sexta-feira, 6 de março de 2015

A síndrome “pós-colinho do Benfica” ataca outra vez!

"Às vezes levo amarelo por causa do contato, outras vezes porque corto jogadas em contra-ataque. Mas às vezes passo-me, porque vivo o jogo de uma forma muito especial, falo com o árbitro, fervo muito e isso é algo de menos bom. Mas sou assim desde criança e não é agora que vou mudar. É difícil controlar isto dentro do campo."
Enzo Perez, Mais Futebol

Não é a primeira. Não é segunda. E seguramente não será a última vez.
Nos últimos anos a imprensa afim ao Benfica – uma forma diferente de dizer “toda a imprensa portuguesa” – tem alardeado da grande capacidade vendedora do clube. Muitos desses jogadores, ao que parece, saem por milhões que depois ninguém vê e, supostamente, fazem-se estrelas lá fora apesar de que, na imensa esmagadora maioria dos casos, ninguém lhes presta demasiada atenção. Uma das principais razões para que esses futebolistas sofram tanto é o chamado síndrome “pós-colinho do Benfica” que afecta a defesas, médios, extremos e avançados por igual. É uma doença difícil de tratar, quase sem cura, e cujo o principal sintoma é o de continuar a comportar-se nos campos de futebol como se ainda fossem impunes, pagando as devidas consequências. Muitos dos jogadores que a sofrem nem sequer se apercebem que jogar em Inglaterra, França, Espanha, Itália ou até no Burkina Faso não é o mesmo que jogar em Portugal com o Benfica. Os árbitros são muito mais imparciais e isso complica, e muito, as coisas. É nesse momento que os sintomas se começam a fazer notar e o paciente se dá conta que algo não está bem!



Entre os exemplos mais recentes dessas vitimas do síndrome “pós-colinho do Benfica” podemos encontrar extremos que gostam de se atirar para o chão a simular penalties como Angel Di Maria ou Lazar Markovic, tão habituados a que estavam que alguém fosse imediatamente a correr, de apito na mão, para marcar o que o seu visionário treinador chamaria de “penalte”. Também há os avançados como Oscar Cardozo, habituados a mover-se na área com os cotovelos bem altos, empurrando defesas á vontade, que depois na Turquia descobrem que afinal isso é falta e ás vezes até dá direito a cartão vejam lá bem. Mas claramente é no sector defensivo que a doença se manifesta com maior força. Todos sabemos que uma falta no mundo do futebol não é igual a uma falta com a camisola do Benfica. Nem sequer um amarelo ou um vermelho é aplicado na mesma situação. 

É por isso que a Enzo Perez – o tal melhor jogador da liga e arredores – encontrou em Valência os primeiros sintomas da doença. E ainda só saiu há dois meses. Diz o argentino que sofre de impetuosidade e que não está habituado a que lhe marquem tantas faltas ou que os árbitros não o deixem falar. Já leva seis amarelos, um recorde para um jogador incorporado no mercado de Inverno. Há médios que não têm tantos cartões a jogar desde Agosto. Claro que Enzo não entende. Não entende porque lhe marcam uma falta quando ele só está a cortar uma jogada inocentemente como fazia na Luz debaixo dos aplausos do seu treinador visionário que dele diria, seguramente, que é um jogador limpo e honrado. E muito menos entende os cartões – dois deles por protestos – porque quando falava com os árbitros com a camisola vermelha ao peito eles até lhe diziam algo do estilo, “Não se preocupe Sr. Enzo que isto está tudo tratado, não fique nervoso”. Imagine-se, agora exigem-lhe que fale baixinho, com respeito e devagar. Que mundo! Agora já ninguém o trata por senhor, já ninguém acha que as suas entradas são inocentes e já ninguém se surpreende porque leva tantos cartões. 


A sua história não é muito diferente da de um David Luiz – que quando chegou à Premier League tornou-se alvo de chacota pelas entradas sem sentido que fazia semana sim, semana também e os amarelos que lhe davam os “dialogantes” árbitros ingleses por palavras – ou de um Matic, que embora tenha um treinador que também o acha “limpo e honrado”, já foi expulso vezes suficientes na Premier para sentir brotar na pele os sintomas mais agudos do síndrome “pós-colinho”. Em Madrid estão cansados - bastar ler os jornais, os sites e as redes sociais - das entradas fora de tempo dos laterais esquerdos dos dois clubes grandes da cidade, um tal de Coentrão e um tal de Siqueira, habitualmente castigados com cartões quando em Lisboa e arredores se teria aplaudido de pé a sua destreza em realizar uma falta táctica inocente.



