quarta-feira, 20 de maio de 2009

Basquetebol, sai o ex-adjunto...

Extracto de uma entrevista de Júlio Matos, pouco tempo após assumir o cargo de treinador principal, publicada no Jornal de Notícias de 10 de Julho de 2008:

[JN]: Quatro anos sem ser campeão não é muito tempo para o F.C.Porto?

[Júlio Matos]: Sim, concordo. O F.C.Porto entra em todas as competições para ganhar e quando isso não acontece, nunca é bom.

[JN]: Então, não o surpreendeu a saída de Alberto Babo?

[Júlio Matos]: Não. Nesta casa entra-se sempre para ganhar e estes foram dois anos em que só conseguimos vencer apenas duas competições. Não estamos preparados para isso.

[JN]: O F.C.Porto vai mudar muito com o Júlio Matos como treinador?

[Júlio Matos]: Sim, comigo vai ser diferente. Vou procurar implementar um tipo de jogo que crie mais espaços para os jogadores desenvolverem o seu basquetebol. A área restritiva está demasiada ocupada e tira alguma possibilidade de mostrar o talento dos jogadores. Por outro lado, vou fazer tudo por tudo, por exemplo, para que os jogadores menos utilizados até hoje possam ter o direito ao tempo de jogo.

[JN]: O que na época passada só aconteceu na fase final…

[Júlio Matos]: É verdade. Ao darmos tempo de jogo aos jogadores menos utilizados apenas na parte final da época estamos a lançá-los para a fogueira, estamos a criar mais pressão sobre eles. Esta é uma luta que eu vou ter para que esse direito ao tempo seja interpretado com satisfação por todos. É importante que, quando o jogador que é mais utilizado sair, perceba que aquele que o vai substituir está a dar-lhe tempo de descanso para que ele possa render mais quando regressar à equipa. E esse tempo de descanso tem que ser aproveitado pelo jogador que entra para ganhar os minutos necessários, e para que depois o entrosamento da equipa seja feito com harmonia.

[JN]: A política de contratações foi a mais correcta? Justifica-se, por exemplo, que a vaga de um norte-americano seja ocupada por um jogador que jogou tão pouco tempo como Brandon Payton?

[Júlio Matos]: Não é a melhor política claramente. Contratar um americano com um determinado custo para a secção e depois estar no banco o tempo que esteve. A opção pelo Brandon Payton não foi a melhor de facto.

[JN]: Consigo vai haver uma maior aposta na formação?

[Júlio Matos]: Sim, o objectivo da formação deste clube é lançar, dentro do possível, o maior número de jogadores formados na equipa sénior, para evitar gastar dinheiro para ir buscar outros. Nós temos que os fazer cá. Esta é a filosofia do clube. Isto não tem acontecido tanto como gostaríamos.

[JN]: Porquê?

[Júlio Matos]: Há um aspecto que eu vou alterar. Não podemos ver chegar de jogadores a júnior B ou A e estarmos a tirar, por exemplo, o jogador da posição dois para jogar a três. Não pode ser assim, porque com o tempo que ele demora a enquadrar-se naquela posição que queremos, perdemos o jogador. É isso que eu não quero que aconteça e é aqui que nós estamos a perder alguma eficácia no desenvolvimento da formação.

[JN]: As contratações do Daniel Monteiro e do José Almeida foram já escolhas suas?

[Júlio Matos]: Sim e são escolhas que vão tornar a equipa mais forte e equilibrada. O Daniel Monteiro foi um jogador que mostrou ser exemplar, como pessoa. Para além disso, este último ano exibiu uma qualidade acima da média, foi o segundo melhor base da época passada. O João Figueiredo, que é um base com uma qualidade acima, tem de ter no seio do grupo um jogador que lhe faça competição, porque sem ela, o Figueiredo, torna-se um jogador passivo. Já o José Almeida é um jogador que conheço das camadas jovens e que tem talento e características para poder evoluir.

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É de uma enorme indelicadeza, e até de falta de ética profissional, que um treinador, quando assume a responsabilidade de orientar uma equipa, faça este tipo de criticas tendo como alvo o treinador anterior. Contudo, no caso do Júlio Matos a coisa assume outra dimensão, porque ele era o adjunto do treinador dispensado, de quem supostamente era amigo e a quem devia solidariedade. Por isso, foi lamentável, para não dizer vergonhosa, a atitude que o Júlio Matos assumiu em relação ao Alberto Babo e que não passou despercebida aos sócios do FC Porto que acompanham os meandros da modalidade no clube.


