quarta-feira, 6 de março de 2013

O “marreta faccioso” já foi o nº 2 do Governo

«A análise aos casos do Beira-Mar-Benfica deu ontem azo a uma acesa discussão entre Dias Ferreira e Rui Gomes da Silva, ao ponto de o comentador sportinguista ameaçar deixar o programa “O Dia Seguinte”, da SIC Notícias.
“Já não tenho paciência para o aturar”, disse, irritado, Dias Ferreira. Rui Gomes da Silva desafiou então o colega de painel a deixar o programa, ao que o representante dos leões admitiu aceder depois de chamar “marreta faccioso” e “malcriado” ao benfiquista.»
in Record, 05-03-2013


«Na emissão de segunda-feira, Dias Ferreira ameaçou não ir mais ao programa e chamou “marretazeco” a Rui Gomes da Silva.
Você é um faccioso, um fanático, uma pessoa que não se pode aturar”, afirmou, exaltado, o comentador do Sporting. (…)
Ao CM, Dias Ferreira acusa Gomes da Silva de não ter "personalidade própria" e revela mesmo que, no fim do programa de segunda-feira, resolveu não falar mais com o comentador benfiquista. "Já nem liguei coisa nenhuma, não lhe dirigi a palavra. Nem tenciono dirigir", conta.»
in Correio da Manhã, 06-03-2013


Queria apenas recordar aos mais distraídos, que o “marreta faccioso” foi eleito deputado em 1987, 1991, 1998, 1999, 2002 e 2005 e, pior ainda, chegou a número 2 do XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes, onde desempenhou as funções de Ministro dos Assuntos Parlamentares e Ministro-Adjunto do Primeiro-Ministro.

Pobre país este…


Act. O Rui Gomes da Silva é um caso extremo de clubite aguda, que ele mistura com uma dose assinalável de cinismo provocatório. Mas, por que razão é que os comentadores que representam o slb neste tipo de programas, não podem ser indivíduos que saibam discutir o futebol de forma civilizada (por exemplo, Júlio Machado Vaz) e, pelo contrário, têm de ser uma espécie de talibans do fundamentalismo benfiquista (exemplos: António Pedro-Vasconcelos, Sílvio Cervan, Rui Gomes da Silva e João Gobern)?
É por causa das audiências? É para agradar e cair nas boas graças da atual Direção do slb?

terça-feira, 5 de março de 2013

A Justa Indignação de um Patrioteiro

Pois bem. Confesso estar farto do patrioteirismo dos nossos comentadeiros em relação ao Real Madrid, até porque, como português, embora arraçado, a minha antipatia para com a castelhanada seja superior à improvável simpatia que poderia sentir pelo Zé de Palermo e pelo Tony Carreira do futebol.

Deste modo, e nestes termos - e como tenho o mesmo direito ao "patrioteirismo" - afirmo a minha total e completa indignação pela inacreditável expulsão do nosso compatriota Nani, a qual, provavelmente, decidiu a eliminatória.

E como não tenho tendência para teorias conspirativas, não direi que o facto de um espanhol presidir à comissão de arbitragem da UEFA tenha tido qualquer influência na arbitragem de um turco que, segundo pesquisas genealógicas, será primo de Lucílio Baptista, Inocêncio Calabote e Reinaldo Silva.

Resta-me esperar que o Barcelona ressuscite - ou que Dortmund ou Bayern se afirmem.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os fidalgos da casa mourisca


«O final do clássico entre o Sporting e o FC Porto foi tudo menos pacífico na tribuna presidencial de Alvalade. Os ânimos exaltaram-se e foi preciso a intervenção de Godinho Lopes para evitar que os incidentes ganhassem proporções maiores.
O ponto mais crítico aconteceu já no final da partida e envolveu diretamente Pinto da Costa e Paulo de Abreu, ex-vice presidente do Sporting, assim como Reinaldo Teles, vice presidente do FC Porto. Segundo fontes dos dois clubes contactadas por O JOGO, tudo aconteceu porque Paulo de Abreu "passou praticamente todo o jogo a provocar" os dirigentes portistas, tendo como ponto de partida "as decisões do árbitro Paulo Baptista".
As provocações "foram constantes" e, já no final do encontro, Pinto da Costa convidou Paulo de Abreu a ter o mesmo tipo de comportamento na próxima visita que fizer ao Estádio do Dragão. Foi nesse preciso momento que os ânimos aqueceram ainda mais entre os já referidos intervenientes, de tal forma que Godinho Lopes, que não gostou da atitude do antigo vice, foi obrigado a agarrar Reinaldo Teles para evitar males maiores.
Já depois de tudo serenado, Godinho Lopes ainda se dirigiu ao parque de estacionamento do Estádio de Alvalade para "se despedir com um abraço" dos administradores do FC Porto.»
in O JOGO


Este comportamento é ilustrativo do nível de alguns dos "fidalgos" de Alvalade. Convidar os dirigentes do clube adversário para o camarote presidencial e depois passar o jogo a mandar bocas provocadoras a esses dirigentes, mostra bem a estirpe e o saber receber desta gente. Mas, vindo de quem vem, não é nada que me surpreenda.