Á medida que mais jogadores do Benfica chegam a países onde o futebol é respeitado, os árbitros se fazem respeitar e a imprensa não tem porque esconder as misérias dos seus jogadores, mais claro fica que o “colinho” é algo muito sério. É uma pena que a maioria dos jornalistas desportivos internacionais não se preocupe em investigar os sintomas dessa doença para encontrar a fonte da epidemia e se limitem a pensar que Enzo é duro porque é argentino, David Luiz faz faltas porque é idiota ou Di Maria se atira ao chão a pedir penalti em cada jogada porque lhe está na genética sem entender que todos eles levaram anos e anos onde tudo lhes era permitido.

A síndrome “pós-colinho do Benfica” é uma doença grave que não pode ser tratada pelo médico de família nem sequer pelas urgências. Neste momento há vitimas da doença em potência como Luisão ou Maxi Pereira que nunca poderão ser curados tal é o alcance do vírus. Houve outros pacientes no passado como Katsouranis, Binya, Karagounis, Javi Garcia, Witsel que foram ostracizados precisamente porque não se conseguiam livrar do “síndrome” que outros jogadores vindos de Portugal não pareciam manifestar. Dizem que a norte se respira melhor, deve ser isso! 
É preciso assumir "partantos" que é uma epidemia e que só se pode estripar desde as suas origens. Mas como com tantas doenças no mundo parece haver interesses superiores em que o brote se mantenha vivo. E lá continuaremos a ver, com o passar dos anos, mais pobres vítimas da síndrome do "pós-colinho".

PS: Estou há espera do dia em que a síndrome “pós-colinho do Benfica” salte do terreno de jogo para o banco de suplentes. No dia em que Jorge Jesus atravessar a fronteira a pensar que é a reencarnação divina de Rinus Michels e Helenio Herrera, teremos a oportunidade de ver como os seus insultos, agressões a agentes da autoridade, empurrões a árbitros e rivais e, sobretudo, o seu total desconhecimento táctico e das leis do jogo funciona em clubes e países um pouco mais exigentes do que aqueles onde se vive o “colinho”. 

quinta-feira, 5 de março de 2015

Investimento em “passes” de jogadores

Desde Agosto do ano passado, a comunicação social lisboeta vem insistindo na ideia que, para esta época, o FC Porto investiu como nunca em jogadores, enquanto que o SL Benfica tinha desinvestido ou, numa versão mais benigna da propaganda encarnada, investido pouquinho.

Qual é a realidade?

De acordo com o Relatório e Contas Consolidado apresentado pela FC Porto SAD, referente ao 1º Semestre do Exercício 2014/2015, os custos com as aquisições realizadas no período de seis meses findo em 31 de Dezembro de 2014, foram os seguintes:

Fonte: Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, 1º Semestre 2014/2015

(*) A rubrica “Encargos adicionais” refere-se a gastos relacionados com as aquisições de direitos económicos, nomeadamente encargos com serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos, entre outros custos relacionados com a aquisição de direitos económicos.

De acordo com o quadro anterior, e tendo em consideração os planos de recebimentos e pagamentos estipulados (o denominado Efeito da actualização financeira), a FC Porto SAD investiu 45.8 M euros na compra e/ou recompra de percentagens de “passes” (direitos desportivos e económicos) de jogadores.

Na realidade, no período em causa, a FC Porto SAD investiu 40.8 M euros porque, a 23 de Julho de 2014, celebrou com a Doyen Sports Investments Limited um contrato, tendo em vista a cedência de parte dos direitos económicos do jogador Brahimi (80%), pelo montante de 5.000.000 Euros.

Nota: Este contrato prevê opções de recompra, por parte da FC Porto SAD, de até 55% dos direitos económicos até Junho de 2017 e opções de venda, de até 80% dos direitos económicos por parte da Doyen, até Setembro de 2017.

E se descontarmos a compra dos restantes 50% dos direitos económicos de Quintero (a FC Porto SAD passou a deter 100% do “Passe”), então conclui-se que o investimento em percentagens de “passes” de novos jogadores foi de 36.3 M euros.

E o SLB?

De acordo com o Relatório e Contas Consolidado que foi apresentado, durante o 1º Semestre do Exercício 2014/2015, “a Benfica SAD efectuou diversos investimentos na aquisição de direitos desportivos de atletas, num valor global que ascendeu a 29,8 milhões de euros”, sendo que este valor inclui “encargos com prémios de assinatura pagos aos atletas e encargos com serviços prestados por intermediários, assim como os efeitos da actualização financeira”.

36.3 M euros versus 29.8 M euros. É assim tão grande a diferença, para se dizer que uns (FC Porto) investiram como nunca e outros (SL Benfica) investiram pouquinho?

E quanto é que a Benfica SAD gastou na compra, ou recompra, de direitos económicos de atletas com os quais já tinha contrato?

