domingo, 12 de fevereiro de 2017

À primeira



Ainda até há pouco tempo, os nossos adversários facturavam na primeira (e muitas vezes única) vez que se aproximavam da nossa área, agora, e pelo menos nestes últimos dois jogos, sucede quase o oposto.

Até à entrada Jota (ao minuto 74, note-se), o FCP não tinha ido mais do que 2 ou 3 vezes à grande área adversária. Aliás, quase se poderia dizer que Soares marcou na única oportunidade real do FCP até à entrada do jovem português em campo.

Com alguma ironia, poder-se-ia afirmar que o grande mérito do FCP nesta vitória deu-se antes sequer do pontapé de saída, ao conseguir "desfalcar" os vitorianos dos seus melhores jogadores (Hernâni, Marega, e claro, Soares). Ter Tiquinho do nosso lado, foi de facto uma grande ajuda. O ex-Guimarães foi, mais uma vez, decisivo e terá sido o melhor jogador em campo.
Verdade se diga que a maioria dos seus novos companheiros realizou uma exibição cinzenta, num jogo pobre de ambos os lados.
Para além do nosso mais recente reforço, apenas os "centrais"e Danilo estiveram num plano aceitável.
O caso mais agudo teria sido mesmo André Silva que passou completamente ao lado desta partida.

No fundo, um jogo com muito pouco para contar, ao contrário daquilo que era de prever.
Mas de jogos com pouca história também se faz a corrida para o título.

Seis pontos em dois jogos que se anteviam de grau de dificuldade elevado (scp e Guimarães), não pode senão ser considerado algo de positivo.
Pena que o slb tenha tido, neste mesmo calendário, dois jogos extremamente fáceis.

A verdadeira luta entre os dois continua já dentro de momentos...

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A propósito da nomeação de Xistra…

A propósito da nomeação do árbitro Carlos Xistra para o Vitória Guimarães x FC Porto de amanhã…

Carlos Xistra
«Há muitas pessoas, incluindo portistas, que desconhecem ou já não se lembram dos factos que estão na origem do “Xistrema”.
Recuemos então à época 2001/02. José Mourinho tinha substituído Octávio Machado no comando técnico dos dragões e, com alguns hiatos pelo meio, a equipa vinha encetando uma recuperação segura, chegando-se aos lugares da frente da classificação.
Entre a 20ª e a 23ª jornada, quatro vitórias consecutivas, com 10 golos marcados e apenas 4 sofridos: (…)
23 de Fevereiro de 2002, 19h30, Estádio das Antas, ia jogar-se o FC Porto x Beira Mar da 24ª jornada. Árbitro nomeado: Carlos Miguel Taborda Xistra, de apenas 28 anos (nasceu na Covilhã a 2 de Janeiro de 1974) e que tinha subido à 1ª categoria dois anos antes. (…)»


Esta é a parte inicial de um artigo que publiquei em Agosto de 2009, a que dei o título “A origem do Xistrema”, sobre factos que remontam à época 2001/02.

Relendo esse post (publicado há quase oito anos), constato que há muitas coisas que continuam a ser perfeitamente atuais.

Ele é a preocupação do “polvo”, sempre que a equipa do FC Porto, depois de parecer estar “morta”, consegue várias vitórias seguidas e recupera pontos em relação aos rivais.

Ele é as nomeações cirúrgicas, de árbitros que dão totais “garantias”...

Ele é os árbitros jovens, que querem “mostrar serviço” e agradar a quem manda, por forma a subirem rapidamente na carreira.

Tantos anos depois e, a este nível, tudo ou quase tudo continua na mesma neste triste “campeonato dos vouchers”…

Carlos Xistra recebeu prendas do SLB

Vamos ver como é que as coisas correm amanhã. Há cerca de um ano atrás, num jogo em que foi nomeado para arbitrar outra deslocação do FC Porto ao Minho, as coisas não correram lá muito bem ao senhor Carlos Xistra. Ou se calhar correram, depende da perspectiva...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O Senhor Andebol

O final do SCP x FCP em andebol

«A nossa equipa de andebol é extraordinária e ontem à noite chegou às 30 vitórias em 30 jogos na época, depois de vencer em Lisboa o Sporting por 27-26, ampliando para seis os pontos de vantagem sobre os de Alvalade, segundos classificados no campeonato. Se esta diferença se mantiver até ao final da primeira fase cairá depois para metade, para a disputa da fase final.
A vitória dos Dragões foi verdadeiramente épica, com a equipa a perder por 26-19 a pouco mais de dez minutos do final, iniciando depois uma recuperação espetacular, fechando o jogo com um parcial de 8-0 que valeu a vitória.
Ricardo Costa não poupou nos elogios ao desempenho da equipa e à capacidade de superação nos grandes momentos: “Esta equipa tem uma alma enorme, jogando bem ou mal, muito bem ou muito mal, há uma coisa que sempre nos caracteriza: não desistimos e vamos à luta com tudo".»
Francisco J. Marques
Dragões Diário, 09-02-2017


O FC Porto não é só futebol. Assim sendo, após uma vitória como a de ontem à noite, é mais do que merecido o destaque dado hoje ao andebol portista, quer na comunicação social, quer nas redes sociais e são mais do que justos os elogios feitos a esta Equipa, que honra a gloriosa camisola azul-e-branca.