O que me surpreenderia era se este Paulo de Abreu, que pelos vistos esteve quase a levar no "focinho" em pleno estádio de Alvalade, os tivesse no sitio para, na próxima época (*), acompanhar o seu clube na deslocação ao Porto e fizesse algo de parecido no camarote presidencial do Estádio do Dragão. Isso sim, era algo que eu gostava de ver...

(*) Estou a partir do pressuposto que o sporting não vai descer de divisão.

domingo, 3 de março de 2013

Mudar de "chip"


Nem todos os jogos se podem vencer usando a táctica habitual, mesmo quando esta tem vindo a resultar.

Os últimos 5 anos provam que, independentemente de faltar este ou aquele jogador, da pior ou melhor forma conjuntural (quer a nossa, quer a do adversário), o FCP está a utilizar a fórmula errada em Alvalade.

Todos estes últimos resultados negativos tiveram até histórias semelhantes: aparente domínio das nossas cores mas, sejamos honestos, muito poucas claras oportunidades de golo. Aliás, tal como sucedeu no jogo de ontem, a nossa ansiedade acaba até por oferecer boas oportunidades ao scp de vencer estes clássicos. Neste de 2013, valeu-nos Hélton para evitar males maiores.

Mas, afinal, a falta de Moutinho foi ou não decisiva? Seria fácil e tentador responder afirmativamente. Porém, na época passada, com ele em campo, as coisas, até não foram assim muito diferentes.

Por paradoxal que possa parecer, terá sido mais sentida a falta de Mangala. E porquê, se até não sofremos golos? Pela dinâmica que o francês oferece. E falo de dinâmica ofensiva.

É verdade que Maicon, mesmo em baixo de forma, ainda assim consegue anular a maioria dos lances de ataque adversário. Porém, Mangala fá-lo de forma muito mais rápida, matando logo na origem os avanços contrários. Com isto, o FCP recupera de imediato a posse de bola, asfixiando o adversário em sucessivas vagas ofensivas. Assim se explicando as nossas mais recentes estatísticas neste domínio (70%, por vezes).
Pelo contrário, Maicon vai atrás do adversário, levando demasiado tempo a recuperar e, por vezes, cedendo até cantos e lançamentos desnecessários. Com isto, o FCP desgasta-se mais, fica mais tempo sem a bola e, pior, permite ao adversário ir ganhando confiança e aproximar-se mais da nossa baliza.

Regressando ao início, afinal por que não resulta, no estádio do scp, a nossa usualmente bem sucedida abordagem?

Sim, Defour não é Moutinho. Sim, Lucho cada vez se eclipsa mais e anda completamente sem imaginação enquanto ainda tem pernas. Sim, Danilo tarda a fazer uma grande exibição. Sim, Varela deveria ser imediatamente substituído mal nos apercebemos que está num daqueles seus tristes dias. E, sim, James está a léguas do James pré-lesão. Todavia, nem tudo isto explica plenamente a razão do nosso insucesso.
Aliás, ainda há escassas semanas, todos pasmávamos com a qualidade do nosso futebol perante tantas adversidades (lesões e não só). Chegou até a parecer que ninguém fazia realmente falta. Quem ia entrando a substituir um colega não operacional, cumpria quase sempre.

Contudo, tudo muda (e muito rápido) no futebol.

E não só por cá. Basta ver que o Barcelona passou, em dois tempos, de “melhor equipa de sempre” a um adversário a que até dá para vencer enquanto se vai poupando alguns elementos para futuros compromissos.

Neste desporto, é obrigatório inovar permanentemente.

Em Alvalade, os lances em que o FCP parecia criar mais perigo, eram aqueles mais “feios” (que equipas grandes como a nossa tentam, por mero complexo, evitar): bolas lançadas para a área desde o meio-campo.
A valia técnica de Jackson no um-para-um, aliada à pouca experiência dos “centrais” leoninos, poderia ter feito mais mossa que as nossas habituais tentativas de ir trocando bolas até se chegar à linha de fundo. Ainda para mais após a entrada de Liedson. Outro jogador virtuoso a quem deveriam ter sido dados mais minutos. Afinal para que veio ele se não para resolver jogos como o de ontem?

Com estes dois predadores em campo, simultaneamente, muitas mais bolas deveriam ter chegado à grande área contrária.
Não faz sentido colocar em campo tamanho poder de fogo e depois não mudar uma virgula na forma de jogar.

