quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Fuga de Napoleão da Rússia

E, segundo reza a História, não tinha nenhum general com uma cláusula de rescisão de € 18 M.


From Russia with Love

Tal como a comunicação social se encarregou de lembrar, o FC Porto tem um curriculum 100% vitorioso nos jogos que efectuou na Rússia, com a particularidade de todos eles terem sido disputados nos últimos sete anos e contra equipas de Moscovo:

24 de Novembro de 2004
Liga dos Campeões 2004/2005 | Fase de Grupos
CSKA Moskva 0-1 FC Porto
Árbitro: Mejuto González (Espanha)

21 de Novembro de 2006
Liga dos Campeões 2006/2007 | Fase de Grupos
CSKA Moskva 0-2 FC Porto
Árbitro: Kyros Vassaras (Grécia)

10 de Março de 2011
Liga Europa 2010/2011 | Oitavos-de-Final | 1ª Mão
CSKA Moskva 0-1 FC Porto
Árbitro: Robert Schörgenhofer (Áustria)

14 de Abril de 2011
Liga Europa 2010/2011 | Quartos-de-Final | 2ª Mão
Spartak Moskva 2-5 FC Porto
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)

Resumo: 4 jogos, 4 vitórias, 9 golos marcados e 2 sofridos.

No quadro seguinte, recordo os jogadores que alinharam nestes quatro jogos, sendo que Helton e Fucile são os únicos “sobreviventes” do jogo disputado em Novembro de 2006.


(clicar na imagem para ampliar)


O jogo de hoje não será fácil mas, em mais uma aventura na Mãe Rússia, compete ao “agente” Vítor Pereira engendrar uma estratégia para que o desafio tenha um final feliz.
De facto, no dia em o FC Porto celebra 118 anos, espero (esperamos) que a prenda seja uma vitória em São Petersburgo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

SMS do dia

É a minha memória que está fraca ou há 15 dias, mais dia menos dia, todos os jornais, rádios e tv's anunciaram que o Guarín só tinha levado um jogo de castigo?

No lugar do cineasta

Há cerca de um ano, Rui Moreira abandonou o Trio D´Ataque em directo e, uns dias depois, escreveu o seguinte na sua crónica semanal em A Bola: “Não pactuo com a porcaria, com a canalhice e com a insídia. Não serei cúmplice de um sistema em que aqueles que são condenados pelos tribunais são, depois, inocentados em programas de televisão ao passo que aqueles que são absolvidos pelos tribunais são depois sujeitos a julgamentos sumários. Comigo não contam para ser juiz, verdugo ou testemunha em autos de fé.”

A partir de hoje, o individuo que, com o seu comportamento abjecto, esteve na origem da saída de Rui Moreira, deixa o seu lugar no Trio, sendo substituído por Júlio Machado Vaz.

O Trio D´Ataque sobreviverá sem o fanatismo fundamentalista do cineasta encarnado?
Como reagirão as audiências, particularmente entre os benfiquistas, por o lugar do comentador encarnado passar a ser ocupado por uma pessoa com o distanciamento e perfil do sexólogo do Porto?

Pelo menos nos primeiros tempos, vai ser interessante verificar como será o programa sem os recados provenientes da Luz, na boca daquele que, nos últimos anos, se transformou na voz do dono?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Manuel Serrão é que os põe em sentido!


"Foi você que me contratou? Não, pois não?? Então, eu falo do que me apetece!"


Manuel Serrão para Eduardo Barroso - hoje num expoente máximo de calimero - no programa Prolongamento da TVI24.

Agressão ou gesto antidesportivo?

PdC esteve a grande altura a comentar as incidências do FCP/SLB e no treino de ontem o VP esteve à conversa com o Alvaro, provavelmente, digo eu, para confirmar a sua condição física, a disponibilidade para a competição e acertar comportamentos : se calhar para lhe dizer que tinha sido excessivo quando reagiu intempestivamente a um chamamento do treinador, no jogo com o SLB.

Embora o FCP tenha tido uma segunda parte muito cinzenta e apesar do resultado ter sido justo, não entendo como se possa considerar que o Cardozo não pontapeou Fucile e não havia motivos para expulsão. Ouvi isso da boca de vários senadores, incluindo o juiz Rui Rangel e de todos os catedráticos que constituem o painel que julga os casos de arbitragem d’O Jogo.

