quem foi buscar o Lucho em Janeiro, assumindo que o plantel inicial tinha um enorme falta de liderança e de carácter? E quem demorou meia época para encontrar um ponta de lança de segunda?

3 - Nos fracassos desta época não há inocentes. O défice de liderança e de empenho verificam-se a todos os níveis da estrutura, desde o Presidente até aos jogadores, passando pela equipa técnica.

4 - Os exemplos, bons e maus, vem de cima.

5 - As escadas varrem-se de cima para baixo.

6 - O clube que merece ganhar o campeonato - direcção, treinador e jogadores - é o Braga.


* O Reflexão Portista agradece ao Nuno Campos a autorização da publicação deste comentário como artigo.

terça-feira, 13 de março de 2012

Incapacidade gritante

“O FC Porto não ganhou porque não foi capaz, não foi competente”.
“Não podemos entrar em mais nenhum jogo com esta falta de agressividade e sem capacidade para resolver as dificuldades colocadas”.
“Demos 45 minutos de vantagem ao adversário. Na primeira parte, não existimos como equipa. Faltou-nos agressividade, do ponto de vista ofensivo e defensivo; a equipa foi lenta, denunciou muito o jogo. Depois, tivemos de ir atrás do prejuízo.”.
“Não quero justificar a má primeira parte com a equipa de arbitragem. Nem sequer queria ir por aí, porque o que define o jogo é uma primeira parte que, do nosso lado, não existiu.”


Todas estas declarações foram feitas por Vítor Pereira, no final do FC Porto x Académica.
Vítor Pereira fala em incapacidade, incompetência, inexistência como equipa e eu, que vi o jogo atentamente, não poderia estar mais de acordo com ele. Mas, quantas vezes já ouvimos este discurso?

Eu admito que jogos de menor motivação possam acontecer pontualmente ao longo de uma época, principalmente se a vantagem na classificação for de modo a proporcionar algum amolecimento aos jogadores (na época passada, para evitar que isto pudesse acontecer, André Villas-Boas ia anunciando objetivos intermédios). O problema é que esta incapacidade, incompetência e inexistência de que fala Vítor Pereira, referindo-se à equipa que ele próprio orienta, fazem parte de um “filme” que esta época já vimos N vezes e em que ele é um dos protagonistas.
De facto, Vítor Pereira mostrou lucidez na análise que fez ao FC Porto x Académica, mas ele não é comentador, nem jornalista. É o treinador principal da equipa de futebol sénior do FC Porto e dele os portistas esperam soluções, até porque tem à sua disposição o plantel mais caro de sempre do futebol português (se é o melhor, ou se é um plantel equilibrado, é outra conversa).

No seu comentário ao jogo, o meu companheiro do blogue Mário Faria, escreveu: “ou o treinador não é capaz de passar a mensagem e os processos, (…) ou então são os jogadores que não lhe ligam nenhuma, não aprendem ou acham que o que lhes pede é algo sem nexo”.
Tal como o Mário Faria, eu também não sei o que se passa mas, em qualquer das situações, eu diria que o treinador não fica bem na fotografia.

Quando Vítor Pereira passou de Nº 2 a Nº 1 e assumiu o comando técnico do FC Porto, o que herdou?
Uma equipa que tinha ganho o campeonato (sem derrotas!) e a Taça de Portugal, acumulando várias vitórias históricas e categóricas perante o principal rival, a que juntou a conquista da Liga Europa. E, para além dos resultados, tínhamos uma equipa que jogava de forma fantástica (lembram-se de haver quem a comparasse ao Barça?), que bateu recordes, que vencia contra as arbitragens e que fez os adeptos sonhar com a repetição dos sucessos a nível interno e um trajeto longo na Liga dos Campeões 2011/12.