Jogos como os de Alvalade cheiram tanto a empate e são sempre tão repetitivos que clamam por uma nova abordagem.

sábado, 2 de março de 2013

2 pontos perdidos com o 12º classificado

Seja por puro azar ou culpa própria, Vítor Pereira entra na fase decisiva da época a perder (nos treinos!) peças fundamentais da equipa. E a falta dessas peças - Moutinho, principalmente - fez-se sentir no confronto com o 12º classificado; Defour, por vontade própria ou por indicação do treinador, passou o jogo a acompanhar o Fernando - não é o Moutinho, nem tentou sê-lo. James, outro recém-lesionado tem vindo a ser reintroduzido na equipa, mas os resultados não são animadores. Se o Moutinho tiver um regresso semelhante, grandes dissabores nos aguardam.

A sombra do SCP, resignada à sua condição, e à semelhança das equipas que lhe estão mais próximas na tabela, apostou nessa táctica que contra o Porto, jogo sim, jogo não, lá dá frutos, e que consiste em defender com 11 atrás da linha da bola, e tentar uns chutões lá para a frente que resultem em golos. Pelo seu lado, o Porto, pela enésima vez confrontado com estas abordagens, sem Moutinho, e a jogar com 10 - o Varela é uma perfeita nulidade; lamento, mas não há outra palavra que o descreva - voltou a dominar, a manietar na maior parte do jogo o seu adversário, mas sem conseguir traduzir em golos essa superioridade.


Maicon voltou à titularidade para assinar uma boa exibição, à semelhança dos seus companheiros de defesa, não sem um ou outro calafrio; Otamendi falhou uma única vez, ao permitir que o ponta-de-lança holandês do SCP - que fala muito, gosta de umas boas cotoveladas e que sofre de problemas de equilíbrio - tivesse nos pés a melhor oportunidade de golo do jogo; Hélton disse "presente!" e minimizou a falha do defesa argentino. Numa exibição de bom nível, o guarda-redes brasileiro apostou também em fazer os adeptos arrancar cabelos - a dada altura pediu desculpa ao treinador, mas pouco depois voltou ao mesmo - ao insistir em brincar com a bola, quando apenas se lhe pede que a atire lá para a frente. Do lado do SCP - que "não fora as arbitragem, estaria a lutar pelo título" - é de salientar o "raçudo" Rinaudo, que bateu em tudo o que mexia mas escapou ao julgamento do árbitro.

É difícil afastar a sensação que o Porto não perdeu 2 pontos, frente a uma equipa que perde com "todo o cão e gato". O duo colombiano não esteve inspirado; as substituções não resultaram, os livres em frente à baliza foram todos desperdiçados, e maioria dos remates continua a acabar na bancada ou são frouxos e fáceis para os guarda-redes. É verdade que continuamos a depender de nós próprios para chegar ao fim no primeiro lugar, mas ninguém garante que nesse jogo em que vamos depositar tantas esperanças, o "nosso rival" não aposte também neste tipo de jogo, com o qual o Porto demonstra claras dificuldades, para conseguir o ponto que lhe garantirá o título. Todavia, há que continuar a lutar e o tempo dirá se estes 2 pontos nos serão, ou não, fatais.

Maicon, Mangala, Maicon

A exibição de Maicon no último FC Porto x Rio Ave não foi famosa. Para além das fortes responsabilidades que teve no golo dos vilacondenses, revelou-se preso de movimentos e com uma lentidão preocupante. A comparação com Mangala (impedido de jogar contra o Rio Ave devido a castigo) foi inevitável e nada favorável ao defesa-central brasileiro.

Contudo, a história destes dois jogadores não começa e acaba nos 90 minutos do último desafio disputado no estádio do Dragão. Vale a pena recordar o seguinte:

Em Dezembro de 2011, quando a FC Porto SAD vendeu parte do passe de Mangala, o ex-Standard Liège era o 4º defesa central do plantel, a dupla titular era formada por Rolando e Otamendi e Vítor Pereira era fortemente criticado por preferir jogar com o Maicon adaptado a defesa-direito, em vez de uma das escolhas naturais Fucile ou Sapunaru (na altura, ainda não era do domínio público que Fucile era uma das "maças podres" do balneário).

No final da época 2011/12, Mangala continuava a ser o 4º defesa central do plantel, mas a dupla titular passou a ser formada por Maicon e Otamendi. Depois de uma brilhante 2ª volta, muitos portistas e não só, comparavam a evolução do Maicon à de Pepe (já não se lembram?) e Maicon era considerado por muitos o melhor defesa central do campeonato português.

No início da época 2012/13, Maicon continuou em grande e, inclusivamente, durante a pré-temporada especializou-se a marcar golos de livre. A dupla titular continuou a ser formada por Maicon e Otamendi. Com o afastamento de Rolando, Mangala passou de 4º para 3º defesa-central do plantel mas, tal como Maicon um ano antes, aproveitou uma "invenção" do treinador Vítor Pereira para crescer futebolisticamente, quando foi adaptado a defesa-esquerdo para suprir a ausência do lesionado Alex Sandro.