Ontem, Rui Santos afirmou o mesmo e o ex-árbitro que dita as leis na TVI (Pedro Henriques) explicou que Cardozo tornou-se culpado de comportamento antidesportivo e, daí, o acerto na amostragem do amarelo. A apresentação do vermelho justificar-se-ía se fosse culpado de falta grosseira ou de conduta violenta.

Enfim, um pontapé entre o traseiro e os “ditos” é coisa leve, embora não seja bonita e própria de um desportista. Terrível, foi aquele murro selvático do James ao Rabiola. Isso sim, é um acto violento.

Vi as imagens da Sportv, da RTP e o vídeo no Youtube e continuo a considerar que estamos perante uma agressão. Não gosto de perder muito tempo com a arbitragem, mas aqui o que está em causa não é tanto a decisão do árbitro mas a forma como constroem a verdade indiscutível e tratam quem diz o contrário como se fôramos uns ignorantes ou salafrários.

Se o senhor Pedro Henriques levar um pontapé em idêntico local do corpo, não se queixará que foi alvo de agressão e apenas sujeito a uma atitude anticívica. E, daí a oferecer a outra face, bastará um pequeno passo, ficando amigo para sempre do concidadão que amavelmente lhe aplicou o golpe.

O branqueamento está consumado: o Fucile é um impostor e as consequências seguem dentro de momentos.

Se Lisboa é Portugal, o Porto é uma Nação, desportivamente, pelo menos. Não me calo. Não somos bárbaros. Temos direito a opinião e a defender os nossos comentários, até que a voz nos doa. A insatisfação pela 2ª parte do FCP e a justeza do resultado não nos retira o direito de julgar que a arbitragem, na vertente disciplinar, esteve longe de ser criteriosa.

A arbitragem do Sr. Jorge de Sousa não pode escamotear os erros próprios e sobretudo a aparente má forma física do FCP, e não tem servido, o que não me impede de insistir que Cardozo agrediu Fucile de forma tão violenta, pelo menos, como fez James, logo deveria ter sido expulso.

domingo, 25 de setembro de 2011

Lisboa é Portugal


Lisboa é Portugal. Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento.
Eça de Queiroz, Os Maias


Todos sabemos que Portugal é um país assustadoramente centralista e que isso é o factor que mais contribui para o atraso endémico da maior parte das regiões do país. Evidentemente, Lisboa, para onde são sugados grande parte dos poucos recursos existentes, é a excepção e o seu nível de riqueza há muito tempo que é superior ao da média comunitária.

Mas, o que me leva a falar novamente no centralismo é a meia maratona de Lisboa, perdão, meia maratona de Portugal, que foi disputada hoje.
Sim, leram bem, de Portugal, porque tal como Eça escreveu no século XIX, no século XXI Lisboa continua a ser Portugal. Pelo menos para muitos iluminados e, seguramente, na cabeça da maior parte dos políticos que nos têm (des)governado.

Entre as maratonas mais famosas do Mundo, já tinha ouvido falar nas maratonas de Londres, Paris, Chicago, Nova York, Roterdão, Tóquio, etc., mas é a primeira vez que vejo uma maratona disputada numa cidade adoptar o nome do respectivo país.
Acho bem, afinal traduz a triste realidade portuguesa, a que sucessivos governos nos conduziram: de facto, Portugal é cada vez mais Lisboa e o resto é paisagem...

sábado, 24 de setembro de 2011

Que se passa com Hulk e Alvaro?


No dia 6 de Setembro, disputou-se o União Leiria x FC Porto. Hulk, que na véspera tinha jogado pelo Brasil, foi convocado e jogou de início, tendo sido substituído por Varela aos 57 minutos. Alvaro Pereira, apesar de ter sofrido uma entrada duríssima logo nos primeiros minutos, manteve-se em campo até ao fim.

Apenas três dias depois, no dia 9 de Setembro, disputou-se o FC Porto x Vitória Setúbal. Alvaro Pereira voltou a ser titular e a jogar os 90 minutos. Quanto a Hulk, supostamente por gestão de esforço, ficou no banco, mas entrou aos 71 minutos para substituir Kléber e a tempo de fazer duas excelentes assistências para golo.