Mais uma vez, de acordo com o Relatório e Contas apresentado pelo SLB:

«O Benfica Stars Fund foi liquidado neste semestre, tendo a Benfica SAD previamente adquirido a totalidade das Unidades de Participação (“UP’s”) do mesmo, recuperando desta forma os direitos económicos dos atletas que ainda eram detidos por esse Fundo. Tendo em consideração que o Benfica Stars Fund iria terminar a sua actividade a 30 de Setembro do corrente ano, e que o referido fecho implicaria a distribuição de parte dos direitos económicos dos atletas detidos pelo Fundo a entidades terceiras, existia um interesse estratégico por parte da Sociedade em recuperar os referidos direitos económicos, de forma a evitar a sua dispersão. Desta forma, a aquisição das 85% das UP’s do Benfica Stars Fund que a Benfica SAD não detinha representaram um investimento global de 28,9 milhões de euros

Ou seja, no 1º Semestre 2014/2015, somando o investimento em “passes” de novos jogadores, com o investimento na (re)compra de direitos económicos de atletas que já lhe pertenciam, conclui-se que a Benfica SAD investiu um total de 58.7 M euros!

Em resumo:
Investimento em “passes” de novos jogadores:
FC Porto: 36.3 M euros
SL Benfica: 29.8 M euros

Investimento total em “passes” de novos jogadores + (re)compra de direitos económicos:
FC Porto: 40.8 M euros
SL Benfica: 58.7 M euros

Esta é a realidade dos factos (números).

Lamentavelmente, e apesar destes números fazerem parte dos relatórios oficiais de ambas as SAD’s, a maior parte da comunicação social continua a insistir nas teses propagandísticas iniciais, sabe-se lá com que objectivo.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Os recados de Pinto da Costa

Pinto da Costa (JN)

No editorial do número mais recente da revista Dragões (relativa aos meses de Janeiro e Fevereiro), que já tinha sido pré-publicado no JN, o Presidente do Futebol Clube do Porto fala de diferentes assuntos e envia vários recados.

O crescimento da marca FC Porto – Os cerca de 12 mil portugueses, vindos de vários pontos da Suíça e de países limítrofes, para assistir ao FC Basel x FC Porto, provam, se necessário fosse, que nem todos os emigrantes portugueses são benfiquistas e que, também além-fronteiras, cada vez há mais adeptos do “clube regional”.

A influência decisiva das arbitragens – Num artigo escrito quando ainda faltavam 12/13 jornadas para o final do Campeonato, Pinto da Costa, mesmo sem baixar os braços, admite que o vencedor da principal competição nacional será decidido pelos erros dos árbitros. A questão é: o que irá o FC Porto fazer para evitar que o mesmo cenário se repita na próxima época?

A defesa de um sorteio com critérios – Pinto da Costa deixou de confiar em Vítor Pereira ou, pelo menos, deixou de confiar nele e na actual secção profissional do Conselho de Arbitragem da FPF, para efectuarem as nomeações dos árbitros. A proposta do presidente do FC Porto é simples: voltarmos ao sorteio condicionado dos árbitros, um sorteio com critérios definidos. Será muito interessante verificar qual será a resposta dos restantes clubes a esta proposta, particularmente de Bruno Carvalho e de… Luís Filipe Vieira. Para já, eles e a comunicação social lisboeta, ainda não reagiram.

O ataque ao dr. Fernando Gomes da Silva – O antigo vice-presidente do Futebol Clube do Porto e administrador da FC Porto SAD, caiu definitivamente em desgraça para os lados do Dragão. Nunca, como agora, as críticas (repúdio!) ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol tinham sido tão ferozes e, ainda por cima, feitas na revista do clube.

Nota: Clicar nas imagens para as ampliar.

terça-feira, 3 de março de 2015

Já se fala em Espanha…

Jornal desportivo AS

«El viento sopla a favor del Benfica en Portugal. También el arbitral. Las constantes decisiones beneficiosas para los benfiquistas tienen a los de Jorge Jesus con siete puntos de ventaja sobre el Oporto y un partido más (ayer goleó al Estoril por 6-0), que asiste impotente al habitual ejercicio de errores arbitrales en Portugal. Lo malo es que siempre tienen una misma dirección, sobre todo este curso.

Hay datos para refutarlo. Hasta en trece partidos de los 27 disputados ha jugado el Benfica en superioridad numérica; ocho de ellos, además, durante un tiempo superior a la media hora. Demasiada ventaja con respecto al Oporto. Los de Lopetegui sólo se han visto cuatro veces en esa situación de ventaja, mientras que en otras dos estuvieron en inferioridad.

(…) la prensa de Lisboa tampoco se hace mucho eco del asunto. Los diarios deportivos con más tirada del país (Record y A Bola) son de la capital y no quieren definirse.»