Jogadores do FC Porto festejam vitória histórica em Lisboa

Equipa técnica e jogadores festejaram uma vitória épica em casa do principal rival, vitória essa que, para além de prolongar um incrível recorde de invencibilidade (30 vitórias em 30 jogos oficiais), coloca o FC Porto em muito boa posição para os 14 jogos que faltam até ao final do campeonato.

Estamos aqui para lutar e queremos muito ser campeões. Temos mais 14 jogos pela frente. 10 da fase final e quatro da regular, vamos procurar ganhar todos
Ricardo Costa (treinador do FC Porto), em declarações feitas no final do jogo de ontem

É este o espírito desta Equipa de andebol!
É este o espírito dos Grandes Campeões!
É este o espírito que nós, Portistas, queremos ver em todas as Equipas dos dragões!

José Magalhães
Mas falta falar de um homem.
Um homem que percebe de andebol como poucos em Portugal.
Um homem que reorganizou o andebol do FC Porto.
Um homem com uma visão estratégica para o andebol do FC Porto.
Um homem com uma rede de contactos enorme, a qual permite ao FC Porto “pescar” grandes jogadores antes de o serem, em Portugal e para lá do Atlântico.
Um homem que consegue muito (vitórias e títulos) com pouco (dinheiro).
Um homem que foge das camaras, nunca aparece nos festejos e que praticamente não dá entrevistas, mas que é a Alma Mater do andebol portista do século XXI.

Os adeptos do FC Porto, particularmente aqueles que acompanham o andebol mais de perto, sabem de quem eu estou a falar…

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Com o escudo de Campeões ao peito

Num intervalo de tempo de apenas 42 horas (entre as 21h00 de sexta-feira e as 15h00 de domingo), a equipa de basquetebol do FC Porto disputou três jogos (a eliminar) para a Taça Hugo dos Santos.


Foram três jogos intensos, contra adversários da metade superior do campeonato – Illiabum nos quartos-de-final, Oliveirense na meia-final, SLB na final – e todos muito exigentes do ponto de vista competitivo.

Ontem, no jogo contra o SLB, a equipa do FC Porto pareceu cansada e perdeu (por muitos pontos de diferença) a final da Taça Hugo dos Santos. E se o desgaste físico é um factor que não pode ser ignorado (o SLB fez os seus três jogos num intervalo de tempo de 70 horas e o primeiro, contra a Sampaense foi, na prática (92-59), uma espécie de jogo-treino) há aspetos que têm de ser analisados.
Por exemplo, os 16.7% (3 em 18 tentativas) em lançamentos de 3P (contra os 48.5%, 16/33, do SLB) é uma percentagem muito fraca.
E aqui começam os motivos de reflexão para Moncho Lopez. Por onde andaram os atiradores do FC Porto?

Se alargarmos a análise aos três jogos e, por exemplo, olharmos para as estatísticas dos dois Bases portugueses da equipa, verificamos que o André Bessa marcou 5 pontos em cerca de 45 minutos de utilização e o Pedro Bastos marcou 1 ponto em 43 minutos de utilização!
O que se passa com estes dois jogadores e particularmente com o Pedro Bastos, talvez o melhor jogador “produzido” pela Formação Portista nos últimos anos e que, esta época, tem andado muito longe do valor que mostrou em épocas anteriores?

Para o FC Porto chegar aos play-offs em condições de discutir o título de campeão, é preciso que jogadores como o Pedro Bastos, mas também o Miguel Queiróz e o Ferran Ventura, voltem a jogar ao nível que já mostraram em épocas anteriores e atinjam, na equipa principal, o muito que prometeram enquanto atletas da equipa Dragon Force.

Nota: Um dos aspetos que merece reflexão no basquetebol portista, é percebermos se existe mesmo um projeto Dragon Force (com resultados concretos em termos de jogadores para a equipa principal), ou se o que existe é um "projeto Moncho Lopez", que exige padrões de qualidade mais elevados.

Thomas Bropleh
De resto, o aspeto mais positivo da participação do FC Porto nesta competição foram os desempenhos do jogador americano Thomas Bropleh. Não é um novo Troy (como alguns adeptos portistas suspiram desde o início da época), mas é um jogador de equipa (como o Moncho tanto gosta), bom defensor, forte fisicamente e bastante completo, conforme mostram as suas estatísticas nestes três jogos:
Illiabum: 27m04s, 6 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências;
Oliveirense: 35m19s, 16 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências;
SLB: 30m58s, 18 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência.