Ora, há quem pense que o núcleo duro de jogadores que, sob o comando de André Villas-Boas, atingiram estes patamares de excelência, são os mesmos que esta época querem “tramar” o seu ex-adjunto. E, por quererem “tramar” o Vítor Pereira, ignoram o que ele diz, jogam deliberadamente de forma apática, não têm vontade de ganhar os jogos e, no limite, até vão perder o campeonato de propósito.
Para eu alinhar nesta tese rebuscada, vão ter primeiro de me explicar o que é que os jogadores ganhariam em, propositadamente, prejudicar-se a si próprios!

Também há quem sustente que os jogadores são meninos mimados e que jogam pouco porque já estão com a cabeça em transferências milionárias para o Chelsea, Manchester United, Juventus, etc.
Bem, isto parece-me um contrassenso, porque para suscitar o interesse dos grandes clubes europeus e levá-los a abrirem os cordões à bolsa, os jogadores têm de dar nas vistas pela positiva, ou não?

A minha perspetiva é outra e muito mais simples. Na análise que faço ao desempenho da equipa azul-e-branca, penso hoje o mesmo que pensava em Setembro/Outubro passado, ou seja, o FC Porto dispõe de um plantel de boa qualidade (globalmente) e com provas dadas, mas em que se destacam duas lacunas graves:
i) falta de um ponta-de-lança ao nível do restante plantel;
ii) incapacidade gritante do treinador em motivar, potenciar e tirar pleno partido dos jogadores que a Administração da SAD colocou à sua disposição.

Faltam disputar oito jornadas para terminar o campeonato e, ao contrário do slb, o FC Porto só depende de si para revalidar o título que é seu. Contudo, mesmo que a equipa consiga manter até ao fim a posição que ocupa atualmente, Pinto da Costa e Antero Henrique devem refletir profundamente em tudo o que se passou esta época. Os erros de planeamento e de casting não se podem repetir na próxima época.

P.S. O facto de noutros artigos ter destacado diversos casos de arbitragem que ocorreram nesta jornada, não invalida que também reflita sobre os problemas internos que afetam a equipa do FC Porto. São dois aspetos distintos e ambos têm forte influência no desempenho da equipa e nos resultados dos jogos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

O pior cego…

Porque há quem não tenha visto, veja mal, não queira ver, ou seja “cego”...

(clicar na foto para a ampliar)


Conforme esta foto mostra de forma inequívoca, o jogador da Académica, além de agarrar Hulk pelo braço, toca-lhe e derruba-o com a perna direita.

Se tivessem sido cumpridas as regras, seria assinalada uma grande penalidade e mostrado o cartão amarelo ao defesa da Briosa. Contudo, no campeonato da “verdade desportiva”, o filiado da APAF, além de não ter assinalado este penalty claro, ainda por cima mostrou um cartão amarelo ao Hulk, o que o impedirá de jogar no próximo Nacional x FC Porto.

Eu até admitia que o senhor Marco Ferreira pudesse estar encoberto e não ter visto o lance mas, para ter considerado simulação (e mostrar o cartão amarelo), foi porque viu e tem a certeza que o Hulk caiu sem ser agarrado, nem tocado. Ou seja, o madeirense Marco Ferreira viu uma coisa que não aconteceu!


Assim sendo, pergunto a Vítor Pereira (o nomeador dos árbitros, cuja recondução foi apoiada por Luís Filipe Vieira): este árbitro – Marco Ferreira – tem condições para continuar a arbitrar?

P.S. Numa jornada em que o FC Porto foi nitidamente prejudicado, enquanto que slb e SC Braga beneficiaram de favores dos senhores do apito, esta semana ninguém vai falar de arbitragem…

Fotos (clicar para as ampliar): Catarina Morais (Maisfutebol)

“Jogo perigoso passivo”

Aos 60’ do Paços Ferreira x slb, numa altura em que os pacenses venciam por 1-0 e em que as duas equipas ainda jogavam com 11 jogadores (o Paços terminou com 9!), o “herói” do jogo, Bruno César, que já tinha um cartão amarelo, fez isto:



O árbitro, Bruno Esteves, não teve coragem para fazer o que se impunha, ou seja, no mínimo, mostrar o 2º cartão amarelo e expulsar o jogador do slb.