Dez meses depois, em 15 de Maio de 2009, após o ano horribilis do basquetebol portista, Júlio Matos afirmou:

"Assumo a responsabilidade de tudo o que correu mal. Para além da minha dificuldade em gerir o grupo e os conflitos que existiram, também houve a praga de lesões que nos condicionou a época. (...) Tenho de agradecer a oportunidade dada por parte dos dirigentes do FC Porto, mas tenho de reconhecer que me faltou maturidade. Infelizmente, não fui capaz de dar mais êxitos ao clube por alguma inexperiência com treinador principal"

Faltou maturidade, faltou humildade, faltou autoridade e faltou competência. Em suma, faltou tudo aquilo que é necessário para alguém ser lider de um grupo.
É caso para dizer: entrada de leão, saída de sendeiro.

(continua)

Festa com taça

«A Liga de Clubes vai entregar, no domingo, a taça de campeão ao F. C. Porto, precisamente no último jogo do campeonato, diante do Braga, e que será de consagração para os azuis e brancos.
Depois da polémica recente, na qual os portistas receberam o troféu de campeão da época passada quase um ano depois, Hermínio Loureiro, presidente da Liga, resolveu homenagear os tetracampeões na temporada em curso, um gesto que se assemelha ao que se verifica, por exemplo, no campeonato inglês, em que os campeões recebem o troféu na última ronda da prova.
Sendo assim, o jogo com o Braga terá mais um motivo de interesse para os adeptos, que devem lotar o Estádio do Dragão para mais uma festa em tons azuis e brancos, naquilo que se espera ser mais um S. João antecipado.
No final da partida, cujo início está agendado para as 19 horas de domingo, está prevista uma pequena viagem dos jogadores do F. C. Porto, de autocarro, até às ruas da Baixa da cidade, onde vão comemorar o título junto dos adeptos. Os azuis e brancos recuperam, assim, uma velha tradição que sempre caracterizou o clube, mas que sofreu uma inversão nos últimos anos face às relações tensas entre o F. C. Porto e a Câmara Municipal presidida por Rui Rio»

in Jornal de Notícias

« (...) De resto, o F.C. Porto não será o único a receber o troféu de campeão. Também em Olhão vai haver festa e entrega da taça de campeão, na circunstância de campeão da Liga de Honra ao Olhanense.
Os troféus vão ser entregues por presidente e pela directora-executiva da Liga de Clubes, respectivamente por Hermínio Loureiro e Andreia Couto. Um vai estar num estádio e a outra em outro estádio, para fazer parte da festa. O que evita que se repita, assim, a rábula relativa aos troféus da última época.»

in MaisFutebol

Depois da triste figura que foi entregar 2 trófeus em atraso, Hermínio Loureiro (ou Andreia Couto) regressa ao Dragão - passado pouco mais de um mês - para nova entrega. Foram precisas três épocas para que o presidente da Liga compreendesse que vale a pena fazer o esforço em prol do espectáculo e entregar o troféu a tempo e horas ao (tetra)campeão. Que passe a tradição.

PS: Na altura a Liga justificou que o atraso na entrega dos troféus se deveu a "desencontros de agenda" do FC Porto. Ora que eu saiba os portistas não tiveram falta de comparência em nenhum jogo nos últimos campeonatos, portanto havendo estádio, havendo jogo e havendo jogadores para receber o trofeú, qual terá sido o "desencontro" na agenda portista que impediu a Liga de entregar o troféu?

terça-feira, 19 de maio de 2009

Final da Liga Intercalar



Depois da vitória alcançada na Zona Norte, amanhã, quarta-feira, é a Final da Liga Intercalar, com os dragõezinhos a defrontarem o Mafra (vencedor da Zona Sul).

Em princípio, deverá ser uma nova oportunidade para Jesualdo, Antero e os adeptos portistas que se deslocarem à Maia (a entrada é gratuita) verem as jovens promessas do FC Porto em competição e, neste caso, com o aliciante de haver um troféu em disputa.

Desta fornada espera-se que saiam alguns jogadores para o plantel principal e, por aquilo que já mostraram, penso que não corro o risco de me enganar redondamente, se disser que jogadores como Ventura, Ivo Pinto, Rabiola, Diogo Viana e Josué merecem um acompanhamento atento nos próximos anos.