Extracto de um artigo publicado no jornal espanhol AS, escrito antes do FC Porto x Sporting.

O artigo completo pode ser lido aqui.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O medo que tolhe os árbitros


No FC Porto x Sporting houve dois lances duvidosos, de possível penálti, na área dos leões:

47’: Montero controla a bola com o peito ou com um braço, após canto marcado por Tello?

90’+2: Ao cortar, com o braço direito, um remate/cruzamento de Jackson, Cédric tinha o braço em posição natural?

Dou de barato e dou o benefício da dúvida a Artur Soares Dias nestes dois lances, ao não ter assinalado penálti em qualquer um deles, mas sempre queria ver se fosse ao contrário…

Nos últimos 10 anos (leia-se, no pós-Apito Dourado), instituiu-se uma nova regra no futebol português: na dúvida, os árbitros, para se defenderem (não querem aparecer nas primeiras páginas dos jornais do regime…), decidem sempre, ou quase sempre, contra o FC Porto.

Este Artur Soares Dias, talvez por ser portuense, leva isso ao extremo e, por isso, foi vê-lo no jogo de ontem a marcar faltinhas contra os azuis-e-brancos e a deixar passar em claro idênticas faltinhas cometidas pelos verde-e-brancos. E perdi a conta à quantidade de vezes que o Jackson foi agarrado sem ter sido assinalado falta.


O exemplo mais flagrante deste medo que tolhe os árbitros, foi o lance em que Cédric (que já tinha um cartão amarelo), nas imediações da área leonina, entrou em tackle e derrubou Jackson e nem assim o senhor Artur Soares Dias foi capaz de lhe mostrar o 2º cartão amarelo e o consequente vermelho.

Aliás, num espaço de poucos minutos, há uma falta de William Carvalho para cartão amarelo, que Artur Soares Dias também não mostra, e só à terceira é que mostra um cartão amarelo a… Alex Sandro, por uma falta muito menos grave que qualquer das outras duas cometidas pelos jogadores sportinguistas minutos antes.

Enfim, o FC Porto ganhou de forma concludente, ninguém falou da arbitragem mas, mais uma vez, na dúvida e até nas certezas, foi sempre contra o FC Porto.

domingo, 1 de março de 2015

T3LLO!


O “Sporting da Covilhã” veio ao Dragão e, em 90 minutos, o FC Porto não permitiu que os verdes-e-brancos criassem uma única oportunidade de golo.

Pelo contrário, o FC Porto, para além do hat-trick de T3LLO, enviou uma bola à trave (por Marcano) e ainda teve mais 4 oportunidades claras, nos pés de Jackson (3) e Herrera.

Os “leozinhos” erraram muitos passes, ainda no seu meio campo, quando tentavam sair a jogar?
Pois erraram, porque a pressão alta feita pelos jogadores do FC Porto (Jackson, Tello, Herrera, Evandro, Casemiro…) foi bem pensada e melhor ainda efetuada.
Há umas semanas atrás, os jogadores do FC Basel queixaram-se do mesmo (dos dragões não os terem deixado jogar). Mas, claro, o mérito nunca é dos dragões, nem do modelo de jogo de Lopetegui, os outros ou são fraquinhos, ou estão cansados…

Convém recordar que, esta época, em quatro desafios frente ao FC Porto e SL Benfica, este mesmo Sporting ainda não tinha perdido qualquer jogo; que a meio da semana tinha dominado (em jogo jogado e oportunidades) o 2º classificado da Bundesliga; e há apenas três semanas atrás, vulgarizou uma equipa que tá muitaa confiante…

Evidentemente, o homem do jogo foi T3LLO que, desta vez, não tremeu na cara do guarda-redes e foi super eficaz. É este T3LLO que queremos ver mais vezes.

Mas não posso deixar de realçar a exibição de Jackson. Sim, o passe de calcanhar a isolar T3LLO, no lance do 1º golo, é genial, mas Jackson fez muito mais do que isso. Fez também a assistência para o 2º golo, participou, e de que maneira, na pressão alta da equipa e, principalmente, mostrou como deve jogar um ponta-de-lança neste modelo 4-3-3 de Lopetegui. Não é para todos e não vai ser nada fácil substitui-lo na próxima época.


Com a excepção de Fabiano, que praticamente não fez nada, e de Brahimi, que ainda está longe do nível exibicional que já patenteou esta época, acho que todos os outros fizeram exibições globalmente boas, ou mesmo muito boas.

Alex Sandro está a subir de forma e jogou ao nível do que o vimos fazer com Vítor Pereira (na época 2012/2013); Evandro, como eu previa, foi o substituo de Óliver e voltou a aproveitar a oportunidade dada por Lopetegui (este rapaz parece não saber jogar mal); e Herrera, o jogador que mais quilómetros percorreu (quase 12 Km) e que aos 82' ainda fazia sprints a pressionar os adversários, não fosse ter feito um chapéu demasiado alto e teria culminado mais uma grande exibição com uma assistência e um golo de bandeira.