E assim, em vez de o Paços ficar a jogar contra 10, com maiores possibilidades de consolidar e até aumentar o seu domínio do jogo, o slb aproveitou a condescendência do árbitro, deu a volta ao resultado e somou mais três pontos.
Presumo que seja esta a verdade desportiva que os benfiquistas defendem…

P.S. “A mim, parece acidental esta calcadela de Bruno César no joelho de Luisinho que, pelo facto de estar no solo, causa jogo perigoso passivo”, Paulo Paraty, no ‘Tribunal de O JOGO’.

"Jogo perigoso passivo"?!!
Percebem por que razão é que o Paulo Paraty era um dos árbitros preferidos de Luís Filipe Vieira?
Percebem por que razão é que ele foi escolhido (nós adivinhamos por quem) para comentador de arbitragem na RTP Porto?

domingo, 11 de março de 2012

E a FCP SAD, não diz nada?



O silêncio dos responsáveis do FC Porto e, particularmente, da Administração da SAD perante este tipo de situações é algo que já é recorrente.
Também por isso, é nestas alturas que eu questiono a utilidade da SAD ter contratado tantos "craques" do jornalismo para o Departamento de Comunicação.
Servem para quê?

sábado, 10 de março de 2012

Pontos!? Para que vos quero?


Os avisos de que a disputa do campeonato não se esfumaria no encontro da passada semana na 2ª circular, fizeram mais sentido que nunca esta noite, após o apito final de Marco Ferreira que ditou o empate do FC Porto no seu terreno diante da Académica. A primeira parte insípida da nossa equipa em anteriores partidas no Dragão, pouco fez reflectir o grupo para algo pior num destes dias. E quem pensa que o mal só acontece aos outros, mais cedo ou mais tarde acaba surpreendido.

Como está bom de ver, depois de 10 minutos prometedores, onde a arbitragem fez vista grossa a duas penalidades na área da Briosa (mão de Reiner dentro da área e soco de Habib a Sapunaru na sequência de um canto), a nossa equipa acomodou-se ao jogo pastoso e na confiança do muito tempo que dispunha para arrebatar os 3 pontos do encontro. A descontracção foi tal que os orientados de Pedro Emanuel se permitiam a sair a jogar a seu bel-prazer e sem pressão. Não foi, pois, motivo de qualquer estranheza, o golo dos estudantes, nem tampouco a passividade da defensiva portista em toda essa jogada fatal.

O intervalo não chegaria sem outro erro crasso da equipa de arbitragem, num fora de jogo mal assinalado que deixaria Hulk e Janko isolados nas fronhas de Peiser. Não era providência divina, nem motivo para ficar de boca aberta. O Sr. Marco Ferreira tinha exibido a sua rastejante categoria e o FC Porto perdia ao intervalo dentro do seu burgo. Para lá dos “pregos” no apito, o resultado era merecido para quem dispõe tanto e faz tão pouco.



No 2º tempo a equipa azul e branca trouxe mais vivacidade – o que também não era difícil – mas nem por isso melhor discernimento. Vítor Pereira assumiu risco total na busca da vitória. Substituições temerárias que não valeram um jogo mais fluido. Janko e Kléber recalcavam-se e anulavam-se. Álvaro Pereira viu-se obrigado a tomar em atenção mais na retaguarda, ficando sem possibilidade de municiar alguns raides pelo corredor esquerdo sempre tão incisivos. E Lucho, estava anormalmente lento, chegando quase sempre tarde às bolas ou entregando-as mal.

A equipa nunca se encontrou, tendo isso resultado numa construção ofensiva pouco capaz de gizar jogadas a partir da sua corporação colectiva. O plano alternativo e, em teoria ambicioso, perecia. E nem o habitual Joker lançado no 2º tempo, hoje a titular, tornou fácil o difícil. Hulk, lá perto do fim empatou. Demérito adversário, porque virtuosismo nosso não foi certamente. Estratégia? Plano alternativo? Nada disso. Bastava aprender com os avisos de jogos caseiros recentes.

Pontos!? Para que vos quero?