Até ao final de Fevereiro, Moncho vai ter de decidir entre Jeff Xavier e Thomas Bropleh, para um deles ocupar a vaga de 3º americano do plantel mas, perante as indicações deixadas por Bropleh na Taça Hugo dos Santos, suspeito que a escolha está feita.

Voltando ao jogo da final de ontem, foi a terceira derrota consecutiva do FC Porto, em quatro jogos que esta época já disputou contra os encarnados de Lisboa.

Sempre que o FC Porto perde com o SLB, há adeptos portistas que entram em depressão e, nas redes sociais, atiram a torto e a direito contra tudo e todos. Contudo, eu quero lembrar duas coisas:

1º) O FC Porto continua a ser líder do campeonato, o qual ainda irá ter uma 2ª fase e só se decidirá nos play-offs.
2º) A equipa de basquetebol do FC Porto, com este mesmo treinador e sete dos atletas que jogaram ontem, sagrou-se campeã nacional na época passada e, portanto, merece o respeito e consideração de todos os adeptos portistas.

FC Porto Campeão nacional basquetebol 2015-2016

Mais. Esta equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, ostenta o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Por isso, e porque o FC Porto não é só futebol, sugiro aos adeptos portistas, particularmente aos que gostam de basquetebol, que apareçam no Dragão Caixa, na próxima sexta-feira (10/Fevereiro), às 20h30, para assistir e apoiar a equipa no jogo contra o Vitória Guimarães.

É nestas alturas, e não na final do play-off, que marcar presença é mais importante.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Com merecida estrelinha

Se no encontro com o slb nos queixámos, e com toda a razão, da falta dela, hoje não poderemos ter muita razão de queixa em relação à "estrelinha". Dizem que esta, habitualmente, protege os futuros campeões. Então que seja esse, novamente, o caso na presente época.



NES deu a mão à palmatória e apresentou (quase) o nosso melhor "11" de início. Só faltou lá Layun, do lado direito da defesa, e jogaríamos na máxima força. As únicas dúvidas pairavam sobre o estreante Soares mas este cedo as desfez. Dois grandes golos (principalmente o segundo, que é enorme) e já não está aqui quem falou.
Que tenha continuação e que não se repita a história de um outro herói de jogos contra o scp. Tello celebrou um hat-trick em 2015 mas, em boa verdade, pouco mais fez do que isso no resto do tempo em que pelo Dragão passou.
Que a Soares também não aconteça o que sucedeu a André André, que foi a nossa grande estrela, na vitória contra o slb na época transacta, mas que não mais actuou a esse mesmo grande nível.

Foi um jogo em sofremos, a bom sofrer, até à defesa final de Casillas (finalmente decisivo). E nada o faria prever quando chegámos ao 2-0. A táctica que NES utilizou, durante a primeira parte, foi atípica mas resultou, ao menos durante esse período: a posse de bola deixou de ser fulcral e a ideia era colocar rapidamente a bola na frente. Daí que até o nosso próprio guarda-redes tinha ordens para despachar a bola, com lançamentos longos com o pé, mal a recuperasse. Não foi, por isso, estranho termos perdido, em termos de percentagem de posse de bola, para o nosso adversário, ainda durante o primeiro tempo.
Ora, na segunda parte, e dada a melhoria gigantesca do nosso oponente, estes números agravaram-se de tal forma que a própria vitória (importantíssima para as contas finais) chegou a estar mesmo em causa. Aí valeu-nos o nosso poste e também algumas estrelas (outras) cá da terra.

As substituições, ainda que talvez defensivas em demasia, acabaram por equilibrar a nossa equipa em termos defensivos, apesar de que Óliver deveria ter sido um dos eleitos, de tal forma andou desaparecido desta partida.
Nota positiva, uma vez mais, para a entrada de João Carlos Teixeira. A ideia tem que ser esta mesma: para segurar resultados devem entrar jogadores que sabem guardar a bola e não um Rubén Neves ou um Herrera, que não passam, ambos, de um convite ao adversário para estes terem ainda mais posse e, como consequência, mais lances de possível perigo.

Ah, e não jogámos de amarelo desta vez...

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Um foi à escola, o outro tem muito que aprender

Recentemente tanto o FC Porto (através da Dragon Force) e o SLB inauguraram escolas de futebol no Canadá. Isso justifica-se porque o futebol tem sido extremamente popular no Canadá. Todos os grandes campeonatos Europeus são transmitidos pelos canais Canadianos, assim como as competições da UEFA e o Campeonato do Mundo.

O FC Porto tomou o primeiro passo, quando no fim de 2015 inauguraram a sua escola na cidade de Bradford (que nem sequer é cidade satélite da maior metrópole do país). Bradquê? Eu pensei o mesmo e já vivo cá há 27 anos.



Vejam no mapa acima o centro da escola do FC Porto. Daqui a uns meses os jogadores terão milho à mão de semear. Com sorte podem fintar uma vaca ou duas.