The last but not the least, Julen Lopetegui.
Parabéns Mister!


P.S. Se dúvidas houvessem, que não há, o FC Porto voltou hoje a demonstrar que é, claramente, a melhor equipa portuguesa.

P.S.2 Sobre a actuação do artista Artur Soares Dias, falarei amanhã, num artigo à parte.

SMS do dia

Parabéns ao Sporting da Covilhã: ainda conseguiu dar luta nos primeiros 20mins.

Não há desculpas

Depois de 3 clássicos com resultado amargo - dois deles em pleno Dragão - com um plantel quase em pleno - talvez Danilo não jogue, mas duvido que a sua ausência seja justificação para um mau resultado; o mesmo é válido para o Óliver - a jogar em casa, com uma semana inteira para preparar o jogo (e quando só o adversário pode valer-se da desculpa do cansaço), e na sequência de uma série de resultados positivos, só há um resultado aceitável: a vitória.

Resultados da FCP SAD - 1o semestre

Todas as atenções estão naturalmente viradas para a recepção de logo ao SCP, mas outra notícia do dia é os resultados do 1o semestre (publicados ontem à noite, mesmo em cima da data-limite obrigatória), aqui.

Por isso mesmo voltarei a este tema de forma mais aprofundada daqui a uns dias, mas deixo desde já algumas considerações. Os resultados intermediários em si (no valor global) querem sempre dizer pouco, fruto da sazonalidade de algumas das receitas e despesas principais; mas dá para tirar algumas indicações interesssantes.

A dependência da venda de jogadores (e em menor medida das receitas da UEFA) para equilibrar as contas aumentou consideravelmente esta época em relação à época anterior: estimo que para os resultados do exercício ficarem no «zero», esta época será necessário que entre mais-valias (*) na venda de jogadores e receitas da UEFA precisemos de encaixar entre 85 e 90M€. Na época anterior o valor equivalente tinha sido de 69M€ e há 5 anos era de 47M€.

Isto é fruto do aumento brutal nos «custos com pessoal» (salários e bónus), que aumentaram cerca de 50% em relação ao 1o semestre da época anterior, ou 11,3M€ em 6 meses (de 24,7M€ para 36M€) - fruto em grande parte sem dúvida de terem entrado no plantel muitos jogadores com salários elevadíssimos (emprestados e não só). Em relação aos rivais, estes valores são 20% superiores aos da slb SAD e exactamente 3x superiores aos da SCP SAD.

De resto não há novidades muito significativas nas principais rubricas. Fica por exemplo confirmado que investimos 47M€ em passes, na linha do que investimos nas épocas recentes, tal como que o melhor desempenho na fase de grupos da LC rendeu 5M€ extra. Mais sobre isto nos próximos artigos sobre o tema.

Pelas minhas estimativas, para não fazermos prejuízo em 14/15 não será suficiente vender 'apenas' um Jackson (ja' presumindo que a venda não andará longe de 40M€ brutos), apesar de já estarem contabilizadas nas contas deste ano as vendas de Mangala por 30,5M€ e Defour por 6M€ (valores brutos)... e apesar desta época contabilizarmos - ao contrário do que é habitual - duas vezes o prémio de acesso à LC, que é de 9M€ (como só nos apurámos para a edição 14/15 depois de Julho). Presumo ao dizer isto que esta época nos apuramos directamente já em Maio, i.e. ficando pelo menos em 2o lugar no campeonato (o prémio é contabilizado na época em que o apuramento fica confirmado). A ver mais logo à noite se se confirma que este pressuposto faz sentido.

Finalmente, o facto mais importante do R&C para a SAD (que pensa quase só no curto prazo, i.e. próximos meses) é que o saldo dos activos & passivos correntes (i.e. com vencimento até 31 de Dezembro) era, a 1 de Janeiro, negativo no valor de 115M€. Este e' o 'buraco' que terá que ser fechado seja com novas receitas nesse período, seja com novos empréstimos ou seja com a prolongação de empréstimos existentes (deduzindo eventuais novos custos no mesmo período). Não tenho dúvidas de que isso irá acontecer, mas já tenho algumas dúvidas sobre a competitividade da equipa na próxima época e ainda mais para as seguintes.

E pronto, daqui a uns dias voltarei ao tema. Concentremo-nos então na recepção aos lagartos, esperando que seja desta que a equipa vence um clássico esta época. Boa sorte, rapazes! 