Confrontos na casa do principal rival

Com a vitória obtida na última jornada, o FC Porto alcançou a melhor série a vencer na casa do slb (3 jogos), embora, naturalmente, os encarnados continuem a ter vantagem no histórico dos jogos disputados no estádio da Luz.



Mas, se restringirmos a análise aos 14 slb x FC Porto disputados no século XXI, o cenário inverte-se:


Derrotas (do FC Porto): 3
Empates: 5
Vitórias (do FC Porto): 6

A comunicação social praticamente ignorou (e ignora) esta realidade, mas o facto de no século XXI o FC Porto ter mais vitórias que o slb (o dobro!) nos jogos que disputaram entre si no estádio da Luz, é algo que deveria merecer destaque e análise. Aliás, o FC Porto perdeu apenas um dos últimos sete jogos que disputou no estádio da Luz.

Vale a pena recordar que, durante décadas, ir empatar ao estádio do slb já era considerado um bom resultado.
Na década de 40 (entre 1941/01/26 e 1947/12/28), o FC Porto perdeu nove jogos seguidos em deslocações ao "ninho das águias". E, entre 1963/11/24 e 1973/11/04, o FC Porto completou uma série de 16 jogos sem conseguir vencer na casa do seu maior rival.

Como explicar, então, esta enorme mudança no futebol português?
Eu só vejo uma de duas hipóteses: bruxaria ou o “Sistema”...

Fonte: www.zerozero.pt

sexta-feira, 9 de março de 2012

O desempenho nas competições europeias

O desempenho do FC Porto nas competições europeias desta época, pode ser analisado sob vários prismas.

Um deles é o número de pontos conquistados, o que tem consequências no ranking de clubes da UEFA.

(clicar no quadro para o ampliar)


Outro é o contributo para o ranking de países da UEFA, o qual, entre outras coisas, define o número de clubes que cada país pode ter na Liga dos Campeões.

(clicar no quadro para o ampliar)

Para a pontuação total de Portugal nas últimas cinco épocas (incluindo a atual), o contributo dos clubes portugueses que participaram nas competições europeias foi o seguinte:
FC Porto: 15,118 (27,9%)
slb: 14,020 (25,9%)
SCP: 11,490 (21,2%)
SC Braga: 9,833 (18,1%)
Nacional: 1,416 (2,6%)
Marítimo: 0,800 (1,5%)
U. Leiria: 0,500 (0,9%)
V. Guimarães: 0,464 (0,9%)
P. Ferreira: 0,393 (0,7%)
V. Setúbal: 0,143 (0,3%)


Uma terceira perspetiva é a análise dos pontos conquistados em cada uma das cinco épocas que contam para estes dois rankings.

2011/12
Total: 64 pontos a dividir por seis equipas (10.666)
slb = 24 (4,000)
SCP = 14,5 (2,416)
SC Braga = 11 (1,833)
FC Porto = 10 (1,666)
Nacional = 3 (0,500)
V. Guimarães = 1,5 (0,250)

2010/11
Total: 94 pontos a dividir por 5 equipas (18.800)
FC Porto = 30 (6,000)
SC Braga = 25 (5,000)
slb = 22 (4,400)
SCP = 13 (2,600)
Marítimo = 4 (0,800)

2009/10
Total: 60 pontos a dividir por 6 equipas (10.000)
slb = 20 (3,333)
FC Porto = 19 (3,167)
SCP = 14 (2,333)
Nacional = 5,5 (0,916)
P. Ferreira = 1,5 (0,250)
SC Braga = 0 (0)

2008/09
Total: 47,500 pontos a dividir por 7 equipas (6.785)
FC Porto = 16 (2,285)
SC Braga = 14 (2,000)
SCP = 12 (1,714)
slb = 3 (0,429)
V. Guimarães = 1,5 (0,214)
V. Setúbal = 1 (0,143)
Marítimo = 0 (0)

2007/08
Total: 55,500 pontos a dividir por 7 equipas (7.928)
SCP = 17 (2,428)
FC Porto = 14 (2,000)
slb = 13 (1,857)
SC Braga = 7 (1,000)
U. Leiria = 3,5 (0,500)
P. Ferreira = 1 (0,143)
Belenenses = 0 (0)

Constata-se que a pontuação obtida pelo FC Porto nesta época (10 pontos, 1/3 dos obtidos na época passada) é a pior desta série de anos e, pela primeira vez, os dragões são o 4º clube português no ranking dos pontos conquistados numa época.