Gozo com isto porque a decisão de levar a escola do FC Porto para uma cidade minúscula (24 mil habitantes) sem relevância cultural nenhuma raia o absurdo. Há uma comunidade portuguesa lá, tudo bem. Duvido que sejam mais de 3000, dos quais talvez 1000, com sorte, serão Portistas. E desses improváveis 1000 Portistas talvez uns 200 terão idade para fazerem parte da Escola. E nem sabemos se gostam de jogar futebol. A escola, se quiser captar talento terá de o fazer a mais de 70km de distância. Tivessem escolhido a cidade de Toronto teriam mais juízo. A cidade de Toronto tem 300 mil portugueses, tem infrastruturas condignas, não fica a uma hora de viagem (com sorte!) e tem amplamente muito maior capacidade de atrair talento.

O Benfica, na semana passada, inaugurou a sua escola em conjunto com a Casa do Benfica de Toronto. Escolheram o norte da cidade (Downsview Park) para treinarem os jovens que, de certeza, captarão consoante o seu talento. Downsview Park tem um complexo polidesportivo de qualidade, fica equidistante das maiores comunidades Portuguesas do país e não sofrerá (de forma alguma) do isolacionismo deprimente da Dragon Force numa cidade cujo centro metropolitano fica bem demonstrado aqui:



Bem, não tenho mais palavras. O amadorismo do FC Porto atravessa fronteiras!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A nomeação de Hugo Miguel

Hugo Miguel e um eventual conflito de interesses

«A Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga decidiu arquivar o processo instaurado para averiguar uma eventual incompatibilidade entre a atividade profissional de Hugo Miguel e a sua carreira de árbitro. A dúvida foi levantada no passado mês de setembro, quando a nomeação de Hugo Miguel para o Rio Ave-Sporting da 4ª jornada da Liga gerou alguma controvérsia junto dos adeptos do emblema de Vila do Conde, uma vez que o árbitro da AF Lisboa é agente da marca desportiva Macron, que equipa os “leões”»


O Hugo Miguel é do Sporting aquilo que eu não sou do Benfica. Segundo sei, ele é o representante da Macron em Portugal e no seu contrato presumo que tenha um prémio se o Sporting foi campeão, porque o Sporting ganha mais.


Sabendo-se que o árbitro Hugo Miguel é sportinguista.
E sabendo-se deste potencial conflito de interesses.
Será prudente nomear o senhor Hugo Miguel para jogos do Sporting e, particularmente, para o importantíssimo FC Porto x Sporting de amanhã?

Hugo Miguel, um árbitro nada caseiro (Record, 03-02-2017)

Se as coisas não correrem bem ao senhor do apito e, tal como no jogo da 1ª volta em Alvalade, o FC Porto voltar a ser fortemente penalizado pela equipa de arbitragem (com influência no resultado), quem assume a responsabilidade?

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Benfica e Rui Vitória exercem coacção sobre árbitros


"Pizzi e Samaris tinham de ser expulsos. Fomos beneficiados no segundo golo, talvez, não vi mas disseram-me, mas ninguém fala dos jogadores do Benfica, da pressão do banco do Benfica sobre o quarto árbitro e o assistente. Não vale tudo para ganhar o jogo."
Declarações de Inácio (treinador do Moreirense) na conferência de imprensa após a meia final da Taça da Liga que ditou o afastamento do SLB

Na conferência de imprensa de análise ao jogo, e quando questionado pelos jornalistas presentes sobre o que teria ido dizer à equipa de arbitragem no final, Rui Vitória afirmou que "eles [árbitros] sabem aquilo que lhes disse e a que propósito me manifestei, mas não vou tornar publico. O que disse só a nós diz respeito".

Portanto, um treinador vai queixar-se aos árbitros da performance destes e aquilo diz apenas respeito aos próprios... O relatório do árbitro e do observador devem ser omissos quanto àquilo que ouviram. É este, basicamente, o entendimento de Rui Vitória. E isto diz muito da sua personalidade.

["Depois venham queixar-se. Tens o que querias. Era isto que querias? Conseguiste." Terão sido estas as frases dirigidas em tom ameaçador a um elemento da equipa de arbitragem, liderada por Tiago Martins, que levaram à expulsão de Rui Vitória após o jogo com o Moreirense, quinta-feira, no Algarve, em que o Benfica perdeu (1-3) e foi eliminado da Taça da Liga. O Correio da Manhã sabe ainda que Augusto Inácio, técnico do Moreirense, tinha razão quando afirmou que Rui Vitória passou parte do encontro a dirigir-se ao quarto árbitro (Paulo Ramos) com expressões do tipo: "Não são sérios. Estão a deixar-se intimidar. Estão com medo. Lindo serviço."

No final da partida, o treinador do Benfica dirigiu-se ao centro do terreno, onde estavam os árbitros, e voltou a reiterar as mesmas críticas, mas terminou com um intimidador e ameaçador: "Depois venham queixar-se." O árbitro Tiago Martins (Lisboa) não tolerou as ofensas, expulsou Rui Vitória e escreveu no relatório tudo o que se passou.]