Quando Maicon se lesionou com alguma gravidade, para além dos lamentos e críticas ao miserável relvado do Dragão, cheguei a ler/ouvir portistas sugerirem que Rolando deveria ser reintegrado, porque Mangala não dava garantias (era a fase em que o Mangala era apontado a dedo por alguns - ex. Luís Freitas Lobo - como um jogador bruto/excessivamente viril).

Perante a evolução registada e comprovada nos últimos 4-5 meses, hoje em dia já são poucos os portistas que duvidam da categoria/capacidade do Mangala. Inclusivamente, a comunicação social tem feito eco do "apetite" de alguns dos "tubarões" europeus por este super-atleta francês e até já se fala em valores (20 milhões de euros).

Sim, Mangala é um jogador extraordinário e, obviamente, eu preferia que ele não se tivesse lesionado e hoje à noite pudesse jogar o lado de Otamendi, formando aquela que é, atualmente, a melhor dupla de defesas-centrais do futebol português.
Provavelmente, iremos sentir a falta da sua velocidade, intensidade de jogo e presença física nas duas áreas. Mas Maicon, o seu substituto no jogo de hoje, não é um mau defesa central e já deu provas do que é capaz. Obviamente, não está ao mesmo nível de há um ano atrás, mas eu acredito que vai estar bem melhor do que contra o Rio Ave. E veremos se, depois do jogo de hoje, não reconquista um lugar que já foi seu.

sexta-feira, 1 de março de 2013

O golpe do baú da BTV ao futebol televisado

O golpe no baú!
O SL Benfica conseguiu os direitos de transmissão exclusiva da Premier League para as próxima temporadas e vai ter o direito de exibir no seu canal de televisão todos os jogos que se possam ver em território português da competição nacional mais vista do planeta.

Como é possível que um clube de futebol consiga um contrato deste nível pelo qual empresas em todo o Mundo pagam fortunas, a começar pela própria Sky no Reino Unido (seguido do Canal Plus em França e Espanha)? Simples, com a ajuda dos amigos da Portugal Telecom, essa empresa que apesar de já não ser detida pelo governo, ou seja, por todos os portugueses, continua a comportar-se no mercado como se tal fosse certo (porque tem as costas muito bem cobertas)!

O negócio é simples de entender. Um esquema muito bem montado que permite à empresa de telecomunicações e ao clube eliminarem de um só golpe dois rivais dos últimos anos: ZON e Joaquim Oliveira.

A PT nunca esteve de boas relações com Joaquim Oliveira o seu império Controlinveste e durante os últimos anos ambas as empresas travaram uma luta surda nos corredores do poder. O império mediático montado por Oliveira foi-se desfazendo à medida que começavam a aparecer novos jogadores, nomeadamente o dinheiro que vinha de Angola, e que ajudou a safar a PT de muitos problemas quando a crise apertou. Esse dinheiro, coordenado pela família do actual presidente angolano e coordenado pela filha, serviu para adquirir títulos de imprensa e entrar no accionariado da PT.

Por outro lado, a plataforma detida pela Portugal Telecom leva vários anos de luta contra a ZON, depois de que ambas as empresas se tivessem separado, pouco amigavelmente, e seguido o seu caminho de forma distante. A BenficaTV optou por aparecer apenas na Meo, ligando-se intimamente à PT na sua influência de poder, no que foi um primeiro golpe para a Zon. Mas não o último.
A primeira ameaça ao poder da SportTv e da Zon chegou com a ideia de Pais do Amaral em criar um canal alternativo de desporto em Portugal na plataforma Meo. Pais do Amaral tinha adquirido os direitos para os próximos três anos da liga espanhola e sondou o Benfica para vender-lhe os seus 15 jogos em casa mas no final não conseguiu juntar dinheiro e meios para avançar e a SportTv apareceu à última da hora com dinheiro exigido pela Mediapro (empresa que gere os direitos do futebol em Espanha) e manteve esse trunfo na manga. Tinham abortado o plano inicial da PT mas não poderiam fazê-lo com o alternativo.



A PT entrou em força na própria SporTv, adquirindo 25% da empresa (os outros 25% são da ZON e 50% pertencem à empresa detida por Joaquim Oliveira). Foi uma forma de ganhar sem perder. Não só garantia para si parte importante dos lucros da empresa como apaziguava Oliveira em relação à jogada que preparavam. Membros influentes ligados à PT serviram de intermediários na negociação entre a direcção da Premier League e a BenficaTV, garantindo aos ingleses que não só serviam de fiadores como davam a cara pela gestão dos direitos da competição face às dúvidas iniciais dos ingleses em ter a sua competição num canal de um só clube.