No FC Porto tinha estatuto


"Se [Quaresma] regressar ao clube terá de o fazer com uma mentalidade um bocadinho diferente, porque penso que a experiência que teve aqui deve ter sido suficiente para perceber que as exigências do campeonato italiano são diferentes das do português e que o tipo de protecção e de paixão de que gozava no FC Porto, onde tinha estatuto, aqui é complemente diferente. Tem de ser psicologicamente muito mais forte do que aquilo que foi.
[O Inter] Não foi feliz no seu investimento, as coisas não correram bem para ele, e agora há que esperar para ver o que irá acontecer"
José Mourinho, 18/05/2009


Depois das experiências falhadas no Barcelona, Inter e Chelsea, será que Quaresma voltará a ser um grande jogador fora do Dragão? Tenho dúvidas.

Os talibãs do Record


Após ter deixado de ser jornalista da "Bíblia encarnada", Rui Santos tornou-se profissional do comentário futebolístico em vários órgãos de comunicação social, com destaque para o ‘Tempo Extra’ da SIC Noticias e para os artigos que assinava no Correio da Manhã e Record.
Sem nunca poupar o FC Porto e, particularmente, o seu presidente, alguns dos comentários que faz na SIC e uma parte dos artigos que escrevia nos jornais do Grupo Cofina eram incómodos para o homem da "transparência", da "honestidade" e dos kits: Luis Filipe Vieira.
Ora, em plena era do Apito Dourado, isto não devia ser bem aquilo que quem o convidou estava à espera.

Vai daí, em Julho de 2008 foi corrido do Correio da Manhã, por divergências com o Director (Octávio Ribeiro), e três meses depois a sua colaboração com o outro jornal do Grupo Cofina foi reformulada.

«Hoje não há Rui Santos. Deixa hoje de ser publicada na última página da edição impressa de Record, bem como no Record Internet a coluna da autoria de Rui Santos.
Com o fecho de um ciclo que se prolongou por 14 meses, fica de pé a possibilidade de se manter a colaboração do jornalista, em novos moldes que a direcção de Record e o próprio Rui Santos acertarão.»
in Record, 01/10/2008

Na mesma altura em que “fechou um ciclo” com Rui Santos, o Record foi buscar "reforços de peso", entre os quais destaco três autênticos “talibãs” do fundamentalismo anti-portista:

Daniel Oliveira, conhecido militante do Bloco de Esquerda, sportinguista doente, e que no seu primeiro artigo, publicado em 3 de Outubro, escreveu a seguinte pérola: "Tenho de ir a Alvalade participar na humilhação tripeira".

Domingos Amaral, filho de Freitas do Amaral, benfiquista da linha dura (protagonizada na comunicação social por Pinhão, Manha e Delgado) e cujo primeiro artigo, publicado em 5 de Outubro, foi uma carta aberta dirigida a Rui Costa que começa assim: "Caro Rui".

Octávio Ribeiro, esse mesmo, o Director do "Correio da Morgado", e que terminou o seu primeiro artigo da seguinte maneira:
«P.S. – Se sobre a relva, no clássico de domingo [Sporting x FC Porto], nada foi muito satisfatório para os sportinguistas, na tribuna de honra, a presença do castigado Pinto da Costa ao lado de um cordial Soares Franco como deve ser lida pelos adeptos do emblema que teve o mérito de denunciar as caras do sistema e que deu o sopro inicial no Apito Dourado? Até a “realpolitik” tem como condição a eficácia.»


Conclusão: O Record já vomitava ódio anti-Porto diariamente, mas a partir da altura em “reforçou” a sua equipa com estes “talibãs” a coisa passou para um patamar superior, o que demonstra que é sempre possível chafurdar ainda mais na porcaria.



P.S.1 No período em que os talibãs governaram o Afeganistão (entre 1996 e 2001) foram abolidas todas as formas de televisão, artes e desportos. Os homens eram obrigados a usar barbas longas e as mulheres não podiam sair de casa sem acompanhantes do sexo masculino. Quem fosse apanhado a tentar converter um muçulmano a outra religião era executado. Devido a conflitos com anciãos de religião hinduísta, os talibãs decretaram que os hindus e membros de outras religiões, usassem um símbolo amarelo como identificação.