(*) Há ainda muita gente que confunde valores brutos de venda com as «mais valias» geradas. Por exemplo, Mangala foi vendido por 30,5M€ gerando mais valias de 22,8M€.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

SMS do dia

Aqui há uns tempos fizémos uma série de artigos sobre potenciais candidatos a presidente no pós-PdC.

 Bem, parece que podemos riscar com segurança o nome de Vítor Baía dessa lista.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Da Petição ao “campeão forjado”

Em Outubro de 2008, o jornalista Rui Santos lançou um “Movimento Pela Verdade Desportiva” por, segundo o próprio, “não suportar a ideia de que, no final de cada jogo, houvesse ruído sobre a arbitragem”.

A coisa foi ganhando forma, recolhendo apoios e, no dia 5 de Janeiro de 2010, uma vasta comitiva foi à Assembleia da República entregar a petição Pela Verdade Desportiva.

Dessa comitiva de “notáveis”, recebida pelo presidente da Assembleia da República (Jaime Gama), fizeram parte: os presidentes da FPF (Gilberto Madaíl), da Liga (Hermínio Loureiro), do SL Benfica (Luís Filipe Vieira) e do Sporting (José Eduardo Bettencourt), a que se juntaram Eusébio, António Simões, Rosa Mota, Carlos Lopes, Nuno Gomes, Sá Pinto, o árbitro Pedro Henriques, entre outros.

Petição 'Pela Verdade Desportiva' entregue na Assembleia da República

O FC Porto não se fez representar.

Nota: Em Maio de 2010, o SLB festejou a conquista do título de campeão, após uma época “cheia de verdade desportiva” (exemplos: as armadilhas no túnel da Luz; a suspensão de três meses do Hulk; as 17 expulsões favoráveis de que o SLB beneficiou ao longo da época; etc.).

Cinco anos depois, o mesmo Rui Santos, a propósito das sucessivas “ajudas” de que o SL Benfica tem beneficiado no presente campeonato, achou que já era demais e, há uns dias atrás, afirmou na SIC: “Não gosto de ver campeões forjados desta maneira”.

Evidentemente, ao fazer este tipo de afirmações, aquele que era um respeitado defensor da verdade desportiva deixa de o ser. E assim, desta vez, os presidentes da FPF e da Liga não fazem coro com Rui Santos, permanecendo num silêncio ensurdecedor, perante a escandaleira desportiva a que o país assiste semana após semana.

Importa dizer que Rui Santos não se limitou a dizer o óbvio, isto é, que o SL Benfica tem sido muitas vezes (demasiadas vezes!) beneficiado por erros de arbitragem.
Apresentou a contabilidade que ele (Rui Santos) fez dos erros neste campeonato (até à 22ª jornada) e o possível impacto desses erros de arbitragem nos resultados dos jogos.

O quadro seguinte mostra os lances de possíveis penáltis, em que os quatro primeiros classificados terão sido beneficiados e prejudicados.

Liga Real | 22ª Jornada - Penáltis

Por exemplo, de acordo com a análise feita por Rui Santos, o FC Porto foi beneficiado em 4 lances de penáltis (penáltis que foram mal assinalados a favor do FC Porto ou que deveriam ter sido assinalados contra o FC Porto e não foram) e prejudicado em 8 lances de penaltis (penaltis que deveriam ter sido assinalados a favor do FC Porto ou que foram mal assinalados contra o FC Porto).

Considerando os lances de possíveis penaltis e os lances de fora-de-jogo com impacto em golos (não sei se as expulsões foram também consideradas), Rui Santos chegou à seguinte conclusão:

Liga Real | 22ª Jornada - Classificação

Ou seja, se em vez de escandaleira desportiva houvesse verdade desportiva, nesta altura (22ª Jornada) o líder do campeonato seria o FC Porto, com 6 (SEIS!) pontos de avanço do SL Benfica.

Para além do óbvio impacto pontual, já imaginaram a contestação que haveria ao treinador, aos jogadores e, se calhar, também ao presidente da “instituição” se, em vez de levar 4 pontos de avanço, o SL Andor fosse a 6 pontos do 1º classificado?
Após a eliminação na Taça de Portugal e o desastre que foi a participação na fase de grupos da Champions, já imaginaram a pressão e a tremideira com que os jogadores encarnados iriam entrar em cada jogo do campeonato?

Assim, no pasa nada, está tudo bem, o “catedrático” manda bocas nas conferências de imprensa e, dispondo de uma confortável vantagem pontual, até se pode dar ao luxo de ir ao Dragão e a Alvalade jogar para o empate, colocando “um autocarro” à frente da baliza.

Sozinhos em “casa”

Das seis equipas portuguesas que iniciaram as competições europeias 2014/2015, o FC Porto é (desde as 22:00 de ontem) a única que continua em prova.