Estas declarações foram retiradas do CM. Dada a proximidade e o notório afecto existente entre a administração do grupo Cofina e a direcção do SLB, vertida nos escritos diários deste "meio de comunicação social", admito que as declarações nele atribuídas a Rui Vitória já mereceram o devido "desconto" e que, portanto, as expressões citadas se tratam de eufemismos...

Ainda assim, é interessante concluir que, face ao desespero causado pela percepção de uma iminente eliminação do SLB (daquela que é a sua competição favorita) às mãos de um modesto clube minhoto, o treinador e todo o "staff" benfiquista, incluindo jogadores, não se inibiram de ameaçar e de tentar coagir o comportamento da equipa de arbitragem.

Aparentemente Rui Vitória sabe que os árbitros se queixam, ameaçando-os que depois não vale a pena queixarem-se. Mas queixarem-se de quê?! E queixarem-se a quem?! Das classificações que lhes são atribuídas? Das nomeações (ou falta delas) de que são alvo depois de "incidentes" nos jogos em disputa pelo Benfica?! Das idas para a "jarra"?!

Estas declarações, a quente e em plena ressaca do escândalo que foi a eliminação com o Moreirense, são lapidares e reveladoras do poder do Benfica no seio da arbitragem. Veja-se o que aconteceu a Marco Ferreira por não ter agradado ao SLB em algumas arbitragens da época 2014/15.

(Kit oferecido aos árbitros pelo Benfica. Inclui uma camisola, entradas em museu e vouchers para refeições)

Os tempos de lua-de-mel entre o Benfica e os árbitros parecem agora mais distantes. Impossibilitado de presentear os homens do apito com vouchers e camisolas do Eusébio pelo escândalo causado pela oportuna divulgação pública de Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal, e que acabou por originar uma pífia investigação da Liga de Clubes, o Benfica parece agora adoptar a "linha dura" para com os árbitros: "quem não é por mim, então é contra mim".

O facto de a maioria dos novos árbitros, promovidos recentemente a internacionais, ser benfiquista não parece sequer tranquilizar o clube lisboeta. Isso não parece ser suficiente nem dará as "garantias" que Luís Filipe Vieira tanto gosta. Caso contrário teríamos visto Rui Costa e o restante "staff" menos apreensivo no Algarve.

Veremos o que acontecerá a Tiago Martins e às suas próximas arbitragens que envolvam o SLB ou os seus principais rivais para percebermos se a coacção de que foi alvo terá deixado marcas.
   

domingo, 29 de janeiro de 2017

Parabéns, Campeão de Inverno!

Parabéns, Moreirense FC, Campeão de Inverno! Um título que assenta como uma luva - até parece que quando decidiram dar este cognome à Taça da Liga, já estavam a prever a vitória da equipa de Moreira de Cónegos!

Nuno a brincar com o fogo


O filme da presente época 2016/17 tem sido um em que NES tem, permanentemente, puxado a fita para trás.
Já ficou provado cinco, seis, sete vezes que o FCP tem que jogar com extremos para abrir estas defesas da liga portuguesa. Mesmo assim, o nosso treinador voltou ontem a insistir em iniciar a partida com Brahimi e Corona no banco, oferecendo pelo menos 37 minutos de borla ao adversário. O nosso filme volta, deste modo, sempre ao seu início. Assim, não chegaremos a um final feliz.

Trinta e sete minutos em que praticamente nada se passou. Apenas dois foras-de-jogo duvidosos que não tiveram direito a repetição, sabe-se lá bem por que razão. No mais, apenas um ou dois remates, sem grande perigo, e aquela nossa desesperante calma habitual, de quem nunca tem muita pressa em se colocar na frente do marcador.
O Estoril agradeceu.

Um "11" inicial totalmente falhado, pois. Tão falhado que NES foi obrigado a algo completamente inédito: uma substituição nos primeiros 45 minutos. De tão rara, deverá haver gente mais nova que julgará tratar-se de algo não permitido pelas regras da FIFA.
Infelizmente, saiu Diogo Jota que estava a ser o actor menos mau daquele nosso triste filme.

Mas tivemos ainda que esperar até ao minuto 66 (!) com as entradas de R.Pedro e, finalmente, Corona (e que eternidade levou esta dupla substituição...) para que a partida, efectivamente, se iniciasse a sério. E porque? Porque finalmente Brahimi teve autorização para se colocar numa das alas (até aí, o nosso treinador não o permitiu) e, tão ou mais importante, Herrera saiu de cena. O nosso capitão falhou, praticamente, todo e qualquer lance em que interveio. Espera-se agora, e para que haja coerência, um "castigo" semelhante aquele a que Layún teve direito, após a sua falhada exibição na jornada anterior.
Nota negativa também para André André. Devemos continuar a apostar nele mas o jogador tem que tomar consciência que tem que dar muito mais. Fazer apenas faltas, é muito curto para quem quer ser titular de um clube tão grande como o nosso.