P.S.2 No período em que os "talibãs" tomaram conta dos órgãos de poder em Portugal, foram abolidos todos os clubes de fora da capital. Os homens eram obrigados a usar o equipamento do Benfica (ao domingo, para ir à missa, era obrigatório levar o equipamento principal) e as mulheres só podiam sair de casa para acompanharem, em romaria, o seu marido à catedral da Luz. Quem fosse apanhado a tentar converter um benfiquista a outro clube era executado. Devido a conflitos com anciãos do Sporting, os talibãs decretaram que os sportinguistas e membros de outros clubes permitidos, usassem um símbolo amarelo como identificação.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pavilhão esgotado com lugares vazios


«Nota ainda para o facto de, apesar de muitos sócios terem ficado sem bilhete, uma vez que a informação dada era de lotação esgotada, foram visíveis alguns lugares disponíveis, pelos números oficiais, cerca de 190.»
in O JOGO, 18/05/2009


Eu comprei o meu bilhete para o FC Porto x Benfica em Andebol no sábado de manhã, na Loja do Associado, e na altura (28 horas antes do jogo) foi-me dito que tinha sido o último bilhete vendido para a Bancada Nascente. Atrás de mim estava outro associado, que já teve de comprar para uma das bancadas que fica atrás das balizas.

Meia hora antes do jogo começar, quando entrei para o pavilhão, vi cá fora muitas pessoas à procura de bilhetes, incluindo algumas a falarem com o Fernando Madureira dos Super Dragões (não sei se ele conseguiu arranjar bilhetes a essas pessoas).

Quando o jogo começou, fiquei surpreendido ao constatar que havia bastantes cadeiras vazias. Se os números oficiais estão correctos - 190 lugares por ocupar - significa cerca de 10% da lotação do pavilhão. É muito.
Ora, se a lotação estava esgotada, e aparentemente estava, qual a razão de tal facto?
Segundo pude perceber, em conversa com sócios do FC Porto que acompanham de perto as modalidades, já foram vendidos cerca de 500 lugares anuais para o Dragão Caixa 2009/10 e, provavelmente, as cadeiras vazias seriam dessas pessoas.

Como evitar que um pavilhão esgotado tenha cerca de 10% da sua lotação por ocupar?
Há várias soluções que poderiam ser implementadas. Por exemplo, pensar num sistema em que os detentores de lugares anuais tivessem de levantar o bilhete até 1 hora antes do jogo começar. Se o não fizessem, o lugar ficaria disponível para venda.

Foto: PUBLICO

Vieira e os No Name Boys


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros.

O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. Das mais de três dezenas de detidos, três ficaram presos preventivamente, quatro em prisão domiciliária e pelo menos dois proibidos de frequentar recintos desportivos.

A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína. Foram ainda recolhidos indícios da venda e revenda de armas de fogo, nomeadamente de TASER (armas que atingem as vítimas com choques eléctricos), que teriam uma potência superior às usadas pelas forças de segurança.

A investigação abrangeu várias situações relacionadas com actos de violência de que foram vítimas adeptos do FC Porto e do Sporting. E ainda confrontos com forças de segurança e apreensões de droga. O inquérito acabou por agrupar factos ilícitos que estavam dispersos por outros processos. Nos casos da suspeita de tráfico de droga e de armas, as autoridades realizaram escutas telefónicas.

Através das escutas, recorde-se, a PSP pôde reunir elementos que a ajudaram a identificar a autoria moral e material do incêndio ateado ao autocarro que transportou a claque dos Superdragões, que se deslocou a Lisboa, em 21 de Julho de 2008, para apoiar a equipa de hóquei em patins do FC Porto que jogava contra o Benfica. Na origem deste acto esteve, segundo a acusação, o ódio contra o FC Porto, realçando a premeditação do acto, uma vez que o autocarro tinha sido antes seguido por uma viatura ligada aos No Name Boys. (...)»
in PUBLICO, 16/05/2009



«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


Ficamos a aguardar (sentados) pelas decisões do Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto e, principalmente, da Comissão Disciplinar da Liga do Dr. Ricardo Costa. Contudo, como se trata do SLB e do "senhor transparência", podemos desde já antever que nada de relevante irá acontecer.