Mais. Conforme o quadro seguinte mostra, nesta época, o FC Porto já somou mais pontos para o ranking de Portugal do que o SL Benfica e o Sporting juntos. E ainda pode somar mais…

Teams still in competition are indicated with a blue color
The used acronyms for Cup are: CL=Champions League, EL=Europa League
(fonte: UEFA Team Coefficients 2014/2015)

Nesta altura, o FC Porto ocupa a 5ª posição do ranking desta época (2014/2015) e, em termos de pontos conquistados (Total Points), só é superado por duas equipas - Real Madrid e FC Barcelona.

Top 20 do ranking de clubes 2014/2015
(fonte: UEFA Team Coefficients 2014/2015)

Em resumo, num contexto onde nomeadores, árbitros e observadores não estão fortemente condicionados pela pressão do clube do regime (embora haja outros interesses), este FC Porto 2014/2015 está no seu habitat natural e sente-se em casa.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Na senda de Bruno Paixão

«Um FC Porto B reduzido a oito jogadores (por expulsões de Pavlovski, David Bruno e Pité) saiu esta quarta-feira do estádio do Oriental derrotado por 3-0, em encontro da 30.ª jornada da Segunda Liga. Tratou-se de um jogo em que os Dragões foram profundamente infelizes, não só porque sofreram golos fortuitos mas também devido à acção do árbitro Tiago Martins, que mostrou falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado
in www.fcporto.pt


Tiago Martins em "grande" no Oriental x FC Porto B (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Luís Castro sobre a atuação de Tiago Martins (fonte: O JOGO, 26-02-2015)

Há um ano atrás, chamei à atenção para este jovem valor da arbitragem lisboeta e previ que ele iria longe.


E, recentemente, voltei a destacar uma sua atuação, num jogo em que arbitrou o FC Porto.


Lembram-se como é que Bruno Paixão, subiu meteoricamente no ranking da arbitragem portuguesa e, ainda muito jovem, alcançou o estatuto (e mordomias…) de árbitro internacional?

Árbitros internacionais para 2015

Pois bem, este Tiago Martins está a seguir a mesma estratégia. Sempre que pode, isto é, quando arbitra o FC Porto, revela “falta de bom senso e um critério disciplinar desequilibrado”.

Conforme é público e notório, este campeonato está, desde o início, pré-determinado que seria ganho pelo SL Andor. Eles já nem se esforçam por disfarçar e até indivíduos como o Rui Santos, já vieram a público dizer que não gostam de "ver campeões forjados desta maneira".

Contudo, se os dirigentes do FC Porto nada fizerem, no sentido de reequilibrar o poder e as influências no sector da arbitragem (nunca, como actualmente, as nomeações, os observadores e avaliação dos árbitros estiveram tão controlados por agentes ao serviço de um único clube), podem também esquecer os próximos campeonatos.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Roubalheira à distância

Se há algo de característico no Português da Diáspora (ou vulgo emigrante caso preferirem) é o sentimento contraditório de querer ver o seu país melhorar e, ao mesmo tempo, não querer que mude (pelo menos muito). Nada pior do que voltar à terrinha e sentir-se como um peixe fora de água. As referências culturais mudam, ao zeitgeist político é difícil tomar-lhe o pulso, e claro, os amigos crescem, evoluem e um gajo quer voltar a retomar amizades de há 10 ou 15 anos mas as coisas não são tão fáceis assim.


Serve este pequeno preâmbulo para dizer que pelo menos há uma constante no futebol, e essa constante é a impunidade do clube do regime. Não, não me refiro ao regime pré-25 de Abril. O regime é actual, é este. É o regime que desenvergonhadamente permite ao clube do eufemismo amealhar pontos com as ajudas dos árbitros. Não vou estar a enumerá-las jornada a jornada. Isso seria interessante para os mais desatentos há uns 2 ou 3 meses atrás. Agora é por demais evidente que há que manter o clube do regime com uma vantagem confortável.





Se não conseguem ganhar contra 11, não há crise, arranja-se maneira de jogarem contra 10 ou até 9 se for preciso. Se o adversário marca golo e empata o jogo há que anulá-lo. Penalties a favor do adversário? Qual quê! E o jogo contra o Paços é só a excepção que confirma a regra. Vão defrontar um clube complicado? Amarela-se à grande e à francesa na jornada anterior. Os truques são variados mas o que mais espanta é a regularidade das ajudas ao clube do Andor. Eu vejo futebol há 30 e tal anos e nunca vi nada igual.


Sim, o Porto já foi campeão com erros a favor, mas praí em 2 ou 3 jogos por campeonato. Mas nunca foram os únicos beneficiados. Este campeonato da mentira é algo nunca antes visto. É mais que evidente que o campo inclinado a favor do Benfica é essencial para que sejam campeões. Mesmo com 10, 11 ou 12 jogos (já nem sei) com casos polémicos a beneficiá-los, chegamos à 23ª jornada em que caso o líder tivesse perdido o jogo no Dragão e estaria em segundo lugar.