O que conseguem com isto?
Em primeiro lugar tiram uma das máximas jóias da SportTV.
Para LF Vieira (que agora conta com a ajuda e os contactos importantes de José Eduardo Moniz no meio audiovisual) é um golpe que sabe particularmente bem depois da guerra aberta com Oliveira nos últimos anos, com choradinhos à mistura, que estavam por detrás da criação da BTV, do seu posicionamento na Meo e na compra dos direitos da liga brasileira, por exemplo.
Em segundo lugar dão um golpe muito sério à ZON, obrigando a todos os que queiram seguir a competição a mudar-se para a Meo, independentemente do clube que apoiem. É o primeiro passo para acabar progressivamente com o rival directo nas plataformas audiovisuais. Para isso contam com o apoio do Estado - que até à bem pouco tempo ainda detinha uma golden-share na companhia e que mantém uma influência tremenda - e do dinheiro angolano que lhes permite este golpe tão ousado sem temer perdas financeiros nos primeiros dois anos.

Por fim abrem a porta a transformar a BenficaTV no canal que Pais do Amaral quis criar, um concorrente desportivo real à SportTV. A Premier League é apenas o 1º passo. Seguem-se os jogos em casa do Benfica, a eventual compra dos direitos da Taça da Liga/Taça de Portugal, alguma que outra competição nacional europeia e talvez um ataque mais directo às provas da UEFA, nomeadamente nos jogos que actualmente dão em sinal aberto por um dos 4 canais generalistas que começam a perceber que não têm pernas nem fundos para suportar os preços exigidos pela UEFA. Se a isso juntarem outros desportos, o plano da PT e dos dirigentes do Benfica é ter um canal multi-desportivo de projecção para os próximos dois anos. Precisamente quando acaba o contrato da liga espanhola e da Champions League, à qual planeiam optar com uma oferta muito mais alta que a que possa fazer a SportTV. Nada é deixado ao acaso.

Essa realidade permite ao Benfica não só aumentar o número de subscritores ao seu canal como também o aumento das receitas em publicidade. E é também o primeiro e inevitável passo antes de passar o canal ao serviço fechado, garantindo então um lucro muito superior em subscrições exclusivas da plataforma Meo.



Com essa jogada não só esperam ir esvaziando de conteúdo e assinantes a SportTV - com quem têm mantido uma forte rivalidade e que actualmente não tem potencial financeiro para competir, e que depende cada vez mais do dinheiro angolano que também está na PT - como criar uma receita paralela e sem precedentes num clube de futebol.

A operação terá custado cerca de 15 milhões de euros e para isso o clube pediu um novo empréstimo obrigacionista no valor de 80 milhões, metade para pagar um empréstimo que vence agora e o resto para investir em força no novo canal. A PT funcionará como fiador, garantindo que o projecto tem pernas para andar porque é do seu especial interesse que a Meo crie uma plataforma desportiva alternativa sólida à da Zon. Porque se muitos portistas e sportinguistas podem passar para a Meo para verem os jogos da Premier, com o passar do tempo o objectivo é esvaziar a SportTv de assinantes à medida que a sua oferta vá diminuindo. O aumento da transmissão de jogos via streaming online pode permitir aos adeptos de muitos clubes simplesmente cancelar o contrato com a SportTv se a oferta baixar significativamente e só com isso a PT e o Benfica conseguem uma vitória importante. Aumentar os assinantes do canal é só a segunda parte do plano. Um plano com um alvo bem definido e que roça o limite do legal e do ético. Uma competição nacional exclusiva de um clube obriga sempre os adeptos de outros clubes a dar audiência ao mesmo. Se esse canal se tornar (como é óbvio) canal fechado por subscrição, obriga-os a dar dinheiro a esse clube para ver os jogos de uma liga independente.

E o Estado português, que até há bem pouco tempo manteve uma golden share na PT - mas cuja a influência permanece e permanecerá na companhia - pactua de forma silenciosa com este claro assalto aos direitos dos consumidores, da mesma forma que a RTP também adiantou dinheiro para que Paulo Futre vestisse a camisola vermelha durante uma temporada. É assim Portugal e é assim que se gere o futuro e a salvação financeira de um clube eternamente protegido contra um empresário que se tornou personan non grata na capital quando começou a dizer que não às exigências que vinham de governantes, empresários e dirigentes desportivos sediados no sitio do costume.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Uma resposta "à Mourinho"


Na conferência de imprensa de antevisão do SCP x FC Porto, Vítor Pereira respondeu em grande, "à Mourinho", às declarações de Jorge Jesus:

"Acho as afirmações ["o Sporting agora joga com meia equipa B"] um pouco desrespeitosas em relação aos profissionais do Sporting.
Um jogador, quando se impõe na equipa A, deverá ser considerado jogador da equipa A e com mérito, porque trabalhou para isso.
Acho engraçado que este assunto tenha vindo à baila agora porque a grande exibição da época do Benfica, elogiada por toda a gente, incluindo o treinador [Jorge Jesus], esse grande jogo que até os atirou orgulhosamente fora da Liga dos Campeões, foi em Camp Nou, contra uma equipa que, da equipa que esta semana defrontou o Real Madrid, só tinha o Puyol.
Recordo-me até das palavras: O Benfica jogou em Camp Nou como ninguém tinha jogado.
Se foi o Barcelona A que jogou contra o Benfica, agora não é o Sporting B a defrontar o FC Porto.
Fui ver o Sporting-Benfica, vi o jogo lá, e recordo-me perfeitamente que o Benfica conseguiu o resultado já na segunda parte, quando o Sporting acusava um desgaste tremendo, de quem não teve tempo [devido ao jogo anterior para a Liga Europa] de se apresentar em boas condições para este jogo. Enquanto o Sporting foi Sporting, vi mais Sporting do que Benfica."