No dia 13 de Setembro, disputou-se o FC Porto x Shakhtar Donetsk. Alvaro Pereira jogou novamente todo o desafio, enquanto que Hulk, depois de ter marcado um golão de livre e posto em sentido a defesa ucraniana, foi substituído por Varela aos 77 minutos.

Até esta altura ninguém tinha falado em problemas físicos destes dois jogadores mas, surpreendentemente, ambos ficaram fora da lista de convocados do Feirense x FC Porto, disputado no dia 18 de Setembro. É que nem para o banco foram, particularmente Hulk, cujas arrancadas poderiam ter sido muito úteis para desestabilizar e abrir a defesa contrária.


Finalmente, chegamos ao FC Porto x slb e ambos voltaram a ser titulares e a jogar 90 minutos.
Se é verdade que, na 1ª parte, Hulk esteve ao seu nível, semeando o pânico na defesa benfiquista sempre que arrancava com a bola controlada em direcção à área encarnada, Alvaro Pereira esteve a anos-luz do que pode e sabe. Chegou a ser chocante, ver um jogador com a capacidade atlética deste uruguaio, habituado a fazer N vezes o corredor esquerdo, a recuar a passo sempre que a equipa perdia a bola.

Hoje, no website oficial, o clube anunciou que Alvaro Pereira se limitou a fazer treino de recuperação no ginásio. Ora, se o Alvaro não está em condições, e muito menos para disputar 90 minutos (conforme foi notório no jogo de ontem), por que razão o treinador não optou por colocar Sapunaru à direita e Fucile à esquerda?

E quanto a Hulk, outro portento físico, também não se percebe as suas oscilações. Depois de uma boa 1ª parte, o apagão que teve na 2ª parte do jogo de ontem deixa muitas interrogações.

O que se passa com Hulk e Alvaro Pereira?
Estarão, nesta altura, a pagar a factura por excesso, ou inadequada utilização em jogos anteriores?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

É melhor ir ao psicólogo


"Após o 2-1, entrámos num jogo de bola cá, bola lá e isso partiu-nos. Também permitiu que houvesse espaços para uma equipa como o Benfica que gosta de sair em transições rápidas. Não sei se por bloqueio psicológico, emocional, isso aconteceu. Gostámos de ter bola e gerir o jogo a partir daí. É um aspecto que vamos ter de corrigir."
Vítor Pereira


Apetece-me pouco falar deste jogo de má memória.

Na primeira parte, embora sem deslumbrar, o FC Porto foi competente, dominou o jogo em todas as vertentes, criando oportunidades e marcando um golo de belo efeito e inteiramente justo.

A segunda parte foi um pesadelo. A equipa esteve mal posicionada, fez pouca pressão, abriu buracos defensivos como não se tinha visto na primeira parte e não foi capaz de controlar o jogo. Não me lembro de uma jogada de ataque bem construída, com principio, meio e fim.

Para piorar as coisas, as substituições feitas por Vítor Pereira são incompreensíveis e ajudaram ao desastre da equipa.

Guarín estava a fazer uma boa exibição, sendo o médio portista mais apto aos duelos físicos com a dupla Javi Garcia - Witsel e também aquele que pressionava mais à frente. A sua substituição por Belluschi foi mais um rombo na coesão da equipa portista.

Também não percebi a substituição de Kléber. No final do jogo, Vítor Pereira disse que tinha sido por razões físicas. Mas, então, por que razão não entrou o Walter? É que o Cristian Rodriguez centrou duas ou três vezes para um ponta-de-lança que já não existia...

Aliás, se Kléber estava mal fisicamente, por que razão, em vez de tirar Guarín (que estava a ser dos melhores), Vítor Pereira não mudou o modelo de jogo para um 4-4-2, substituindo Kléber por Belluschi ou Defour, reequilibrando desse modo a equipa?
Se não dava para termos um FC Porto dominador na 2ª parte, pelo menos procurava-se controlar o meio-campo, ter mais posse de bola e segurar a vantagem de 2-1.

Sinceramente, estes últimos jogos deixaram-me muito desiludido com a prestação da equipa e com a falta de liderança e capacidade evidenciada por Vítor Pereira.