Tivemos assim direito a apenas 24 minutos de um FCP na sua máxima força.
Por mero acaso, e desta vez, ainda fomos a tempo.

Abençoada eliminação da Argélia na CAN...

sábado, 21 de janeiro de 2017

Com cabeça


Antes do mais, uma nota sobre Carlos Alberto Silva. Um treinador que não teve um grande número de fãs aquando da sua passagem pelo FCP, pese embora um registo vitorioso de dois campeonatos em outras tantas épocas. Mas o seu mérito esteve nisso mesmo: nunca levantou grandes paixões pró ou contra. Aproveitou bem o trabalho que vinha de trás e nunca foi um técnico de grandes revoluções ou invenções. Foi esse o seu segredo. Muitas vezes, evitar grandes mexidas no que já está bem, demonstra apenas inteligência.

Quanto ao jogo, mais um grande sofrimento até praticamente ao fim. Jogos tranquilos são cada vez mais uma raridade. Tal como o Chaves, também o Rio Ave terá feito uma das suas melhores exibições de sempre no nosso estádio. Tiveram, inclusive, uma posse de bola superior à nossa. Verdadeiramente inédito. Há clubes a crescer a olhos vistos na Liga Portuguesa. Nem tudo se resume à nossa pouca eficácia. Há algo de novo a acontecer no nosso futebol.

E por falar em crescimento: mas que exibição gigantesca de Danilo. Como aqui já foi escrito, é o nosso jogador que mais tem evoluído. Que saudades de ver um "trinco" a fazer mais do que apenas defender. E mesmo no aspecto defensivo tem, ultimamente, batido aos pontos os anteriores ocupantes do cargo.
Logo após o nosso campeão europeu, tivemos hoje também direito a um Alex Telles vintage. A sua melhor exibição desde que cá chegou. Que assim continue.
No sentido contrário, o grande jogador que é Layún teve um regresso completamente desastrado (e o penalty, desta vez, é mesmo penalty).
A sua longa ausência pode não explicar tudo. Precisamos com urgência que volte aos seus melhores dias, até porque a dupla Telles-Layún parece ser mesmo a melhor escolha para as laterais.

Esteve bem NES ao retirá-lo do jogo. Até poderia tê-lo feito mais cedo.
Aliás, nesta partida, o nosso técnico esteve bem nas três substituições. Todas elas fizeram sentido.
Poderia até ter voltado atrás na entrada de Rui Pedro já que o 2-2 surgiu imediatamente antes. Não o fez (talvez já não fosse a tempo) e isso deu um sinal positivo a todos: hoje era para atacar com tudo.
Igualmente inteligente a entrada de João Carlos Teixeira: é com jogadores destes, que seguram a bola, que se controlam resultados favoráveis e não com aqueles outros mais defensivos. O segredo é ter a posse de bola. O adversário, não a tendo, não pode causar perigo.

Por fim, houve também "estrelinha". Finalmente tivemos direito a ela depois de jogos e jogos em que a sorte nada quis connosco. O Rio Ave teve duas chances seguidas para o 3-3 e nós, na jogada seguinte, matámos o jogo.

Por falar em "estrelinha", esta nossa vitória teve algo de slb na forma como foi conseguida. Principalmente na forma como recuperámos rapidamente a vantagem no marcador. Do 1-2 ao 3-2 passaram-se apenas 14 minutos. Coisa habitual pelas bandas de Lisboa mas raríssima no nosso caso. A diferença é que nós o conseguimos sem apoios externos. O golo de Felipe vai ser tema de conversa mas este está apenas milimetricamente em posição de fora-de-jogo. Em caso de dúvida, deve-se beneficiar sempre quem ataca. Aconteça isso na Luz ou no Dragão.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Crise de quase-meia-idade?

Pinto da Costa e os Super Dragões estão em sintonia como nunca. São tudo rosas nos dias que correm entre o presidente e a claque, num contraste gritante com o corte de relações há 10 anos atrás, quando no final de uma sequência de 10 jogos, com 7 vitórias e 3 empates - o último dos quais contra o Rio Ave, em Vila de Conde, e numa altura em que liderava o campeonato com 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado - os Super Dragões sentiram-se na necessidade de "amachucar" o então treinador do FC Porto, Co Adriaanse, à saída do Olival. O confronto com o treinador foi a gota de água numa relação que se vinha a degradar, levando os Super Dragões a questionar por vezes a gestão da SAD em pleno Estádio do Dragão.

Na altura, não sabiam o que faziam, mas agora já sabem.
O Duda tinha tudo, menos o empresário certo.
Curiosamente - ou talvez não - 10 anos se passaram, o Clube está hoje - exclusivamente em resultado da tal gestão - numa posição muitíssimo mais delicada do que alguma vez esteve, desde que a claque foi fundada, e dos Super Dragões, não se ouve sequer um queixume. Chegou-se ao extremo de a posição oficial ser a de que o Clube "batera no fundo". Reacção? Calma, muita calma, apenas interrompida por umas bocas aos jogadores - a par dos treinadores, sempre os bodes expiatórios.