Não há dúvida, comparativamente com a época passada, Vítor Pereira melhorou em tudo, até nas conferências de imprensa...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Uma boa oportunidade para estar calado


"Surpreende-me que o Izmailov esteja a fazer aquilo que está a fazer. Põe muita coisa em causa. Coloca em causa os treinadores, o departamento médico e o seu profissionalismo. Das três situações, alguém estava mal. Se está a fazer o que está a fazer, se está a conseguir prolongar no tempo uma série de jogos que não tinha feito até aqui, alguém estava errado e eu também assumo a minha responsabilidade."
 
 
Estas declarações foram feitas ontem por Domingos Paciência, no programa 'Grande Área', da RTP Informação.
 
Como é sabido, Domingos Paciência foi treinador do Sporting até ao dia 13 Fevereiro de 2012, altura em que foi despedido por Godinho Lopes.
 
Ora, vale a pena relembrar qual foi a utilização de Marat Izmailov na época passada, nomeadamente APÓS Domingos ter sido substituído por Sá Pinto.
 
(utilização de Izmailov em 2011/12, fonte: zerozero)

 
Olhando para o quadro anterior, verifica-se que nos 63 dias seguintes à saída de Domingos de Alvalade, entre 16-02-2012 e 19-04-2012, Izmailov foi titular em 14 jogos seguidos! Ou seja, em média, fez um jogo em cada 4,5 dias. Nada mau...
 
Engraçado, não me lembro de, na altura, Domingos ter feito declarações públicas dizendo que estava surpreendido e sugerindo que Izmaylov era um mau profissional. Não, o senhor Paciência optou por descarregar a sua bilis após Izmaylov ter sido titular do FC Porto em 5 jogos seguidos (ainda estamos longe dos 14 da época passada) e apenas 4 dias antes de um SCP x FC Porto. Lamentável!
 

B-A-BÁ do benfiquismo


Estranho

Normal


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Patrício pode jogar contra o FC Porto

Já por diversas vezes foi referido, neste e noutros blogues portistas, o facto de os próximos adversários do slb serem abundantemente punidos com cartões amarelos e vermelhos. E não estamos a falar de um ou outro caso isolado, mas sim de algo que parece quase uma epidemia de cartões vermelhos e 5ºs cartões amarelos mostrados aos adversários seguintes do clube do regime… perdão, do slb. Não tive tempo para fazer um levantamento exaustivo, mas li no blogue Tomo II que, no último Sábado, ocorreram a 15ª e 16ª situações de jogadores que vão ficar impedidos de defrontar os encarnados.

Quais são os jogos desta semana?

(fonte: zerozero)

Vejamos o que aconteceu no fim-de-semana passado:

SC Braga x Vitória Guimarães (árbitro Jorge Sousa)
Expulso aos 90’+2, ao ver o 2º cartão amarelo num espaço de apenas cinco minutos, o defesa esquerdo Elderson (SC Braga) fica fora do SC Braga x slb da próxima quarta-feira, uma das meias-finais da “Taça Lucílio Baptista”.
O instante em que ocorreu fez lembrar a escandalosa expulsão de Paulo Vinícius, perpetrada por Duarte Gomes, também ela em período de descontos.

Vitória Setúbal x Beira Mar (árbitro Cosme Machado)
Expulso aos 85 minutos, por duplo cartão amarelo, Pedro Moreira (Beira Mar) fica fora do Beira Mar x slb, para 21ª jornada do campeonato.

Qual será a explicação para tantos casos destes?
Será que há jogadores que não querem jogar contra o slb e, por isso, fazem-se expulsar no jogo anterior?
Será que há jogadores que não pretendem dar nas vistas e participar num dos jogos mais mediáticos que a sua equipa faz em cada época?
Será que a antevisão de irem jogar contra o slb, faz com que os futuros adversários dos encarnados percam a cabeça, o que os conduz, de forma suicidária, para a violência ou excesso de jogo faltoso?
Convenhamos que, no mínimo, é estranho.
E, ainda mais estranho (ou talvez não), é o pacto de silêncio da comunicação social acerca deste fenómeno.


Mas, para além de estarem preocupados com os jogos da sua equipa, esta semana os benfiquistas também estão de olho na deslocação do FC Porto a Alvalade.