Bloqueio psicológico? Se calhar, em vez de um treinador, é melhor contratar um psicólogo...

Octávio II?


A crónica do jogo ainda vem a caminho, mas, citando um colega meu do blogue em conversa comigo, será que estamos perante um Octávio II, isto é, um excelente adjunto que encontra no lugar de treinador principal o seu "Princípio de Peter"?

É favor ampliar...


... e afixar à porta do balneário.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Espanhóis deslumbrados com Falcao


Isto é o que se vai dizendo em Espanha, a propósito de Radamel Falcao:

«Radamel Falcao ha necesitado tres partidos en el Vicente Calderón para enamorar a la hinchada, convertirse en el jugador franquicia del Atlético, quitarse la presión y liderar el Pichichi junto a Messi y Soldado. El colombiano fue fichado a precio de súper estrella y en ese plan está el 'Tigre'. El Atlético invirtió casi todo lo ingresado en Agüero en un delantero que llevaba dos temporadas hinchándose en el Oporto. Y no le ha hecho falta más de una semana para despejar cualquier duda, si es que la había, sobre su capacidad goleadora.

El delantero colombiano acumula elogios tras sus últimas exhibiciones. "Se va a codear con Messi o Ronaldo", dijo Manzano tras el choque contra el Sporting. Hasta el momento, en este inicio liguero, el 'Tigre' resiste la comparación con los dos astros mundiales en el aspecto goleador. "Dije que era muy difícil sustituir a Kun y a Forlán, pero viendo a Falcao parece que lo han hecho bien. Es un fenómeno y nos ha podido meter seis goles", apuntó Preciado. Y es que la frecuencia rematadora del colombiano ante el conjunto asturiano asombró.

Falcao no jugó ante Osasuna en el debut liguero y no marcó en Mestalla frente al Valencia. Tras aquel partido llegaron algunas críticas, prematuras e injustificadas. Después, ya en el Calderón, Falcao ha hecho seis tantos en tres choques. Uno al Celtic, tres al Racing y dos al Sporting. Y, como recuerda el propio colombiano, han podido ser más, porque le han anulado dos goles de forma errónea. Ante el cuadro cántabro, el linier anuló una diana de Falcao por un fuera de juego mal señalado a Tiago. Frente a los de Preciado, Iturralde vio falta en un salto de lo más limpio del 'Tigre'. "Me ponen triste los goles anulados", dice él. Y es que podría liderar el Pichichi en solitario con siete goles.

El colombiano es de los pocos que no ha rotado en los últimos partidos. Fue titular contra Valencia, Celtic, Racing y Sporting

También sus compañeros se rinden al '9' rojiblanco. "Falcao es increíble. Con él tenemos la garantía de que va a acabar marcando", apuntó Salvio al término del partido contra el Sporting. El colombiano es de los pocos que no ha rotado en los últimos partidos. Fue titular contra Valencia, Celtic, Racing y Sporting. Ante el conjunto cántabro, Manzano le sustituyó mediado el segundo tiempo, aunque para entonces ya había marcado tres goles. Sabe el técnico que no tiene sustituto para Falcao, pues Adrián es otro tipo de delantero.

Sobre Falcao no pesa una losa cualquiera, sino la de ser el sustituto del Kun Agüero, indiscutible referente rojiblanco en las últimas temporadas. El vacío que dejó el argentino parecía imposible de cubrir, pero Falcao está dispuesto a asumir el reto. La afición, ansiosa de nuevos iconos, ya tiene nuevo ídolo. El Messi o Cristiano del Atlético
in marca.com


Un Falcao descomunal (Marca)

Falcao es un 'Tigre' insaciable (El Mundo Deportivo)

Falcao enseña el camino al Atlético (Sport)


Dentro daquilo que será a sua evolução natural, quando Kléber, como ponta-de-lança, valer metade do que vale actualmente Falcao, grande parte dos problemas do FC Porto estarão resolvidos.

P.S. Olhando para o rendimento dos pontas-de-lança do Chelsea e para o conhecimento que André Villas-Boas tinha de Falcao, continuo sem perceber por que razão El Tigre não está em Londres.

Mestre Júlio Resende


Aos 93 anos, morreu ontem o mestre Júlio Resende.