Batemos no fundo? Lá vamos ter de pintar mais uma faixa...
Os Super Dragões ocupam uma posição de relevo no universo do FCP. Estão sempre lá, faça chuva, sol ou neve, na Boavista ou em Moscovo. E em resultado do seu número e da sua história, têm uma voz que nenhum outro grupo de sócios ou simpatizantes consegue equivaler. É por isso trágico, que quando o FCP mais precisa que o defendam, os Super Dragões assistam impávidos e serenos. E ao invés de serem uma entidade autónoma e crítica, se tenham tornado em "facilitadores" da SAD. Pinto da Costa sabe que enquanto tiver os Super Dragões no "bolso", ninguém se atreverá a fazer-lhe frente ou a contestá-lo sequer de forma a fazer mossa; e se não cabe aos SuperDragões decidir sobre o destino do Clube, ou sobre quem deve ser ou deixar de ser presidente, também é improvável que o papel de quem certamente sofreu na pele - frio, longas viagens, pancada... - ao longo de tantos anos, seja agora tornar-se um mero acessório, cúmplice de uma gestão que vive enxameada de empresários e outras figuras que certamente não têm o interesse do FC Porto no topo das suas prioridades. Ou então - quem sabe? - era exactamente isso que os Super Dragões andavam à procura: um lugar à mesa. Mas será que há lugar para todos? E por quanto mais tempo?

Uma Supertaça em 3 anos? Chin chin!
Especulação à parte, certo é que aliando-se à SAD, os Super Dragões serão parte responsável pelo que aí vem (e que não se afigura nada bom) - para o final da época, já estão previstas e anunciadas mais-valias com a tranferências de jogadores no valor 115 milhões, que a concretizarem-se ainda vão obrigar o Clube a recorrer a alguns atletas do Canelas 2010 para compôr um plantel para próxima temporada. A hora de defender - sem violência e sem invasões patéticas - o Clube (e não a SAD) é agora, e não quando for tarde demais. Aconteça o que acontecer, Pinto da Costa será sempre lembrado mais pelos seus sucessos do que pelos seus fracassos. Aquilo pelo que os Super Dragões serão lembrados, depende deles próprios: a maior claque do FC Porto... ou o "escudo da SAD".


P.S.: Como já foi abundantemente referido em ocasiões anteriores, cada autor do Reflexão Portista, é exclusivamente responsável pelos seus textos; não há revisão, aprovação prévias ou uma "linha editorial" conjunta. Eu, e mais ninguém, sou responsável por este texto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Lances iguais, decisões opostas

Uma das formas mais eficazes para demonstrar o atual estado da arbitragem portuguesa é pegar em lances iguais (muito idênticos), mas que, em função da cor das camisolas (azuis e brancas ou encarnadas), tiveram decisões opostas por parte das equipas de arbitragem.

Foi isso que a newsletter ‘Dragões Diário’ (Francisco J. Marques) fez hoje…

«A diferença de critérios tem sido um cancro esta época no futebol português. Este é só mais um exemplo de como alguns árbitros aplicam de forma diferente as universais regras do futebol. A fava, como de costume, saiu ao FC Porto.»

… salientando estes dois lances:

Há agarrar o braço e agarrar o braço...

O mesmo já tinha sido feito na passada terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto – Bancada’ do Porto Canal, ao ser comparado o lance da expulsão de Alex Telles logo na 1ª jornada (em Vila do Conde), com um lance muito idêntico de André Almeida num jogo do SLB (em que nem sequer foi assinalada falta).

Há anos que venho escrevendo sobre isto no ‘Reflexão Portista’ e, por isso, não posso estar mais de acordo com esta nova política de comunicação do FC Porto, quer em relação às arbitragens, quer ao “polvo” que, desde 2002 (quando Cunha Leal entrou para a Liga), domina o futebol português.

Contudo, nestas denúncias feitas pelo FC Porto, falta dizer três coisas:
1) Dizer o nome dos árbitros intervenientes nestes lances;
2) Dizer o nome dos observadores dos árbitros nesses jogos;
3) Se possível, dizer qual foi a classificação que os árbitros tiveram nesses jogos.

Não tenhamos ilusões, perante a podridão que grassa no futebol português, só escarrapachando os nomes dos “bois”, conseguiremos expor o “polvo encarnado” e, aos poucos, cortar alguns dos seus tentáculos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O e-tiro pela culatra

Em mais uma clara demonstração do seu crescente desfasamento com a realidade, este FCP, julgando-se ainda no século XX - quando bastava pegar no telefone e ligar a uns amigos jornalistas para fazer passar uma mensagem - achou que publicando no Facebook um vídeo onde se assiste à vandalização da propriedade de uns dos membros da Direcção, um imenso bruá de e-condenação se alevantaria, com sócios e adeptos a teclarem furiosamente contra o meliante. Nada mais errado. As redes sociais são péssimas fontes de informação, mas são óptimas a medir o pulso da comunidade. E a comunidade, quer na forma, quer no conteúdo, está muito longe daquilo que este FCP está habituado: nem a comunidade, numa relação de sentido único, se resigna a ouvir os ditames da Direcção, nem a comunidade é tão ignorante dos factos como a Direcção julga que é.