O nosso rival [FC Porto] vai a um campo [Alvalade] onde nós já fomos e, na altura, o Sporting estava muito mais forte... Agora o Sporting está a jogar com meia equipa B... mas não vai deixar de ser um jogo difícil.
Jorge Jesus, na conferência de imprensa após o slb x Paços Ferreira


Lamentavelmente, para além dos mind games algo ridículos de Jorge Jesus (Mourinho só há um), o SCP x FC Porto já começou a ser jogado e indevidamente influenciado dentro das quatro linhas.
A que me refiro?
Bem, quem viu o Estoril x SCP com olhos de ver, ainda está por perceber por que razão Rui Patrício não foi expulso no lance em que cometeu penalty sobre Licá, visto que o avançado estorilista ficava com a baliza escancarada e à sua mercê.

[Como é que viu o amarelo ao Rui Patrício no lance do penalty?]
Pensei que ia ser vermelho, mas só o arbitro [Hugo Miguel] é que pode decidir, provavelmente foi um erro do árbitro.
Jesualdo Ferreira (treinador do sporting), na conferência de imprensa após o Estoril x SCP


Presumo que o senhor Hugo Miguel esteja de consciência tranquila e, provavelmente, satisfeito com a sua atuação na Amoreira. De facto, com a decisão que tomou no Estoril x SCP, este árbitro internacional, filiado na AF Lisboa, garantiu que o titular da Seleção Nacional e que tem sido o “salvador” da equipa leonina em vários jogos desta época, vai estar em Alvalade no próximo sábado, a defender as redes sportinguistas frente ao rival do slb e sendo o último obstáculo para o ataque dos dragões. Veremos se terá sucesso.

P.S. O Record de hoje noticia que, depois de Jorge Rojas e dos dois sérvios contratados na Holanda (Sulejmani e Djuricic), Rúben Amorim (jogador que está emprestado ao SC Braga) pode ser a quarta "aquisição" dos encarnados para a próxima época. Com quem é que joga o slb amanhã?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Haters

Isto vale o que vale, que é quase nada, mas não deixo de ficar perplexo e triste com certos comentários que li na net de portistas que insultaram o Jackson Martinéz MESMO depois de ele...mais uma vez...ter resolvido o jogo.
É correcto que (como já foi dito) cometeu um erro estúpido.
Mas teve a hombridade de marcar o segundo penalty, pedir perdão e assegurar os 3 pontos da praxe.

Enfim, há quem nunca fique satisfeito, para cunhar um chavão.

Sem "autocarro" é que é bom...

(slb x Paços Ferreira)


"Não vamos jogar com o autocarro à frente da baliza, porque não o fazemos, e vamos defrontar o Benfica desinibidos e a lutar para ganhar"
Tony (defesa do Paços Ferreira), 22-02-2013

"Vamos ser iguais a nós próprios e não vamos jogar com o autocarro em frente à nossa baliza. Não faz parte da nossa filosofia e nem só o resultado interessa"
Paulo Fonseca (treinador do Paços Ferreira), 23-02-2013

"não perdemos a nossa identidade"
Paulo Fonseca (treinador do Paços Ferreira), 24-02-2013


Sem "autocarro" e de peito aberto. É assim mesmo!

Ao contrário da semana passada (slb x Académica), desta vez ninguém criticou o anti-jogo, nem as perdas de tempo e muito menos a estratégia adoptada pelo treinador da equipa adversária. É só elogios à postura do Paços...

«Exibição serena, vitória fácil e resultado robusto, eis o resumo da noite em que o Benfica se desembaraçou com surpreendente facilidade do sensacional P. Ferreira de Paulo Fonseca.»
in record.pt

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cha Cha Cha faz abanar, mas não deixa cair



De vilão a herói, eis a melhor forma para resumir a noite de Jackson Martinez. Depois de um momento de estupidificação ímpar ao “oferecer” a bola a Oblak na conversão da primeira grande penalidade do encontro, o colombiano redime-se arquitectando a reviravolta no resultado. O gelo da fria noite e do frio jogo do Rio Ave ameaçou apoderar-se do dragão. A densidade à retaguarda voltou novamente a ser o maior inimigo do conjunto portista que por vezes tarda em conseguir a impor um ritmo elevado ao seu jogo.

Na verdade, apesar de a equipa vila-condense seguir a mesma receita ultra defensiva que as suas congéneres nacionais que defrontaram recentemente a nossa equipa, esta foi cometendo erros próximo e até no interior da sua área de rigor. O FC Porto não soube tirar partido desses momentos, perturbando-se a si próprio. A zona de pressão tão bem trabalhada na partida da Liga dos Campeões perdeu-se e os homens de Nuno Espírito Santo soltaram-se em contra-ataques venenosos.

Num desses despiques, Braga aproveitou bem as costas de Maicon, tirou a bola do alcance de Helton com classe, fazendo estalar o verniz entre os sócios azuis e brancos. O regresso à titularidade do nosso central brasileiro esteve longe de ser feliz e provou que actualmente não supera o andamento de Mangala. A defesa ressentiu-se da ausência do acutilante francês. Quiñones teve uma prestação em crescendo, mas precisa de mais minutos para saber ler os seus companheiros e, porque não, melhorar os seus cruzamentos.