Posso estar longe mas se cheira mal é porque é merda de certeza.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Arquivos dos últimos 25 anos

O treinador do FC Porto limitou-se a dizer aquilo que o instruíram a afirmar. Mas como só chegou este ano ao futebol português, o melhor conselho que lhe posso dar é pedir à sua entidade patronal para ter acesso aos arquivos dos últimos 25 anos e aí ele talvez ficasse a perceber bem o que é favorecimento no âmbito do futebol português
José Eduardo Moniz, vice-presidente do SL Benfica e administrador da Benfica SAD, em declarações ao programa ‘Bola Branca’, da Rádio Renascença

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Meu caro José Eduardo (posso tratá-lo assim?),

Antes de mais nada, gostaria que satisfizesse a minha curiosidade.

Lembra-se dos ‘broches’ de A BOLA, a propósito da sua abortada candidatura à presidência do SL Benfica? Já fez as pazes com o José Manuel Delgado?

Lembra-se daquilo que você próprio disse, acerca da época 2010/2011 (publicado no Correio da Manhã, de 9 de Abril de 2011)?

José Eduardo Moniz (Correio da Manhã, 09-04-2011)

E lembra-se daquilo que escreveu no final da época 2011/2012 (publicado no Record, de 1 de Maio de 2012)?

José Eduardo Moniz (Record, 01-05-2012)


Mas já que quer desenterrar os arquivos dos últimos 25 anos, vamos a isso.

A propósito de favorecimentos, no âmbito do futebol português, sabe qual é a primeira coisa que me ocorre?

Elefante Branco! Já lá foi? Já ouviu falar? Há cada estória… Tenho a certeza que você ia gostar…

Outra coisa que está no top das minhas lembranças é uma afirmação do seu presidente, feita em 2003, a propósito da contratação de Jankauskas (ex-jogador do seu clube) pelo FC Porto: “são mais importantes os lugares na Liga do que contratar bons jogadores
Lindo, não acha? Cá entre nós, o que será que o Luís queria dizer com isto?…

E, claro, quem é que não se lembra da “extraordinária” atuação do benfiquista Bruno Paixão em Campo Maior (na época 1999/2000)?

E, uns anos depois, quem não se recorda do “gato das botas”, como ficou conhecido o árbitro benfiquista Hélio Santos, após o seu “brilhante” desempenho no estádio do Algarve (época 2004/2005), no âmbito de um processo mais vasto – o ‘Estorilgate’?

Depois vieram tempos mais sombrios, com armadilhas montadas no túnel da Luz, bem como, as célebres imagens captadas umas horas antes de um SL Benfica x FC Porto, onde é possível ver elementos do seu clube a levantarem o ângulo de uma das câmaras. Espectáculo!

E, finalmente, embora os seus telemóveis nunca tenham estado sob escuta (quem é que tem coragem de colocar o presidente da "instituição" sob escuta?), as escutas esquecidas. Sim, no âmbito de escutas feitas para apanhar terceiros, soube-se das preferências de Luís Filipe Vieira por determinados árbitros (em 2004, Paulo Paraty e João Ferreira estavam à cabeça), dos “favorzinhos” solicitados por José Veiga ao presidente dos árbitros e das manobras de bastidores e influências de João Rodrigues. Tudo muito transparente e, evidentemente, em prol da verdade desportiva…

Mas, verdadeiramente, do que eu me lembro é disto…

Museu do FC Porto - Troféus Internacionais

Se o José Eduardo quiser, terei todo o gosto em o convidar e servir de cicerone numa visita ao Museu do FC Porto onde, entre dezenas de troféus conquistados nas últimas três décadas, poderá ver:

- uma Taça dos Clubes Campeões Europeus (época 1986/1987);
- uma Supertaça Europeia (época 1987/1988);
- duas Taças Intercontinentais (épocas 1987/1988 e 2004/2005);
- uma Taça UEFA (época 2002/2003);
- uma Liga dos Campeões (época 2003/2004), competição que, neste formato, nunca foi ganha por nenhum outro clube português;
- uma Liga Europa (época 2010/2011).

Que tal? Acha que estas taças foram roubadas? Como é que, de 1987 a 2011, o FC Porto terá ganho todos estes troféus internacionais?

Caro José Eduardo Moniz, ajude-me. Quantos troféus internacionais (oficiais!) é que o seu clube ganhou nos últimos 25 anos? 30 anos? 35 anos? 40 anos? 50 anos?

Nota: Clique nas imagens para as ampliar.