Banho de multidão na Afurada


«Zona de gente trabalhadora e humilde, que não esconde os seus sentimentos, a Afurada recebeu como poucos o presidente portista, que precisou de mais de dez minutos para percorrer menos de trinta metros entre o carro o salão Nobre da Junta de Freguesia, pequeno para tanta gente.»
in O JOGO, 16/05/2009


"Não estamos em risco de perder o Norte, estamos sim a ganhar o Sul. O País não está dividido"
Pinto da Costa, em 15/05/2009, na reinauguração da Casa do FC Porto da Afurada

Foto: Record

domingo, 17 de maio de 2009

Golos e assistências de jogadores do FC Porto

Golos de jogadores do FC Porto na Liga 2008/09 (até à 29ª jornada):
Lisandro Lopez: 10
Lucho González: 9
Farías: 9
Hulk: 8
Cristian Rodríguez: 6
Bruno Alves: 5

Fonte: Maisfutebol


Assistências para golo de jogadores do FC Porto na Liga 2008/09 (até à 29ª jornada):
Raul Meireles: 7
Hulk: 7
Mariano: 7
Lisandro: 6


Quer nos golos, quer nas assistências, a disputa entre os jogadores do FC Porto está renhida. A última jornada promete.

Dragão 4X4, um verdadeiro "Todo Terreno"


Na véspera do encontro na Trofa, Pinto da Costa na visita à casa do FC Porto na Afurada havia dado o mote; “Acabámos de vencer o tetra, um título que nos enche de alegria, mas que já pertence ao passado. Já foi no domingo. Queremos mais." E foi mesmo assim, compenetrados nesse espírito, com que os homens do Professor Jesualdo encararam a partida seguinte à grande consagração.

Com empenho, ambição, rigor e responsabilidade, os Dragões garantiram um triunfo folgado frente ao aflito Trofense, mesmo alinhando com um 11 algo descaracterizado, principalmente no seu meio campo. Em razão disso, não terá sido estranho um ligeiro ascendente dos comandados de Tulipa na fase inicial da contenda, que só assustou a partir de lances de bola parada. Mas, paulatinamente, os Dragões fizeram vir ao de cima o seu maior virtuosismo e eficácia, chegando à vantagem à passagem da meia hora por intermédio de Farias.


As coisas complicavam-se para os homens da casa, mas ao invés tudo ficava mais claro, mais azul, no fim de tarde cinzento da Trofa para o FC Porto. Especialmente quando Lisandro amplia a vantagem para 0-2, num lance com registo idêntico ao do 1º golo. A partida estava perto do intervalo, mas o seu vencedor já estava pré-anunciado.

Com a extrema necessidade de pontuar, o Trofense tinha de assumir o jogo nos segundos 45 minutos. Mas, o arraial continuou a dançar ao som do tango dos tetracampeões, que não só continuou a controlar as operações, como ainda teve engenho para repetir a dose da 1ª parte, com Farias e Lisandro a bisarem.



Por essa altura (do 4º golo portista), já Hulk havia assinalado o regresso à competição, após afastamento imposto pela “brigada do trauliteiro”, que tanta escola faz cá no burgo. Ventura teve também direito à sua faixa de campeão, e foi buscar uma lá dentro, após um grande pontapé de Hugo Leal.

A margem encurtou, mas resultado ainda patenteava as diferenças entre as 2 equipas. Fica também o belo registo de 11 vitórias consecutivas fora de casa, confirmando um dos melhores campeonatos dos Dragões na condição de visitante. Esta vitória já é passado, venham os próximos!

Fotos: Getty Images (Miguel Riopa)

sábado, 16 de maio de 2009

"Festejei a conquista do tetra"


[O JOGO]: Acompanhou a caminhada do FC Porto?

[Quaresma]: Acompanhei e inclusive, no dia da festa do tetra, estava em Lisboa, vi o jogo e festejei o golo do Bruno Alves. Quando acabou, festejei a conquista do tetra. Conto que para o próximo ano sejam campeões outra vez.

[O JOGO]: Mas e o clube do seu coração, o Sporting?...

[Quaresma]: Tanto o FC Porto como o Sporting são dois clubes que amo. Foram dois clubes que me marcaram, daí que queira o bem deles, principalmente do FC Porto, porque foi lá que passei a melhor fase da minha carreira e onde ganhei bastantes títulos. Para mim, neste momento é a melhor equipa a jogar futebol em Portugal.