Meio abananada com o que lhe acontecia, a equipa de Vítor Pereira via-se em tremendas dificuldades para gizar ocasiões para finalizar. Apenas por uma vez Izmailov fez a bola rondar as redes do adversário, além das penalidades. A segunda das quais dando o empate à nossa equipa e um pedido de perdão de Cha Cha Cha Martinez aos seus fãs. A lei do castigo máximo haveria sempre de tropeçar nos excessos da defesa do Rio Ave e Artur Soares Dias não vacilou, o que é de registo. Apesar de pessoalmente ter algumas reservas a este tipo de penalidades que na actualidade fazem escola e outrora não eram assinaladas.

Mas não foram estas questíunculas de alecrim e manjerona que farão as delícias dos paineleiros televisivos a ser o factor decisivo no encontro. O “grito” do balneário sortiu os seus efeitos e o FC Porto finalmente impôs velocidade na circulação de bola no recomeço da partida. Agora o jogo era mais vivo e incisivo por parte do dragão. O Rio Ave recolhia-se cada vez mais ao seu reduto, asfixiando-se em si mesmo, onde só Oblak dava mostras de vida.

A entrada de Defour, alargando pela direita ainda mais a banda portista desconstruiu o adversário. Mas seria dos pé do discreto James Rodriguez que sairia o cruzamento para Jackson Martinez mostrar ao país aquilo que melhor sabe fazer; Dominar, ajeitar e matar. A redenção era completa e povo finalmente respirava de alívio. O sofrimento vem onde menos se conta. Mas a entrega à luta, essa, já é mais previsível. Os elogios a meio da semana fizeram lãs aos pezinhos dos jogadores azuis e brancos. Mas para se ganhar títulos tem de se mostrar fibra todos os dias!

FCP cabeça-de-série na LC em 13/14

Para além de um bom jogo e resultado contra o Málaga, a jornada europeia desta semana trouxe-nos um «bónus» que terá passado desapercebido a (quase) toda a gente: o FCP garantiu (a 99%) que em Setembro estará mais uma vez no sorteio da fase de grupos da LC como cabeça-de-série, o que convenhamos dá bastante jeito - e prestígio.

Antes de mais nada, é garantido que entraremos directamente na fase de grupos da LC em Setembro já que Portugal apura 2 equipas directamente para essa fase - e é impensável que o FCP acabe o campeonato em 3o lugar.

Olhando para o ranking de clubes da UEFA (em função dos pontos conquistados nas competições europeias nas últimas 5 épocas), vê-se que estamos neste momento em 7o lugar com o Inter, Valência e A. Madrid a «morder-nos os calcanhares».

Ora se é plausível que o Inter ainda nos ultrapasse até ao fim desta época (podendo eventualmente ir mais longe na LE do que nós na LC), já o Valência está com um pé fora (só por milagre ganha por 2-0 em Paris, penso eu) e o A. Madrid foi ontem eliminado (tal como o Lyon, já agora, que está um pouco mais atrás). Quanto ao Shakhtar, para além de ser muito provável que seja eliminado pelo Dortmund (precisa de ganhar na Alemanha), está demasiado longe para nos poder ultrapassar esta época. Tal como o Milan.

Ou seja, (pelo menos) o 8o lugar no ranking no Verão está praticamente garantido. É até possível que consigamos chegar ao 6o lugar ultrapassando o Arsenal, mas para isso teríamos que chegar pelo menos às 1/2 finais (mas antes de sequer pensar nisso, convém estar agora concentrados no jogo de Málaga - um passo de cada vez).

Para além disso mesmo que (para além do Inter) o Valência por milagre consiga ultrapassar o PSG e ir mais longe do que nós utrapassando-nos no ranking, é bem provável que haja equipas acima de nós que não se consigam apurar para a fase de grupos da LC - começando pelo próprio Valência (em 5o lugar na Liga Espanhola), passando pelo Inter (também 5o) e terminando no Arsenal (também 5o, e em crise).

Como disse no início, para além de pragmaticamente ser cabeça-de-série dar muito jeito (evitando por exemplo o risco de apanhar Barcelona, Juventus e B. Dortmund no mesmo grupo), também dá prestígio. Repare-se que o FCP é a única equipa que tem estado consistentemente no top10 do ranking que não é originária de Espanha, Inglaterra, Itália ou Alemanha (esta última representada neste grupo de elite por um único clube, o incontornável Bayern). Mesmo a França não o consegue, com o Lyon a descair nos últimos anos sem que outro clube francês se tenha intrometido entre os «gigantes»; nem os petrodólares russos e ucranianos.

Não haja dúvidas que isto pesa, por exemplo, nas considerações de clubes interessados em jogadores do FCP.

Para terminar: este assunto terá passado desapercebido a quase todos, mas não sei porquê suspeito que se tratasse de um clube da 2a circular que conhecemos já teríamos enormes parangonas e loas nos jornais.