Natural do Porto e formado na Escola Superior de Belas Artes do Porto, Júlio Resende foi agraciado com diversos prémios, quer em Portugal, quer no estrangeiro.

Entre os seus inúmeros trabalhos, uma das obras mais conhecidas é a “Ribeira Negra” (1984), a qual pode ser apreciada junto ao túnel da Ribeira, no Porto.

Para nós, portistas, Júlio Resende deixou o Painel dos Fundadores, nas paredes do Estádio do Dragão.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Incógnita no meio-campo


Vamos continuar a jogar com três médios, mas queremos que o seis seja cada vez mais um oito. Antigamente, o seis era visto como um jogador de equilíbrios, um recuperador sem grande preponderância ofensiva. Agora, e nas grandes equipas mundiais, o seis é cada vez mais o primeiro organizador de jogo. A minha ideia passa por aproximar o nosso seis de um pivô com grande capacidade para circular a bola e para entrar no processo ofensivo. (…)
Existe a ideia que o Fernando é apenas um jogador defensivo, até lhe chamam o polvo, mas ele é muito mais do que isso. Tanto o Fernando como o Souza gostam de ter a bola e, se lhes derem liberdade, gostam de aparecer em zonas de finalização.

Vítor Pereira, 16/09/2011


Independentemente dos nomes, penso que a maior dúvida de Vítor Pereira será como organizar o meio-campo portista. Algumas possibilidades:

1) Um “seis” (Fernando ou Souza), um “oito” (Moutinho) e um “dez” (Belluschi)?
2) Um “seis” (Fernando ou Souza) e dois “oitos” (Moutinho e Guarín)?
3) Dois “oitos” (Defour e Moutinho) e um “dez” (Belluschi)?
4) Três “oitos” (Defour, Moutinho e Guarín)?

Há ainda a hipótese de fazer adaptações, como por exemplo:

5) Um “oito a jogar a seis” (Guarín), um “oito” (Moutinho) e um “dez” (Belluschi).

Recordo que foi este o meio-campo que jogou nos 5-0 da época passada e a coisa não correu nada mal.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Manhosices


«As eleições da Federação Portuguesa de Futebol terão ficado resolvidas ontem com a confirmação da candidatura do sistema, embrulhada no apoio dos pequeninos e servida no tabuleiro das soluções providenciais. Em menos de três anos, um ex-administrador de uma SAD condenada por corrupção desportiva ascende ao cargo mais alto, passando por uma reciclagem pela estrutura intermédia da Liga, enquanto radicava nesta o exercício dos poderes reais, agora remetidos de novo para a casa-mãe. É obra!»
João Querido Manha, Record, 20/09/2011


Quando me chamaram à atenção para este texto manhoso, a minha primeira reacção foi mandá-lo para o sítio do costume: o caixote do lixo. Contudo, há aspectos que de tão “queridos”, merecem um pequeno comentário.

Comecemos pela “candidatura do sistema”. Convém lembrar que Fernando Gomes se candidatou à presidência da Liga de Clubes com o apoio expresso de diversas personalidades, entre as quais Hermínio Loureiro (ex-presidente da Liga) e Filipe Soares Franco (ex-presidente do SCP). Mais. Para além do apoio público que teve da parte dos presidentes do slb e SCP, Fernando Gomes foi eleito, em 7 de Junho de 2010, com 38 votos a favor e três abstenções, num acto eleitoral no qual não participaram SC Braga, Nacional da Madeira, Carregado e… FC Porto!

Quanto ao “SAD condenada por corrupção desportiva” alguém devia explicar ao autor deste dislate a diferença entre corrupção desportiva e TENTATIVA de corrupção desportiva. E, claro, faltou o pequeno pormenor de dizer que a condenação foi determinada pelo ponta-de-lança que o slb tinha na Liga de Clubes – Dr. Ricardo Costa – e que, posteriormente, a mesma foi contrariada, quer pelo TAS, quer em TODOS os tribunais a sério onde os factos foram analisados.

Finalmente, para a manhosice ser completa, faltou também referir que na guerra de poder a propósito dos novos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes esteve ao lado de slb e SCP, em oposição a Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto.

Candidatura do Sistema? Só se for do Sistema da 2ª circular...