Não fui eu que o fiz. Mas teria vontade de escrever exatamente tudo o que foi escrito, e exatamente nos mesmos locais. 

É triste ver a direcção usar canais oficiais do clube para fazer propaganda.

Continuem a atirar areia aos olhos das pessoas e desviar as atenções do que realmente interessa.

Em vez de estarem preocupados em partilhar o vídeo deveriam estar preocupados com os atos de gestão desportiva e financeiras vergonhosos dos últimos 4 anos.

etc, etc...

Para completar o ramalhete, este FCP dá largas a certos tiques fundamentalistas, questionando se o coração do protestante "bate pelo FC Porto". Sobre isto valerá a pena dizer, até a propósito de declarações proferidas recentemente pelo próprio Presidente (), que até hoje nunca foi votado pelos sócios - sim, porque é aos sócios que a decisão cabe e a mais ninguém - um "código de conduta do Portista", pelo que até lá, ninguém tem o direito de tecer considerações sobre o que é mais ou menos portista. O problema dos fundamentalismos é a sua falta de limites; o portista que hoje só veste roupa interior azul-e-branca, se recusa a comer carne vermlha por causa da cor, e dá aos filhos o apelido Pinto da Costa (apesar de o seu ser Silva ou Antunes), é o "infiltrado" e o "portista menor" de amanhã.


O que os sócios e simpatizantes do FC Porto querem, incluíndo aquele que pichou as paredes, entre outras, do Adelino Caldeira, é abundantemente claro. Está lá escrito, não podia ser mais óbvio. Só este FCP ainda não o percebeu. Nem parece querer perceber.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Foi-se?

Com duas ou três excepções ao longo desta meia temporada já decorrida, na maioria dos jogos do FCP parece que estamos sempre a ver a mesma partida. Parece que pouco ou nada aprendemos com os desaires anteriores e, num cenário como este em que tudo aparentemente se esquece, tendemos a repetir sempre os mesmos erros.


Por exemplo, apesar de tudo o que foi dito e escrito, visto e revisto nos últimos meses, lá tivemos hoje direito ao regresso de Herrera a titular para a Liga. Muitos dirão que foi dos menos maus. A pergunta é: e qual foi o efeito prático disso? Se num jogo em que ele é "razoável", este jogador pouco ou nada acrescenta de real e concreto, que esperar dele naquelas outras partidas (a maioria) em que ele está ao seu nível habitual, ou seja, fraco?

Uma das virtudes do slb dos últimos anos é aprender com os erros cometidos, coisa que não sucedia em tempos anteriores por aquelas bandas. Já nós, pelo contrário, parece que queremos chegar a um resultado diferente, repetindo sempre os mesmos erros.
Os outros agradecem.

E depois, claro, temos os já nossos habituais falhanços de todas as primeiras-partes.
Bola bem trocada de pé para pé, sim, mas poucas oportunidades reais de golo e com estas sempre desperdiçadas sem que ninguém se pareça aborrecer muito como isso, erradamente acreditando que ainda falta muito tempo e que novas chances virão.
Que jogador do "11" do slb falharia aquela oportunidade do Diogo Jota, completamente isolado? Se calhar, nenhum. E quando é que Óliver vai deixar de se comportar como um júnior na hora do remate?
Mas NES e os jogadores acreditam sempre que no segundo tempo é que vai ser. Ora, muito raramente o é.
A equipa perde gás, de uma forma gradual, até quase desaparecer por completo.
As substituições, essas, são cada vez são mais tardias e, nunca por nunca, são feitas antes de cada jogador a entrar ter uma aula de Desenho ministrada pelo nosso treinador adjunto.
O factor-tempo jamais parece ser uma fonte de preocupação para os nossos lados.

E, claro, para a tempestade ser perfeita, e como se já não bastassem estes inúmeros problemas, temos ainda direito a esta lenga-lenga, que já vem de longe:
E agora sem Layun. E agora sem Otávio. E agora sem Brahimi. E agora sem Danilo.
Num clube tão disfuncional como o nosso actual e ainda com estas ausências de peso, não há quem aguente.

"Fizemos mais de 20 remates. Temos de trabalhar bastante esse aspecto para que não volte o problema que já foi". Pois, Nuno, mas isso já vimos ouvindo desde o início da época.
O que nós pretendemos saber é o que, neste aspecto concreto, foi feito até ao momento (e que não deu resultados) e o que será feito no futuro para resolver de vez o problema.

E já não falta muito para o dia 31...