Contudo, graças ao desempenho em anos anteriores, particularmente na época passada, o FC Porto é o oitavo do ranking de clubes da UEFA e já não será ultrapassado esta época. Este facto significa que tem garantido o estatuto de cabeça de serie (pote 1) no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões da próxima época. Isto, claro, partindo do princípio que o FC Porto ficará em 1º ou 2º classificado do campeonato actual.

Fontes: UEFA, Maisfutebol

Movimentações de jogadores no FC Porto e SLB


Infografia (clicar para a ampliar): record.pt


Neste balanço das últimas 11 épocas (feito pelo Record), verifica-se que, comparativamente com o slb, a FC Porto SAD:
- comprou mais jogadores;
- vendeu mais jogadores;
- contratou muito menos jogadores a custo zero (cerca de 1/3);
- permitiu a saída de mais jogadores a custo zero;
- gastou cerca de mais 90 milhões em contratações (285 versus 197 milhões);
- efectuou vendas num valor global de quase o dobro (465 versus 247 milhões).

P.S.1 O Simão Sabrosa não deveria estar no top das compras do slb?

P.S.2 O custo com as comissões não deveria entrar no valor das compras?

quinta-feira, 8 de março de 2012

SMS do dia

Tinha o Sporting marcado há pouco contra o Manchester City e exclamava, delirante, um dos comentadores da SIC - se calhar o famoso Nuno Luz - que isto mostrava que o dinheiro não era tudo, fazendo de seguida uma comparação entre o orçamento de um e outro clube. Oh meu amigo! Não vá tão longe! Se de demonstração tal coisa precisava, já o Moreirense e o Gil Vicente o haviam feito em Alvalade na Taça da Liga!

Uns têm a fama, outros o proveito

A classificação intermédia


A coisa até nos deu jeito durante boa parte do campeonato - para andarmos em 1º durante muito tempo, mas verdade seja dita e nisto concordo com o Record, as regras que a Liga definiu para a classificação são estúpidas.

Se as regras para o final do campeonato são correctas, o ponto 3 do regulamento é completamente estúpido.

Para estabelecimento de classificação dos clubes em cada jornada serão aplicáveis, para efeitos de desempate, os critérios previstos nas alíneas d), e) e f) do anterior n.º 1.

sendo que estas alíneas são:

a. Número de pontos alcançados pelos clubes empatados, no jogo ou jogos que entre si  realizaram;
b. Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos pelos clubes empatados, nos jogos que realizaram entre si;
c. Maior número de golos marcados no campo do adversário, nos jogos que realizaram entre si;
d. Maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos pelos clubes nos jogos realizados em toda a competição;
e. Maior número de vitórias em toda a competição;
f. Maior número de golos marcados em toda a competição.

Isto leva a que possam ocorrer situações absurdas como o Sporting estar à frente do Marítimo e se chegarem assim ao fim do campeonato, o Marítimo passa o Sporting.

Ou seja, se fizerem exactamente os mesmos pontos até ao final do campeonato o Marítimo fica à frente do Sporting, então por que motivo não está o Marítimo, neste momento, à frente do Sporting?

O princípio base deveria ser considerar, na classificação de cada jornada, as mesma regras da classificação final - tal como já aconteceu no passado. Sendo que os jogos que faltam disputar são considerados a 0-0.

quarta-feira, 7 de março de 2012

SMS do dia

Pois é, uma equipa que conta nas suas fileiras com antigos jogadores do Feirense, do Vizela, do Penafiel, e até - imagine-se! - do Benfica, acaba de apurar-se para os 1/4 de final da Liga dos Campeões. Esses jogadores não serviam, aparentemente, para o campeonato português, recheado que está de craques.