Extractos de uma entrevista de Quaresma ao jornal O JOGO, em 15/05/2009

Reflexão sobre o negócio do futebol


Na sequência do artigo 'O horário do FC Porto x Nacional', que publiquei no sábado passado, uma interessante análise feita por Luís Sobral, centrada no modo como os clubes "vendem" o seu produto e captam (ou não) novos adeptos.

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Reflexão sobre o negócio do futebol
Autor: Luís Sobral
2009/05/13
in 'Agência Financeira'

O futebol profissional português é provavelmente o produto mais fácil e mais difícil de vender.
Mais fácil porque toda a gente sabe o que é, toda a gente sabe que existe, toda a gente sabe onde está à venda.
Mais difícil porque toda a gente desconfia do seu valor, porque quem o fabrica insiste em gritar que o produto está estragado e porque a ocupação do espaço público é quase sempre feita de forma deficiente.

Os pontos fáceis dispensam, julgo, explicação. São evidentes. Ao contrário de outras actividades desportivas/culturais/lazer, o futebol profissional dispõe de abundante espaço de divulgação. Nos meios mais poderosos (televisões em sinal aberto, televisões por cabo, Internet, jornais e rádios) e, por consequência, também nas conversas informais (escolas, cafés, empregos, etc.).
Milhões de pessoas sabem que o F.C. Porto é tetracampeão. Apenas dezenas conhecem o nome da peça que está em cena no Teatro Aberto.

A vantagem de ter um produto exposto é aumentar a possibilidade de alguém o adquirir. Desde que o produto seja bom.
Aqui começa o problema.
O produto futebol português é, de uma forma geral, visto como pouco qualificado. Por razões pouco discutíveis: erros graves, desconfiança sobre a verdade desportiva, jogadores de qualidade duvidosa, estádios que oscilam entre o muito bom e o mau, horários incertos, nível de linguagem poucas vezes atractivo.
Na prática, o número de pessoas interessadas em pagar para ir aos estádios ver jogos de profissionais não excede, em média, as 100 mil. Um por cento da população, portanto.
Depois há mais alguns que aceitam pagar qualquer coisa para saber o que se passa no futebol português. São os que subscrevem a SportTV e adquirem jornais desportivos. Não existem estudos, mas acredito que muitos são os que também vão aos estádios.
Existe ainda uma categoria, bem maior do que a anterior: são os que aceitam ver futebol na televisão, sem pagar. Um pouco mais de um milhão (audiência média), todos os fins-de-semana.

Audiências dos jogos da época 2008/09 transmitidos em canal aberto (fonte: Marktest)


Façamos contas, então.
Apesar de divulgada como nenhuma outra actividade, o futebol só convence um por cento da população a pagar aos clubes. E se for de borla só atrai a atenção de dez por cento dos potenciais interessados.
No entanto, este número é multiplicado por quatro em grandes eventos que envolvem a selecção nacional, como Mundiais ou Europeus.

Isto significa, do meu ponto de vista, que pelo menos metade dos que habitam em Portugal nunca terão grande vontade de se envolver com o futebol. Passa-lhes ao lado. E estão no seu direito.
Mas existem dois, três, talvez quatro milhões de pessoas que até admitem ver futebol (e comprar cachecóis, camisolas, etc.) se os convencerem de que vale a pena. Os anos Scolari são prova suficiente.


Os dirigentes do futebol deveriam estar preocupados em estudar estas pessoas e encontrar formas de comunicar com elas.
Isto não se faz nos estádios. Esses já estão convertidos.
Fazê-lo nas ruas custa muito dinheiro.
Os jornais desportivos têm audiências cada vez mais reduzidas e são adquiridos, em princípio, pelos mesmos que vão aos estádios (somados os três jornais, hoje em dia falamos apenas em 150 mil compradores/dia).
A Internet é um meio poderoso, mas onde cada um é dono do seu destino (sites, blogues, Messenger, twitter, etc., etc.).
A televisão por cabo é ainda uma realidade distante para a maioria dos portugueses.

Conclusão: o meio mais eficaz para comunicar com massas continua a ser a televisão em sinal aberto.

Pois bem, que sucedeu no último domingo? A RTP1 deu meia dúzia de minutos à festa do F.C. Porto e depois remeteu-a para o programa de desporto (onde, claro, só estiveram os que habitualmente já têm contacto com o produto). A SIC manteve a sua programação. A TVI manteve a sua programação.

É este o estado do futebol em Portugal, incapaz de produzir conteúdo suficientemente interessante para atrair as pessoas que não estão já fidelizadas.

Num caso destes, que deveria ter feito o F.C. Porto? Interessar os grandes canais, como caminho para chegar aos que não são clientes regulares deste desporto e, por arrasto, da marca F.C. Porto.
Quando terminou o jogo com o Nacional, pelas 22 horas, cerca de três milhões de pessoas estariam a ver televisão em sinal aberto. Logo no momento de maior grandeza do clube.
Acontece que apenas uma ínfima percentagem de espectadores «participou» na festa. Chama-se a isto uma oportunidade perdida.

O desafio, numa situação como esta, é criar conteúdo próprio para resultar em televisão e adequado ao tempo que os canais poderiam dedicar à festa do título, se esta fosse, de facto, transformada num evento televisivo.

A ambição de alguém que gere um produto em que acredita deve ser comunicá-lo ao maior número de pessoas, pelo menor custo. Ao melhor estilo vejam como isto é bonito!
Num caso como este, o desafio era interessar quem gera audiência, conseguir chegar às pessoas que viam televisão àquela hora. Permitir conteúdo exclusivo para cada canal, garantir total disponibilidade para colocar câmaras próprias e permitir a personalização a partir do Dragão. Emissões curtas mas de grande eficácia, que depois poderiam continuar no cabo. Mas a mensagem principal teria passado.

No dia seguinte, os principais protagonistas deveriam ter ocupado o espaço de comunicação disponível. Nada disto aconteceu. Aliás, em Portugal os políticos aparecem. Os empresários aparecem. Os artistas adorariam aparecer. Os jogadores são escondidos, como se fossem incapazes de se responsabilizar pelo que dizem.
(um exemplo: há assessores de imprensa que impedem treinadores e jogadores de responder a perguntas que não digam respeito a futebol. E, mais estranho ainda, há treinadores e jogadores que aceitam esta limitação)


Os clubes portugueses ainda não perceberam que precisam de captar novos clientes. E isso só se consegue com um produto credível, bem arranjado e comunicando com quem ainda não o conhece/adquire.
Este é o desafio que as estruturas do futebol português e sobretudo os clubes têm pela frente. Nos últimos anos, a Liga fez um esforço na Carlsberg Cup e garantiu dois patrocinadores de grande fôlego (Unicer e Central de Cervejas). Mas a verdade é que o número de espectadores nos estádios decresceu e as audiências televisivas em canal aberto são hoje mais baixas do que há um ano.

Outra realidade: o futebol de primeira qualidade é um bom produto televisivo, que gera audiências. Mas o campeonato não se adequa à categoria «primeira qualidade», por isso na tabela anual de programas mais vistos em 2009 não aparecerá, estou certo disso, nenhum jogo da Liga Sagres nas primeiras 25 posições. (a partida mais vista esta época, um Benfica-Naval, teve audiência média de 1.8 milhões de espectadores; a estreia da novela «Deixa que te leve», da TVI, fez na segunda-feira 2.3 milhões).

As televisões precisam de futebol de «primeira qualidade»? Sim, basta olhar para as tabelas de programas mais vistos. Mas se continuar como está o futebol profissional português será um produto cada vez menos interessante. Por isso menos visto, logo menos «comprado». Logo, pobre.

Provavelmente nada disto interessa aos adeptos dos clubes, nos dias em que ganham. Mas devia preocupar quem está obrigado a fazer contas, sobretudo se tiver como ambição que algum dia saiam do vermelho.

Nota: As fotos e os destaques a negrito são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Final contra o SLB e o Sistema do Andebol


No próximo domingo, dia 17 de Maio, às 16h05, o FC Porto irá receber o SLB para o primeiro jogo da final do play-off do campeonato nacional de Andebol.

Depois do que se passou no jogo de estreia do Dragão Caixa, em que a dupla de arbitragem excluiu quatro jogadores (!!) do FC Porto em menos de dois minutos, reduzindo a equipa azul-e-branca a apenas dois jogadores de campo, é bom que o FC Porto esteja preparado para outras manobras, ambientes e "cascas de banana".

Por exemplo, neste último SLB x Sporting, terceiro jogo das meias-finais dos play-off, aos 38 minutos os árbitros suspenderam a partida durante cerca de 5 minutos, devido ao lançamento de parte de uma cadeira para o recinto de jogo (antes já tinham sido arremessados isqueiros, garrafas vazias e moedas).
O que irá acontecer ao SLB? Interdição do pavilhão? Nem pensar! Talvez uma pequena multa...