PS Atendendo ao habitual azar do Benfica nos sorteios europeus, quase que apostaria que será precisamente o APOEL a jogar com esse clube nos 1/4 de final.

Coitado, sente-se condicionado…

Há quase cinco anos atrás (no dia 1 de Abril de 2007), o FC Porto foi jogar à Luz para a 23ª jornada do campeonato 2006/07.

Os dragões marcaram primeiro (por Pepe, ao minuto 41) mas, ao minuto 84, o árbitro assinalou um livre nas imediações da área portista, por falta de Fucile sobre Simão Sabrosa. Na sequência da marcação desse livre, o slb chegou à igualdade (1-1), que haveria de ser o resultado final do jogo.


Mas, espera aí, no momento em que o livre é marcado, há um jogador de encarnado que está adiantado em relação ao penúltimo defensor portista (algo que é fácil de comprovar, atendendo às posições de ambos os jogadores relativamente à linha da pequena área).

E esse jogador (David Luiz) interferiu na jogada?
O vídeo seguinte é esclarecedor:



A jogada completa (falta, execução do livre e golo) pode ser revista aqui.

E sabem quem foi o árbitro deste slb x FC Porto, em que o golo dos encarnados foi marcado na sequência de um livre, com um jogador benfiquista em clara posição de fora-de-jogo?


Olha, olha, o árbitro foi o Pedro Proença! O tal que, segundo Luís Filipe Vieira, “coitado, sente-se condicionado”…

Pois é… E, em termos disciplinares, o FC Porto “ganhou” esse jogo por 6-2 (!), com o primeiro dos seis cartões amarelos para jogadores portistas a ser mostrado ao Bruno Alves, que ficou condicionado logo aos 4 minutos (o 1º cartão amarelo para jogadores do slb foi ao minuto 54, para o Petit).


P.S.1 Foi através de uma visita ao blogue ‘Bibó Porto, carago’, que revi a forma como o slb marcou o seu golo e (cereja em cima do bolo) quem foi o árbitro deste jogo.

P.S.2 Perante uma comunicação social subserviente e cada vez mais alinhada com a propaganda benfiquista, é fundamental continuarmos a relembrar estes casos. Na era da Internet e das redes sociais, não podemos permitir que a estratégia goebbeliana (*) de uma mentira repetida muitas vezes tenha sucesso. Da minha parte, não me sinto nada condicionado em denunciar esta pouca vergonha.

(*) Paul Joseph Goebbels foi o ministro da Propaganda na Alemanha Nazi.

Minuto 85

Há anos que é assim, chega o minuto 85 e tenho que me levantar.

Quando há dias ao minuto 84 o Kun ! Kun! Kun! marcou, era certo e sabido que estava na hora de levantar, não para festejar mas para dar passagem. 

Mas não é só nas derrotas, é em todos os jogos, esteja 0-0, 1-0, 5-0, ... Seja o jogo à semana ou fim-de-semana, à noite ou à tarde. Esteja o jogo emocionante ou esteja a ser uma seca.

No fim de semana anterior, perdeu 2 golos. Ora toma.

É coisa que não percebo.

Será que o bilhete é mais barato? Será que se pode ir à bilheteira e pedir um bilhete até aos 40 minutos da 2ª parte?
É para ir comer uma bucha e não apanhar com os restos?
É só para fugir ao trânsito ou ser o primeiro da fila para o autocarro ou metro?
É para chegar a casa a tempo de ver se a mulher não aproveitou a hora do jogo para outra coisa?

Que de vez em quando haja essa necessidade, até se percebe, mas todos os jogos?

É que estou farto de me levantar só por ter as pernas longas e sua excelência querer passar.
Se é para levantar que seja por uma causa nobre, um golo ou "e quem não salta é ..."


Um dia deste ganho coragem.
- Ó amigo! Porquê? Fique aí mais 5 minutos e aplauda a equipa no fim do jogo.