Outro aspecto em que treinador e jogadores do FC Porto têm de estar atentos é à estratégia de anti-jogo dos encarnados. A ideia é simples, mas terrivelmente eficaz. Jogadores encarnados atiram-se para o chão, simulando lesões, "obrigando" os árbitros a parar o jogo e interrompendo assim contra-ataques perigosos. Esta estratégia foi seguida com êxito no SLB x São Bernardo e repetida no jogo de ontem contra o Sporting, em ambos os casos com a complacência da mesma dupla de árbitros (Duarte Santos e Ricardo Vieira). Coincidências...

O FC Porto ganhou a fase regular, está em boa forma (superou os quartos e as meias-finais em apenas dois jogos) e beneficia do factor casa, mas para ganhar esta final dos play-off terá de ser muito superior ao SLB, porque o Sistema do Andebol já mostrou que não brinca em serviço.


P.S. No Basquetebol o SLB levou a melhor, enquanto que no Hóquei em Patins os hepta-campeões nacionais eliminaram os encarnados. O Andebol vai desempatar este duelo entre dragões e "gaivotas" nas modalidades de alta competição.

Assim não, obrigado

Na semana passada, o Barcelona apurou-se para a final da Liga dos Campeões. Frente a frente estiveram dois estilos de jogo completamente opostos. De um lado, o futebol da procura do golo do Barcelona de Guardiola e do outro, o futebol sem riscos do Chelsea de Hiddink. Mas infelizmente não se tratou apenas de dois estilos de futebol opostos. O futebol praticado pelo Chelsea é no mínimo preocupante para a modalidade. Uma equipa milionária com Drogbas, Anelkas, Ballacks e Lampards, entre outros, a jogar com o único objectivo de anular a ofensiva adversária (o Chelsea teve 35% de posse bola em toda a eliminatória) é uma ideia assustadora, mas foi assim durante os 90 minutos em Camp Nou e muitos dos minutos em Stamford Bridge. O que dizer quando as equipas com maior capacidade financeira e desportiva, e que deveriam ser as primeiras a promover o futebol, são as que praticam um jogo aborrecido e sem correr qualquer risco.

O Barcelona tinha assim mais um apoiante para o jogo da 2ª mão. Acima de tudo, eu queria que o futebol dos catalães vencesse o futebol dos ingleses, numa espécie de “bons” contra os “maus”. Mas infelizmente a UEFA já tinha feito as suas contas e verificado que não era nada bom voltar a ter uma final com as mesmas equipas e do mesmo país. O público neutro preferia o Barcelona, motivado pelos duelos Man. United versus Barça, Ronaldo versus Messi.


E ganhou o Barcelona, mas da pior maneira. O árbitro teve uma enorme influência no resultado. Teve péssimas decisões para ambos os lados, mas mais para o lado inglês e aquela falta de Daniel Alves sobre Malouda aos 25 minutos deixa muitas dúvidas. O árbitro vê a falta e não vê que ambos estavam já dentro da área? Prontamente apontou para a linha da área, como quem quer evitar o penalti e a morte da eliminatória. No final nem acho que o Barcelona tenha vencido a eliminatória de forma injusta. Estatisticamente foram superiores nos dois jogos (remates, cantos, posse de bola), mesmo que na 2ª mão tivessem menos inspirados. O Chelsea acabou por parecer superior em Londres e mesmo com as decisões contrárias do árbitro, teve mais uma ou outra oportunidade flagrante para matar o jogo. O que me custou foi ver o Barcelona vencer por entre muitas situações duvidosas e uma arbitragem que cheirou muito a arranjinho. Caros senhores da UEFA, eu gostaria que o futebol espectáculo superasse o futebol defensivo, mas assim não, obrigado.

fotos: uefa.com

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Os jogadores emprestados pelo FC Porto (V)


"Tenho contrato com o FC Porto; acabo agora o meu vínculo com o Braga, e quem sabe se não voltarei? O mais provável é que o meu futuro passe mesmo pelo FC Porto... Primeiro quero acabar bem a temporada em Braga para depois voltar ao clube com o qual tenho contrato"

Renteria (jogador emprestado ao Braga)
declarações à rádio Caracol da Colômbia, em 12/05/2009